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The Masterpiece Society
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| "The Masterpiece Society" | |||
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| 13.º episódio da 5.ª temporada de Star Trek: The Next Generation | |||
Troi e Conor | |||
| Informação geral | |||
| Direção | Winrich Kolbe | ||
| Roteiro | Adam Belanoff Michael Piller | ||
| História | James Kahn Adam Belanoff | ||
| Música | Jay Chattaway | ||
| Cinematografia | Marvin V. Rush | ||
| Edição | Robert Lederman | ||
| Exibição original | 10 de fevereiro de 1992 | ||
| Duração | 45 minutos | ||
| Convidados | |||
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| Cronologia | |||
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| Star Trek: The Next Generation (5.ª temporada) Lista de episódios | |||
"The Masterpiece Society" é o décimo terceiro episódio da quinta temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 113º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 10 de fevereiro de 1992. Foi dirigido por Winrich Kolbe e escrito por Adam Belanoff e Michael Piller a partir de uma história de Belanoff e James Kahn. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, a tripulação precisa salvar uma colônia de pessoas geneticamente engenhadas.
A história original foi proposta por Kahn e envolvia uma sociedade geneticamente engenhada para seus habitantes serem fisicamente perfeitos, porém os roteiristas tiveram dificuldades de desenvolver a ideia em um roteiro, especialmente sobre como conceitualizar essa sociedade. Cinco roteiristas trabalharam na história até ela ser passada para Belanoff, que criou o conceito de uma sociedade intelectualmente engenhada em vez de fisicamente, bem como a ideia de que tal comunidade seria estagnada. "The Masterpiece Society" teve bons números de audiência e a recepção foi na maior parte negativa.
Enredo
A USS Enterprise descobre que um fragmento de uma estrela de nêutrons está viajando pelo espaço e ameaçando destruir uma colônia humana no planeta Moab IV. A tripulação entre em contato com a colônia para organizar uma evacuação, mas seu líder Aaron Conor recusa, explicando que a colônia foi criada há dois séculos com o objetivo de estabelecer uma sociedade perfeita por meio de engenharia genética e seleção artificial, com a evacuação ameaçando destruir a ordem perfeita criada. Hannah Bates, uma cientista da colônia, propõe um jeito de desviar o fragmento do planeta, recebendo permissão para trabalhar nisso a bordo da Enterprise. Enquanto isso, Conor e a conselheira Deanna Troi desenvolvem sentimentos românticos um pelo outro enquanto ela tentam convencer os outros líderes da colônia de que evacuação é a melhor solução.[1]
É determinado que a solução de Bates é possível, mas o equipamento necessário é danificado muito rápido para ser usado. O tenente-comandante Geordi La Forge percebe que a solução pode ser aprimorada com uma tecnologia similar ao seu VISOR, algo indisponível na colônia porque cegos não existem lá. Apesar disso, essa solução não é perfeita e é necessário reforçar os escudos da colônia durante a passagem do fragmento. Conor inicialmente recusa porque exigiria a presença de mais membros da tripulação da Enterprise na superfície, temendo uma contaminação cultural, mas acaba cedendo depois de ser convencido por Bates. A nave aparentemente consegue desviar o fragmento o suficiente para salvar a colônia.[1]
Bates checa os escudos da colônia e afirma que estão ruindo, recomendando uma evacuação total. Entretanto, La Forge percebe com seu VISOR que Bates falsificou os resultados da análise dos escudos com o objetivo de ir embora junto com a Enterprise, tendo reconhecido que a colônia ficou para trás em questões tecnológicas. Ela admite sua mentira e pede asilo a bordo, com vários outros colonos expressando seu desejo de partir. Conor discute a questão com o capitão Jean-Luc Picard, que apesar de reconhecer que aceitar os pedidos de asilo irá alterar a sociedade da colônia, ele não pode recusar esses pedidos por serem um direito fundamental dos humanos. Conor relutantemente aceita e Bates mais 22 outros colonos vão embora. Picard depois reflete que a intervenção da Enterprise pode no final ter sido tão perigosa quanto a ameaça do fragmento.[1]
Produção
A história original que deu origem a "The Masterpiece Society" foi proposta pelo roteirista independente James Kahn e originalmente se chamava "The Perfect Human". Segundo o roteirista Adam Belanoff, o conceito de Kahn era para uma comunidade idílica formada por "uma centena de Dolph Lundgrens e Paulina Porizkovas brincando por aí semivestidos, estilo Adão e Eva. Era uma linda colônia Blue Lagoon".[2] Essa ideia foi repassada para cinco roteiristas diferentes pelo decorrer uma temporada e meia, porém todos tiveram dificuldade em desenvolver o conceito em um roteiro, especialmente porque a maior dificuldade era estabelecer como uma sociedade geneticamente engenhada seria.[3]
O produtor executivo Michael Piller estava prestes a abandonar a ideia quando conversou com Belanoff, que perguntou se ao projetar uma sociedade perfeita "você projetaria um lugar onde todo mundo tem um lindo cabelo loiro e bíceps grandes? Não seria mais interessante ter um Mozart, um Picasso, um Einstein e assim por diante, criando essa sociedade obra-prima em que cada pessoa era por si só uma obra-prima?" Piller gostou dessa ideia e passou a história para Belanoff reescrever, com este também incorporando uma sugestão do roteirista Joe Menosky de colocar a sociedade dentro de um ecossistema controlado similar à Biosfera 2. Belanoff também raciocinou que em uma sociedade perfeita as coisas ficariam estagnadas e que a partida de qualquer pessoa poderia desequilibrar todo o ecossistema.[2] A versão final do roteiro foi escrira pelo próprio Piller.[3]
A equipe de produção teve dificuldades em visualizar a biosfera, especialmente porque o produtor executivo Rick Berman queria que os efeitos da biosfera fossem visíveis pelas janelas dos cenários. Isto forçou a colocação de telas azuis de chroma key no meio dos cenários, criando uma dificuldade adicional para o diretor Winrich Kolbe.[4] O cenário do laboratório de Hannah Bates foi construído sobre a armação do cenário da ponte dos filmes da franquia com pedaços do cenário do laboratório de ciências.[3]
Repercussão
Audiência
"The Masterpiece Society" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana de 10 de fevereiro de 1992.[3] Registrou um índice Nielsen de doze, refletindo a porcentagem de residências que assistiram ao episódio na estreia. Foi uma audiência ligeiramente inferior tanto aos 12,1 por cento do episódio anterior, "Violations", quanto dos 12,2 por cento do episódio seguinte, "Conundrum". "The Masterpiece Society" foi reprisado na semana de 7 de junho e desta vez alcançou um índice Nielsen de 9,7 por cento.[5]
Crítica
Keith R. A. DeCandido da Reactor afirmou que "The Masterpiece Society" era uma cópia inferior ao episódio "First Contact", tendo algumas boas ideias que acabavam ficando "rasas" porque o dilema da história na verdade dava aos personagens real escolha de como agir. Ele também criticou as escolhas de elenco, especialmente John Snyder como Aaron Conor, quem DeCandido chamou de "desastroso" e apenas um "político sem graça".[6] Zack Handlen da The A.V. Club criticou como a sociedade foi mostrada no episódio, achando que não existiam evidências de que esse lugar era muito melhor do que qualquer outro na Federação dos Planetas Unidos. Ele considerou que o episódio levantava várias questões e não fazia justiça para qualquer uma, porém disse que isso ocorreu pela série estar tentando abordar muitas temas ao mesmo tempo.[7]
Jamahl Epsicokhan da Jammer's Reviews considerou que a história apresentava alguns bons argumentos e gostou das questões levantadas sobre contaminação cultural, achando que isto foi feito "de um jeito unicamente Star Trek". Entretanto, Epsicokhan achou que o episódio era "muito seco", criticando o romance de Troi e Conor e suas consequências como "pouco convincente" e "sem credibilidade emocional", enquanto o visual da colônia era de um "estúdio estéril".[8] Salvador Nogueira da Trek Brasilis achou que "The Masterpiece Society" estava muito interessando em passar uma mensagem moral em vez de se focar em desenvolvimento de personagens. Ele elogiou como a história aborda de forma pragmática a pergunta "Qual, afinal, é a natureza da evolução tecnológica?" e achou que o episódio de forma geral gerava um bom entretenimento.[9]
Piller gostou de forma geral do episódio, gostando dos temas levantados e das relações de La Forge com Bates e Troi com Conor, porém admitiu que houve "decepção" na seleção de elenco. Por outro lado, Kolbe disse que "As pessoas eram perfeitas demais e não acho que perfeição cria um bom drama. Eu não fiquei tão intrigado com o ator principal também e isso deixou um episódio chato para mim". O produtor executivo Rick Berman achou que o resultado final foi decepcionante, comentando que "Era lento e muito verborrágico" e também dizendo que houve problemas de seleção de elenco. A produtora supervisora Jeri Taylor afirmou que não gostou da ideia e do conceito do episódio, achando que era um dos mais fracos da quinta temporada. O roteirista Ronald D. Moore não achou que o episódio funcionava bem e que era muito chato.[4]
Mídia caseira
"The Masterpirce Society" foi lançado no formato LaserDisc nos Estados Unidos em 22 de abril de 1997 junto com "Conundrum",[10] enquanto no Japão foi lançado em 10 de julho de 1997 como parte da coleção da primeira metade da quinta temporada.[11] Foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 5 de novembro de 2002 como parte da coleção da quinta temporada.[12] Foi remasterizado e lançado no formato Blu-ray nos Estados Unidos em 18 de novembro de 2013 como parte da coleção da quinta temporada.[13]
Referências
- 1 2 3 «Masterpiece Society». Star Trek. Consultado em 28 de março de 2026. Arquivado do original em 4 de março de 2021
- 1 2 Block & Erdmann 2012, p. 241.
- 1 2 3 4 Nemecek 1995, p. 190.
- 1 2 Gross & Altman 1995, p. 237.
- ↑ «Star Trek: The Next Generation Nielsen Ratings - Seasons 5-6». TrekNation. Consultado em 5 de junho de 2025. Arquivado do original em 5 de outubro de 2000
- ↑ DeCandido, Keith R. A. (20 de julho de 2012). «Star Trek: The Next Generation Rewatch: "The Masterpiece Society"». Reactor. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ Handlen, Zack (31 de março de 2011). «Star Trek: The Next Generation: "The Masterpiece Society"/"Conundrum"». The A.V. Club. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ Epsicokhan, Jamahl. «The Masterpiece Society». Jammer's Reviews. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ Nogueira, Salvador (3 de novembro de 2022). «TNG 5×13: The Masterpiece Society». Trek Brasilis. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ «Star Trek Next Generation #113/114: Masterpiece Society/Conundrum [LV 40270-213]». LaserDisc Database. Consultado em 28 de março de 2026
- ↑ «Star Trek Next Generation: Log. 9: Fifth Season Part.1 [PILF-2013]». LaserDisc Database. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
- ↑ Ordway, Holly E. (18 de novembro de 2002). «Star Trek the Next Generation - Season 5». DVD Talk. Consultado em 5 de julho de 2025
- ↑ Miller III, Randy (14 de novembro de 2013). «Star Trek: The Next Generation - Season Five». DVD Talk. Consultado em 5 de julho de 2025
Bibliografia
- Block, Paula; Erdmann, Terry (2012). Star Trek: The Next Generation 365. Nova Iorque: Abrams. ISBN 978-1-4197-0429-1
- Gross, Edward; Altman, Mark A. (1995). Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. Boston & Nova Iorque: Little Brown & Co. ISBN 978-0-3163-2957-6
- Nemecek, Larry (1995). Star Trek: The Next Generation Companion 2ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 0-671-88340-2
Ligações externas
- "The Masterpiece Society" (em inglês) no IMDb
