Saúde
Cidadania (partido político)
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Cidadania | |
|---|---|
| Número eleitoral | 23[1] |
| Presidente | Alex Manente[2] |
| Vice-presidente | 1.ª- Priscila Rocha da Silva[3] 2.º- João Viana[3] |
| Secretária-geral | Juliet Neves Matos[3] |
| Tesoureira | Mariela Lozi Dias Chaves[3] |
| Secretário de Formação | João Carlos Alves dos Passos[3] |
| Secretária da Mulher | Isabela Sousa Santiago[3] |
| Fundação | 26 de janeiro de 1992 (34 anos)[4] |
| Registro | 19 de março de 1992 (34 anos) (como PPS) |
| Sede | Brasília, Distrito Federal |
| Ideologia | |
| Espectro político | Lista
|
| Publicação | Política Democrática |
| Think tank | Fundação Astrojildo Pereira |
| Ala de juventude | Juventude 23 |
| Ala feminina | Mulheres 23 |
| Ala negra | Igualdade 23 |
| Ala LGBT | Diversidade 23 |
| Antecessor | PC-SBIC |
| Membros (2025) | 422.155 filiados[12] |
| Afiliação nacional | Federação PSDB Cidadania[13] |
| Afiliação internacional | Foro de São Paulo (até 2004)[14] |
| Governadores (2026) | 0 / 27 |
| Prefeitos (2024)[15] | 33 / 5 569 |
| Senadores (2025)[16] | 0 / 81 |
| Deputados federais (2025)[17] | 2 / 513 |
| Deputados estaduais (2026) | 0 / 1 024 |
| Vereadores (2024)[18] | 431 / 58 026 |
| Cores | azul magenta ciano |
| Página oficial | |
| cidadania23 | |
Cidadania é um partido político brasileiro de alinhamento entre a centro-direita e a centro-esquerda.[9] Foi fundado e registrado em 1992 com o nome Partido Popular Socialista (PPS), a partir de uma manobra política de parte da executiva nacional do Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PCB).[7] Em março de 2019, alterou o nome para Cidadania, oficializado pelo TSE em setembro.[19][20] Em abril de 2025, o partido possuía 422.155 filiados, tendo mais membros nos estados de São Paulo, de Minas Gerais e do Paraná.[12]
O PPS inicialmente defendia o socialismo democrático e social-democracia, abandonando o comunismo e marxismo-leninismo defendido pelo antigo PCB.[21] O partido lançou Ciro Gomes como seu candidato presidencial nas eleições de 1998 e 2002, sendo que na primeira Gomes se tornou o terceiro candidato mais votado.[21] Apesar de seu alinhamento de esquerda, o PPS passou a fazer oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2004, formando alianças com partidos de centro-direita, em particular o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e apoiando o impeachment de Dilma Rousseff.[22] Com o tempo, o PPS se moveu mais para o centro e deixou de dar ênfase à maioria de suas políticas socialistas tradicionais, e em 2019 a Convenção Nacional do partido adotou a nova nomenclatura de "Cidadania",[9] junto com uma nova agenda defendo o progressismo, o liberalismo social e econômico.[9][22][23] Em 2022 se juntou ao seu aliado histórico PSDB para formar a Federação PSDB Cidadania.[24] Em 2025, a direção nacional do Cidadania votou para a dissolução da federação partidária.[25] Todavia, em meio a uma disputa política interna, em março de 2026, foi anunciado que a Federação PSDB Cidadania seria mantida para as eleições de 2026.[26]
Durante sua história, o partido deu apoio aos presidentes Itamar Franco, Luiz Inácio Lula da Silva (no início) e Michel Temer.[7][27] Fez oposição aos presidentes Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.[7] Mesmo tendo alinhamento (em votações na Câmara dos Deputados até abril de 2021) de 83% com o governo do presidente Jair Bolsonaro,[28] em fevereiro de 2021 o Diretório Nacional aprovou um indicativo de impeachment dele.[29]
Atualmente setores do partido apoiam os governos estaduais do Acre,[30] de Alagoas,[31] do Ceará,[32] do Espírito Santo,[33] de Goiás,[34] do Maranhão,[35] da Paraíba,[36] do Paraná,[37] do Rio de Janeiro,[38] do Rio Grande do Sul[39] e de Roraima[40] além de já terem sido apoiadores dos atuais governos de Minas Gerais[41] e de Santa Catarina.[42]
História
Sob o nome "Partido Popular Socialista"

A fundação do Partido Popular Socialista (PPS), antiga nomenclatura do atual Cidadania, ocorreu por decisão controversa de parte da executiva nacional do Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PCB) de alterar sua denominação e sigla.[43] A maior parte dos delegados presentes no X Congresso que realizou a mudança de nome de PCB para PPS estavam ali por fruto de uma manobra política que feria os estatutos do partido. A manobra constituiu na realização de "Fóruns Socialistas" que elegeram os delegados para o referido Congresso, sendo que esses fóruns contavam com a presença de não filiados ao partido. De tal modo, a maioria existente que extinguiu o antigo PCB era composta por vários indivíduos não-filiados, o que contrariava os seus estatutos e não constituía, portanto, em maioria de direito.[44]
O partido foi criado frente a uma nova ordem internacional, após a queda dos antigos modelos comunistas (fim da URSS e da Guerra Fria). Abandonando o marxismo-leninismo do PCB em prol de um modelo de socialismo democrático e social-democracia. Foi mantido o mesmo código eleitoral (23) do antigo PCB, além de seu patrimônio.
O partido foi fundado e obteve registro permanente em 19 de março de 1992.[45] Em 1992, cerca de mil militantes que formavam o grupo chamado "Movimento Nacional em Defesa do PCB" decidiram não participar do "X Congresso" que foi manipulado para destruição da sigla passando por cima do IX congresso e do Estatuto, nesse mesmo momento foi feito uma conferencia de organização e mantido o marxismo-leninismo, a sigla PCB os símbolos do Partido Comunista Brasileiro.[46]
| Partido Comunista do Brasil (PCB) 1922–1961 |
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 1961–1992 |
Partido Popular Socialista (PPS) 1992–2019 |
Cidadania 2019–presente | ||||
| Partido Comunista (PC) 1992–1993 |
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| Partido Comunista Brasileiro (PCB) 1993–presente | |||||||
| Liga Comunista Internacionalista (LCI) | |||||||
| Partido Operário Leninista (POL) | |||||||
| Partido Socialista Revolucionário (PSR) | |||||||
| Partido Comunista do Brasil (PCdoB) 1962–presente | |||||||
| Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR8) | Partido Pátria Livre (PPL) 2009–2019 |
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Governo Lula
O PPS inicialmente fez parte do Primeiro Governo Lula, apoiando o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2004 no entanto, o PPS quebrou com Lula e começou a fazer parte da oposição ao PT.[49] O PPS começou a se aproximar e a fazer alianças com partidos de centro-direita, em especial com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).[50]
Governo Dilma
Mantendo a postura que adota desde 2004, permaneceu na oposição ao governo petista. Com a morte do ex-presidente e senador pelo PPS, Itamar Franco, o partido perdeu sua única cadeira no Senado. Atualmente é processado pelo PCB no STF por uso indevido de sua imagem em propagandas políticas.[51]
Em abril de 2013 a executiva nacional do partido anunciou a fusão com Partido da Mobilização Nacional (PMN) para formar a Mobilização Democrática (MD), entretanto em junho a executiva nacional do PMN rejeitou a proposta, anulando o processo de fusão.[52] Em 2014, o PPS esteve envolvido noutro processo de fusão (ou incorporação), dessa vez com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), com possibilidades de participação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) e do Partido Ecológico Nacional (PEN), cujas negociações foram suspensas em 2015.[53][54][55]
O mais recente caso de um possível processo de fusão foi durante o fim de 2018, quando entrou em discussão a união com o Partido Verde (PV) e com a Rede Sustentabilidade (REDE). Entretanto, o processo não se deu devido à discordâncias nas lideranças dos outros dois partidos.[56][57][58]
Sob o nome Cidadania
Governo Bolsonaro
Em meio a uma tentativa de atrair novos eleitores devido ao desgaste provocado pela crise político-econômica de 2014,[59] o PPS decidiu, em março de 2019, mudar seu nome para "Cidadania".[43] No dia 19 de setembro de 2019 o TSE aprovou a mudança.[20] O Cidadania (como partido político) fez oposição ao Governo Jair Bolsonaro.[60] No entanto, em votações mais polêmicas, como a votação recente da PEC do Voto impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19), apesar da recomendação do voto: "não", apenas cerca de 60% (e não a totalidade, como era esperado) dos deputados votaram alinhados com a recomendação do partido.[61]
Para as eleições gerais no Brasil em 2022, o Cidadania formou uma federação partidária com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a Federação PSDB Cidadania.[62] Para presidente, a federação apoiou a candidatura de Simone Tebet do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).[63] Para o segundo turno, o Cidadania declarou apoio à Luiz Inácio Lula da Silva contra Jair Bolsonaro.[64]
Governo Lula
Em 16 de março de 2025, o Diretório Nacional do Cidadania votou, por unanimidade, para dissolver a Federação PSDB Cidadania. Todavia, como a Lei das Federações previa sanções para partidos que se desligam da organização antes dos quatro anos de sua existência, o protocolo do pedido oficial de dissolução da federação, junto ao TSE, foi adiado para 2026.[65] Em 6 de agosto de 2025 o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7021, estabeleceu que o prazo para o registro de federações partidárias antes das eleições deveria ser o mesmo que o exigido dos partidos políticos: seis meses antes do pleito.[66] Na modulação dos efeitos da decisão foi estabelecido que as federações partidárias formadas em 2022 poderiam se dissolver antes do prazo mínimo de 4 anos, para que cumpram os prazos legais de formação de novas federações, se assim o quiserem.[66] Desde então, o Cidadania pôde requerer a dissolução da federação, antes do prazo mínimo de quatro anos, sem incorrer nas penalidades legais.[66] Em 15 de agosto de 2025, o Cidadania anunciou a formação de uma nova federação partidária, a ser constituída com o Partido Socialista Brasileiro (PSB).[67][68]
Apesar disso, constituíram-se dois grupos dentro do partido: um liderado pelo então presidente Comte Bittencourt (com apoio, por exemplo, de Cristovam Buarque) e outro por Alex Manente (apoiado por Roberto Freire).[69] O primeiro grupo era favorável à federação com o PSB, a qual era rejeitada pelo segundo.[69] No final de 2025, por decisão judicial, Roberto Freire foi reconduzido à Presidência do partido Cidadania e, em substituição às negociações com o PSB, tiveram início tratativas para uma federação com o partido Republicanos, ao qual estava filiado o então governador de São Paulo e aproximando o Cidadania de setores mais da direita política.[70]
Em 2026, foi convocado novo congresso nacional do partido. Porém, aqueles diferentes grupos dentro partido realizaram dois congressos paralelos. Em um deles, o deputado federal Alex Manente foi eleito, enquanto o outro congresso elegeu Comte Bittencourt.[71] Em razão da divergência, a Justiça Eleitoral suspendeu a decisão de eleição de Manente, razão pela qual o partido não conseguiu mais filiar novos integrantes até 26 de março de 2026.[69] Nesta data, Manente voltou a exercer a poderes de presidente nacional do partido.[72]
Diante do conflito interno e dos prazos do calendário eleitoral de 2026, metade dos parlamentares se desfiliaram do partido: Amom Mandel e Any Ortiz, dois dos quatro deputados federais eleitos pelo partido em 2022, se desligaram em 2026 e se filiaram ao Republicanos e PP, respectivamente.[73][74] Sendo assim, a bancada do partido na Câmara dos Deputados foi reduzida para Alex Manente, o presidente do partido e Arnaldo Jardim, que declarou que não pretende mais se candidatar em 2026.[75] Nessas condições, em março de 2026, foi anunciado que a Federação PSDB Cidadania seria mantida para as eleições de 2026.[26] Outro reflexo da crise foi que, em abril de 2026, o partido deixou de ter deputados estaduais: em 2022, o partido elegeu 17 deputados estaduais em todo o Brasil,[76] todavia, entre 2022 e 2026, todos os deputados estaduais eleitos pelo partido se desfiliaram em Amapá,[77] Amazonas,[78] Ceará,[79] Distrito Federal,[80] Espírito Santo,[81] Mato Grosso,[82] Minas Gerais,[83][84] Pará,[85] Rio Grande do Sul,[86] Roraima,[87] São Paulo,[88] Sergipe[89] e Tocantins.[90]
Em 4 julho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) declarou a nulidade da eleição de Alex Manente e a validade da eleição de Comte Bittencourt como presidente do partido. Entretanto, devido à desfiliação de Bittencourt do Cidadania antes dessa decisão judicial e filiação ao PSB, Luzia Maria Ferreira, eleita vice-presidente da legenda, foi nomeada presidente do partido.[91][92] Nova decisão em 8 de julho de 2026 reconduziu Alex Manente à presidência do partido, por decisão liminar do ministro Nunes Marques.[93] Finalmente, em 3 de agosto de 2026, o Supremo Tribunal Federal (SFT) extinguiu a ação que questionava a validade da convenção que elegeu Alex Manente à presidência nacional do partido, após a desistência dos filiados que haviam contestado sua eleição.[94]
Ideologia
O PPS se considerava, em seu estatuto, como um partido socialista, e em discursos, como uma terceira via. Entretanto, as recentes alianças com partidos tradicionalmente de centro e de direita, como DEM, PTB e PSDB, tanto na esfera federal quanto em governos estaduais e municipais, e afastamento de outros partidos oposicionistas de esquerda como o PSOL e o PSTU, despertam críticas de jornalistas e analistas políticos sobre a real posição do partido no espectro político, sendo muitas vezes considerado "linha auxiliar" dos tucanos. O partido é oficialmente a favor do parlamentarismo.[5][95][96]
Roberto Freire, figura influente na sigla e presidente do partido por mais de 30 anos, é amigo de José Serra desde os tempos de liderança estudantil.[97] Ainda em 2005, o então Ministro da Integração Nacional pelo PPS, Ciro Gomes, fez duras críticas às políticas de Roberto Freire, reforçando a ideia de que o mesmo queria transformar o partido em uma "linha auxiliar de José Serra e do PSDB".[50]
O ex-deputado Raul Jungmann mostrou ter divergências sobre os rumos do partido, afirmando que "(...) infelizmente o PPS tem se posicionado como aliado do PSDB, sem nenhuma reciprocidade por parte desse. Estes interesses dos aliados são legítimos, mas cabe a nós a organização enquanto partido, e não como linha auxiliar". Porém, após o anúncio de sua pré-candidatura para a Prefeitura de São Paulo em 2012, Soninha Francine reiterou que "o PPS insiste na tese da construção de uma terceira via, fora da polarização PT × PSDB", e citou o histórico do PPS em apoiar candidatos como Luiz Inácio Lula da Silva e Luiza Erundina.[98]
Desde 2004, o ex-PPS não mais participa do "Foro de São Paulo" por discordar e divergir dos seus participantes que chegaram ao poder em países como Bolívia, Venezuela, Equador, Colômbia, Argentina, Cuba e o próprio Brasil.[99] O partido estava na oposição ao governo Dilma Roussef, apoiando movimentos como a "Marcha Pela Liberdade",[100] uma iniciativa da direita liberal que pedia pelo impeachment da então presidente brasileira.
Também na oposição do governo Dilma, o Partido Comunista Brasileiro emitiu nota em repúdio ao PPS, distanciando-se do partido ao classificá-los como uma sigla pertencente à direita política. Conforme a publicação do PCB, no ano de 1992 os atuais líderes do PPS empreenderam ação liquidacionista contra o Partido Comunista Brasileiro no contexto da crise mundial do socialismo e da queda da União Soviética e do Leste Europeu. Estes líderes então teriam organizado "um congresso fajuto, com a participação de delegados não pertencentes aos quadros do PCB e decidiram pela criação de um novo partido chamado PPS".[101]
Após mudar o nome para Cidadania em 2017, o partido abandonou o socialismo democrático e os ideais anticapitalistas e iniciou a defesa pelo liberalismo econômico, apesar de ainda ter mantido o caráter progressista.[23]
Organização
Mandatos atuais
Câmara dos Deputados
Deputados Federais
| Deputados Federais Atuais (2) | |||
|---|---|---|---|
| UF | Imagem | Deputado (a) | Ref. |
| SP | Alex Manente | ||
| SP | Arnaldo Jardim | ||
| Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos. Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. | |||
Congressos Nacionais
| Congressos do PPS/Cidadania | ||
|---|---|---|
| Edição | Data | Local |
| X | janeiro de 1992 | São Paulo[7] |
| XI | maio de 1996 | Rio de Janeiro[7] |
| XII | abril de 1998 | Brasília[7] |
| XIII | março de 2002 | Niterói[7] |
| XIV | março de 2004 | São Paulo[7] |
| XV | março de 2006 | Belo Horizonte[102] |
| XVI | julho de 2009 | Rio de Janeiro[103] |
| XVII | dezembro de 2011 | São Paulo[104] |
| XVIII | dezembro de 2013 | São Paulo[105] |
| XIX | março de 2018 | São Paulo[106] |
| Extraordinária | março de 2019 | Brasília[43] |
| Extraordinária | outubro de 2019 | Brasília[107] |
| indefinida | etapas municipais em julho de 2021 |
indefinido[108] |
| XXI | 4 de março de 2026 | São Bernardo do Campo[109] |
Número de filiados
| Data | Filiados[12] | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez./2006 | 405.010 | — | — |
| dez./2007 | 409.766 | +1% | |
| dez./2008 | 407.634 | -0,5% | |
| dez./2009 | 385.479 | -6% | |
| dez./2010 | 445.185 | +15% | |
| dez./2011 | 465.300 | +4,5% | |
| dez./2012 | 467.352 | +0,4% | |
| dez./2013 | 465.310 | -0,4% | |
| dez./2014 | 463.275 | -0,4% | |
| dez./2015 | 465.134 | +0,4% | |
| dez./2016 | 482.415 | +4% | |
| dez./2017 | 480.977 | -0,2% | |
| dez./2018 | 480.748 | -0,0% | |
| dez./2019 | 441.772 | -9% | |
| dez./2020 | 461.902 | +4,5% | |
| dez./2021 | 453.560 | -1,8% | |
| dez./2022 | 444.464 | -2% | |
| dez./2023 | 431.846 | -2,8% | |
| dez./2024 | 423.859 | −1,84% | |
| mar./2026 | 415.933 | −1,86% | |
Fundação partidária
A Fundação Astrojildo Pereira (FAP) é uma entidade vinculada ao Cidadania, dedicada à formação política, produção intelectual e promoção do debate democrático. Seu nome homenageia o jornalista e militante Astrojildo Pereira, um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro.[110] Atua como centro de estudos e pesquisa, desenvolvendo atividades como cursos, seminários, publicações de livros e revistas, e apoio a projetos culturais e educativos.[111] Em Brasilia,a FAP mantém a Biblioteca Salomão Malina, um centro público de consulta e empréstimo de obras.[112]
Desempenho eleitoral
Eleições municipais
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Eleições estaduais
De 1994 a 2018, o Cidadania apoiou oficialmente 175 candidaturas a governadores no primeiro turno. Dessas 175 candidaturas, 45 eram do PSDB, 25 do MDB, 20 do próprio Cidadania, 17 do PT, 16 do PSB, 13 do PDT e 10 do DEM. Foram 64 vitórias no total, sendo 23 por candidaturas do PSDB e 12 do MDB. Foram eleitos governadores pelo Cidadania Blairo Maggi (MT, dois mandatos), Ivo Cassol (RO) e Eduardo Braga (AM). O Cidadania também ajudou a eleger 75 mandatos de senadores, 38 deles eleitos pelo PSDB, MDB e DEM, e apenas 6 pelo próprio partido.[124]
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 2018[124] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos
majoritários eleitos (10 governadores e 16 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 2014[124] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (10 governadores e 8 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 2010[124] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (11 governadores e 18 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 2006[124] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (15 governadores e 10 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 2002[124] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos majoritários eleitos (4 governadores e 7 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 1998[124] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos
majoritários eleitos (10 governadores e 8 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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| Participação e desempenho do PPS nas eleições estaduais de 1994[124] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Candidatos
majoritários eleitos (5 governadores e 8 senadores). Em negrito estão os candidatos filiados ao PPS durante a eleição.Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PPS compôs. Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores. Não estão listados os futuros suplentes empossados.
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Eleições presidenciais
| Ano | Imagem | Candidato(a) a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1994 | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |
Aloizio Mercadante (PT) |
Frente Brasil Popular pela Cidadania (PT, PSB, PCdoB, PPS, PV, PCB e PSTU) |
17.122.127 (27,04%) | 2ª | |
| 1998 | Ciro Gomes (PPS) |
Roberto Freire (PPS) |
Brasil Real e Justo (PPS, PL e PAN) |
7.426.190 (10,97%) | 3ª | |
| 2002 | Ciro Gomes (PPS) |
Paulinho da Força (PTB) |
Frente Trabalhista (PPS, PTB e PDT) |
10.170.882 (11,97%) | 4ª | |
| Segundo turno: apoio ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | ||||||
| 2006 | Geraldo Alckmin (PSDB) |
José Jorge (PFL) |
Por Um Brasil Decente (PSDB e PFL) apoio informal do PPS |
37.543.178 (39,17%) | 2ª | |
| 2010 | José Serra (PSDB) |
Indio da Costa (DEM) |
O Brasil pode mais (PSDB, DEM, PPS, PMN, PTdoB e PTB) |
43.711.388 (43,95%) | 2ª | |
| 2014 | Marina Silva (PSB) |
Beto Albuquerque (PSB) |
Unidos pelo Brasil (PSB, PHS, PRP, PPS, PPL e PSL) |
22.176.619 (21,32%) | 3ª | |
| Segundo turno: apoio ao candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) | ||||||
| 2018 | Geraldo Alckmin (PSDB) |
Ana Amélia (PP) |
Para Unir o Brasil (PSDB, PP, PR, PRB, PSD, Solidariedade, DEM, PTB e PPS) |
5.096.349 (4,76%) | 4ª | |
| Segundo turno: neutralidade e liberação de diretórios e filiados | ||||||
| 2022 | Simone Tebet (MDB) |
Mara Gabrilli (PSDB) |
Brasil para Todos (MDB, Fed. PSDB Cidadania e PODE) |
4.915.423 (4,16%) | 3ª | |
| Segundo turno: apoio ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | ||||||
Parlamentares cassados
Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PPS ocupava a oitava posição no ranking, com quatorze cassações, atrás do DEM, PMDB, PSDB, PP, PTB, PDT e PR.[127]
Referências
- ↑ «Partidos políticos registrados no TSE». TSE. Consultado em 11 de abril de 2021. Cópia arquivada em 4 de março de 2026
- ↑ Folha de São Paulo. «Em meio à disputa judicial, Congresso do Cidadania elege Alex Manente como presidente do partido». Consultado em 5 de março de 2026. Cópia arquivada em 10 de maio de 2026
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