Saúde
Lista de monarcas do Brasil
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| Monarca do Brasil | |
|---|---|
Imperial | |
Estandarte do Imperador do Brasil | |
| Detalhes | |
| Estilo | Sua Majestade Imperial |
| Primeiro monarca | Maria I |
| Último monarca | Pedro II |
| Formação | 16 de dezembro de 1815 |
| Abolição | 15 de novembro de 1889 |
| Residência | Paço de São Cristóvão |
| Pretendente(s) | Bertrand de Orléans e Bragança |
Os monarcas do Brasil foram os soberanos que reinaram sobre o Brasil como monarquia entre sua elevação como Reino unido a Portugal e Algarves em 1815 e a abolição da monarquia em 1889, sob o Império do Brasil, estado soberano independente.[1]
Histórico
O descobrimento do Brasil se deu com a chegada da frota de Pedro Álvares Cabral em 1500 e à subsequente tomada de posse do território pelo Reino de Portugal, evento que marca o início da presença europeia na região que mais tarde daria origem ao Brasil.[2][3][4][5] Assim, o território brasileiro passa a pertencer a coroa portuguesa, que tem como monarca o rei de Portugal.
O predecessor imediato do Império do Brasil foi o Reino do Brasil, nação constituinte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que existiu de 1815 até 1822.
O Reino foi criado em 1815 e o laço colonial foi formalmente abolido, com o Brasil unido a Portugal como território integral deste país através de uma união política e considerado uma nação constituinte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, no entanto ainda era um território dependente de Portugal e não um estado soberano, com natureza similar ao Reino de Algarves, que apesar do título de "reino" era administrado como uma província portuguesa igual as demais.
A nível internacional apenas o Reino Unido era reconhecido como estado soberano, Portugal, Brasil e Algarves eram subdivisões administrativas daquele país, de maneira similar a atual Inglaterra e Escócia no âmbito do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Este reino possuiu dois monarcas durante a época de Reino Unido: Maria I e João VI.
No contexto das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, tentativas dos deputados brasileiros de estabelecer dois centros de poder, um na América e outro na Europa, cada um com Executivo e Legislativo próprios, se revelaram infrutíferas e prevaleceu a proposta de seus pares portugueses, que centralizaram toda a administração em Lisboa, abolindo órgãos criados por João VI no Brasil, retirando poderes políticos do príncipe real D. Pedro, que de regente fora rebaixado a governador de armas, um comandante do Exército Português sem poderes políticos, e sujeitando todas as províncias brasileiras diretamente ao governo central em Lisboa, sem intermediário como o governo-geral que existia no Estado do Brasil, minando a autonomia que o Brasil tinha alcançado anteriormente sob João VI.[6]
Em 1822, o príncipe real D. Pedro, filho e herdeiro aparente de João VI como rei de Portugal, se uniu a causa independentista brasileira e se rebelou contra Portugal e proclamou a Independência do Brasil em relação ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, instalando o Império do Brasil e sendo aclamado imperador D. Pedro I. Como nação independente, o Império do Brasil teve dois monarcas, Pedro I e Pedro II.
Sob o Tratado do Rio de Janeiro de 1825, pelo qual Portugal reconheceu a independência do Brasil, João VI obteve o título honorífico de Imperador do Brasil, título vitalício, tornando-se extinto após a morte do titular, sendo de cunho puramente honorífico, e D. Pedro I permanecia como o único monarca governante do império. Com a morte do pai se esperava que D. Pedro assumisse o trono de Portugal, mas os dois países haviam se separado politicamente e muitos no Brasil eram contrários a ideia de D. Pedro se tornar monarca de Portugal, este então abdicou desta coroa em favor da filha, Maria da Glória, que se tornaria a rainha D. Maria II.
Em 1889, a monarquia foi abolida por um golpe de Estado militar e a república do Brasil foi proclamada. Para consultar a lista de chefes de Estado do Brasil após a proclamação republicana, ver também Lista de presidentes do Brasil.
Monarcas do Reino do Brasil – (1815 a 1822)
Reino do Brasil parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
- D. Maria I (1815–1816) — Primeira rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.[7]
- D. João VI (1816–1822) — Último Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.[8]
Monarcas do Império do Brasil – (1822 a 1889)
| Nº | Imperador | Retrato | Brasão | Nascimento | Casamento(s) Filhos legítimos |
Reinado | Morte | Direito sucessório | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Império do Brasil (7 de setembro de 1822 a 15 de novembro de 1889 – 67 anos, 2 meses e 8 dias) | |||||||||
| 1 | Pedro I O Libertador |
12 de outubro de 1798 Palácio Real de Queluz, Lisboa Filho de João VI de Portugal e Carlota Joaquina da Espanha |
1º: Maria Leopoldina da Áustria 13 de maio de 1817 7 filhos 2º: Amélia de Leuchtenberg 2 de agosto de 1829 1 filha |
7 de setembro de 1822 – 7 de Abril de 1831 8 anos e 7 meses |
24 de setembro de 1834 Palácio Real de Queluz, Lisboa aos 35 anos |
Fundador de novo estado soberano e criador do cargo (como Imperador do Brasil) | [carece de fontes] | ||
| 2 | Pedro II O Magnânimo |
2 de dezembro de 1825 Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro Filho de Pedro I do Brasil e IV de Portugal e Maria Leopoldina da Áustria |
Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias 30 de maio de 1843 4 filhos |
7 de Abril de 1831[a] – 15 de novembro de 1889 58 anos, 7 meses e 8 dias |
5 de dezembro de 1891 Hotel Bedford, Paris aos 66 anos |
Filho de Pedro I | [9] | ||
Titulatura régia

Tiveram os seguintes títulos:[10][11]
Reino de Portugal, Brasil e Algarves
| Período | Título | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| Dezembro de 1815 – 14 de novembro de 1825 | Pela Graça de Deus, Rainha (Rei) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | Maria I e João VI | O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815). |
Império do Brasil
| Período | Título | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| 12 de outubro de 1822 – 15 de novembro de 1889 | Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil | Pedro I, Pedro II | O Reino do Brasil se declara independente de Portugal. |
| 15 de novembro de 1825 – 10 de março de 1826 | Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, e Rei do Reino Unido de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | João VI | Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, João VI passa a usar por carta de lei de 15 de novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho Pedro I. |
| 10 de março de 1826 – 2 de maio de 1826 | Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | Pedro I do Brasil e IV de Portugal | Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título refletiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta. |
Ver também
Notas
- ↑ Somente assumiu o poder em 23 de Julho de 1840, aos 14 anos de idade, com a declaração da maioridade.
Referências
- ↑ Besouchet, 1979.
- ↑ «Brasil: Según nuevos estudios realizados por los Sres. de la Real Academia de Ciencias, etc. — Visor — Biblioteca Digital Mundial.». www.wdl.org (em espanhol). Consultado em 19 de maio de 2018. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2021
- ↑ GÂNDAVO, Pero de Magalhães (1980). Tratado da Terra do Brasil; História da Província Santa Cruz. [S.l.]: Itatiaia. p. 6
- ↑ GANDAVO, Pêro de Magalhães (Novembro de 1575). «História da Província de Santa Cruz» (PDF). Escola do Futuro da Universidade de São Paulo. Consultado em 19 de junho de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 29 de julho de 2023
- ↑ ABREU, Capistrano de. Capítulos de História Colonial. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998. p. 21–25
- ↑ «Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa». mapa.an.gov.br. Consultado em 16 de julho de 2022. Cópia arquivada em 1 de julho de 2026
- ↑ HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). História Geral da Civilização Brasileira, Tomo I. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. p. 33–47
- ↑ FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª ed. São Paulo: Edusp, 2013. p. 96–100
- ↑ cpdoc.fgv.br - pdf
- ↑ «Brazil: Heads of State: 1815-1889» (em inglês). archontology.org. Consultado em 16 de maio de 2017. Cópia arquivada em 28 de julho de 2026
- ↑ Amaral, Manuel (2000–2010). «João VI». Portugal – Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico. p. 1051–1055. Consultado em 16 de maio de 2017. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2025
