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Carmela Dutra
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Carmela Dutra | |
|---|---|
| Santinha | |
Dona Santinha em 1944. | |
| 17.ª Primeira-dama do Brasil | |
| Período | 31 de janeiro de 1946 a 9 de outubro de 1947 |
| Presidente | Eurico Gaspar Dutra |
| Antecessor(a) | Luzia Linhares |
| Sucessor(a) | Darcy Vargas |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Carmela Teles Leite Dutra |
| Nascimento | 17 de setembro de 1884 Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Império do Brasil |
| Morte | 9 de outubro de 1947 (63 anos) Rio de Janeiro, Distrito Federal |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Progenitores | Mãe: Emília Adelaide Moreira Teles Leite Pai: Manoel Antonio Leite |
| Cônjuge | José Pinheiro Cintra (c. 1904; v. 1911) Gaspar Dutra (c. 1914; m. 1947) |
| Filhos(as) | 4 |
| Religião | católica |
| Profissão | professora |
Carmela Teles Leite Dutra, conhecida pelo apelido de Santinha (Ilha do Governador, 17 de setembro de 1884 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1947), foi uma professora e esposa do general Eurico Gaspar Dutra, o 16.º presidente do Brasil, exerceu a função de primeira-dama do país desde a posse presidencial do marido, em 31 de janeiro de 1946, até sua morte, em 9 de outubro de 1947. Antes de chegar ao Palácio do Catete, trabalhou no ensino público do então Distrito Federal e participou de círculos católicos, militares e assistenciais da capital brasileira.[1][2]
Na campanha presidencial de 1945, Carmela organizou comitês femininos, participou da propaganda eleitoral e ajudou a projetar publicamente a candidatura de Dutra. Já como primeira-dama, associou sua atuação à assistência à infância, à maternidade, ao ensino normal e a iniciativas de inspiração católica. Tornou-se presidente de honra da Legião Brasileira de Assistência (LBA), função distinta da presidência executiva da instituição.[3][4]
Sua memória ficou especialmente relacionada ao conservadorismo católico e a alegações de influência sobre decisões do governo Dutra, como a proibição dos jogos de azar e a repressão ao Partido Comunista Brasileiro. Pesquisas posteriores, entretanto, não localizaram documentação que comprove sua participação direta no fechamento dos cassinos. A cassação do registro do PCB, por sua vez, foi uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, tomada em 7 de maio de 1947, e não um ato da primeira-dama ou um decreto presidencial.[5][6]
Primeiros anos, educação e família
Carmela Teles Leite nasceu em 17 de setembro de 1884, na Ilha do Governador, então pertencente ao Distrito Federal, atual município do Rio de Janeiro. Era filha de Manoel Antônio Leite e Emília Teles Leite. Sua formação ocorreu em um ambiente no qual a educação feminina era frequentemente associada ao magistério e à formação religiosa.[1][7]
Seguiu a carreira do magistério e trabalhou na Escola Estadual Ferreira Viana. Posteriormente, tornou-se vice-diretora do Instituto Profissional Feminino Orsina da Fonseca, instituição destinada à formação educacional e profissional de mulheres. A experiência como professora e administradora escolar antecedeu sua aproximação mais visível com os ambientes políticos, militares e beneficentes da capital federal.[1][7]
Em 1904, casou-se com o oficial do Exército José Pinheiro de Ulhôa Cintra, com quem teve dois filhos, Carmelita de Ulhôa Cintra e José Pinheiro de Ulhôa Cintra. Após enviuvar, casou-se, em 19 de fevereiro de 1914, com o então oficial Eurico Gaspar Dutra. Do segundo casamento nasceram Emília Dutra Leite e Antônio João Dutra. O filho do primeiro casamento seguiu a carreira militar e chegou ao generalato, enquanto Carmelita casou-se com o militar Luís Novelli Júnior.[2]
A união com Dutra inseriu Carmela de maneira mais direta nos círculos sociais e militares relacionados ao Exército. Durante as décadas seguintes, acompanhou a ascensão profissional do marido, que ocupou comandos militares e foi ministro da Guerra entre 1936 e 1945, durante grande parte do governo de Getúlio Vargas.[2]
Catolicismo e projeção pública
A religiosidade católica constituiu um dos elementos centrais da identidade pública de Carmela. Nas décadas de 1920 e 1930, sua atividade educacional aproximou-se de redes de professoras e associações católicas envolvidas na defesa da educação religiosa e na chamada “recristianização” da sociedade brasileira. Esses movimentos atuavam em oposição à secularização do ensino e disputavam espaço com projetos pedagógicos associados à Escola Nova.[7][5]
Sua atuação também se relacionou ao ambiente formado em torno da Liga Eleitoral Católica, criada para orientar eleitores católicos e influenciar a elaboração de políticas públicas. Carmela estabeleceu contatos com integrantes do clero e com personalidades como o futuro cardeal Jaime de Barros Câmara, arcebispo do Rio de Janeiro a partir de 1943. Sua presença em missas, solenidades militares, campanhas beneficentes e iniciativas voltadas à infância tornou-se mais frequente e visível a partir do final da década de 1930.[7][5]
O apelido “Santinha”, posteriormente utilizado pela imprensa e por adversários políticos, também era empregado pela própria Carmela. Em correspondência dirigida ao ministro da Educação Gustavo Capanema, ela assinou uma mensagem usando essa forma de identificação. O termo remetia à sua intensa devoção católica, embora mais tarde tenha adquirido conotações irônicas ou críticas nas narrativas sobre sua influência política.[1]
Relatório do FBI
Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, um memorando do Federal Bureau of Investigation (FBI), assinado por seu diretor, J. Edgar Hoover, transmitiu ao governo dos Estados Unidos uma informação confidencial segundo a qual Carmela manifestaria simpatias pelo regime alemão e tentaria influenciar pessoas próximas. O documento foi produzido no período em que autoridades norte-americanas monitoravam políticos, militares e integrantes das elites latino-americanas diante da possibilidade de ampliação da influência do Eixo na região.[8][5]
O memorando registrava uma alegação recebida de fonte confidencial e não demonstrava, por si só, que Carmela tivesse colaborado com o nazismo ou participado de organizações favoráveis à Alemanha. A documentação é, portanto, utilizada pela historiografia como evidência de que ela foi monitorada e considerada politicamente influente por órgãos norte-americanos, e não como comprovação das acusações transmitidas ao FBI.[8][5]
Campanha presidencial de 1945
Com o enfraquecimento do Estado Novo e a convocação de eleições presidenciais, Eurico Gaspar Dutra foi lançado candidato pelo Partido Social Democrático (PSD), com apoio de setores ligados a Getúlio Vargas. A campanha eleitoral de 1945 marcou a entrada mais direta de Carmela na mobilização política partidária.[3]
Carmela participou da formação de comitês femininos de propaganda e da organização do Centro Feminino de Propaganda Eleitoral. Também colaborou na abertura de um núcleo do PSD em Copacabana, recebeu apoiadores, participou de reuniões e buscou ampliar a aproximação da candidatura com mulheres católicas, famílias de militares e setores médios urbanos. A tese da historiadora Dayanny Rodrigues a identifica como a principal propagandista feminina da candidatura do marido.[3]
A propaganda eleitoral apresentou Carmela sobretudo como esposa cristã, mãe e colaboradora do candidato. Essa representação empregava atributos tradicionalmente relacionados à vida doméstica para legitimar sua presença no espaço público. Sua atuação, entretanto, ultrapassou o papel meramente protocolar: ela ajudou a constituir redes de apoio, participou de decisões relativas à mobilização feminina e manteve contatos com eleitores e lideranças religiosas.[3]
Dutra venceu a eleição de 2 de dezembro de 1945 e tomou posse em 31 de janeiro de 1946. Carmela tornou-se primeira-dama aos 61 anos, sucedendo Luzia Linhares, esposa do presidente interino José Linhares.[2]
Primeira-dama do Brasil
O período de Carmela como primeira-dama coincidiu com a transição do Estado Novo para a ordem constitucional estabelecida pela Constituição de 1946. Embora não existissem atribuições legais definidas para a esposa do presidente, ela participou de atividades assistenciais, educacionais, religiosas e protocolares, além de continuar exercendo influência nas redes sociais e políticas formadas durante a campanha eleitoral.[9]
Legião Brasileira de Assistência
A Legião Brasileira de Assistência havia sido criada em 1942, sob a liderança de Darcy Vargas, inicialmente para prestar apoio às famílias dos militares brasileiros mobilizados durante a Segunda Guerra Mundial. Com o término do conflito, a instituição ampliou suas atividades relacionadas à maternidade, à infância, à saúde e à assistência às famílias pobres.[10]
Uma reforma estatutária realizada em 1946 estabeleceu a separação entre a presidência de honra, atribuída à esposa do presidente da República, e a presidência efetiva, responsável pela administração da entidade. Carmela tomou posse como presidente de honra da LBA em 3 de maio de 1946. Durante o governo Dutra, a direção executiva foi exercida inicialmente por Pedro Luís Correia e Castro e, depois, por Otávio Rocha Miranda.[4]
O estatuto não estabelecia funções administrativas específicas para a presidente de honra. A identificação pública entre a primeira-dama e a instituição, contudo, reforçava a associação entre assistência social, maternidade e atuação feminina. Por essa razão, relatos posteriores que apresentam Carmela como dirigente executiva da LBA não correspondem à divisão formal de responsabilidades existente na entidade.[4][10]
Assistência à infância e filantropia
Carmela manteve ligação com a Cruzada pela Infância, da qual foi presidente de honra, e apoiou campanhas destinadas à obtenção de roupas, alimentos e atendimento médico para crianças. Para atividades de costura beneficente, cedeu duas salas da residência presidencial às voluntárias da organização.[11]
Em 27 de agosto de 1946, o Dispensário Rocha Miranda recebeu o nome de Dispensário Carmela Dutra. A unidade prestava atendimento materno-infantil e fazia parte de um conjunto de iniciativas voltadas à expansão da assistência médica e social nos bairros mais afastados da área central do Rio de Janeiro.[11][1]
No Natal de 1946, Carmela participou da campanha denominada “Natal dos filhos do trabalhador”. Segundo a documentação examinada pela historiografia, foram distribuídos cerca de 80 mil cartões por intermédio de 35 paróquias, destinados à retirada de presentes por crianças de famílias trabalhadoras. A articulação com as paróquias demonstrava a conexão estabelecida entre a assistência social da primeira-dama e as redes da Igreja Católica.[11]
Educação e formação de professoras

Em 22 de junho de 1946, foi criada, pelo Decreto-Lei n.º 8.546, a Escola Normal Carmela Dutra. Instalada no então Distrito Federal, a instituição ficou conhecida inicialmente como “Escola Normal dos Subúrbios” e representou uma ampliação da oferta pública de formação de professoras para além do tradicional Instituto de Educação.[12][1]
A criação da escola respondeu à expansão urbana e à crescente demanda por professoras primárias nos bairros suburbanos. O estabelecimento tornou-se a segunda grande escola normal pública do Distrito Federal e rompeu o monopólio institucional anteriormente exercido pelo Instituto de Educação na formação oficial de docentes.[12]
Pesquisadores relacionam a escolha do nome da primeira-dama à influência que ela exercia nos meios educacionais e católicos, embora a instituição tenha sido criada formalmente pelo poder público distrital. A Escola Normal Carmela Dutra constituiu uma das homenagens que Carmela recebeu ainda em vida e permanece como um dos principais elementos materiais de sua memória no campo educacional.[12][11]
Capela de Santa Teresinha
Carmela promoveu a construção de uma capela dedicada a Santa Teresinha do Menino Jesus nas proximidades do Palácio Guanabara, então utilizado como residência presidencial. A obra foi financiada, segundo os estudos disponíveis, com recursos restantes da campanha presidencial de 1945.[13][1]
Projetada pelo arquiteto Alcides Cotia em estilo neocolonial, a capela foi construída em aproximadamente cinco meses. Além de espaço de devoção pessoal, tornou-se cenário de cerimônias religiosas frequentadas por autoridades e integrantes da sociedade carioca. Sua instalação junto à residência presidencial simbolizou a presença da religiosidade católica na imagem pública do casal Dutra.[1][13]
A associação entre o espaço presidencial e uma capela católica também é interpretada pela historiografia como manifestação das relações entre Estado, Igreja e elites políticas durante o período. Embora o Brasil fosse constitucionalmente um Estado laico, símbolos e cerimônias religiosas continuavam presentes na vida oficial e nas práticas assistenciais promovidas pelas primeiras-damas.[13]
Atuação protocolar e diplomática
Como primeira-dama, Carmela participou da recepção de autoridades estrangeiras e de cerimônias diplomáticas. Em agosto de 1947, foi fotografada ao lado de Eva Perón, primeira-dama da Argentina, durante a passagem da visitante pelo Rio de Janeiro por ocasião da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança do Continente.[14][15]
Em 5 de setembro do mesmo ano, o presidente Dutra e Carmela ofereceram um jantar de Estado ao presidente norte-americano Harry S. Truman e à primeira-dama Bess Truman. A visita ocorreu durante a viagem de Truman ao Brasil e constituiu um dos principais compromissos diplomáticos do governo Dutra naquele ano.[16]
Alegações de influência política
A proximidade com o presidente, sua participação na campanha eleitoral e a projeção adquirida nos meios católicos levaram jornais, memorialistas e adversários a atribuir a Carmela influência sobre decisões do governo. Parte dessas interpretações foi construída com base em testemunhos posteriores, anedotas políticas e na imagem de uma primeira-dama profundamente religiosa, sem que fossem apresentados documentos capazes de demonstrar sua intervenção direta em cada medida.[1][5]
Proibição dos jogos de azar
Em 30 de abril de 1946, Eurico Gaspar Dutra assinou o Decreto-Lei n.º 9.215, que proibiu a prática e a exploração de jogos de azar em todo o território nacional. O texto oficial justificou a medida com referências à tradição “moral, jurídica e religiosa” do povo brasileiro e aos “bons costumes”.[17]
A decisão provocou o fechamento de cassinos e a interrupção das atividades de milhares de trabalhadores ligados aos estabelecimentos, aos espetáculos e ao setor turístico. Com o passar do tempo, tornou-se comum a afirmação de que Carmela teria convencido ou pressionado o marido a assinar o decreto em razão de suas convicções religiosas.[18]
Não foi localizado, entretanto, documento no qual Carmela peça a proibição ou no qual Dutra atribua a ela sua decisão. Entre as explicações alternativas discutidas estão a influência do ministro da Justiça Carlos Luz, as campanhas promovidas por setores da imprensa e da Igreja, a intenção de afastar o novo governo de símbolos associados à era Vargas e as próprias convicções de Dutra. Assim, a participação da primeira-dama deve ser apresentada como uma hipótese ou tradição política, e não como fato comprovado.[5][18]
Cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro
Carmela também foi frequentemente relacionada ao anticomunismo do governo Dutra. Suas ligações com setores católicos conservadores e a oposição da Igreja ao comunismo contribuíram para que narrativas posteriores lhe atribuíssem responsabilidade pela cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro.[1]
O processo, contudo, tramitou na Justiça Eleitoral. Em março de 1946, o deputado Barreto Pinto apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma denúncia contra o PCB. Após a realização de diligências e debates jurídicos, o TSE decidiu, por três votos a dois, cancelar o registro partidário por meio da Resolução n.º 1.841, de 7 de maio de 1947.[6]
A medida não foi formalizada por decreto presidencial e não há documentação que demonstre intervenção direta de Carmela no julgamento. Os mandatos dos parlamentares comunistas seriam extintos apenas em janeiro de 1948, três meses depois da morte da primeira-dama. Embora o governo Dutra tenha adotado uma política abertamente anticomunista, a decisão jurídica sobre o registro do partido não pode ser atribuída pessoalmente a Carmela.[6][1]
Doença e morte
Em 28 de setembro de 1947, Carmela foi internada no Hospital Central da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, em razão de um quadro grave de apendicite. Sua saúde deteriorou-se nos dias seguintes, e ela morreu na madrugada de 9 de outubro de 1947, aos 63 anos.[1]
Após a morte, o corpo foi conduzido à Capela de Santa Teresinha, cuja construção ela havia promovido junto ao Palácio Guanabara. O local recebeu autoridades, integrantes do clero, representantes das Forças Armadas e pessoas que compareceram às cerimônias fúnebres. Sua morte encerrou um período de aproximadamente vinte meses como primeira-dama.[1]
A afirmação de que Carmela teria morrido em decorrência de erro médico aparece em relatos sem documentação suficiente. As fontes acadêmicas e institucionais consultadas registram a internação por apendicite e a posterior morte, mas não permitem estabelecer responsabilidade médica ou causa diversa daquela divulgada à época.[1]
Memória e legado
Interpretações historiográficas
Na história do chamado primeiro-damismo, Carmela é considerada uma figura de transição. Ela não alcançou a centralidade institucional de Darcy Vargas na criação e organização da LBA, mas ampliou a participação da esposa do presidente em campanhas eleitorais, redes assistenciais e articulações religiosas.[9]
Sua atuação combinou práticas tradicionais de caridade católica com formas modernas de propaganda política. Durante a campanha de 1945, mobilizou mulheres e participou da construção pública da candidatura do marido; no governo, vinculou a imagem da primeira-dama à infância, à maternidade, à educação e à assistência social. Esse modelo seria retomado, com diferentes características, por outras esposas de presidentes e governadores brasileiros.[3][9]
A historiografia também destaca a necessidade de diferenciar sua atuação comprovada das atribuições construídas posteriormente. A força simbólica do apelido “Santinha”, a presença da religião no governo Dutra e o caráter reservado das relações familiares facilitaram o surgimento de narrativas segundo as quais Carmela controlaria decisões presidenciais. A ausência de documentação para algumas dessas afirmações exige que sejam tratadas como hipóteses, representações políticas ou elementos da memória pública.[1][5]
Instituições que receberam seu nome
Entre as instituições associadas à sua memória está a Escola Normal Carmela Dutra, criada no Rio de Janeiro em 1946. A escola teve papel importante na formação de professoras destinadas às áreas suburbanas e tornou-se objeto de pesquisas sobre educação, gênero e expansão do ensino normal no antigo Distrito Federal.[12]
A Maternidade Carmela Dutra, no bairro do Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro, foi inaugurada em novembro de 1947, pouco depois de sua morte. Integrada posteriormente à rede municipal de saúde, tornou-se referência no atendimento obstétrico, neonatal e materno-infantil.[19]
Em Porto Velho, a Escola Normal Regional Carmela Dutra foi criada em 19 de dezembro de 1947 e instalada em 14 de abril de 1948. Depois de diferentes reorganizações, passou a denominar-se Instituto Estadual de Educação Carmela Dutra em 1984.[20]
A Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, também recebeu seu nome e integra a rede pública estadual de saúde de Santa Catarina, com atendimento especializado à gestação, ao parto, ao puerpério e aos recém-nascidos.[21]
Ver também
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Lima, Fábio Souza (30 de agosto de 2016). «Santinha: uma breve biografia de dona Carmela Dutra». Revista Educação Pública — Fundação Cecierj. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 «Eurico Gaspar Dutra». Atlas Histórico do Brasil — Fundação Getulio Vargas. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 5 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. pp. 131–132. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. pp. 139–140. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 «A influente primeira-dama brasileira que foi monitorada pelo FBI e teria proibido jogos de azar». BBC News Brasil / A Gazeta. 2 de outubro de 2024. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 «Cancelamento de registro do Partido Comunista Brasileiro». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. pp. 127–128. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. p. 128. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. pp. 143–144. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 Silva, Bruno Sanches Mariante da (2018). «A "maternidade moderna" e a medicalização do parto nas páginas do Boletim da Legião Brasileira de Assistência, 1945–1964». História, Ciências, Saúde — Manguinhos. 25 (4): 1019–1037. doi:10.1590/S0104-59702018000500007. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. pp. 136–137. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 4 Lopes, Sonia de Castro; Lima, Fábio Souza (2017). «Formação docente no Distrito Federal dos anos 1940: a criação da Escola Normal Carmela Dutra». Revista Internacional de Formação de Professores. 2 (2): 56–75. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 3 Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás. p. 133. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ Goldstein, Ariel (2023). Nacionalismo, populismo y propaganda entre Argentina y Brasil (PDF). Buenos Aires: IEALC–El Colectivo. pp. 36–39. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «Eva Perón com Carmela Dutra». Wikimedia Commons. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «State dinner given by President Dutra and his wife» (em inglês). Harry S. Truman Presidential Library & Museum. 5 de setembro de 1947. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «Decreto-Lei n.º 9.215, de 30 de abril de 1946». Câmara dos Deputados. Consultado em 30 de junho de 2026
- 1 2 «Por "moral e bons costumes", há 70 anos Dutra decretava fim dos cassinos no Brasil». Agência Senado. 12 de fevereiro de 2016. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «Prefeitura entrega 68 equipamentos de alta tecnologia à Maternidade Carmela Dutra». Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «Escola Normal Carmela Dutra — Porto Velho». Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 30 de junho de 2026
- ↑ «Maternidade Carmela Dutra inova em comunicação». Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Consultado em 30 de junho de 2026
Bibliografia
- Lima, Fábio Souza (2016). As normalistas chegam ao subúrbio: a história da Escola Normal Carmela Dutra — da criação à autonomia administrativa (1946–1953). São Paulo: All Print. ISBN 978-85-411-1074-7
- Lopes, Sonia de Castro; Lima, Fábio Souza (2017). «Formação docente no Distrito Federal dos anos 1940: a criação da Escola Normal Carmela Dutra». Revista Internacional de Formação de Professores. 2 (2): 56–75
- Rodrigues, Dayanny Deyse Leite (2021). "Primeiro damismo" no Brasil: uma história das mulheres na cultura política nacional (1889–2010) (Tese de doutorado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás
- Silva, Bruno Sanches Mariante da (2018). «A "maternidade moderna" e a medicalização do parto nas páginas do Boletim da Legião Brasileira de Assistência, 1945–1964». História, Ciências, Saúde — Manguinhos. 25 (4): 1019–1037. doi:10.1590/S0104-59702018000500007
Ligações externas
- Fundo Eurico Gaspar Dutra, no acervo do Museu da República
- Hemeroteca Digital Brasileira, da Fundação Biblioteca Nacional
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