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Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná
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| Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) | |
|---|---|
| Economia mista | |
| Fundação | 30 de outubro de 1964 |
| Sede | Curitiba |
| Pessoas-chave |
|
| Empregados | 1118 [1] |
| Certificação | Certificação Tier III pelo Uptime Institute, em Constructed Facility. |
| Acionistas | Estado do Paraná Rede S.A.[2] Sanepar Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná Prefeitura de Curitiba Copel Fundação Celepar Fundo de Desenvolvimento Econômico do Paraná |
| Website | www.celepar.pr.gov.br |
Fundada em 24 de Novembro de 1964, a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) é uma sociedade de economia mista do Governo do Estado do Paraná. Foi a primeira empresa pública de tecnologia da informação do Brasil.
Com sede em Curitiba, a companhia, que é vinculada à Casa Civil, atende a estrutura da administração estadual nos 399 municípios paranaenses.
A empresa desenvolve e opera soluções digitais para o Governo do Estado do Paraná, sociedade e mercado.
História
Criada pela Lei Estadual 4945 de 30 de outubro de 1964, como Centro Eletrônico de Processamento de Dados do Paraná (cujo acrônimo se manteve - Celepar), é considerada a mais antiga empresa pública de informática no Brasil, constituída por escritura pública, lavrada em 5 de novembro de 1964, durante a gestão do governador Ney Braga. A fundação da companhia está diretamente ligada ao início do ciclo de automação dos processos da administração pública. Os primeiros serviços processados pelo computador Bull Gama 30, com 30 K de memória, foram a folha de pagamento dos funcionários públicos e a contabilidade do Estado. Gradativamente, novos processos foram automatizados.[carece de fontes]
A Celepar contava com 15 empregados em seu primeiro endereço, na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua Barão de Rio Branco, em Curitiba (PR). Em 1965, foi construído o prédio histórico, no atual endereço, Rua Mateus Leme, 1561.[carece de fontes]
Em meados dos anos 70, teve início o ciclo dos sistemas on-line. Grande parte dos processos passou a ser executada diretamente pelos funcionários públicos, por meio de terminais de computador ligados aos computadores centrais da Celepar.
Os anos 80 são marcados pelos microcomputadores. A partir de então, os usuários puderam se interligar aos computadores centrais da Celepar ou realizar tarefas isoladas. Os destaques daquela época foram as planilhas eletrônicas e os processadores de texto.
Nos anos 90, ocorreu a grande revolução da internet. O Governo passou a prestar serviços digitais e se comunicar com a população através de portais de serviços. Os órgãos públicos adotaram o correio eletrônico como ferramenta para a comunicação interna e externa.[carece de fontes]

As indicações de que o governo do Paraná pretendia desnacionalizar a empresa pública, de economia mista, Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) começaram a se tornar públicas em 2023.[5] No entanto, o processo de desestatização ganhou força em 2024,[6] quando o governo estadual contratou a consultoria Ernst & Young por quase R$ 9 milhões e o escritório de advocacia Stocche, Foster, Passaro e Campos por mais de R$ 1 milhão para estruturar a venda da empresa.[7] Em dezembro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) suspendeu o leilão da Celepar, exigindo ajustes no processo. Posteriormente, essa decisão foi revertida de forma monocrática pelo conselheiro Valdir Amaral, o que gerou controvérsias dentro do próprio tribunal.[8] Em fevereiro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, suspendeu o leilão marcado para 17 de março,[9] destacando preocupações com a privacidade dos dados sensíveis dos cidadãos e a necessidade de cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD),[10][11] devido aos riscos de cibersegurança e vazamento de dados,[12] incluindo biometria facial, notas fiscais e transações bancárias ligadas a sistemas municipais e estaduais de informática e inteligência.[13][14]
Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR),[15] em 2026, decidiu suspender pregão de aproximadamente R$ 580 milhões destinado à contratação de uma plataforma de videomonitoramento inteligente,[16] denominada Olho Vivo.[17] As escolas do Paraná implementaram um sistema de reconhecimento facial para registrar a presença de quase um milhão de estudantes por dia, substituindo a chamada manual por fotos analisadas por um algoritmo desenvolvido pela europeia Innovatrics.[18] Embora tecnologias semelhantes tenham sido barradas na União Europeia por questões de privacidade e consentimento infantil, o sistema se expandiu mesmo com erros frequentes, críticas de professores, risco potencial para programas sociais e uma ação judicial em andamento por possível violação da LGPD.[19]
Serviços
A Celepar tem por objeto a prestação de serviços de:
- Consultoria em Tecnologia da Informação e de Gestão;
- Serviços de Rede de Comunicação de Dados;
- Administração de Ambientes Informatizados;
- Operação de Sistemas;
- Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas;
- Recursos Computacionais;
- Central de Atendimento a Clientes;
- Inclusão Digital.
Características
É uma empresa de capital misto, cujo acionista majoritário é o Estado do Paraná. Foi criada com o fim específico de prestar serviços de informática a todos os órgãos e entidades que integram a administração pública estadual. Seus serviços são:
- Integração de sistemas e informações de interesse do governo e de cada órgão individualmente;
- Segurança na manutenção e operação das bases de dados;
- Integridade das informações do governo;
- Organismo que integra as diferentes tecnologias de diferentes fornecedores, provendo a melhor solução para o estado;
- Atuar, por princípio, em conjunto com os órgãos públicos na melhoria dos serviços oferecidos ao cidadão.
A Celepar presta ainda os seguintes serviços junto aos órgãos da administração pública:
- Planejamento de soluções de tecnologia de informação;
- Apoio nos processos de compra de produtos e serviços de informática;
- Suporte técnico a projetos estratégicos de governo.
Aplicações
- Menor Preço[20]
Referências
- ↑ «Portal da Transparência». www.transparencia.pr.gov.br. Consultado em 30 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ «Quem somos». COMPANHIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO PARANÁ - CELEPAR. Consultado em 30 de agosto de 2020
- ↑ «Audiência Pública de 15/09 sobre a Privatização da Celepar | SINDPD-PR». www.sindpdpr.org.br. Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ ALEP, Assembleia Legislativa do Paraná |. «Riscos e impactos da privatização da Celepar são debatidos na Assembleia Legislativa». Assembleia Legislativa do Paraná. Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ Gamba, Karla (23 de fevereiro de 2026). «STF impõe condições para desestatização da Celepar». Consultor Jurídico. Consultado em 2 de março de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ «Após ação apresentada por PT e Psol, Flávio Dino suspende privatização da Celepar no Paraná». Brasil de Fato. 23 de fevereiro de 2026. Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ «Dino suspende leilão da Celepar pelo governo Ratinho Júnior». ICL Notícias. 22 de fevereiro de 2026. Consultado em 2 de março de 2026. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ «Com lucro de R$ 338 milhões em 2024, Celepar pode virar "problema para o bolso", diz Ratinho Jr». Plural | Jornalismo local independente, dados e serviço público. 27 de fevereiro de 2026. Consultado em 2 de março de 2026. Cópia arquivada em 6 de março de 2026
- ↑ «STF barra privatização da Celepar e leilão de R$ 1,3 bilhões». Gazeta do Povo. 22 de fevereiro de 2026. Consultado em 2 de março de 2026. Cópia arquivada em 24 de março de 2026
- ↑ Mendes, David José Payá; Zanelato, Samuel Lanjoni (6 de dezembro de 2022). «Um estudo sobre empresas que atuam com reconhecimento facial em relação à LGPD». Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ Zaguir, Nemer Alberto (21 de março de 2024). «Desafios e habilitadores para a conformidade com a GDPR e LGPD: modelo de Governança da Informação sobre dados pessoais.». Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ Gomes, Gunther Siqueira Lemos; Balaniuk, Remis (2024). «Identificando evasão fiscal em empresas de fachada e em créditos ilegais de ICMS». Revista de Administração Pública: e2023. ISSN 0034-7612. doi:10.1590/0034-761220230303. Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ «STF condiciona desestatização da Celepar ao cumprimento de normas de segurança e proteção de dados» (em inglês). Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ Leite, Júlio Aires Azevedo (21 de maio de 2025). «Transferência da tecnologia 5G na evolução das cidades inteligentes: um estudo comparativo entre Curitiba-PR e Araguaína-TO» (PDF). Consultado em 2 de março de 2026
- ↑ «TCE-PR suspende pregão de quase R$ 581 milhões relativo ao programa "Olho Vivo" | TCE-PR». www.tce.pr.gov.br. Consultado em 9 de abril de 2026
- ↑ Sizanoski, Cecilia (8 de abril de 2026). «TCE aponta violação de privacidade e suspende edital de R$ 581 milhões do programa Olho Vivo». Banda B. Cópia arquivada em 11 de abril de 2026
- ↑ «TCE suspende licitação de R$ 580 milhões do "Olho Vivo" após denúncias reveladas na Gazeta do Paraná». gazetadoparana.com.br. 6 de abril de 2026
- ↑ Nico Schmidt, Leonardo Coelho (18 de março de 2026). «Sistema de reconhecimento facial monitora alunos no Brasil». Agência Pública
- ↑ «O sistema de reconhecimento facial que monitora alunos no Brasil». Núcleo Jornalismo. 13 de março de 2026
- ↑ CELEPAR. «Nota Paraná agora tem aplicativo para consumidor comparar preços - Notícias - Celepar - Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná». www.celepar.pr.gov.br. Consultado em 19 de junho de 2018. Cópia arquivada em 19 de junho de 2018
