Saúde
Glória Pires
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Glória Pires | |
|---|---|
Pires em 2023 | |
| Nome completo | Glória Maria Cláudia Pires de Morais |
| Nascimento | 23 de agosto de 1963 (63 anos) Rio de Janeiro, Guanabara |
| Nacionalidade | brasileira portuguesa[1] |
| Ocupação | atriz • empresária |
| Atividade | 1968–presente |
| Progenitores | Pai: Antônio Carlos Pires |
| Cônjuge |
|
| Filho(a)(s) | 4, incluindo Cleo Pires e Antônia Morais |
| Grande Otelo | |
| Melhor Atriz 2011 – Lula, o Filho do Brasil 2014 – Flores Raras | |
| APCA | |
| Melhor Atriz em Televisão 1988 – Vale Tudo 1991 – O Dono do Mundo 1993 – Mulheres de Areia 2011 – Insensato Coração Melhor Atriz em Cinema 1995 – O Quatrilho 2009 – É Proibido Fumar | |
| Guarani | |
| Melhor Atriz 2002 – A Partilha 2010 – É Proibido Fumar | |
| Festival de Gramado | |
| Melhor Atriz 2021 – A Suspeita Troféu Oscarito 2013 – Conjunto da Obra | |
| Festival de Brasília | |
| Melhor Atriz 2009 – É Proibido Fumar | |
| Outros prêmios | |
| Troféu Imprensa de Melhor Atriz 1994 – Mulheres de Areia (ver mais) | |
Glória Maria Cláudia Pires de Morais, mais conhecida como Glória Pires (Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1963), é uma atriz e empresária brasileira. Com uma carreira iniciada ainda na infância, destacou-se por sua capacidade de construir personagens de grande complexidade dramática, consolidando-se indústria do cinema e na teledramaturgia nacional e tornando-se uma das atrizes mais bem pagas do Brasil, sendo também uma famosa em toda a América Latina. Ao longo dos anos ganhou vários prêmios como atriz, mais notavelmente dois Prêmios Grande Otelo, um Troféu Imprensa, sete Prêmios APCA, dois Prêmios Guarani, dois Prêmios Qualidade Brasil, além de um Kikito do Festival de Gramado.[2]
Filha do também ator e humorista Antônio Carlos Pires, e mãe das atrizes Cleo Pires e Antônia Morais,[3][4] Glória iniciou a carreira como atriz mirim, atuando na telenovela Selva de Pedra (1972). Também atuou em humorísticos como Chico City, até despontar como a mimada adolescente Marisa em Dancin' Days (1978), papel que a transformou em uma das principais atrizes da TV Globo e a fez protagonizar diversos sucessos como Cabocla (1979) e Direito de Amar (1987), além da minissérie Memorial de Maria Moura (1994). Ao longo de sua carreira, construiu uma extensa galeria de personagens marcantes, transitando entre protagonistas e antagonistas, e evidenciando amplitude interpretativa e forte presença cênica. Em 1988, foi novamente elogiada por sua interpretação como a vilã Maria de Fátima, eleita "a filha mais ingrata da televisão", na telenovela Vale Tudo; tendo repetido a parceria com o autor Gilberto Braga em O Dono do Mundo (1991), Paraíso Tropical (2007), Insensato Coração (2011) e Babilônia (2015). Glória também se destacou atuando nos remakes de Mulheres de Areia (1993), Anjo Mau (1997) e Éramos Seis (2019), como as gêmeas Ruth e Raquel, a babá Nice, e a sofredora Dona Lola, respectivamente.
No cinema, fez sua estreia em 1982, como Put'Koi em Índia, a Filha do Sol, tendo se destacado posteriormente, por seus papéis em Memórias do Cárcere (1984), O Quatrilho (1994), O Guarani (1996), A Partilha (2001), e É Proibido Fumar (2008); além do sucesso Se Eu Fosse Você (2006) e sua continuação (2009). Durante a década de 2010, representou papéis históricos, como Dona Lindu (mãe de Luiz Inácio Lula da Silva) em Lula, o Filho do Brasil (2010), a arquiteta Lota de Macedo Soares em Flores Raras (2013) e a psiquiatra Nise da Silveira em Nise: O Coração da Loucura (2015).
Primeiros anos
Glória é descendente de ameríndios e portugueses. Sua avó paterna se chamava Deolinda e era portuguesa, por outro lado sua bisavó materna era indígena.[5] Glória é filha da produtora e empresária Elza Pires e do ator e humorista Antônio Carlos Pires, tendo também uma irmã chamada Linda Pires. Seu pai foi o grande incentivador de sua carreira artística.[6]
Carreira
Primeiros trabalhos e crescimento (1969—1979)
Cercada pelo mundo das artes desde pequena, o sonho de Glória em ser atriz começou quando ainda era uma criança. Em 1969, fez um teste para ser a voz de Bambi no filme homónimo, mas outra criança ganhou o papel.[7] Ela apareceu na televisão pela primeira vez com apenas oito anos de idade, em 1971, aparecendo na nova abertura que a TV Globo gravou para a reexibição da telenovela A Pequena Órfã, produzida originariamente pela TV Excelsior.[8] Em 1972, também fez um teste para a telenovela O Primeiro Amor, tendo sido rejeitada pelo diretor Daniel Filho, fato que a fez guardar mágoa do mesmo por alguns anos.[9]
Ainda em 1972, em fevereiro, fez sua estreia como atriz em uma participação no episódio "Sombra Suspeita" do Caso Especial.[8] No mesmo ano, em abril, fez sua primeira telenovela na TV Globo interpretando a pequena Fátima em Selva de Pedra, de Janete Clair.[8] Posteriormente, trabalhou ao lado do pai e do humorista Chico Anysio em Chico City, ainda na época da TV em preto e branco.[10] Durante a década de 1970 participou de alguns programas da linha de shows da TV Globo, como Satiricom, Faça Humor, Não Faça Guerra e Chico em Quadrinhos.[11][12] Participou ainda de mais duas novelas, ambas assinadas por Janete Clair, O Semideus (1973)[13] e Duas Vidas (1976), ganhando maior destaque nesta última como a mimada Letícia.[14]
O sucesso e o reconhecimento como atriz foi em 1978 ao interpretar seu primeiro papel marcante na história das telenovelas em Dancin' Days (1978), de Gilberto Braga, interpretando a mimada Marisa de Sousa Mattos, criada pela tia, a socialite Yolanda Pratini (Joana Fomm), enquanto sua mãe, Júlia (Sônia Braga), estava presa.[15] Por esse trabalho, recebeu o prêmio da Associação Paulista de Crítico de Arte como Melhor Revelação Feminina na televisão.[16] Seu ótimo desempenho na trama, rendeu-lhe o papel de protagonista da novela Cabocla (1979), de Benedito Ruy Barbosa.[17] Participou de uma única peça de teatro, o infantil "Era Uma Vez Uma Gata" em 1979.[18]
Atriz consolidada (1980—1989)
A partir da década de 1980, Glória integrou o elenco de diversas produções de destaque, tornando-se um dos rostos mais comuns da teledramaturgia brasileira. Ela iniciou o decênio em mais uma colaboração com Gilberto Braga na telenovela Água Viva, onde interpretou a adolescente insegura e carente Sandra, que sofre por uma paixão não correspondida e a morte da mãe.[19] Logo em seguida, ainda em 1980, protagonizou ao lado de Maitê Proença e Nádia Lippi a novela As Três Marias, formando um trio de amigas que se conhecem em um internato na Suíça. Sua personagem, Maria José, é uma jovem religiosa, dura e amargurada, que evita se envolver amorosamente para não sofrer como a mãe em seu casamento.[20]
No cinema, estreou em 1981 no filme Índia, a Filha do Sol, dirigido por Fábio Barreto, onde interpretou a indígena Put'Koi, uma mulher que se envolvia amorosamente com um homem branco apesar de suas imensas diferenças culturais.[21] Após pequenas participações em seriados e humorísticos, retornou às telenovelas em 1983 em Louco Amor, outra de Gilberto Braga, como uma das protagonistas, Cláudia, uma menina inteligente e extrovertida que, apesar da formação e talento, tem dificuldade de encontrar um bom emprego. Ela se envolve com o rico Lipe (Lauro Corona), mais por ambição do que por sentimento, mas ao longo da trama se apaixona verdadeiramente por Luís Cláudio (Fábio Júnior), relutando o sentimento por ele ser pobre.[22]
Em 1984, interpretou Heloísa Leite de Medeiros, a esposa de Graciliano Ramos, no drama biográfico Memórias do Cárcere, sendo dirigida por Nelson Pereira dos Santos e contracenando com Carlos Vereza.[23] Na televisão, esteve na novela Partido Alto, de Aguinaldo Silva e Glória Perez, como a jovem de personalidade forte Celina Cruz, que vive em conflito com o pai contraventor, Célio Cruz, interpretado por Raul Cortez.[24][25] No ano seguinte, em 1985, estrelou a primeira fase da minissérie O Tempo e o Vento, inspirada na obra homônima de Érico Veríssimo, interpretando a forte Ana Terra.[26] Pires queria tanto interpretar a personagem Ana Terra que pediu pessoalmente ao diretor Daniel Filho para desempenhar o papel.[8]
Com Lauro Corona, protagonizou a novela de romance histórico Direito de Amar, de Walther Negrão, interpretando a jovem meiga Rosália Medeiros, que fora prometida pelo pai a um banqueiro para salvar suas dívidas, mas se apaixona por um rapaz em um baile de máscaras e, mesmo após anos sem vê-lo, se guarda para viver seu amor. Eles não sabem que, na realidade, o banqueiro com quem ela se casa é o pai do jovem.[27] Também em 1987 estrelou o filme de drama romântico Besame Mucho, de Francisco Ramalho Júnior, com José Wilker, Antônio Fagundes e Christiane Torloni, interpretando dois casais da década de 1960.[28] Em 1988, esteve no filme Jorge, um Brasileiro, de Paulo Thiago, interpretando a esposa de um caminhoneiro em crise, Sandra.[29]
Ainda em 1988, realizou uma de suas contribuições mais importantes na teledramaturgia em Vale Tudo, novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères que fez muito sucesso ao mostrar o Brasil de forma tão realista. Na trama, destacou-se como a terrível vilã Maria de Fátima, a filha da protagonista Raquel (Regina Duarte) que é capaz de fazer de tudo para tornar-se rica, vendendo a casa da mãe em Foz do Iguaçu sem que ela soubesse para fugir até o Rio de Janeiro. O papel lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão e o título também da "filha mais ingrata da televisão".[18][30]
Papéis marcantes no cinema e televisão (1990—1999)
Em 1990, integrou o elenco de Mico Preto, novela de de Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho, como a ambiciosa Sarita, que diz trabalhar como cuidadora de idosos mas é garota de programa em uma boate nas noites. Ela aceita casar-se com um deputado para ocultar sua homossexualidade ao eleitorado.[31] Em O Dono do Mundo (1991), de Gilberto Braga, interpretou a discreta e elegante Stella Barreto, uma jornalista que pensa ter uma vida plena dedicando-se ao casamento, sem desconfiar das infidelidades do marido.[32] Por esse trabalho, recebeu o terceiro Prêmio APCA da sua carreira.[33]

Em 1993, fez um de seus trabalhos mais marcantes ao interpretar as gêmeas Ruth e Raquel Araújo na novela Mulheres de Areia. A atriz recebeu ampla aclamação ao dar vida a duas personagens de personalidades opostas simultaneamente, recebendo o Troféu Imprensa e sendo eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte a Melhor Atriz em Televisão, e cita a produção como uma das mais trabalhosas de sua carreira. "Nunca, em toda a minha carreira, um trabalho exigiu tanto de mim quanto essa novela. Aqueles efeitos eram complicados, mas graças ao Wolf e ao seu perfeccionismo, até hoje a novela está aí, intacta", relatou ao livro "40 Anos de Glória", em 2010.[34][35][36] Apesar do apelo sexual das personagens, a atriz negou todos os convites da edição brasileira da revista Playboy para posar nua.[carece de fontes]

O seu trabalho seguinte na televisão foi como a protagonista da minissérie Memorial de Maria Moura, em 1994, uma adaptação do romance homônimo de Rachel de Queiroz, interpretando a guerreira Maria Moura.[37][38] Em 1995, estrelou, ao lado de Patrícia Pillar, Alexandre Paternost e Bruno Campos, o filme de época O Quatrilho, dirigido por Bruno Barreto e indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Na trama, os quatro interpretam imigrantes italianos que vivem um intenso conflito amoroso quando dois deles se apaixonam e decidem trocar de parceiros.[39] Por esse trabalho, recebeu sua primeira indicação ao Prêmio Guarani como Melhor Atriz.[40] No ano seguinte, retorna às telenovelas como a vilã impostora Rafaela em O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa,[41] e foi dirigida por Norma Bengell no filme O Guarani, sendo novamente indicada ao Prêmio Guarani como Atriz Coadjuvante.[42][43]
Em 1997, foi escolhida para protagonizar a nova versão da novela Anjo Mau, adaptada por Maria Adelaide Amaral, interpretando a babá Nice. Na trama, ela é uma moça ambiciosa e sem pudores, inconformada com a realidade em que vive e enxerga no emprego para uma família rica a oportunidade de conhecer um marido rico. A atriz se destacou na produção e fez sucesso entre o público, que passou a torcer pela personagem dúbia.[44][45] Em 1997 também fez uma participação no filme Pequeno Dicionário Amoroso, de Sandra Werneck.[46] Glória voltou às telenovelas na criticada Suave Veneno, de Aguinaldo Silva, em 1999. Na trama, interpretou Lavínia, que inicialmente se apresentou como Inês como parte de um plano de vingança de Clarisse (Patrícia França) contra o empresário Valdomiro (José Wilker), seu pai biológico. Porém, no decorrer da trama, eles acabam se apaixonando.[47][48]
Expansão cinematográfica (2000—2010)
Em 2001, integrou com Andréa Beltrão, Lília Cabral e Paloma Duarte o elenco principal da adaptação cinematográfica de A Partilha, dirigido por Daniel Filho e adaptado da peça homônima escrita por Miguel Falabella, onde interpretou a dona de casa Selma. Na trama, ela é uma das quatro irmãs que se reúnem após a morte da mãe.[49] O filme foi um sucesso comercial, com mais de 1 milhão de espectadores, e de crítica, rendendo a ela o Prêmio Guarani de Melhor Atriz e uma indicação ao Prêmio Grande Otelo.[50] No ano seguinte, retornou às novelas após três anos afastada em Desejos de Mulher, de Euclydes Marinho, como a inquieta dona de casa Júlia Moreno, retomando parcerias antigas como a atriz Regina Duarte e o diretor Dênis Carvalho, com quem trabalhara em Vale Tudo.[51][52][53]

Em 2005, atuou como uma das protagonistas da novela Belíssima, de Sílvio de Abreu, interpretando a empresária do ramo da moda Júlia Assumpção, sendo acionista e neta da ardilosa vilã Bia Falcão, interpretada por Fernanda Montenegro.[54] Em 2006, no filme de comédia romântica Se Eu Fosse Você, também dirigido por Daniel Filho, mostrou seu lado cômico ao atuar ao lado de Tony Ramos como um casal que troca de corpo após uma discussão. Apesar da resposta negativa da crítica especializada, o filme tornou-se um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro dos últimos anos e sua atuação foi elogiada, recebendo uma segunda indicação ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz.[55]
Esteve no elenco do filme Primo Basílio, adaptação do romance romance homônimo de Eça de Queiroz, em 2007, realizando sua terceira parceria seguida com o diretor Daniel Filho no cinema. Na trama, interpretou a amargurada empregada Juliana, que consegue provas da traição de sua patroa e passa a chantageá-la.[56] Novamente teve sua interpretação elogiada pela crítica, recebendo o Prêmio Qualidade Brasil e mais uma indicação ao Prêmio Guarani, com Atriz Coadjuvante.[57][58] Nesse mesmo ano, esteve na novela Paraíso Tropical, mais uma trama do autor Gilberto Braga, como a administradora Lúcia Vilela, uma mulher de boa índole que trabalha em sociedade com a protagonista Paula (Alessandra Negrini). Ela esconde a paternidade de seu filho adolescente e acaba se envolvendo com o duro empresário Antenor Cavalcante (Tony Ramos).[59][60]
A partir de 2008 decidiu dedicar-se ainda mais à família e junto com o marido, Orlando, e os filhos, foi morar em Paris.[61] Nesse ano ainda, filmou a sequência Se Eu Fosse Você 2 com Tony Ramos, dirigida por Daniel Filho novamente, reprisando o seu papel de Helena em uma nova troca de corpos do casal, que agora está à beira da separação.[62] Em 2009, protagonizou o filme É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, como a solitária professora de violão Baby, que vê sua vida mudar com a chegada de um novo vizinho. O filme se tornou o maior sucesso de crítica da carreira de Glória no cinema até o momento e sua atuação foi elogiada e premiada em diversas premiações. Por esse trabalho, recebeu o importante prêmio do Festival de Brasília, o seu segundo Prêmio Guarani de Melhor Atriz e o sexto Prêmio APCA da carreira, além de ter sido nomeada ao Prêmio Grande Otelo.[63][64]
Em 2010, atuou no drama biográfico Lula, o Filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, que conta a trajetória de vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a sua infância, onde ela deu vida a Dona Lindu, mãe do protagonista. Por sua interpretação, recebeu o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz e venceu na categoria de Melhor Atriz no CinePort.[65][66]
Retorno à teledramaturgia (2011—2019)
Após quatro anos dedicados ao cinema, em 2011 Glória retornou às novelas em Insensato Coração, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares como a vingativa Norma Pimentel, uma simples técnica de enfermagem que após ser vitima de um golpe e ir para a prisão injustamente, torna-se uma mulher perigosa e obcecada por vingança.[67][68][69] Seu retorno foi elogiado e prestigiado pelo público, que passou a torcer por sua personagem. Ela recebeu o Prêmio Qualidade Brasil e foi eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte a melhor atriz em televisão.[70][71]

Em 2012, protagonizou o episódio "A Mamãe da Barra" na série As Brasileiras, dividindo cena com suas filhas Antônia Moraes e Ana Moraes.[72] No segundo semestre, foi escalada para o remake Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu, para interpretar a empresária Roberta Leone, papel que originalmente foi interpretado por Glória Menezes, em 1983.[73]
Em 2013, protagonizou com Miranda Otto o drama biográfico Flores Raras, de Bruno Barreto, no papel da arquiteta Lota de Macedo Soares. O filme retratou a história de amor entre a arquiteta brasileira e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop na década de 1950.[74][75][76] O papel no filme lhe rendeu um segundo Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz.[77] Nesse mesmo ano, foi homenageada pelo Festival de Cinema de Gramado com o Troféu Oscarito.[78] A revista Forbes Brasil publicou na edição de dezembro de 2013 um ranking das celebridades brasileiras mais influentes no país. Glória Pires ficou na 28.ª posição.[79] Em 2014, faz uma participação no último episódio do seriado A Grande Família, interpretando ela mesma.[80][81][82]
Em 2015, atuou no elenco de Babilônia, a última escrita por Gilberto Braga, no papel de Beatriz, a grande vilã do folhetim, uma ninfomaníaca que tem uma ambição sem limites, capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos, principalmente matar.[83][84][85]
Em 2016 foi convidada a participar da transmissão do Oscar pela Rede Globo. Devido a seus comentários curtos e imprecisos foi muito criticada na internet dando origem a diversos memes ironizando sua participação, como o meme "não sou capaz de opinar", frase dita por Glória após ser questionada por Maria Beltrão se a cantora Lady Gaga ganharia o prêmio de melhor canção original, além de ter virado meme após dizer que não assistiu a animação da Disney Divertida Mente.[86][87] No dia seguinte à transmissão a própria atriz lançou um vídeo na internet comentando sua participação e os memes criados por internautas.[88] No mesmo ano, protagoniza o longa Nise: O Coração da Loucura no papel da famosa psiquiatra Nise da Silveira.[89][90][91]
Em 2017, retornou às novelas, atuando na telenovela O Outro Lado do Paraíso, como Beth, uma mulher solitária, que, chantageada e ameaçada pelo sogro, se vê obrigada a simular a própria morte e esconder sua verdadeira identidade, adotando o nome de Duda.[92][93] Em 2019, protagonizou a nova versão de Éramos Seis na pele da mãe sofredora Dona Lola.[94]
Terra & Paixão e outros projetos (2020—presente)

Em 2021, protagonizou o filme de ação A Suspeita, de Pedro Peregrino, no papel da policial civil Lúcia Carvalho, que fora diagnosticada com Doença de Alzheimer e enfrenta seu último caso de investigação antes de se retirar para a aposentadoria. O filme estreou no importante Festival de Gramado, ocasião em que a atriz foi premiada com o Troféu Kikito de Melhor Atriz.[95] Em seguida, apareceu na novela Além da Ilusão, em 2022, em uma participação especial interpretando mais uma vez a psiquiatra Nise da Silveira.[96] Em 2023, estrelou ao lado de Maísa Silva o filme de comédia romântica Desapega!, de Hsu Chien Hsine, como a compulsiva Rita, líder de um grupo de acumuladores e compradores compulsivos que está vivendo um novo romance e lidando com a notícia de que sua filha irá sair do país para estudar.[97]
A atriz retornou às novelas em 2023 em uma parceria com o autor Walcyr Carrasco como a grande vilã Irene La Selva em Terra e Paixão. Sua personagem é uma mulher ardilosa e que gosta de tudo que é relacionado a dinheiro. A novela marcou o reencontro de Glória Pires com Tony Ramos, repetindo mais um casal em cena.[98] Em 2024, voltou a ser dirigida por Bruno Barreto no filme de comédia Vovó Ninja, onde interpretou Arlete, uma mulher que vive isolada em um sítio com um estilo de vida zen e se prepara para receber os três netos, mesmo sem nunca ter tido jeito com crianças. Neste filme, atuou com sua filha Cléo Pires pela primeira vez nos papéis de mãe e filha.[99]
Em 2025, fez sua estreia como diretora de cinema com a comédia romântica Sexa, a qual ela também interpreta a protagonista. No filme, ela interpreta Bárbara, uma mulher sexagenária que está indignada com as injustiças do envelhecimento feminino e busca um estilo de vida ativo e independente, enfrentando opiniões conservadoras após se envolver com um rapaz mais jovem.[100][101] Sua estreia na direção lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Primeira Direção, bem como o filme também foi indicado na categoria de Melhor Filme de Comédia.[102] Em 2026, retorna aos cinemas com o terceiro filme da franquia de sucesso, Se Eu Fosse Você 3, dessa vez sob direção de Anita Barbosa, onde reencarna novamente no papel de Helena, ao lado de Tony Ramos, Cléo Pires e Rafael Infante.[103]
Vida pessoal
Relacionamentos
Na década de 70, Glória teve um namorico com o filho de Chico Anysio, seu colega Anisinho (Nizo Neto).[carece de fontes] Glória foi casada por duas vezes. Sua primeira união foi com o cantor Fábio Júnior, com quem contracenou em Cabocla (1979). Os dois se relacionaram por cinco anos e tiveram uma filha, a atriz e cantora Cleo (1982). Em 1987, Glória casou-se pela segunda vez com seu atual marido, o cantor e compositor Orlando Morais; juntos o casal teve três filhos: Antônia (1992), Ana (2000) e Bento (2004).
Por volta dos anos de 1983 e 1984, havia rumores de um caso extraconjugal, em que Djavan teria se envolvido com Glória Pires; este fato foi desmentido pelo próprio cantor em uma entrevista a revista Playboy, tendo afirmado para a revista "(Glória Pires) Tinha esse encantamento por mim...Mas não chegamos a namorar, não".[104][105]
Empreendedorismo
Nos anos 2000, foi sócia da cunhada, Roselle Morais, na confecção A Set.[106]
Em 25 de novembro de 2014, Glória e sua sócia, a ex-modelo Betty Prado, fundou sua própria loja virtual chamada Benglô, na qual vende jóias, roupas, bolsas, produtos de beleza e produtos de conforto para casa.[106][107]
Filmografia
Televisão
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1968 | A Muralha | Menina | |
| A Pequena Órfã | Aparição apenas na na abertura | ||
| 1970 | Faça Humor, Não Faça Guerra | Várias personagens[108] | |
| 1972 | Caso Especial | Ângela[109] | Episódio: "Sombra Suspeita" |
| Chico em Quadrinhos | Glorinha[108] | ||
| 1972–73 | Selva de Pedra | Ana Fátima (Fatinha) | |
| 1973 | O Semideus | Ione | |
| Os Ossos do Barão | Bianca (criança) | Episódio: "8 de outubro" | |
| Satiricom | Várias personagens[108] | Temporada 1 | |
| 1973–76 | Chico City | Várias personagens[108] | |
| 1976–77 | Duas Vidas | Letícia Palas (Lelê) | |
| 1978–79 | Dancin' Days | Marisa de Souza Matos | |
| 1979 | Cabocla | Zulmira de Oliveira Vieira Pires (Zuca) | |
| Aplauso | Luísa[110] | Episódio: "O Homem Pálido" | |
| 1980 | Água Viva | Sandra Fragonard (Sandrinha) | |
| 1980–81 | As Três Marias | Maria José (Jô) | |
| 1981 | Chico Total | Ela mesma | Episódio: "5 de maio"[111] |
| Obrigado, Doutor | Rita | Episódio: "Uma Bela Adormecida"[112] | |
| 1982 | Caso Verdade | Apresentadora | Episódio: "A Caçadora de Vampiros" |
| 1983 | Louco Amor | Cláudia Becker | |
| 1984 | Partido Alto | Celina Cruz | |
| 1985 | O Tempo e o Vento | Ana Terra | Episódio: "Ana Terra" |
| 1987 | Direito de Amar | Rosália Alves Medeiros de Monserrat | |
| 1988–89 | Vale Tudo | Maria de Fátima Accioli | |
| 1990 | Mico Preto | Sarita Maciel de Souza | |
| Escolinha do Professor Raimundo | Maria Joselina Barbacena | Participação Especial | |
| 1991–92 | O Dono do Mundo | Stella Maciel Barreto | |
| 1993 | Mulheres de Areia[113] | Ruth Araújo Assunção
Raquel Araújo Assunção |
|
| 1994 | Memorial de Maria Moura | Maria Moura | |
| 1996–97 | O Rei do Gado | Rafaela Berdinazzi / Marieta Berdinazzi (falsa) | |
| 1997–98 | Anjo Mau | Eunice Machado Noronha (Nice) | |
| 1999 | Suave Veneno | Maria Inês Ferreira de Souza / Lavínia de Alencar | |
| 2002 | Desejos de Mulher | Júlia Miranda Moreno[114] | |
| 2003 | Cartão de Visitas | Ela mesma | História: "Alberto Roberto" |
| 2005–06 | Belíssima | Júlia Falcão Assumpção | |
| 2006 | Casseta & Planeta, Urgente! | Vários personagens | Episódio: "11 de julho"[115] |
| 2007 | Paraíso Tropical | Lúcia Vilela | |
| 2011 | Insensato Coração | Norma Pimentel Amaral | |
| 2012 | As Brasileiras | Ângela Cristina | Episódio: "A Mamãe da Barra" |
| 2012–13 | Guerra dos Sexos | Roberta Carneiro Leone | |
| 2014 | A Grande Família | Ela mesma[116] | Episódio: "Um" |
| 2015 | Babilônia | Beatriz Amaral Rangel | |
| 2016 | Oscar | Comentarista[117] | |
| Tá no Ar: A TV na TV | Irmã Glória[118] | Episódio: "1 de março" | |
| Segredos de Justiça | Andréa Pachá | ||
| 2017–18 | O Outro Lado do Paraíso | Maria Elizabeth Barbosa Montserrat (Beth) / Maria Eduarda Feijó (Duda) | |
| 2019 | Mulheres Fantásticas | Narradora[119] | Episódio: "Maria Quitéria" |
| As Vilãs que Amamos | Ela mesma[120] | Episódio: "14" | |
| 2019–20 | Éramos Seis | Eleonora Amaral de Lemos (Lola)[121][122] | |
| 2022 | Além da Ilusão | Nise da Silveira[96] | Episódio: "29 de julho" |
| 2023–24 | Terra e Paixão | Irene Aldrava La Selva | |
| 2025 | Show 60 Anos | Raquel Araújo Assunção | Especial dos 60 anos da Globo |
| Tributo | Ela mesma | Episódio: "Dennis Carvalho" | |
Cinema
| Ano | Título | Personagem | Nota |
|---|---|---|---|
| 1981 | Índia, a Filha do Sol | Put'Koi[123] | |
| 1984 | Memórias do Cárcere | Heloísa Ramos[124] | |
| 1987 | Bésame Mucho | Olga | |
| 1988 | Jorge, um Brasileiro | Sandra | |
| 1995 | O Quatrilho | Pierina | |
| 1996 | O Guarani | Isabel | |
| 1997 | Pequeno Dicionário Amoroso | Bel | |
| 2001 | A Partilha | Selma[125] | |
| 2006 | Se Eu Fosse Você | Helena / Cláudio | |
| 2007 | O Primo Basílio | Juliana | |
| 2009 | Se Eu Fosse Você 2 | Helena / Cláudio | |
| É Proibido Fumar | Baby | ||
| 2010 | Lula, o Filho do Brasil | Eurídice Ferreira de Melo (Dona Lindu) | |
| 2013 | Flores Raras | Lota de Macedo Soares | |
| 2014 | Irmã Dulce | Dona Dulce Maria | |
| 2015 | Linda de Morrer | Dra. Paula Lins | |
| Pequeno Dicionário Amoroso 2 | Bel[126] | ||
| 2016 | Nise: O Coração da Loucura | Nise da Silveira | |
| 2021 | Mise en Scène: a Artesania do Artista | Narradora[127] | Documentário |
| 2022 | A Suspeita | Lúcia Carvalho[128] | Também produtora[129] |
| 2023 | Desapega! | Rita | |
| 2024 | Vovó Ninja | Arlete | |
| 2025 | Sexa | Bárbara | Também diretora[130] |
| 2026 | Se Eu Fosse Você 3 | Helena[131] |
Teatro
| Ano | Título |
|---|---|
| 1979 | Era Uma Vez Uma Gata |
Prêmios e indicações
Referências
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- ↑ «SEXA: Gloria Pires estreia como diretora». Papo de Cinema. 2024. Consultado em 3 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2026
- ↑ Juliana Melguiso (1 de agosto de 2025). «"Se Eu Fosse Você 3" é confirmado com retorno de Tony Ramos e Gloria Pires». CNN Brasil. Consultado em 12 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de maio de 2026
Ligações externas
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