Saúde
1734 no Brasil
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1734 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1734, marcado pela criação da Intendência dos Diamantes no Arraial do Tijuco, pela extinção da Casa da Moeda de Vila Rica e pela consolidação do controle régio sobre a riqueza mineral da colônia.
Criação da Intendência dos Diamantes
O evento político e econômico mais significativo de 1734 foi a criação da Intendência dos Diamantes, com sede no Arraial do Tijuco (atual Diamantina), em dezembro daquele ano. A Intendência tinha como objetivo fiscalizar toda a exploração diamantífera dentro da área conhecida como Demarcação Diamantina — um quadrilátero ao redor do Arraial do Tijuco subordinado à Comarca do Serro Frio, com fronteiras demarcadas e intendente independente do governador da capitania, respondendo diretamente à Coroa Portuguesa.[1]
A lei de dezembro de 1734 também estabelecia a forma de envio dos diamantes para Portugal, exigindo transporte nas Naus de Comboio do reino, o que visava controlar o fluxo das pedras e impedir o contrabando. Os diamantes brasileiros já afetavam os preços internacionais da pedra preciosa, preocupando a Coroa com a possibilidade de desvalorização do produto.[2]
Extinção da Casa da Moeda de Vila Rica
Em 7 de abril de 1734, um Bando extinguiu a Casa da Moeda de Vila Rica, determinando que o ouro amoedado fosse recolhido e que o ouro em barras, em folhetas ou em pó passasse a ser a única forma legal de circulação. A Casa de Fundição de Vila Rica, contudo, continuou operando até 1832 — com a interrupção entre 1735 e 1751, durante a vigência da capitação.[3]
Início do governo do conde das Galveias
Em maio de 1734, iniciou-se o governo interino de José da Serra no Estado do Maranhão (1734–1736), com foco na regulamentação das relações entre colonos e aldeamentos indígenas sob tutela missionária. As ordens religiosas — jesuítas, carmelitas e franciscanos — administravam na Amazônia aldeamentos que serviam como mão de obra para as atividades agrícolas e extrativistas regionais, sendo alvo de crescente pressão dos colonizadores que desejavam acesso direto a essa força de trabalho.[4]
Igreja Católica
A construção de igrejas barrocas intensificava-se em Minas Gerais. A Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, concluída por volta de 1733–1734 segundo projeto do engenheiro-militar Pedro Gomes Chaves, apresentava interior de forma decagonal dado pela talha dourada de Antônio Francisco Pombal. O interior da Matriz do Pilar tornou-se um dos exemplos mais suntuosos da arte religiosa colonial, financiado com recursos do ouro extraído das minas da capitania.
Ver também
Referências
- ↑ CNPq. «Pesquisa reconstitui a história dos dois maiores diamantes encontrados no Brasil Colonial». Disponível em: https://www.gov.br/cnpq/pt-br/assuntos/noticias/atualidades. Acesso em mar. 2026.
- ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial (1700–1807). Disponível em: https://mapa.an.gov.br/index.php/assuntos/79-producao/80-cronologia/505-periodo-colonial-1700-a-1807. Acesso em mar. 2026.
- ↑ Casas de Fundição e da Moeda no Brasil e em Portugal. In: População e Sociedade, CEPESE, n. 21. Disponível em: https://www.cepese.pt. Acesso em mar. 2026.
- ↑ Arquivo Nacional. Cronologia do Período Colonial. Disponível em: https://mapa.an.gov.br. Acesso em mar. 2026.
Ligações externas

