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Juliana Carneiro da Cunha
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| Juliana Carneiro da Cunha | |
|---|---|
Cunha em 2010. | |
| Nome completo | Juliana Carneiro da Cunha |
| Nascimento | 19 de janeiro de 1949 (77 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | atriz e bailarina |
| Atividade | 1972–presente |
| Cônjuge | Ariane Mnouchkine (c. 1990)[1] |
| Grande Otelo | |
| Melhor Atriz 2002 – Lavoura Arcaica Melhor Atriz Coadjuvante 2025 – Malu | |
| APCA | |
| Melhor Atriz em Cinema 2002 – Lavoura Arcaica Melhor Bailarina 1978 – Isadora, Ventos e Ondas Melhor Revelação em Dança 1976 – Possessão | |
| Festival de Gramado | |
| Melhor Atriz em Curta-metragem 2009 – O Teu Sorriso | |
| Festival de Brasília | |
| Melhor Atriz Coadjuvante 2001 – Lavoura Arcaica | |
| Outros prêmios | |
| Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz em Cinema 2001 – Lavoura Arcaica (ver mais) | |
Juliana Carneiro da Cunha (Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1949) é uma atriz e bailarina franco-brasileira. Ela iniciou sua carreira como bailarina profissional e estudou em importantes companhias na Europa, até se destacar mais tarde como atriz no cinema e televisão. Cunha é ganhadora de vários prêmios, incluindo dois Prêmios Grande Otelo, três Prêmios APCA e um Prêmio Qualidade Brasil, bem como prêmios dos festejados Festival de Brasília e Festival de Gramado.
Cunha fez sua estreia como bailarina profissional no espetáculo Nijinski, o Palhaço de Deus, uma das obras mais aclamadas do coreógrafo francês Maurice Béjart. Mas, sua descoberta deu-se ao estrelar o solo Possessão, no Brasil, baseado na vida de Santa Teresa de Ávila, pela qual foi eleita Revelação do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Nos anos seguintes, tornou-se figura constante nos palcos, com destaque nos espetáculos Presença de Vinícius (1980), onde deu vida a dezesseis personagens, Fedra (1980), onde esteve no papel-título, e As Lágrimas Amargas de Petra von Kant (1982), ao lado de Fernanda Montenegro. Juliana também esteve em evidência na peça Mão na Luva (1984) como Sílvia.
Seus trabalhos na televisão começaram na década de 1980 com pequenas aparições nas novelas Ti Ti Ti e De Quina pra Lua, ambas em 1985. No entanto, sua primeira personagem de repercussão foi a fútil Walkíria no remake Selva de Pedra (1986). Ela foi contratada pela TV Manchete em seguida, atuando nas novelas Helena (1987), Carmem (1987) e Corpo Santo (1988). Após esse período dedicado à televisão, foi morar na França em 1989 integrando a companhia do Théâtre du Soleil, consolidando uma carreira no teatro europeu com montagens de sucesso.
Ela teve sua carreira marcada ao estrelar o filme Lavoura Arcaica (2001) como uma matriarca cheia de conflitos familiares, com êxito de crítica. O trabalho lhe rendeu os principais prêmios do cinema nacional, incluindo o Prêmio Grande Otelo, o Prêmio Qualidade Brasil e o terceiro Prêmio APCA de sua carreira. Nos anos recentes, ela tem dividido sua carreira entre aparições nos palcos do Brasil e da Europa, além de trabalhos no cinema e televisão. Atuou nas novelas Sete Vidas (2015) e Liberdade, Liberdade (2016), e nas séries Assédio (2018) e Santos Dumont (2019). Ela também obteve grande repercussão e reconhecimento da crítica ao atuar no filme dramático Malu (2024) como uma mãe em conflito com a filha, pelo qual recebeu seu segundo Prêmio Grande Otelo como Melhor Atriz Coadjuvante.
Primeiros anos
Formação artística e primeiros trabalhos
Nascida no Rio de Janeiro em 19 de janeiro de 1949, Juliana teve contato com a arte desde a sua infância ao iniciar sua formação em dança aos sete anos de idade, estudando com Maria Duschenes, importante difusora do método desenvolvido por Rudolf Laban no Brasil.[2] Entre os sete e os dezessete anos, também teve contato com o arquiteto e historiador da arte Herbert Duschenes, marido de Maria, participando de atividades e aulas voltadas às artes plásticas.[2]
Aos dezoito anos, obteve uma bolsa de estudos na Alemanha, onde se aperfeiçoou em dança folclórica sob a orientação do bailarino Kurt Jooss, um dos principais discípulos de Rudolf Laban.[2] Em 1970, mudou-se para Bruxelas e foi selecionada para integrar a primeira turma da escola Mudra, fundada pelo coreógrafo Maurice Béjart.[2] A instituição, voltada ao aperfeiçoamento de bailarinos de diversas nacionalidades, tinha como objetivo formar intérpretes capazes de atuar em um conceito artístico multidisciplinar denominado por Béjart de “espetáculo total”. Juliana conquistou uma das 28 vagas disponíveis entre cerca de 400 candidatos.[2]
Após concluir seus estudos, tornou-se, em 1972, a primeira brasileira a integrar o Ballet do Século XX, companhia criada por Maurice Béjart e dedicada à produção e circulação internacional de espetáculos contemporâneos.[2] Juntamente com outros sete formandos da Mudra, participou da criação do grupo Chandra, que realizou apresentações em cidades como Bruxelas, Londres e Genebra, além de localidades no sul da França.[2] Posteriormente, estabeleceu-se em Paris, onde desenvolveu trabalhos independentes, incluindo colaborações em produções dirigidas por Robert Wilson.[2] Em Bruxelas, participou dos espetáculos Os Românticos Alemães e Bodas de Sangue, adaptação da obra de Federico García Lorca, demonstrando versatilidade artística ao atuar como dançarina, cantora, atriz e mímica.[2]
Carreira
Retorno ao Brasil e avanços na carreira (1976—2000)
Após iniciar sua carreira na Europa, ela retornou ao Brasil em 1976 e apresentou o solo Possessão, um espetáculo de quinze minutos inspirado na trajetória de Santa Teresa de Ávila. Esta montagem já havia sido apresentada em Bruxelas e repetiu o êxito em solo brasileiro rendendo a ela o Prêmio APCA de Melhor Revelação em Dança naquele ano.[3] Dois anos mais tarde, ao lado da coreógrafa Célia Gouveia, estreou o espetáculo Isadora, Ventos e Vagas, que lhe valeu o Prêmio Governador do Estado.[4] Em 1979, interpretou Mariana Alcoforado em Cartas Portuguesas, baseada na história da religiosa portuguesa do século XVII conhecida por suas cartas apaixonadas dirigidas a um nobre.[5]
Em 1980, destacou-se interpretando dezesseis personagens na peça Presença de Vinícius que, embora tenha sido de curta temporada e repercussão limitada, sua atuação chamou atenção de Fernanda Montenegro, que a indicou para integrar o elenco da peça As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, em 1982, dirigida por Celso Nunes. Nesta, interpretou Marlene, a silenciosa criada e assistente da protagonista. Mesmo que sem falas, sua composição de cena foi reconhecida pela expressividade e intensidade dramática.[2] No mesmo ano, fez sua estreia no cinema com uma participação no filme de comédia O Homem do Pau-Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade, onde interpretou uma bailarina estrangeira em alusão à dançarina Isadora Duncan.[6] Em seguida, consolidou sua carreira como atriz ao dividir palco com Marco Nanini na peça Mão na Luva (1984), de Oduvaldo Vianna Filho, sob direção de Aderbal Freire Filho, enfrentando um texto de grande densidade psicológica e complexidade interpretativa.[2]
Sua estreia na televisão ocorreu em 1985 com uma participação especial na novela Ti Ti Ti interpretando Mercedes Martins, a mãe do protagonista Ariclenes (Luis Gustavo) que aparece em flashbacks.[7] No mesmo ano, aparece no primeiro capítulo da novela De Quina pra Lua no papel de uma secretária da empresa onde o personagem Zezão (Milton Moraes) trabalha.[8] Mas foi em Selva de Pedra (1986) que ela teve seu primeiro papel de repercussão. Na trama, interpretou Walkíria, a ex-mulher de Jorge (Otávio Augusto), uma mulher fútil e mundana que está sempre se envolvendo com rapazes mais jovens.[9]
Em 1987, foi contratada pela TV Manchete para atuar na novela Helena onde interpretou Isabel Mattos.[10] Logo em seguida, é escalada para o elenco de Carmem, assumindo o papel de Virgínia.[11] Em 1988, faz seu último trabalho na emissora com a novela Olho por Olho, onde interpretou Gina Ferraz.[12] Em 1989, deixou o Brasil e estabeleceu-se novamente na França. Nesse período, passou a integrar o Théâtre du Soleil, companhia fundada e dirigida por Ariane Mnouchkine, reconhecida internacionalmente por suas propostas inovadoras e por sua relevância na renovação da linguagem teatral contemporânea.[2]
A entrada no grupo marcou uma nova etapa em sua trajetória artística. Integrando uma companhia estável e de projeção internacional, Juliana fixou residência em Paris e consolidou sua carreira no cenário teatral europeu. Em pouco tempo, tornou-se uma das principais intérpretes do Théâtre du Soleil, assumindo papéis de destaque em importantes montagens da companhia. Entre suas atuações mais notáveis está a interpretação de Clitemnestra em uma trilogia inspirada na obra de Sófocles.[2]
Reconhecimento cinematográfico (2001—presente)
Em 2001, voltou a trabalhar no Brasil ao gravar o filme Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, onde interpretou a matriarca de uma família de tradições agrárias e cheia de conflitos.[13] A interpretação lhe rendeu aclamação da crítica especializada. Ela recebeu os principais prêmios do cinema nacional por este trabalho, incluindo Prêmio Grande Otelo, o Prêmio APCA e o Prêmio Qualidade Brasil. O filme foi apresentado em diversos festivais de cinema com a performance de Juliana recebendo elogios. Foi premiada com o Troféu Candango de Melhor Atriz Coadjuvante no tradicional Festival de Brasília.[14]

Nos palcos, em 2003, contracenou novamente com Marco Nanini em uma montagem de A Morte de um Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, sob direção de Felipe Hirsch, onde interpretou a esposa do caixeiro Linda Loman.[2] Ela trabalhou novamente com o diretor Luiz Fernando Carvalho na minissérie Hoje É Dia de Maria, em 2005, fazendo uma participação como a mãe de Maria.[15] No ano seguinte, reaparece no cinema no filme de drama O Veneno da Madrugada, adaptação de Ruy Guerra do livro A Hora Má, de Gabriel García Márquez, onde ela interpretou a viúva Assis.[16] O trabalho lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Contigo! de Cinema de Melhor Atriz Coadjuvante.[17] Retornou para a França em seguida para atuar em novas montagens do Théâtre du Soleil. Em 2006, esteve em Les Ephémères, que também se apresentou no Brasil, onde ela interpretou sete personagens diversos.[18] Em 2010, com a companhia francesa, apresentou-se com a peça Os Náufragos da Louca Esperança, que se passa na Primeira Guerra Mundial e acompanha um grupo de amigos franceses que se reúne para rodar um filme mudo.[19] Entre as apresentações, gravou o curta-metragem O Teu Sorriso (2009), que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado.[20]
Em 2015, voltou às telenovelas após quase trinta anos afastada do gênero. Em Sete Vidas, interpretou Lúcia Monteiro, amiga de Esther (Regina Duarte) que entra na trama para dirigir uma ONG junto com ela.[21] Neste ano, ainda, fez uma participação especial no filme A Floresta que se Move, uma adaptação de Macbeth dirigida por Vinícius Coimbra, interpretando uma personagem misteriosa.[22] Dois anos antes, em 2013, ela havia interpretado uma montagem de Macbeth no teatro em comemoração aos 50 anos da companhia Théâtre du Soleil.[23] Em 2016, interpretou Alexandra Farto na telenovela histórica Liberdade, Liberdade. Na trama, sua personagem mantém uma dupla identidade sendo a grande financiadora dos rebeldes da Inconfidência Mineira.[24]
Em Assédio (2018), série inspirada em um caso real, interpretou Olímpia Sadala, a mãe do médico Roger Sadala (Antônio Calloni), cujo fora acusado de abusar de suas pacientes em sua clínica de fertilização.[25] Em 2019, atua em dois filmes de comédia. Em Happy Hour - Verdades e Consequências, interpretou a mãe de uma candidata à prefeita do Rio de Janeiro, interpretada por Letícia Sabatella.[26] Na adaptação cinematográfica Maria do Caritó, fez uma participação como Teodora, a diretora de uma companhia circense que encoraja a protagonista Maria (Lília Cabral) a ser livre para o amor.[27] No mesmo ano, faz uma participação especial na minissérie Santos Dumont como a Princesa Isabel, Condessa d'Eu.[28]
Em 2022, atuou na comédia romântica Eduardo e Mônica, dirigido por René Sampaio e baseado na canção homônima escrita por Renato Russo. No filme, ela interpretou Lara, a mãe da protagonista Mônica (Alice Braga).[29] Por esse trabalho, recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Los Angeles Brazilian Film Festival.[30] Em 2024, recebeu ampla repercussão crítica por sua atuação no drama brasileiro Malu, dirigido por Pedro Freire. No filme, contracenou com Yara de Novaes e Carol Duarte em uma narrativa centrada nas relações entre três gerações de mulheres de uma mesma família. Na trama, interpretou a mãe da personagem-título, uma mulher marcada por constantes conflitos com a filha em razão de divergências pessoais e de suas escolhas profissionais.[31] Pelo desempenho, Juliana conquistou o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante, voltando a receber a premiação após 23 anos, além disso de receber juntamente com Carol Duarte, com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio.[32][33]
Vida pessoal
Em agosto de 2025, durante a cerimônia do 23.° Prêmio Grande Otelo, Juliana Carneiro da Cunha mencionou seu relacionamento com a diretora de teatro Ariane Mnouchkine, revelando seu casamento com a artista.[34] "E o meu orgulho em ter hoje ao meu lado, presente aqui comigo, a minha esposa e mestra, a minha estrela maior, Ariane Mnouchkine", disse a atriz ao subir no palco para receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.[34] Elas trabalham juntas na companhia Théâtre du Soleil desde 1990, quando Juliana integrou a equipe como atriz.[34]
Teatro
Como atriz
| Ano | Título | Personagem | Nota(s) |
|---|---|---|---|
| 1972 | Nijinski, o Palhaço de Deus | Bailarina | |
| 1974 | Bodas de Sangue | Noiva | |
| 1975 | Les Romantiques allemands | ||
| 1977 | L’Oiseau vert | Brighella | |
| 1980 | Presença de Vinicius | ||
| O Eterno Regresso | |||
| Fedra | Fedra[35] | ||
| 1982 | As Lágrimas Amargas de Petra von Kant | Marlene[36] | |
| 1984 | Mão na Luva | Sílvia[37] | [38] |
| 1986 | O Patinho Feio | — | como coreógrafa[39] |
| A Honra Perdida de Katarina Blum | Katarina Blum | ||
| 1990 | Les Atrides | Clitemnestra[40] | |
| 1994 | La Ville Parjure | Erínias | |
| 1995 | Le Tartuffe | Dorine | |
| 1997 | Et soudain des nuits d’éveil | Paloma / Dona Ana Amélia[41] | |
| 1999 | Tambours sur la digue | Madame Li | |
| 2003 | A Morte de Um Caixeiro Viajante | Linda Loman | |
| 2006 | Les Ephémères | Várias personagens | |
| 2011 | Os Náufragos da Louca Esperança | Madame Gabrielle / Madame Paoli / Mãe Índia | [19] |
| 2013 | Macbeth | Feiticeira[42] |
Como bailarina
| Ano | Título | Nota(s) |
|---|---|---|
| 1976 | Possessão | direção de Alain Louafi |
| 1978 | Isadora, Ventos e Ondas | direção de Maurice Vaneau |
| 1979 | Cartas Portuguesas | direção de Emilie Camie |
| 1980 | Phèdre 80 | |
| O Eterno Regresso | concepção e direção de Stéphane Dosse | |
| 1989 | May B | Compagnie Maguy Marin |
| Et qu’est-ce que ça me fait à moi? |
Filmografia
Cinema
| Ano | Título | Personagem | Nota(s) |
|---|---|---|---|
| 1982 | O Homem do Pau-Brasil | Diva, bailarina estrangeira | |
| 1983 | Nasce uma Mulher | Amélia | |
| Histerias | — | Curta-metragem | |
| 2001 | Lavoura Arcaica | Mãe | |
| 2006 | O Veneno da Madrugada | Viúva Assis | |
| 2009 | O Teu Sorriso | Suzana | Curta-metragem |
| 2014 | Les naufragés du Fol Espoir[43] | — | |
| 2015 | A Floresta Que Se Move | Bordadeira Misteriosa[44] | |
| 2017 | Vazante | Dona Zizinha [45] | |
| 2018 | Amores de Chumbo | Maria Eugênia | |
| 2019 | Happy Hour - Verdades e Consequências | Norma | |
| Maria do Caritó | Teodora [46] | ||
| 2020 | Desterro | Mãe de Israel | |
| Os Dias que Escondem as Noites | Vó Germana | Curta-metragem | |
| 2022 | Eduardo e Mônica | Lara Queiroz | |
| 2023 | As Órfãs da Rainha | Dona Tareja | |
| 2024 | Malu | Lili [47] |
Televisão
| Ano | Título | Personagem | Nota(s) |
|---|---|---|---|
| 1983 | Caso Especial | Ingrid | Episódio: "Quinta Coluna"[48] |
| 1985 | Ti Ti Ti | Mercedes Martins | |
| De Quina Pra Lua | Secretária[49] | ||
| 1986 | Selva de Pedra | Walkíria Medeiros de Albuquerque | |
| 1987 | Helena | Isabel Mattos | |
| Carmen | Virgínia Góes Junot | ||
| 1988 | Olho por Olho | Gina Ferraz | |
| 2003 | Tambours sur la digue | Madame Li, Le seignur Kang | Telefilme |
| 2005 | Hoje é Dia de Maria | Nossa Senhora da Conceição / Mãe | |
| 2008 | Les Éphémères | n/a | Telefilme |
| 2015 | Sete Vidas | Lúcia Monteiro | |
| 2016 | Liberdade, Liberdade | Alexandra Farto Maquet[50] | |
| 2018 | Assédio | Olímpia Sadala [51] | |
| 2019 | Santos Dumont | Condessa d'Eu |
Prêmios e indicações
| Associações | Ano | Categoria | Nomeações | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| Prêmio APCA | 1977 | Melhor Revelação de Bailarina | Possessão | Venceu | [52] |
| Prêmio Governador do Estado | 1978 | Melhor Bailarina | Isadora, Ventos e Ondas | Venceu | [53] |
| Prêmio APCA | Melhor Bailarina | Venceu | [52] | ||
| Festival de Brasília | 2001 | Melhor Atriz Coadjuvante em Longa-metragem | Lavoura Arcaica | Venceu | [54] |
| Prêmio Qualidade Brasil | Melhor Atriz de Cinema (São Paulo) | Venceu | [55] | ||
| Prêmio APCA | 2002 | Melhor Atriz de Cinema | Venceu | [56] | |
| Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro | Melhor Atriz | Venceu | [57] | ||
| Festival Sesc Melhores Filmes | Melhor Atriz Nacional (voto do júri) | Venceu | |||
| Melhor Atriz Nacional (voto do público) | Venceu | ||||
| Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro | 2003 | Melhor Atriz Coadjuvante | Indicada | [58] | |
| Prêmio Contigo! de Cinema Nacional | 2007 | Melhor Atriz Coadjuvante | O Veneno da Madrugada | Indicada | [17] |
| Festival de Gramado | 2009 | Melhor Atriz em Curta-metragem | O Teu Sorriso | Venceu | [20] |
| CinEuphoria Awards | 2019 | Melhor Elenco (competição nacional) | Vazante | Indicada | |
| Los Angeles Brazilian Film Festival | 2022 | Melhor Atriz Coadjuvante | Eduardo e Mônica | Venceu | [30] |
| Festival do Rio | 2024 | Melhor Atriz Coadjuvante | Malu | Venceu | [59] |
| Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro | 2025 | Melhor Atriz Coadjuvante | Venceu | [32] | |
| Brazil Online Film Award | 2026 | Melhor Atriz Coadjuvante | Indicada |
Referências
- ↑ «ISTOÉ Gente». www.terra.com.br. Consultado em 5 de maio de 2021. Cópia arquivada em 3 de março de 2016
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Cultural, Instituto Itaú. «Juliana Carneiro da Cunha». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de junho de 2026
- ↑ Santos, Angelo Mendes Corrêa e Itamar (22 de outubro de 2017). «Juliana Carneiro da Cunha: o teatro como partilha, disciplina e paixão». BOM DIA. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2021
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Isadora, Ventos e Vagas». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 23 de junho de 2026
- ↑ «Cartas Portuguesas - Videobrasil». site.videobrasil.org.br. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2025
- ↑ «O HOMEM DO PAU-BRASIL». Cinemateca Brasileira. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 22 de maio de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «Ti-ti-ti (1985)». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 5 de março de 2026
- ↑ Xavier, Nilson. «De Quina Pra Lua». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
- ↑ Xavier, Nilson. «Selva de Pedra (1986)». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025
- ↑ Xavier, Nilson. «Helena (1987)». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2025
- ↑ Xavier, Nilson. «Carmem». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2025
- ↑ Xavier, Nilson. «Olho por Olho». Teledramaturgia. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de agosto de 2025
- ↑ «Folha Online - Ilustrada - "Lavoura Arcaica", filme de Luiz Fernando Carvalho, estréia hoje - 09/11/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - Cinema: Brasília celebra "Lavoura" e "Samba" - 29/11/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2024
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- 1 2 «Confira a lista completa dos indicados ao 2º Prêmio Contigo». oglobo.globo.com/. Consultado em 6 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2025
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- ↑ AdoroCinema, Eduardo e Mônica, consultado em 23 de junho de 2026
- 1 2 «Filme 'Eduardo e Mônica' ganha cinco troféus na premiação LABRFF 2022». correiobraziliense.com.br. Consultado em 6 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2023
- ↑ Redação (23 de setembro de 2025). «'Malu', filme com Carol Duarte, Yara de Novaes e Juliana Carneiro da Cunha, chega ao streaming». Rolling Stone Brasil. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2025
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- ↑ «'Malu' conquista dois prêmios no Cairo International Film Festival, no Egito». O Globo. 23 de novembro de 2024. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2024
- 1 2 3 «Aos 76, Juliana Carneiro da Cunha emociona plateia ao assumir relação com diretora de teatro: 'Minha esposa'». extra. 11 de agosto de 2025. Consultado em 23 de junho de 2026. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2025
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- ↑ «Ooops. conteúdo não encontrado :/». Temporal Editora. Consultado em 22 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de maio de 2026
- ↑ Cultural, Instituto Itaú. «Mão na Luva». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de junho de 2026
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- ↑ «"A Floresta que se Move" moderniza Shakespeare». Zero Hora. Consultado em 16 de novembro de 2016. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2016
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Ligações externas
- Juliana Carneiro da Cunha no IMDb
- Trecho do filme Juliana, realizado por Stéphane Dosse.
