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Romeu Tuma Júnior
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Romeu Tuma Júnior | |
|---|---|
Romeu Tuma Júnior em 2018 | |
| Presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2024 - a atualidade |
| Deputado Estadual por São Paulo | |
| Período | 15 de março de 2003 até 15 de março de 2007 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Romeu Tuma Júnior |
| Alcunha(s) | Tuma Júnior, Tuminha |
| Nascimento | 13 de agosto de 1960 (66 anos) São Paulo, São Paulo, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Zilda Dirane Tuma Pai: Romeu Tuma |
| Partido | PPS (2001-2005) PMDB (2005-2011) DEM (2011-2013) PTC (2013-2016) PTB (2016-2017) PRB (2018-2019) Republicanos (2019-atualidade) |
| Profissão | Delegado de polícia |
Romeu Tuma Júnior (São Paulo, 13 de agosto de 1960) também conhecido como Tuma Júnior ou até mesmo Tuminha é um político brasileiro filiado ao Republicanos.[1] É o atual Presidente do conselho deliberativo do Corinthians.[2]
Policial
Descendente de sírios, Romeu Tuma Júnior iniciou a carreira policial aos 18 anos como investigador, em 1978. Foi Delegado de Polícia concursado da Polícia Civil do Estado de São Paulo, e em 2002 era delegado da Seccional de Taboão da Serra, quando foi o primeiro delegado responsável pelas investigações do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), além de ser a segunda pessoa a ver o corpo do prefeito em Itatiba.[3] Foi também deputado estadual paulista e ocupou o cargo de Secretário Nacional de Justiça (2007-2010) durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidindo, à época, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.[4][5] Filho do falecido político Romeu Tuma e irmão de delegados e políticos, Tuma Júnior aposentou-se do cargo de Delegado Classe Especial (topo da carreira) em 2013, com 35 anos de serviço.[6]
Político
Formado em Direito, foi deputado estadual entre os anos de 2003 e 2007. Ocupou o cargo de corregedor parlamentar e foi presidente das comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor na Assembléia Legislativa paulista.
Diálogos interceptados seu gabinete pela Polícia Federal indicavam uma suposta articulação do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, para acompanhar um concurso público. a com aprovação do ilustre escrivão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, fazia gosto queo "futuro policial", com o policial Paulo Guilherme ‘Guga’ Mello, seu braço direito no Ministério da Justiça.[7]
Investigações da PF indicavam que o gabinete de Tuma Júnior supostamente funcionava como "central de favores" para parentes, amigos e aliados do próprio Secretário Nacional de Justiça e também de seus assessores mais próximos. Segundo matéria do Estadão, "diálogos e documentos colhidos ao longo da investigação mostram que Tuma Júnior e assessores usaram a secretaria para, por exemplo, agilizar processos de naturalização de estrangeiros ilegais e obter na PF a emissão a jato de passaportes para atender pedidos que chegavam diariamente por telefone". Inquérito policial também apontou provável lobby do próprio Tuma Júnior para a aprovação de um pedido de indenização em favor do pai de um dos seus assessores.[8]
Outras gravações revelam que Romeu Tuma Júnior, então presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do governo Lula, atuou no controlae do contrabando de produtos piratas na região da Rua 25 de Março, na capital paulista, instaurou inquérito para investigar no Estado. Li foi preso com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados. Tuma Júnior demonstra ter negócios com Li já que dividiu um quarto de hotel e comprou vídeojogos.[9]
Como denunciante
Tuma Júnior escreveu com o jornalista Claudio Tognolli o livro (Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado - Editora Topbooks) em que denuncia o que ele considera como aparelhamento do governo pelo PT para cometer crimes, em especial pedidos heterodoxos feitos a ele quando Secretário no Ministério da Justiça, e que Luiz Inácio Lula da Silva teria sido informante do governo militar.[10]
O livro vai ser adaptado para o filme Quem matou Celso Daniel, com direção de Marcos Jorge e lançamento previsto em 2019.[11]
No Corinthians
Em 1° de fevereiro de 2024, foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, em eleição realizada no Parque São Jorge. O mandato é de três anos. Tuma recebeu 164 votos, ele disputou a eleição com Jorge Kalil, ex-vice-presidente e também ex-diretor adjunto de futebol do clube, que teve 109 votos - dois conselheiros anularam o voto.[12]
Em 13 abril de 2026, no meio de disputas políticas no clube, se licenciou do cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. Ele deixou o posto após uma liminar da Justiça suspender a realização da assembleia geral de associados que votaria uma reforma no estatuto do clube. No seu pedido de afastamento, Romeu Tuma chamou o presidente da diretoria, Osmar Stábile, de traidor.[13]
Em 15 de junho de 2026, voltou à presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians. O dirigente reassumiu o cargo após um período de licença.[14]
Desempenho eleitoral
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % | Resultado | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | Estaduais em São Paulo | PPS | Deputado estadual | 63.523 | 0,33% | Eleito | [15] |
| 2006 | Estaduais em São Paulo | PMDB | 43.800 | 0,22% | Não eleito | [16] | |
| 2018 | Estaduais em São Paulo | PRB | Deputado federal | 13.343 | 0,06% | Não eleito | [17] |
Bibliografia
- Tuma Júnior, Romeu (2013). Assassinato de Reputações (PDF). Um Crime de Estado. 1 Primeira ed. Brasil: [s.n.] 323 páginas. 666. Consultado em 2 de julho de 2013
- Tuma Júnior, Romeu (2016). Assassinato de Reputações II. Muito Além da Lava-Jato. 1 Primeira ed. Brasil: [s.n.] 264 páginas. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2017
Ver também
Referências
- ↑ «Eleições», O Estado de S. Paulo, 2012, consultado em 10 de dezembro de 2013
- ↑ Costa, Thiago Henrique de Oliveira (15 de junho de 2026). «Romeu Toma Jr. volta à presidência do Conselho do Corinthians». Gazeta Esportiva. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Exclusivo: Romeu Tuma Jr, responsável pela investigação inicial do caso Celso Daniel, fala sobre os desdobramentos da 27° fase da Operação Lava Jato», Radioatividade (Blog da Jovem Pan), 1 de Abril de 2016, consultado em 24 de maio de 2017
- ↑ «Empresa doou R$ 50 mil para Tuma Júnior», Folha de S.Paulo, 27 de março de 2009, consultado em 11 de dezembro de 2013
- ↑ «Tuma Júnior é exonerado do cargo de secretário nacional de Justiça», Folha de S.Paulo, 14 de junho de 2010, consultado em 11 de dezembro de 2013
- ↑ Azevedo, Reinaldo (10 de dezembro de 2013), «Tuma Jr. nasceu em 1960, não em 1963, e já era policial em 1980», BR: Abril, Veja, consultado em 11 de dezembro de 2013
- ↑ «PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de 'genro'», SP, BR, Estadão, 6 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013
- ↑ «PF vê gabinete como 'central de favores'», Estadão, 11 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013
- ↑ «O caso Tuma Júnior nas páginas do 'Estadão' e nas gravações da PF», Estadão, 10 de maio de 2010, consultado em 10 de dezembro de 2013
- ↑ Azevedo, Reinaldo (7 de dezembro de 2013), «O Livro-Bomba – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops», BR: Abril, Veja, consultado em 10 de dezembro de 2013.
- ↑ «Diretor de 'Estômago' fará filme sobre a morte de Celso Daniel». VEJA. 27 de setembro de 2017. Consultado em 11 de outubro de 2017
- ↑ «Romeu Tuma Jr é eleito presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians». ge. 1 de fevereiro de 2024. Consultado em 30 de julho de 2025
- ↑ «Tuma se licencia da presidência do Conselho do Corinthians e ataca Stabile: "Traidor"». ge. 13 de abril de 2026. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «Romeu Tuma Júnior anuncia retorno à presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians». Meu Timão. 15 de junho de 2026. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «UOL Eleições 2002». www.uol.com.br. Consultado em 22 de fevereiro de 2024. Cópia arquivada em 19 de dezembro de 2025
- ↑ «Folha Online - Especial - 2006 - Eleições - Apuração - São Paulo - Deputado Federal». eleicoes.folha.uol.com.br. Consultado em 22 de fevereiro de 2024
- ↑ «Resultado da apuração do 2º turno das Eleições 2018 - São Paulo (SP) para governador, senador, deputado federal e deputado estadual.». G1. Consultado em 6 de março de 2024. Cópia arquivada em 25 de novembro de 2025
