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Rosângela Lula da Silva
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Rosângela Lula da Silva | |
|---|---|
| Janja | |
Rosângela Lula da Silva em 2023 | |
| 38.ª Primeira-dama do Brasil | |
| Período | 1.º de janeiro de 2023 até a atualidade |
| Presidente | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Antecessor(a) | Michelle Bolsonaro |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Rosângela Lula da Silva |
| Nascimento | 27 de agosto de 1966 (59 anos) União da Vitória, Paraná |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade Federal do Paraná |
| Cônjuge | Luiz Inácio Lula da Silva (c. 2022) |
| Partido | PT (1983–presente) |
| Profissão | Socióloga |
| Residência | Palácio da Alvorada |
Rosângela Lula da Silva, amplamente conhecida como Janja (União da Vitória, 27 de agosto de 1966), é uma socióloga e ativista brasileira. Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1983, tornou-se a primeira-dama do país em 1.º de janeiro de 2023, em decorrência da terceira posse presidencial de seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, o 39.º presidente do Brasil.[1][2]
Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveu carreira em projetos de desenvolvimento social, sustentabilidade, comunicação institucional e responsabilidade socioambiental. Trabalhou na administração pública paranaense, prestou serviços em projetos relacionados à construção da Usina Hidrelétrica de Barra Grande e integrou, durante aproximadamente quinze anos, os quadros da Itaipu Binacional, com um período de atuação na Eletrobras.[3][2]
Janja participou da campanha presidencial de Lula em 2022, especialmente na articulação com artistas, na comunicação digital e na organização de eventos públicos. Após a eleição, integrou as atividades da transição governamental e coordenou aspectos da posse presidencial de 1.º de janeiro de 2023, incluindo o festival cultural realizado em Brasília.[4][5]
Como primeira-dama, passou a atuar em agendas relacionadas ao enfrentamento da fome e da pobreza, aos direitos das mulheres, à proteção da infância, à vacinação, à cultura, à inclusão social, à sustentabilidade ambiental e ao combate à desinformação. Representou o Brasil ou acompanhou delegações governamentais em reuniões das Nações Unidas, do G20, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.[6][7] Embora tenha adquirido projeção política e diplomática, a função de cônjuge do presidente não constitui cargo público nem possui competências administrativas próprias. Em abril de 2025, a Advocacia-Geral da União publicou orientação normativa estabelecendo que a atuação presidencial do cônjuge possui natureza voluntária, simbólica, social, cultural, cerimonial, política e diplomática, devendo respeitar os princípios da administração pública e as regras de transparência.[8]
Primeiros anos e família
Rosângela da Silva nasceu em 27 de agosto de 1966, no município de União da Vitória, no sul do Paraná. Poucos dias depois de seu nascimento, mudou-se com a família para Curitiba, onde cresceu e realizou a maior parte de sua formação escolar e universitária. É filha de José Clóvis da Silva e Vani Terezinha Ferreira.[3][1]
Seus pais se separaram quando ela ainda era jovem. A mãe trabalhou como comerciante e permaneceu como uma das principais referências familiares de Janja. Vani Ferreira morreu em 2020, durante a pandemia de COVID-19, fato posteriormente mencionado pela socióloga ao participar de campanhas em defesa da vacinação e da valorização do Sistema Único de Saúde.[3]
Ainda durante a adolescência, Janja aproximou-se de movimentos sociais e de grupos ligados à redemocratização brasileira. Em 1983, aos dezessete anos, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, fundado três anos antes. No período, participou de atividades relacionadas à campanha das Diretas Já, que reivindicava o restabelecimento da eleição direta para a Presidência da República.[3][1]
A militância partidária iniciada na juventude antecedeu sua relação pessoal com Lula por mais de três décadas. No PT paranaense, atuou em campanhas eleitorais, encontros partidários e iniciativas de mobilização social. Sua trajetória partidária, contudo, desenvolveu-se principalmente nos bastidores e não incluiu a disputa de cargos eletivos.[4][3]
Formação acadêmica
Em 1984, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná. Durante a graduação, participou do movimento estudantil e de atividades políticas vinculadas ao processo de redemocratização. Concluiu o curso em 1991, recebendo formação nas áreas de sociologia, ciência política e antropologia.[3][2]
Posteriormente, realizou especialização em História, com estudos relacionados à cidade e à sociedade brasileira. Também concluiu um curso de MBA em gestão social e sustentabilidade, formação que se relacionou com parte das funções exercidas posteriormente em programas de responsabilidade socioambiental e desenvolvimento territorial.[1][2]
Em 2011, enquanto integrava os quadros da Itaipu Binacional, participou do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra, constando na relação oficial de diplomados daquele ano como técnica de nível superior.[9]
Carreira profissional
Atuação no Paraná
Após a graduação, Janja exerceu atividades relacionadas à formulação de projetos sociais, à administração pública e à assessoria política. Trabalhou em órgãos do município de Curitiba, em áreas ligadas à saúde e à assistência social, e manteve vínculos profissionais com iniciativas de planejamento e participação comunitária.[3]
Na década de 1990, mudou-se por um período para Ponta Grossa, onde participou de atividades acadêmicas e de projetos comunitários relacionados ao desenvolvimento urbano. Também colaborou com iniciativas da Universidade Estadual de Ponta Grossa e com programas sociais direcionados à população local.[3]
Entre 1996 e 2001, atuou na liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa do Paraná, desenvolvendo atividades de assessoria, organização política e comunicação. A experiência aproximou-a de debates legislativos e da formulação de políticas públicas estaduais, embora ela própria não ocupasse mandato parlamentar.[3]
Projetos socioambientais
No início dos anos 2000, trabalhou em ações de relacionamento comunitário vinculadas à construção da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, situada entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Suas funções envolveram interlocução com comunidades atingidas, projetos sociais e medidas de desenvolvimento territorial relacionadas à implantação da hidrelétrica.[2]
A experiência em Barra Grande ocorreu em um contexto de controvérsias ambientais e sociais associadas ao empreendimento, incluindo o deslocamento de moradores e a supressão de áreas de vegetação. Não existem, contudo, evidências de que Janja ocupasse cargo decisório no licenciamento ambiental da obra; sua atuação foi concentrada em projetos de caráter social e comunitário.[2]
Itaipu Binacional e Eletrobras
Em 2003, começou a prestar serviços de consultoria à Itaipu Binacional. Dois anos depois, passou a integrar formalmente os quadros da empresa, na qual exerceu funções relacionadas à comunicação institucional, ao desenvolvimento sustentável, à responsabilidade social e à articulação com comunidades da região da usina.[3][1]
Na Itaipu, trabalhou em programas vinculados ao desenvolvimento regional, incluindo ações de sustentabilidade, educação ambiental, inclusão social e diálogo com organizações da sociedade civil. Também exerceu funções de assessoria junto à direção-geral brasileira da empresa.[2]
Entre 2012 e 2016, foi cedida à Eletrobras, no Rio de Janeiro, onde atuou na área de responsabilidade social e em projetos relacionados à sustentabilidade empresarial. Após esse período, retornou à Itaipu Binacional.[3][1]
Deixou definitivamente a empresa em janeiro de 2020, após aproximadamente quinze anos de vínculo funcional. Sua saída ocorreu meses depois de ter assumido publicamente o relacionamento com Lula e de ter se mudado para o estado de São Paulo.[1][2]
Vida pessoal
Relacionamento anterior
Durante a década de 1990, Janja manteve uma união de longa duração com um colega ligado ao meio político e acadêmico paranaense. O relacionamento terminou antes de sua aproximação afetiva com Lula. Ela não teve filhos.[3][1]
Relacionamento e casamento com Lula
Janja e Lula já se conheciam por meio de atividades do Partido dos Trabalhadores. A aproximação afetiva entre os dois ocorreu em dezembro de 2017, durante um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizado em Guararema, no interior de São Paulo.[3]
Quando Lula foi preso, em abril de 2018, no âmbito dos processos da Operação Lava Jato, o relacionamento ainda não havia sido anunciado publicamente. Durante os 580 dias em que ele permaneceu na sede da Polícia Federal em Curitiba, Janja participou de visitas e de atividades organizadas nas proximidades do local, incluindo a chamada Vigília Lula Livre.[3]
A existência do relacionamento tornou-se amplamente conhecida em maio de 2019. Após a libertação de Lula, em novembro daquele ano, Janja acompanhou o primeiro pronunciamento do político em Curitiba e passou a comparecer publicamente ao seu lado em compromissos políticos e familiares.[3][2]
O casal se casou em 18 de maio de 2022, em uma cerimônia realizada em São Paulo e conduzida pelo bispo anglicano Arthur Cavalcante. O evento reuniu familiares, amigos, lideranças políticas e artistas. Lula adotou publicamente o casamento como parte de sua narrativa pessoal durante a campanha presidencial daquele ano, apresentando a relação como símbolo de reconstrução de sua vida após o período de prisão e a morte de sua segunda esposa, Marisa Letícia Lula da Silva, em 2017.[2][4]
Após o casamento, Rosângela acrescentou “Lula” ao nome civil e passou a assinar Rosângela Lula da Silva. O uso do apelido “Janja”, adotado desde a juventude, permaneceu predominante em sua comunicação pública.[1]
Eleição presidencial de 2022
Janja participou ativamente da campanha que levou Lula ao terceiro mandato presidencial. Diferentemente de primeiras-damas brasileiras que permaneceram afastadas das atividades eleitorais, ela acompanhou comícios, caminhadas, entrevistas e encontros com movimentos sociais, artistas, mulheres e representantes da cultura.[4]
Nos bastidores, exerceu influência sobre a comunicação e a organização de eventos da candidatura. Participou da elaboração de conteúdos para as redes sociais de Lula, sugeriu formatos de apresentação pública e ajudou a estabelecer pontes entre a campanha e personalidades da música, do teatro, do cinema e da televisão.[5][4]
Sua participação foi particularmente visível em eventos direcionados ao eleitorado feminino. Em discursos e entrevistas, Janja afirmou que pretendia contribuir para uma redefinição da posição de primeira-dama, afastando-se de uma atuação exclusivamente assistencialista e concentrando-se na articulação de políticas públicas e causas sociais.[4]
Durante a campanha, também se envolveu na produção de materiais culturais e audiovisuais. Participou da articulação para a nova versão do jingle “Sem medo de ser feliz” e manteve contato com artistas que declararam apoio à candidatura de Lula.[4]
A eleição foi decidida no segundo turno, em 30 de outubro de 2022. Lula recebeu 50,90% dos votos válidos, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro, que obteve 49,10%. Janja acompanhou o discurso da vitória e as primeiras reuniões políticas realizadas após a divulgação do resultado.[10]
Transição presidencial e organização da posse
Após a eleição, Janja participou de atividades da equipe de transição instalada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Embora não tenha sido nomeada para um dos grupos técnicos formais, acompanhou reuniões, articulou encontros com representantes da sociedade civil e participou de decisões relacionadas à comunicação, à cultura e à cerimônia de posse.[5]
Em novembro de 2022, acompanhou Lula à COP27, no Egito, primeira viagem internacional do presidente eleito depois da vitória. A presença no encontro representou o início de sua participação em agendas diplomáticas e ambientais associadas ao novo governo.[5]
Janja coordenou parte dos preparativos da posse presidencial realizada em 1.º de janeiro de 2023. Sua participação envolveu o formato da cerimônia, a programação cultural, o contato com artistas e a concepção do chamado “Festival do Futuro”, organizado na Esplanada dos Ministérios.[11]
O festival reuniu dezenas de artistas e grupos musicais em dois palcos batizados de “Elza” e “Gal”, em homenagem a Elza Soares e Gal Costa, mortas em 2022. A programação buscou associar a posse presidencial à diversidade cultural brasileira e à participação de movimentos sociais.[12]
Durante a cerimônia, Lula recebeu a faixa presidencial de um grupo formado por representantes de diferentes segmentos da população. A escolha foi adotada após o ex-presidente Jair Bolsonaro deixar o país sem realizar a transmissão tradicional. Janja participou da concepção simbólica do ato, no qual estiveram presentes uma criança, uma pessoa com deficiência, um trabalhador metalúrgico, uma cozinheira, uma indígena, um professor e outros cidadãos.[13]
Primeira-dama do Brasil
Natureza institucional da função
Janja tornou-se primeira-dama em 1.º de janeiro de 2023. A denominação, de uso histórico e protocolar, não corresponde a cargo criado pela Constituição ou por lei. Como cônjuge do presidente, ela não integra formalmente a estrutura administrativa, não recebe remuneração pelo título e não possui poder legal para assinar atos, ordenar despesas ou dirigir órgãos públicos.[8]
Durante os dois primeiros anos do mandato, a inexistência de regulamentação específica gerou questionamentos sobre a estrutura disponibilizada para suas atividades, o uso de servidores públicos, a divulgação da agenda e a diferenciação entre compromissos privados, partidários e institucionais.[14]
Em uma decisão administrativa de 2025, a Comissão Mista de Reavaliação de Informações registrou que a primeira-dama não ocupava cargo ou função pública e que, até então, não existia obrigação jurídica específica de divulgação de sua agenda. O documento também informou que seus compromissos vinham sendo parcialmente publicados por canais institucionais e pelas redes sociais.[14]
Em 4 de abril de 2025, a Advocacia-Geral da União publicou a Orientação Normativa nº 94. A norma definiu a atuação do cônjuge presidencial como voluntária e de natureza “sui generis”, abrangendo representação simbólica, social, cultural, cerimonial, política e diplomática, desde que não fossem assumidos compromissos próprios da administração pública.[8]
A orientação estabeleceu que o cônjuge poderia contar com apoio administrativo, logístico, de segurança, comunicação, cerimonial e assessoramento, quando necessário ao interesse público. Recomendou ainda a divulgação da agenda institucional e das despesas custeadas pela União, além da observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.[8]
A partir de 25 de abril de 2025, compromissos de Janja passaram a ser apresentados em uma agenda própria no portal da Presidência da República. A medida foi interpretada como tentativa de aumentar a transparência e delimitar institucionalmente sua atuação.[15]
Estrutura de atuação


Janja passou a trabalhar com apoio de servidores lotados principalmente na Presidência da República, incluindo profissionais de comunicação, cerimonial, relações institucionais e assessoria. A equipe não constitui gabinete ministerial independente e permanece subordinada aos órgãos da administração presidencial aos quais os servidores estão formalmente vinculados.[8]
Seus compromissos são desenvolvidos em colaboração com ministérios e entidades governamentais, particularmente as pastas das Mulheres, do Desenvolvimento e Assistência Social, da Saúde, da Cultura, do Meio Ambiente, dos Direitos Humanos e da Secretaria de Comunicação Social. A primeira-dama também mantém interlocução com agências internacionais, organizações da sociedade civil e organismos multilaterais.[14]
A amplitude dessa participação provocou interpretações divergentes. Aliados passaram a descrevê-la como articuladora de causas sociais e representante política informal do governo, enquanto opositores questionaram sua influência e a ausência inicial de regras mais claras. Especialistas ouvidos pela imprensa destacaram que cônjuges presidenciais tradicionalmente exercem influência sem mandato, embora a visibilidade de Janja seja superior à de várias antecessoras.[16]
Eixos de atuação pública
Direitos das mulheres
A promoção dos direitos das mulheres tornou-se um dos principais eixos da atuação de Janja. Desde o início do mandato, ela participou de cerimônias relacionadas à igualdade salarial, ao combate à violência de gênero, à participação política feminina e ao fortalecimento das redes de proteção.[6]
Em 8 de março de 2023, foi uma das agraciadas pelo Senado Federal com o Diploma Bertha Lutz, concedido a pessoas que contribuíram para a defesa dos direitos das mulheres e para a igualdade de gênero. A homenagem ocorreu durante sessão solene realizada no Dia Internacional da Mulher.[17]
Janja apoiou a campanha Brasil sem Misoginia, lançada pelo Ministério das Mulheres em 2023. A iniciativa reuniu instituições públicas, empresas e organizações sociais em ações de enfrentamento ao ódio, à discriminação e à violência contra mulheres.[18]
Em março de 2024, integrou a delegação brasileira na 68.ª sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres, realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Em suas intervenções, defendeu a valorização do trabalho de cuidado não remunerado, políticas de segurança alimentar, igualdade econômica e maior participação das mulheres nos processos de decisão.[6]
A agenda foi articulada às prioridades da presidência brasileira do G20. Durante o encontro, Janja defendeu que o combate à pobreza e à fome fosse analisado sob perspectiva de gênero, sustentando que mulheres, especialmente negras, indígenas, rurais e chefes de família, são atingidas de forma desproporcional pelas desigualdades sociais.[6]
Também participou de atividades do Grupo de Trabalho de Empoderamento de Mulheres do G20, criado durante a presidência indiana e mantido pelo Brasil. Os debates trataram de igualdade no mundo do trabalho, combate à violência, economia do cuidado, empreendedorismo e adaptação climática.[19]
Na preparação da COP30, recebeu a designação de enviada especial para as mulheres. Nessa função, defendeu que políticas climáticas incorporassem as experiências de mulheres que vivem em áreas vulneráveis, comunidades tradicionais, periferias urbanas e territórios atingidos por desastres ambientais.[20]
Em 2026, participou de atividades relacionadas ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e às ações dos primeiros cem dias da iniciativa. O pacto articulou órgãos públicos, Judiciário, Legislativo e sociedade civil em medidas de prevenção, proteção, responsabilização e produção de dados sobre a violência de gênero.[21]
Combate à fome e à pobreza

O combate à fome foi apresentado por Janja como uma continuidade das prioridades históricas dos governos Lula. A primeira-dama participou de ações de mobilização em favor da segurança alimentar, da agricultura familiar, das cozinhas solidárias e da inclusão de mulheres em políticas de combate à pobreza.[22]
Durante a presidência brasileira do G20, apoiou a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada formalmente em novembro de 2024. A iniciativa foi concebida para reunir governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento, fundações e organizações sociais em programas de transferência de renda, alimentação escolar, proteção social e apoio à agricultura familiar.[23]
Janja participou da Cúpula Social do G20, realizada no Rio de Janeiro, que reuniu milhares de representantes de movimentos sociais, povos indígenas, organizações não governamentais, sindicatos e redes internacionais. Sua atuação concentrou-se na aproximação entre a agenda governamental e as propostas apresentadas pela sociedade civil.[22]
Em fevereiro de 2025, integrou a delegação brasileira em atividades do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, em Roma. A agenda incluiu discussões sobre segurança alimentar, financiamento da agricultura familiar e participação das mulheres na produção de alimentos.[14]
No decorrer da preparação para a COP30, participou de encontros sobre cozinhas comunitárias, agroecologia e combate à insegurança alimentar em áreas afetadas pelas mudanças climáticas. Argumentou que fome, pobreza, desigualdade de gênero e degradação ambiental deveriam ser enfrentadas de maneira integrada.[24]
Em dezembro de 2025, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura designou Janja como “Campeã Especial da Boa Vontade contra a Fome”. Segundo a FAO, a função busca ampliar a conscientização pública sobre segurança alimentar, sistemas agroalimentares sustentáveis, igualdade de gênero e redução da pobreza.[7]
A designação não corresponde a cargo remunerado na organização. Como campeã de boa vontade, Janja passou a participar de campanhas, encontros e atividades de sensibilização, utilizando sua projeção pública para apoiar os objetivos institucionais da FAO.[25]
Infância e adolescência
A defesa dos direitos de crianças e adolescentes também integrou sua agenda. No início do mandato, Janja participou de atividades do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e recebeu a condição honorária de conselheira, sem direito a voto ou atribuições administrativas.[26]
A primeira-dama apoiou campanhas de combate ao abuso e à exploração sexual infantil, defendendo a atuação conjunta de famílias, escolas, serviços de assistência, órgãos de segurança e empresas de tecnologia.[27]
Em pronunciamentos sobre o ambiente digital, manifestou preocupação com a exposição de menores a conteúdos violentos, sexualizados, discriminatórios ou produzidos por redes criminosas. Também defendeu maior responsabilização das plataformas digitais e mecanismos de verificação de idade, educação midiática e proteção de dados.[28]
A atuação nesse tema foi relacionada aos debates legislativos sobre regulação das plataformas, combate à desinformação e prevenção de crimes digitais. Críticos apontaram riscos de restrição excessiva à liberdade de expressão, enquanto defensores sustentaram que a regulação deveria priorizar direitos de crianças e adolescentes.[29]
Saúde e vacinação
Janja tornou-se uma das apoiadoras públicas do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado em fevereiro de 2023 para recuperar as coberturas vacinais reduzidas durante e após a pandemia de COVID-19. Participou de eventos de imunização e utilizou suas redes sociais para incentivar a população a atualizar a caderneta de vacinas.[30]
A primeira-dama também associou sua defesa das vacinas à experiência pessoal da perda da mãe durante a pandemia. Em manifestações públicas, destacou a importância da ciência, do Sistema Único de Saúde e dos profissionais que atuaram na emergência sanitária.[3]
Em 11 de setembro de 2024, recebeu a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz, concedida pelo governo brasileiro a pessoas e instituições que prestaram serviços relevantes à saúde pública. A justificativa oficial destacou sua participação na mobilização nacional em favor da vacinação.[31]
Cultura
A relação com o setor cultural, desenvolvida durante a campanha de 2022 e a organização do Festival do Futuro, continuou após a posse. Janja participou de encontros com artistas, produtores, trabalhadores da cultura e representantes de instituições responsáveis pelo patrimônio histórico.[11]
Ela apoiou a retomada do Ministério da Cultura, extinto como ministério durante o governo Bolsonaro, e participou de atividades relacionadas à implementação das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Também defendeu políticas de democratização do acesso a livros, bibliotecas, cinema, música e produção cultural regional.[32]
Em compromissos internacionais, utilizou elementos da moda, do artesanato e da produção artística brasileira como instrumentos de divulgação cultural. Seus trajes e acessórios, frequentemente produzidos por estilistas, artesãos ou cooperativas brasileiras, receberam cobertura da imprensa e foram apresentados como parte de uma estratégia de valorização da economia criativa.[33]
Em 20 de maio de 2025, foi agraciada com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, a principal condecoração pública brasileira destinada a personalidades e instituições com contribuições reconhecidas para a cultura nacional.[34]
Sustentabilidade e mudanças climáticas
A sustentabilidade ambiental fez parte da carreira profissional de Janja antes de sua chegada ao Palácio do Planalto. Na condição de primeira-dama, o tema adquiriu dimensão internacional por meio de sua participação em conferências climáticas e eventos relacionados à Amazônia, à transição energética e à justiça climática.[3][5]
Em discursos, defendeu que os efeitos das mudanças climáticas não atingem todas as pessoas de maneira uniforme. Mulheres pobres, comunidades indígenas, populações negras, moradores das periferias e trabalhadores rurais foram apontados por ela como grupos submetidos a riscos sociais e ambientais ampliados.[20]
Sua designação como enviada especial da COP30 para as mulheres envolveu a interlocução com organizações feministas, movimentos ambientais, representantes de comunidades tradicionais e organismos internacionais. A função buscou ampliar a presença de temas de gênero no programa da conferência realizada em Belém.[20]
Durante as atividades preparatórias e a própria conferência, participou de debates sobre justiça climática, sistemas alimentares, economia do cuidado, empreendedorismo feminino, proteção da floresta e participação social.[35]
A participação de Janja na conferência foi observada também pela imprensa internacional, que destacou o protagonismo adquirido por primeiras-damas e outras representantes femininas em debates climáticos. Parte da cobertura apontou sua capacidade de mobilização, enquanto outra discutiu os limites entre representação simbólica e exercício de influência política.[36]
Proteção e bem-estar animal
Janja manifesta interesse público pela proteção animal e adotou animais resgatados, entre eles a cadela Resistência, encontrada nas proximidades da Vigília Lula Livre, em Curitiba. A presença dos animais da família presidencial tornou-se recorrente em postagens nas redes sociais.[3]
No governo, defendeu a destinação de recursos para políticas de castração, vacinação, acolhimento e combate aos maus-tratos. Reportagens atribuíram a ela influência na inclusão ou preservação de verbas federais destinadas à proteção animal, embora as decisões formais tenham permanecido sob responsabilidade dos ministérios e do Congresso Nacional.[16]
Sua atuação nessa agenda incluiu encontros com organizações protetoras, campanhas de adoção e manifestações em defesa de punições para crimes contra animais. A presença do tema em sua comunicação também serviu para ampliar a visibilidade de programas governamentais voltados ao controle populacional de cães e gatos.[37]
Atuação internacional
Rede Ibero-Americana de Inclusão e Igualdade
Em abril de 2023, a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura anunciou que Janja coordenaria a Rede Ibero-Americana de Inclusão e Combate à Desigualdade. A iniciativa foi concebida para aproximar primeiras-damas, cônjuges de chefes de Estado e outras lideranças sociais da região.[38]
A rede passou a discutir projetos ligados à educação, à segurança alimentar, aos direitos das mulheres, à primeira infância e à redução das desigualdades. A coordenação atribuída a Janja possui caráter honorário e de mobilização, sem autoridade administrativa sobre a OEI ou sobre os governos participantes.[38]
Nações Unidas e G20
Na 68.ª sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres, em março de 2024, Janja participou de encontros na sede das Nações Unidas e de reuniões com representantes de organismos multilaterais e organizações feministas. A agenda foi incluída na delegação oficial brasileira e teve despesas e compromissos posteriormente detalhados em documentos da Presidência.[6][14]
Em julho de 2024, integrou a delegação brasileira na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. A presença ocorreu como representação do presidente Lula, que não compareceu à cerimônia. Durante a visita, participou de compromissos com autoridades francesas e representantes do movimento olímpico.[14]
Na presidência brasileira do G20, atuou como uma das interlocutoras do chamado G20 Social. A iniciativa brasileira criou espaços de participação para movimentos e organizações não governamentais antes da reunião de chefes de Estado.[22]
Janja participou da abertura e de painéis realizados no Rio de Janeiro, defendendo a participação social, a regulação democrática das plataformas digitais, a igualdade de gênero e o combate à fome. Também recebeu documentos e propostas elaborados por organizações femininas e grupos da sociedade civil.[22]
Conferências climáticas
A primeira participação internacional de destaque após a eleição de 2022 ocorreu na COP27, no Egito. Posteriormente, Janja acompanhou Lula em outras conferências climáticas e reuniões sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.[5]
Para a COP30, realizada em Belém, foi nomeada enviada especial para as mulheres. O grupo de enviados especiais foi formado por personalidades encarregadas de mobilizar diferentes setores sociais, sem substituir os negociadores diplomáticos oficiais.[20]
Na função, participou de consultas nacionais e internacionais, reuniões com mulheres indígenas, agricultoras, pesquisadoras, empresárias e ativistas. Sua agenda procurou relacionar igualdade de gênero, financiamento climático, adaptação, proteção da biodiversidade e segurança alimentar.[25]
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
A colaboração com a FAO foi consolidada em 2025, quando Janja participou de eventos sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e sistemas alimentares sustentáveis. Em dezembro, o diretor-geral da organização anunciou sua designação como Campeã Especial da Boa Vontade contra a Fome.[7]
A FAO atribuiu à primeira-dama a função de promover mensagens públicas sobre alimentação adequada, redução do desperdício, valorização da agricultura familiar, igualdade de gênero e resiliência climática. A escolha também reconheceu sua participação na agenda do G20 e na mobilização da COP30.[25]
Influência política e imagem pública
Desde a campanha de 2022, Janja construiu uma imagem pública distinta da representação mais tradicional de primeiras-damas brasileiras. Declarou que não pretendia limitar-se à organização de eventos beneficentes e que desejava participar de discussões sobre políticas públicas e transformação social.[4]
Sua comunicação é marcada pelo uso frequente de redes sociais, linguagem informal e manifestações diretas sobre acontecimentos políticos. Essa estratégia ampliou sua identificação entre apoiadores do governo, mas também aumentou sua exposição a críticas, ataques pessoais e campanhas de desinformação.[16]
Reportagens publicadas durante o governo Lula atribuíram a Janja influência em decisões de comunicação, composição de eventos, proteção animal, cultura, direitos das mulheres e escolha de interlocutores. Ela também mantém contato cotidiano com o presidente e participa de reuniões políticas de caráter informal.[16]
A influência atribuída à primeira-dama tornou-se alvo de críticas de partidos de oposição, que argumentaram que ela não possuía mandato nem cargo formal. Integrantes do governo responderam que sua atuação era voluntária e semelhante à representação social e diplomática exercida historicamente por cônjuges de chefes de Estado.[8]
Pesquisadores da história das primeiras-damas observaram que o poder informal de cônjuges presidenciais não é uma novidade no Brasil. A singularidade de Janja estaria na maior visibilidade de sua intervenção, na comunicação direta pelas redes sociais e na intenção declarada de influenciar a agenda pública.[39]
A cobertura da imprensa também passou a examinar sua relação com ministros, assessores e dirigentes partidários. Algumas reportagens mencionaram divergências internas provocadas por seu estilo centralizador e por intervenções em áreas de comunicação e cerimonial; outras destacaram sua capacidade de aproximar o governo de artistas, movimentos de mulheres e organizações sociais.[11][16]
Transparência e despesas públicas
A ausência inicial de uma agenda oficial específica motivou pedidos apresentados por jornalistas e cidadãos por meio da Lei de Acesso à Informação. A Presidência sustentou inicialmente que Janja não era agente pública e, portanto, não estava submetida às mesmas obrigações legais de ministros ou servidores.[14]
A Comissão Mista de Reavaliação de Informações considerou que, embora a primeira-dama não ocupasse cargo, informações sobre compromissos institucionais custeados com recursos públicos poderiam estar sujeitas à transparência administrativa. A decisão descreveu viagens oficiais realizadas a Nova Iorque, Paris e Roma e detalhou parte das atividades cumpridas.[14]
A Orientação Normativa nº 94 da AGU buscou uniformizar o tratamento jurídico da questão. O documento recomendou que agendas, despesas, viagens e apoios administrativos fossem divulgados sempre que relacionados à representação institucional do Estado brasileiro.[8]
A criação de uma página própria para a agenda da primeira-dama no portal do Planalto, em abril de 2025, respondeu parcialmente às cobranças. Organizações de transparência, contudo, continuaram a defender a publicação padronizada de custos, integrantes de comitivas, objetivos e resultados de cada missão.[40]
Ataques digitais e controvérsias
Invasão da conta no X
Em 11 de dezembro de 2023, a conta de Janja na plataforma X, antigo Twitter, foi invadida. O responsável publicou mensagens ofensivas, conteúdos misóginos, ameaças e informações falsas em nome da primeira-dama.[41]
A Advocacia-Geral da União notificou a empresa para preservar os registros eletrônicos e fornecer informações que permitissem identificar os envolvidos. A Polícia Federal abriu investigação e realizou a Operação X1, cumprindo mandados de busca e apreensão.[41][42]
O episódio foi utilizado por Janja e por integrantes do governo para defender maior responsabilização das plataformas digitais diante de invasões, ameaças, misoginia e circulação de conteúdos criminosos. Representantes do X afirmaram ter colaborado com as autoridades.[41]
Declaração sobre Elon Musk
Em novembro de 2024, durante um painel do G20 Social sobre desinformação e regulação de plataformas, um ruído interrompeu a fala de Janja. Ela brincou que o som poderia ser provocado por Elon Musk e, em seguida, dirigiu ao empresário um insulto em inglês.[43]
Musk respondeu em sua plataforma, afirmando que o governo brasileiro perderia a eleição seguinte. A manifestação de Janja recebeu apoio de pessoas que criticavam o empresário e reprovação de adversários políticos, que consideraram a linguagem incompatível com a representação diplomática.[43]
O governo não tratou a declaração como posição diplomática oficial. O episódio, entretanto, reforçou debates sobre o estilo direto da primeira-dama, os limites de sua atuação institucional e as tensões entre autoridades brasileiras e o proprietário do X.[43]
Declarações sobre o TikTok na China
Em maio de 2025, durante uma visita oficial à China, Janja manifestou ao presidente Xi Jinping preocupação com conteúdos disponibilizados pelo TikTok no Brasil. Segundo reportagens, ela mencionou riscos para crianças e adolescentes e a necessidade de cooperação das plataformas com a legislação brasileira.[44]
A intervenção teria ocorrido durante um jantar ou conversa de caráter reservado e foi descrita por fontes anônimas como motivo de desconforto entre integrantes da comitiva. Janja negou ter provocado incidente diplomático e afirmou que Lula lhe havia concedido a palavra para explicar a situação.[44][45]
O presidente Lula declarou posteriormente que Janja havia abordado um tema legítimo relacionado à proteção da infância. O episódio dividiu avaliações: aliados defenderam o conteúdo da intervenção, enquanto diplomatas e opositores questionaram o momento e o protocolo utilizado.[44]
Honrarias

Condecorações nacionais
Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, concedida em 22 de abril de 2023 pelo presidente português Marcelo Rebelo de Sousa.[46]
Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, concedida em 21 de novembro de 2023 pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.[47]
Oficial da Ordem Nacional da Legião de Honra, concedida em 28 de março de 2024 pelo presidente francês Emmanuel Macron.[48]
Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, concedida em 22 de abril de 2023 pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.[49]
Títulos honoríficos
- Foi homenageada com a Medalha Tiradentes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.[50]
- Em março de 2023 também recebeu do Senado Federal o Diploma Bertha Lutz, que agracia mulheres que tenham oferecido relevante contribuição na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero no Brasil.[51]
Representações na cultura e na imprensa
A ascensão de Janja à condição de primeira-dama motivou a publicação de perfis jornalísticos, reportagens investigativas e uma biografia. A obra Janja: a militante que se tornou primeira-dama, escrita pelos jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo, reconstituiu sua infância, militância partidária, carreira profissional e relacionamento com Lula.[52]
A imprensa brasileira frequentemente analisou sua atuação em comparação com outras primeiras-damas, especialmente Ruth Cardoso, Darcy Vargas, Sarah Kubitschek, Marisa Letícia Lula da Silva e Michelle Bolsonaro. As comparações concentraram-se no grau de protagonismo, na institucionalização da função, nas causas sociais adotadas e no relacionamento com o presidente.[53]
Também se tornou alvo de sátiras, imitações, memes e campanhas políticas nas redes sociais. Parte desse conteúdo se concentrou em críticas legítimas à sua influência e ao uso de recursos públicos, enquanto outra parcela reproduziu ataques misóginos, desinformação ou afirmações sem comprovação.[54]
Bibliografia
- Guedes, Ciça; Melo, Murilo Fiuza de (2023). Janja: a militante que se tornou primeira-dama. [S.l.: s.n.] ISBN 978-65-00-66236-8
- «Com vocês, a leoa». Revista piauí (193). Outubro de 2022. Consultado em 2 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de julho de 2026
Referências
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- ↑ «Livro "Janja: a militante que se tornou primeira-dama" é lançado na PUC-SP». Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 2023. Consultado em 2 de julho de 2026
- ↑ «Janja tenta redefinir papel de primeira-dama no Brasil». Folha de S.Paulo. 2023. Consultado em 2 de julho de 2026
- ↑ «Conteúdos enganosos sobre Janja circulam nas redes sociais». Aos Fatos. Consultado em 2 de julho de 2026
Ver também
Ligações externas
- Agenda institucional da primeira-dama no portal da Presidência da República
- Perfil de Rosângela Lula da Silva na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
- Rede Ibero-Americana de Inclusão e Igualdade na Organização de Estados Ibero-Americanos
| Precedido por Michelle Bolsonaro |
38.ª Primeira-dama do Brasil 2023–presente |
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