Saúde
Procópio Cardozo
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Procópio Cardozo Neto | |
| Data de nasc. | 21 de março de 1939 (87 anos) | |
| Local de nasc. | Salinas, Minas Gerais, Brasil | |
| Altura | 1,85 m | |
| Pé | destro | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | ex-zagueiro | |
| Função | ex-treinador | |
| Clubes de juventude | ||
1956–1958 |
Atlético Mineiro Renascença | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1958–1959 1959–1961 1961–1963 1962–1963 1963 1963 1964 1965 1965–1966 1966 1966–1974 |
Renascença Cruzeiro São Paulo → Atlético Mineiro (emp.) Canto do Rio Fluminense Vitória Fluminense Palmeiras Atlético Mineiro Cruzeiro |
38 (0) |
| Seleção nacional | ||
| 1963–1968 – – |
Brasil Seleção Paulista Seleção Carioca |
10 (0) |
| Times/clubes que treinou | ||
| 1969–1973 1977–1978 1979–1981 1981 1981–1983 1984 1984–1985 1986 1986–1987 1987–1988 1989 1990 1990 1991 1992 1992 1993 1993 1994 1995–1996 1996 1998 1999 2000 2001 2001–2002 2003 2004–2005 2005 2008 |
Cruzeiro (Juvenil) Cruzeiro Atlético Mineiro Cruzeiro Al-Arabi Sharjah Atlético Mineiro Cruzeiro Al-Sadd Catar Fluminense Grêmio América Mineiro Al-Ittifaq Bahia Atlético Mineiro Atlético Paranaense Goiás Internacional Atlético Mineiro Bahia Al Wasl FC Al-Nassr Cruzeiro America Al-Arabi Atlético Mineiro Atlético Mineiro Bahia América Mineiro |
|
Procópio Cardozo Neto (Salinas, 21 de março de 1939) é um ex-futebolista e ex-treinador brasileiro, que atuava como zagueiro.[1]
Teve passagens por grandes clubes, como Palmeiras (onde jogou com jogadores como Ademir da Guia, e Djalma Santos), Atlético Mineiro, Fluminense, Cruzeiro, onde, neste último, esteve junto ao elenco de 1966, campeão da Taça Brasil.
Carreira
Jogador
Procópio deixou a cidade natal aos 11 anos, com destino a Belo Horizonte, dois anos depois que seu pai, promotor público, foi assassinado com tiros nas costas em uma praça local.[2] Começou no infantil do Atlético Mineiro, em 1954, e, dois anos depois, se tornou atleta do Esporte Clube Renascença[2].
Eventualmente, atraiu a atenção do Cruzeiro, que o contratou em 1959.[3] Em sua primeira passagem, formou zaga com Nilsinho, Massinha e Cléver nas conquistas dos estaduais de 1959 e 1960[1][3], transferindo-se para o São Paulo em 1961 (o que, à época, fora a maior negociação do futebol mineiro, por Cr$5,1 milhões).
No São Paulo, Procópio jogou entre 1961 e 1962 em 36 ocasiões, com 22 vitórias, seis empates e oito derrotas.[1]
Voltou a Belo Horizonte em 1962 para vestir a camisa do Atlético Mineiro por empréstimo.[4] Faturou o Estadual daquele ano e permaneceu até meados de 1963 no Galo, até o Fluminense comprar seu passe junto ao Tricolor Paulista.[4]
Naquele ano de 1962, havia sido Campeão Brasileiro de Seleções, com a camisa da Seleção de Minas Gerais.[3]
Esteve em campo, pelo Fluminense, em 110 jogos, e marcou 2 gols entre abril de 1963 e julho de 1965, tornando-se campeão carioca em 1964[5].
Passou pelo Palmeiras entre 1965 e 1966, onde jogou 38 jogos, com 22 vitórias, oito empates e oito derrotas.[1]
Retornou ao Cruzeiro, em 1966, por desavenças com o Atlético Mineiro, time que estava, durante a disputa da Taça Brasil, quando fez dupla com William (irmão de sua futura esposa, Mariam) na conquista deste título nacional.[6][7]
Num jogo contra o Santos em outubro de 1968, pela Taça de Prata, foi atingido por Pelé e rompeu o tendão do joelho.[1][2][8] A contusão aconteceu na melhor fase da carreira, quando aguardava a convocação para a Seleção. Depois, afastou-se dos campos por cinco anos, período em que estudou educação física pela Universidade Federal de Minas Gerais, trabalhou em um banco de Belo Horizonte e foi supervisor e técnico do juvenil do Cruzeiro.[6][8]
Em 1973, Procópio retornou ao futebol[8] - justamente contra o Santos[2] - e contribuiu para levar o Cruzeiro às finais dos Campeonato Brasileiro de 1973 e 1974.[8] Vestiu a camisa azul em 212 jogos contando as duas passagens.[1]
Pela Seleção Brasileira jogou 10 vezes entre 1963 e 1968 com 5 vitórias, dois empates e três derrotas.[1]
Treinador
Procópio se tornou treinador no Cruzeiro, em 1977.[3]
Como treinador, teve seis passagens distintas pelo Atlético Mineiro. Comandou o clube nos períodos de 1979/1981, 1984/1985, 1992, 1995/1996, 2003 e 2004/2005. Comandou o Atlético no vice-campeonato brasileiro de 1980, até às semifinais da Taça Libertadores de 1981, na primeira Copa Conmebol em 1992 e vice em 1995[8]; além de salvar o Galo de um rebaixamento para a Segunda Divisão no Campeonato Brasileiro de 2004.[4] O ex-treinador também foi ainda responsável pela conquista de três estaduais: 1978, 1979 e 1980.[4] Ao todo foram 328 jogos no comando do clube, o que o coloca atrás apenas de Telê Santana entre os técnicos que mais comandaram a equipe[3].
No total, passou 14 anos trabalhando no mundo árabe: dez no Catar, dois nos Emirados Árabes e dois na Arábia Saudita.[3]
Títulos
Como jogador
- Cruzeiro
- Campeonato Mineiro: 1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973
- Campeonato Brasileiro: 1966
- Atlético-MG[4]
- Campeonato Mineiro: 1962
- Fluminense
- Campeonato Carioca: 1964[5]
- Taça Dínamo Moscou versus Fluminense: 1963
- Palmeiras
- Torneio Rio-São Paulo: 1965
Seleção Mineira
Como treinador
- Cruzeiro
- Campeonato Mineiro: 1977
- Al-Sadd
- Liga do Catar: 1986-87
- Atlético-MG[4]
- Campeonato Mineiro: 1978, 1979 e 1980
- Taça Minas Gerais: 1979
- Torneio da Costa do Sol: 1980
- Torneio de Amsterdã: 1984
- Copa Conmebol: 1992
Individuais
- Melhor treinador do Troféu Telê Santana: 2004
Campanhas de destaque
Como jogador
- Cruzeiro
- Campeonato Brasileiro: 1973 e 1974 (Vice-campeão)
Como treinador
- Atlético-MG
- Campeonato Brasileiro: 1980 (Vice-campeão)
- Copa Conmebol: 1995 (Vice-campeão)
- Campeonato Mineiro: 1984, 1996 e 2003 (Vice-campeão)
- Cruzeiro
- Campeonato Mineiro: 1978 (Vice-campeão)
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 «Procópio - Que fim levou?». Terceiro Tempo. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 «"Pelé quebrou minha perna": Zagueiro Procópio Cardoso conta sobre entrada do Rei que o deixou cinco anos fora do futebol». www.uol.com.br. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- 1 2 3 4 5 6 Superesportes (20 de março de 2019). «Lembran�as de um campe�o: Proc�pio chega aos 80 anos e recorda grandes momentos da carreira». Superesportes. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 replacement character character in
|titulo=at position 8 (ajuda) - 1 2 3 4 5 6 «Procópio Cardozo Neto - Clube Atletico Mineiro - Enciclopedia Galo Digital». www.galodigital.com.br. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- 1 2 Assaf, Clóvis Martins e Roberto (7 de dezembro de 2023). História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906-2023. [S.l.]: Mauad Editora Ltda. ISBN 978-65-5377-115-4. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
- 1 2 «Mais de seis d�cadas no futebol - Superesportes». www.superesportes.com.br. 29 de junho de 2024. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 replacement character character in
|titulo=at position 15 (ajuda) - ↑ Superesportes (30 de dezembro de 2020). «Cruzeiro 100 anos: time de 1966 foi o destino certo de Proc�pio». Superesportes. Consultado em 5 de fevereiro de 2026 replacement character character in
|titulo=at position 60 (ajuda) - 1 2 3 4 5 Horizonte, Por Alexandre Alliatti Belo (22 de julho de 2013). «Histórias Incríveis: Procópio, ferido por Pelé, renasce após cinco anos». globoesporte.com. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
Ligações externas
- Procópio Cardozo no Instagram
Precedido por
Aymoré Moreira
Tim
MoraesTécnico do Cruzeiro
1978
1981
1986Sucedido por
Zé Duarte
Cláudio Garcia
Jair BalaPrecedido por
Evaristo de MacedoTécnico da Seleção do Qatar
1987–1988Sucedido por
Anatoly ProkopenkoPrecedido por
Othon ValentimTécnico do Fluminense
1989Sucedido por
Telê SantanaPrecedido por
Antônio LopesTécnico do Internacional
1994Sucedido por
Cláudio Duarte
