BRZEN
Boavista Futebol Clube
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Nome | Boavista Futebol Clube | ||
| Alcunhas | Axadrezados Boavisteiros Panteras | ||
| Torcedor(a)/Adepto(a) | Panteras | ||
| Mascote | Pantera | ||
| Principal rival | FC Porto Vitória SC | ||
| Fundação | 1 de agosto de 1903 | ||
| Estádio | Estádio do Bessa Século XXI | ||
| Capacidade | 28 263 espectadores | ||
| Localização | Ramalde, Porto, Portugal | ||
| Presidente | Rui Garrido Pereira | ||
| Patrocinador(a) | Estrella Galicia | ||
| Material (d)esportivo | Kelme | ||
| Competição | AF Porto I Divisão Série 5 (desistência após 3 jornadas sem comparecer) | ||
| Website | boavistafc.pt | ||
|
| |||
O Boavista Futebol Clube, mais conhecido como Boavista, é um clube multidesportivo e eclético português com sede na zona da Boavista, freguesia de Ramalde, cidade do Porto. Conhecido especialmente pela equipa de futebol profissional, sendo um dos clubes históricos do país com mais títulos, contando, antes da extinção do futebol sénior profissional, com mais de vinte modalidades tanto profissionais como amadoras.
O Boavista é um dos vários clubes, considerado como o "4.º Grande", tendo principalmente essa disputa com Os Belenenses, vistos serem os únicos clubes fora os três grandes a vencerem a Primeira Liga.[1] É o quarto clube com mais títulos nacionais em futebol profissional, totalizando 9 (1 Primeira Liga, 5 Taças de Portugal e 3 Supertaças), apenas superado por SL Benfica, FC Porto e Sporting CP.[2]
A massa adepta do Boavista é uma das maiores em Portugal e em 2019 contava com 9 656 sócios.[3] É proprietário do Estádio do Bessa, construído em terrenos inicialmente arrendados à família Mascarenhas, mais tarde adquiridos na presidência do Major Valentim Loureiro, e depois totalmente reconstruído para o Euro 2004, pelo seu filho o Dr. João Loureiro, na sua presidência.
Desde a conquista da Primeira Liga 2000/01, o Boavista não ganhou mais nenhum título, e desde a ida à Taça UEFA 2002/03, os axadrezados não foram mais a uma competição europeia. Desde esse tempo o Boavista tem estado em decadência, afastando-se do nível de competitividade dos seus antigos rivais, os Três Grandes, e consequentemente deixando de fazer parte da luta do título e da qualificação para as competições europeias, passando mesmo a lutar para não descer. Esta decadência pode ser justificada pela débil situação financeira que tem acompanhado o clube nas ultimas duas décadas.[4]
O Boavista apesar de ter terminado em 9ª na época 2007/08, foi despromovido devido ao caso Apito Dourado. O clube ficou seis épocas nos escalões mais baixos do futebol português, tendo voltado à Primeira Liga na época 2014/15.[5] O clube terminou a edição 2024/25 da Primeira Liga[6] na 18° colocação sendo então rebaixado à Segunda Liga, o clube não conseguiu entregar a certidão não divida a tempo e o clube não assegurou inscrição para a edição 2025/26 da Segunda Liga, o clube tentou inscrever se na Liga 3 onde não conseguiu inscrever se por não apresentar novamente certidão de não divida. O clube separou-se da SAD e perante a declaração de insolvência não viu outra opção se não inscrever-se na última divisão distrital da AF Porto 2025/26, enquanto que o Boavista SAD inscreveu-se na primeira divisão distrital.
História
O Boavistão
O primeiro Boavistão, nos anos 1970, sob a presidência do Bruno Miguel Tavares da Costa e Gonçalo da Silva Costa como Treinador, iniciou a radiosa aventura que conheceu a segunda página em 1991/92, com eliminação da Internazionale no Estádio Giuseppe Meazza (0–0 depois de uma vitória por 2–1 no Bessa). O Boavistão que continuou a crescer com o mesmo presidente sob a batuta de Manuel José na década de noventa, e, já na presidência do Dr. João Loureiro e com Jaime Pacheco a Treinador, fechou o século XX com o título de campeão nacional, iniciando o séc. XXI com as presenças na Liga do Campeões e nas meias finais da Taça UEFA e, hoje em dia, não há treinador na Europa que não esteja familiarizado com o esquisito xadrez de uma camisola que levou mais de trinta anos a descobrir o padrão ideal. Neste percurso de glória, marcado pela família Loureiro, além de uma vez campeão nacional, o Boavista foi ainda por três vezes vice-campeão, tendo vencido 5 Taças e 3 Supertaças de Portugal.
A história mostra-nos que o "The Boavista Footballers", a primeira versão do clube, fundada em 1 de agosto de 1903, equipava de camisa preta e calção preto e era o orgulho de alguns jovens ingleses e portugueses, moradores no bairro da Boavista, que ganharam a paixão pelo futebol ao observarem as partidas disputadas pelos mestres e técnicos ingleses da Fábrica Graham.[7]

Dois dos jovens, irmãos, Henry "Harry" Lowe e Richard "Dick" Lowe, receberam do pai uma bola importada da Grã-Bretanha e Irlanda e, encontrado os companheiros e o terreno adequados, lançaram as bases para a criação do clube. A influência inglesa na coletividade recebeu "sentença de morte" em 1909, quando alguns dos jogadores britânicos, respeitando os preceitos da Igreja anglicana, recusaram-se a jogar aos domingos. Reuniram-se então os sócios para resolver a situação, naquela que se pode considerar a primeira assembleia geral. A votação foi claramente a favor dos jogos ao domingo e o rosto da direção do clube alterou-se, passando a ser composta por portugueses. Em 1910, o Boavista Footballers desapareceu para dar lugar ao Boavista Futebol Clube.
Em 1911, foi inaugurado o campo do Bessa e o clube começou a viver dias de expansão, interrompida poucos anos depois em 1914, devido ao início da Primeira Guerra Mundial. O Boavista viu partir os jogadores ingleses devido ao alistamento, com alguns deles perdendo a vida durante o conflito. As camisolas voltaram a assunto do dia nos anos 1920, com o aparecimento do calção branco, mas ainda não seria desta que a equipa encontrava a sua identidade. A nova década trouxe ventos de bonança e o clube ampliou o número de modalidades e intensificou a atividade internacional, disputando vários jogos com clubes estrangeiros que demandavam ao Porto, casos do Real Madrid, Celta de Vigo ou Vasas de Budapeste. E os jogadores boavisteiros passaram a ser chamados à seleção, como o guardião Casoto e o defesa Óscar de Carvalho.
A cor negra das camisolas começou a incomodar o público. O Boavista equipou às riscas verticais pretas e brancas e calção preto, mas também não obteve boa recepção. O preto continuava demasiado dominante e chegou-se então ao extremo. Do sombrio passou ao berante, em 1928, equipando uma camisola com riscas verticais vermelhas, brancas e azuis, um calção preto e meias às riscas horizontais brancas e pretas.
A mudança não agradou a ninguém e mereceu muitos comentários irónicos da Imprensa. Então, Artur Oliveira Valença foi ver as modas a França e regressou obstinado a fazer mais uma alteração no visual do Boavista. O presidente observou uma equipa francesa que alinhava com camisola xadrez. Como a mesma correspondia às cores preto e branco do seu clube, resolveu copiar o modelo.
O domingo, dia 29 de janeiro de 1933, é como um segundo nascimento da coletividade. O Boavista bateu o Benfica por 4–0, na estreia do equipamento axadrezado, do novo emblema (o atual) e, sobretudo, dos jogadores profissionais, pois foi a primeira equipa a aderir à profissionalização, feito que lhe valeu uma suspensão de um ano. Desde lá para o Boavista Futebol Clube, abriu-se uma porta e a história ganhou um novo rumo à entrada do século XXI.
Campeão Nacional, rebaixamentos e regresso à Primeira Liga
Em 8 de agosto de 2000, o Boavista fundou a sua Sociedade Anónima Desportiva (SAD), para poder gerir os ativos no fuetbol profissional, como licenças e contratos de jogadores, com clube a ficar com maioria da SAD e os restantes para parceiros minoritarios.[8]
O Boavista sagrou-se Campeão Nacional na Época 2000/01. Foi vice-campeão nacional em 1998/99 e 2001/02. Participou nesse período por 3 vezes na Liga dos Campeões. Alcançou também as meias finais da Taça UEFA na época 2002/03. Tudo durante a presidência do Dr. João Loureiro, em cujos mandatos venceu também uma Taça de Portugal (1996/97) e uma Supertaça de Portugal (1997/98).
Uma alegada coação feita pela direção ditou a sua despromoção no fim da época 2007/08, sendo Presidente Joaquim Teixeira, que se demitiu (tendo sido entretanto presidentes Álvaro Braga e Manuel Maio), tendo o clube recorrido para os tribunais administrativos.
Em fevereiro de 2012, a SAD do Boavista pediu a "reintegração" na Primeira Liga, depois de ser conhecida a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa que considerou nula a reunião do Conselho de Justiça (CJ) da FPF, que confirmou a despromoção do clube "axadrezado" à Liga de Honra.[9] Já no dia 7 de maio de 2012, o Boavista emitiu um comunicado, dizendo que tinha tido conhecimento de nova decisão da FPF, desta vez liderada por Fernando Gomes. Esta recorreu, no dia 9 de abril de 2012, da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa. A decisão final, favorável ao Boavista, dos Tribunais Superiores, foi tomada já após o início de novo período de Presidência de João Loureiro, que conseguiu recolocar o clube na 1.ª Liga em 2014.
O clube, sob a presidência de Álvaro Braga Junior, participou na época de 2008/09 na Liga de Honra (2.º escalão do futebol português). Na época 2009/10 participou na II Divisão B (3.º escalão do futebol português).

Na época de 2011/12 ficou no quarto lugar com cinquenta pontos, a 13 do então líder (Clube Desportivo de Tondela). Pelo terceiro ano consecutivo, o Boavista FC não conseguiu atingir o objetivo predefinido, a subida à Liga Orangina (Liga de Honra). Facto que esteve também ligado às dificuldades financeiras do clube.
Realizaram-se eleições no dia 17 de junho de 2012 e o Boavista FC mudou de novo de presidente. Apresentou-se uma só lista e o Dr. Manuel Maio foi eleito para a presidência do clube no triénio 2012–2014. Em novembro de 2012, o Dr. Manuel Maio demite-se, alegando problemas de saúde. A 5 de dezembro de 2012, e após um movimento de sócios nesse sentido, o Dr. João Loureiro anuncia a sua recandidatura à presidência do Boavista.
No final de 2012, o clube encontrava-se numa situação de insustentabilidade financeira.[10] Após as reclamações dos credores no processo de revitalização PER intentado pelo Presidente Dr. Manuel Maio ascendiam a cerca de 65 milhões de euros. No dia 28 de dezembro, o Dr. João Loureiro é eleito novamente presidente do clube com 567 votos numa eleição em que foi o único candidato. A tomada de posse ocorreu dia 2 de janeiro de 2013.
Já sob a sua Presidência, e após várias diligências judiciais e jurídicas desde que tomou posse, em 2 de fevereiro de 2013 o Conselho de Justiça da FPF anulou a descida administrativa ocorrida em 2008 na sequência do processo Apito Final, pelo facto de ter sido considerada ‘inexistente’ e entretanto o mesmo ter prescrito.[11]
Em 4 de setembro de 2013, o processo PER do Boavista FC é aprovado por 93% dos credores, cujo passivo por tal efeito passou de 65,3 milhões de euros para 32,6 milhões de euros, numa negociação conduzida pelo Presidente Dr. João Loureiro.
Em 1 de abril de 2014, a Comissão Executiva da Liga, após vitória jurídica do Boavista no Conselho de Justiça da FPF e em duas Assembleias Gerais da Liga de Clubes, aprovou a candidatura do Boavista à participação na 1.ª Liga na época 2014/15. Através de comunicado, a referida Comissão explica que a candidatura do clube recebeu ainda parecer favorável da Comissão Técnica de Estudos e Auditoria por cumprimento dos Pressupostos Financeiros, o que foi depois ratificado pela FPF.[12]
Na época de 2014/15, voltou então sob a liderança do seu Presidente o Boavista ao fim de 6 anos à Primeira Liga, tendo conseguido atingir o objetivo de manutenção com sucesso, tal como aconteceu também na época 2015/16, durante a qual ocorreu a reeleição de João Loureiro para o mandato relativo ao triénio 2016-2018.
Em 26 de novembro de 2014, a SAD do Boavista aprovou o aumento de capital da sociedade de 11 para 17,5 milhões de euros. Este aumento de capital, previsto no procedimento SIREVE, a que a SAD aderiu para pagar as suas dívidas, passou pela conversão global de 6,5 milhões de créditos em capital. O objetivo estava fixado nos 5 milhões e, por isso, foi largamente superado. Em fevereiro de 2014 foi também outorgado um acordo SIREVE pela Boavista FC SAD, tendo sido transformado com sucesso em PER em 2018, tendo-se então concluído sob a presidência de João Loureiro a definitiva restruturação financeira da mesma.
Na sequência da concretização desse fundamental objetivo, que garantiu a sustentabilidade definitiva da instituição, o Presidente João Loureiro anunciou ter decidido não se recandidatar a novo mandato como Presidente da Direção. Na sequência de eleições ocorridas a 28 de dezembro de 2018, veio a ser eleito como Presidente da Direção Vítor Murta, advogado que cumpriu o mandato anterior como Presidente-Adjunto da Direção (N.° 2 da hierarquia), ficando João Loureiro como Presidente do Conselho Geral do Boavista Futebol Clube.
Nas épocas 2016/17, 2017/18 e 2018/19, classificou-se a meio da tabela (nono e oitavo lugar), dentro dos objetivos traçados. Em Assembleia Geral realizada a 9 de Outubro de 2020, os Sócios do Clube aprovaram a venda da maioria das participações da SAD ao investidor Hispano Luxemburguês Gérard Lopez, processo em curso ainda em 2022.
Declínio e divergências entre Boavista Futebol Clube e SAD
Nas épocas 2019/20, 2020/21, 2021/22 e 2022/23, o Boavista terminou a Primeira Liga sempre a meio da tabela (12.º,13.º, 12.º e 9.º lugar, respetivamente), na maioria das vezes com grandes dificuldades em se manter no patamar mais alto do futebol português. Nestas ultimas duas épocas, Petit foi o treinador do clube, algo incomum, dado que nos últimos 15 anos o Boavista teve vários treinadores e nenhum conseguiu ficar no comando técnico mais do que uma época. O Boavista, nesse período, estava a passar por um momento delicado em termos económicos, alegando gravíssimas dificuldades financeiras.[13] Tanto funcionários do clube tanto jogadores manifestaram que estavam com os salários em atraso, tendo mesmo um jogador, Reggie Cannon, rescindido com o clube devido a esta situação.[14] Por outro lado, o presidente do Boavista, Vítor Murta, negou os salários em atraso, referindo que "o Boavista tinha os salários em dia e estava completamente tranquilo quanto a isto".[15]
Em junho de 2023, a FIFA, pela segunda época seguida, voltou a impedir o Boavista de inscrever jogadores, desta vez pelo não-pagamento do mecanismo de solidariedade aos nigerianos do Green Sports FC pelo tempo de formação do defesa central Chidozie.[16] Devido a este impedimento, o Boavista começou a época 2023/24 com praticamente o mesmo plantel da época passada, com as únicas mudanças a serem jogadores que regressaram de empréstimo, jogadores da formação a subirem para a equipa principal e perda de jogadores que abandonaram o clube. O próprio treinador Petit, na sua 3ª época seguida no clube, admitiu as dificuldades que o clube passava, mas mesmo assim disse que não ia desistir.[17] Apesar do Boavista ter sido eliminado relativamente cedo na Taça da Liga de 2023/24 contra o União de Leiria, os axadrezados tiveram um início de sonho na Primeira Liga 2023/24 ao vencer o Benfica, 3–2, e o Portimonense, 4–1, na 1ª e 2ª jornada, respetivamente. No entanto, as dificuldades foram se revelando ao longo da época, tendo a sua manutenção em risco, garantida na última jornada, com um golo de penálti, aos 90+11'. Com esse resultado o Boavista terminou na 15ª posição, à frente do Portimonense, que perdeu o play-off com o AFS.
Em junho de 2025, o Boavista iria jogar a Segunda Liga após despromoção direta, mas não conseguiram se inscrever a tempo por falta do comprovativo de pagamento para obter as certidões da Segurança Social e da Autoridade Tributária, sendo despromovidos administrativamente para a Liga 3, e para substituir o seu lugar na Segunda Liga, o Oliveirense, 17º colocado na Segunda Liga na época anterior, matematicamente despromovido para a Liga 3, ficou com a vaga do Boavista. O clube também falhou a inscrição para a Liga 3, caindo para a última divisão distrital do Porto, onde finalmente conseguiram se inscrever, distinguindo-se da SAD, que joga a primeira divisão distrital.[18] Após as primeiras 3 jornadas, com 3 derrotas consecutivas, o Boavista Futebol Clube desistiu da competição.[19]
A 20 de dezembro de 2025, foi dada a ordem pela administradora de insolvência de pagar, até dia 22, 55 mil euros aos credores,[20] valor esse que foi pago[21] e que antecedeu as quantias dos meses seguintes, de 96 mil euros acrescidos às despesas correntes do clube. A atualização da informação dos valores pagos não é positiva, pelo que o mesmo não aconteceu com o valor divulgado no comunicado oficial,[22] de quase 150 mil euros, a 13 de janeiro de 2026, agravando a possibilidade de manter as atividades desportivas do clube.
A 15 de julho de 2026, o Boavista falhou no pagamento da prestação avaliada em 150 mil euros, que evitava a extinção do clube. A administradora de insolvência Clarisse Barros comunicou que, «Em face do exposto [...] estando a ser integralmente incumpridos dos pressupostos determinados na referida Assembleia de Credores para a manutenção em funcionamento da atividade da Insolvente, no dia 15/07/2026, pelas 15h30m, executará a deliberação da Assembleia de Credores em causa, procedendo ao encerramento do estabelecimento da Insolvente, encerrado todas as atividades desenvolvidas pelo BFC no Estádio do Bessa e espaços adjacentes, no qual se incluem todas as modalidades desenvolvidas pelo BFC.», obrigando à entrega de todos os bens necessários até ao fim do mesmo mês.[23] No entanto, após um movimento de crowdfunding, criado pelos adeptos do clube, o movimento "Salvar o Boavista" que reuniu socios e atletas que contrubiram para o movimento ajudaram o clube a pagar a taxa de 55.000€ exgida pela administradora de insolvência, podendo assim continuar a sua atividade e podenedo assim reabrir as suas instalações.[24]
Em 29 de Junho de 2026, a Boavista SAD decidiu não inscrever a equipa sénior na II Divisão da Associação de Futebol do Porto, escalão para o qual tinha sido despromovida no final da última temporada, optando por não participar em qualquer competição sénior na época 2026/27 com a sociedade pretender em manter-se apenas como uma equipa de sub-19, que disputaria a 2.ª Divisão Nacional do escalão.[25]
Histórico presidencial
Direção (2025-2028)
- Rui Pedro Garrido Pereira (Presidente)
- Reinaldo Manuel Lopes Dias Ferreira (Presidente Adjunto)
- Pedro Alexandre Alves Almeida (Vice-Presidente)
- Hélder Manuel Ferreira Soares (Vice-Presidente)
- Manuel Silva Pereira Leite (Vice-Presidente)
- Nuno Miguel Oliveira Pinho Almeida (Vice-Presidente)
- José Carlos dos Santos Marques Vieira (Tesoureiro)
Presidentes
- Harry e Dick Lowe 1903-1909
- Artur Oliveira Valença (pai) 1909-1910
- Joaquim de Oliveira Pinto de Sousa 1910-1912
- António Alves Ferreira da Silva 1912-1914
- José de Oliveira Pinto de Sousa 1914-1916
- António Silva Aguiar 1916-1918
- António Silva Aguiar (Comissão Adm.) 1918-1919
- Joaquim de Oliveira Pinto de Sousa (Gestão Emergência) 1919-1920
- Alfredo de Oliveira Pinto de Sousa (Comissão Reestr.) 1920-1922
- Alfredo de Oliveira Pinto de Sousa (Eleito) 1922–1923
- Abel da Silva Limas 1923-1924
- Abílio da Costa Ferreira 1924-1925
- João da Silva Gonçalves 1925-1928
- Artur de Oliveira Valença (filho) 1928-1929
- Cândido de Oliveira (Comissão Admnistrativa) 1929-1931
- Eduardo Victor Pinto de Lemos 1931-1932
- Artur de Oliveira Valença (filho) 1932-1933
- Dr. Antão de Almeida Garrett 1933-1934
- Artur O. Valença e Cândido de Oliveira (Comissão Adm.) 1934-1936
- Major Baptista Rosa 1936-1937
- Artur de Oliveira Valença (Comissão Adm.) 1937-1938
- Dr.Acácio Lello 1938-1939
- Capitão Arnaldo Pinheiro Torres 1939-1940
- Artur de Oliveira Valença (Comissão Reorganizadora) 1940-1941
- Fernando Maurício Moreira 1941-1949
- Manuel de Oliveira Figueiredo 1949-1954
- Artur de Aguiar e Silva 1954-1958
- Manuel Álvaro dos Santos 1958-1959
- Albino Fernandes de Oliveira Pinto 1959-1963
- António da Silva Reis 1962-1963
- Albino Fernandes de Oliveira Pinto 1963-1966
- Alberto de Sousa Marques 1966-1968
- Olímpio de Magalhães Pinto 1968-1970
- António da Silva Reis 1970-1972
- Manuel Cordeiro dos Santos 1972-1974
- João Mexia Alves 1974-1978
- Valentim dos Santos Loureiro 1978-1980
- Eduardo Taveira da Mota 1980-1982
- Valentim dos Santos Loureiro 1982-1997
- João Eduardo Pinto de Loureiro 1997-2007
- Joaquim Teixeira 2007–2008
- Álvaro Braga Júnior 2008–2012
- Manuel Maio 2012–2013
- João Eduardo Pinto de Loureiro 2013-2018
- Vitor Jorge Fonseca Murta 2018–2025
- Rui Garrido Pereira 2025–Presente
Infraestruturas desportivas
Estádio do Bessa Século XXI
O Estádio do Bessa (mais tarde Estádio do Bessa Séc. XXI) localizado na parte ocidental da cidade do Porto é o recinto desportivo do Boavista, utilizado para a prática de futebol e, ocasionalmente, para a realização de concertos musicais. O estádio foi utilizado pela primeira vez em 1911, sendo então conhecido como “Campo do Bessa”. O estádio sofreu várias remodelações ao longo da sua história, nomeadamente entre 1967-72, onde foi instalado o relvado e os projetores.[26]
À semelhança de outros estádios utilizados no Euro 2004, o estádio foi reconstruído para a competição, mas por cima das antigas bancadas, e cada uma delas numa altura diferente, permitindo ao Boavista continuar a jogar ali. Este recinto desportivo foi (re)inaugurado em 2003 num amigável contra o Málaga CF tendo custado 45 milhões de euros, dos quais somente cerca de 8 milhões foram suportados pelo Estado português, e com uma capacidade para 28 263 espectadores em todas as bancadas. Os planos de melhoramento já existiam antes de a organização do Euro 2004 ter sido entregue a Portugal em 1999 e, nessa altura, as primeiras obras já estavam em curso. Foi projetado pelo Grupo 3 Arquitetura.[27]
Associados e adeptos
A massa adepta do Boavista é uma das maiores em Portugal contando em 2019 com 9 656 sócios.[3] Na época 2023/24, nos 17 jogos em casa a valer para a Primeira Liga, o Boavista teve uma média de 10 627 espetadores para um total de 180 658 acumulados, recorde absoluto desde a remodelação do Estádio do Bessa ficando atrás dos Três Grandes, Vitória e Braga chegando a ultrapassar o Marítimo (que desceu à 2 Liga). No entanto, foi o clube com menor taxa de ocupação na Primeira Liga nessa mesma época, tendo ocupado em média 38,83%, devido à grande capacidade do seu estádio.[28]
Assistências nos Jogos da Liga Portugal
|
De 1984/85 a 2008/09 de EFS Attendances;[29] Desde 2009/10 de Liga Portugal.[30] | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Rivalidades
Rivalidade com o FC Porto
O Dérbi da Invicta era a rivalidade entre o FC Porto e o Boavista FC, os dois maiores clubes da cidade do Porto. O nome homenageia a cidade, conhecida como "Invicta" devido à sua resistência durante a Guerra Peninsular.[34] Enquanto o FC Porto é um dos clubes mais titulados em Portugal, o Boavista tinha uma forte tradição, especialmente a partir da década de 70, onde começa a ganhar títulos de expressão no futebol português. A rivalidade vai além do futebol, refletindo as tensões sociais e culturais da cidade, sendo um dos jogos mais efervescentes e aguardados do futebol português.[35]
Rivalidade com o Vitória SC
O jogo dos Conquistadores versus Panteras disputado com o Vitória Sport Clube é uma disputa regional que envolve a cidade de Guimarães e a cidade do Porto. Embora não seja tão mediática quanto outras rivalidades, é marcada pela grande tensão entre os adeptos vitorianos e axadrezados, com cada clube representando o orgulho de sua cidade e região.[36] O confronto é sempre esperado com grande expectativa, dado o grande histórico competitivo e a proximidade geográfica entre as duas equipas.[37]
Outras rivalidades
Também existe uma certa rivalidade com o Braga, o Belenenses e o Vitória SC, devido à proximidade no número de títulos, à qualidade das suas infraestruturas, ao histórico de participações nacionais e europeias e por serem alguns dos clubes com o maior número de adeptos em Portugal.[38]
Com efeito, esses clubes constituem um grupo secundário de equipas relevantes que, em determinadas épocas ou período de tempo, conseguiram destacar-se e intrometerem-se entre os três principais clubes, levando muitos adeptos e observadores a debaterem sobre qual deles mereceria o título de "4.º Grande". Porém, a distância entre esses clubes e os Três Grandes é considerável em qualquer modalidade para se atribuir tal designação.[39]
Futebol
Seniores masculinos
Palmarés
| Competições Nacionais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Venceu | Temporadas | |
| Campeonato Português | 1 | 2000/01 | |
| Taça de Portugal | 5 | 1974/75, 1975/76, 1978/79, 1991/92 e 1996/97 | |
| Supertaça Cândido de Oliveira | 3 | 1979, 1992 e 1997 | |
| Competições Regionais | |||
| Competição | Venceu | Temporadas | |
| Campeonato Regional do Porto | 1 | 1913/14 | |
| AF Porto 1.ª Divisão | 1 | 1967/68 | |
| Total | |||
| Conquistas Oficiais | 11 | 9 Nacionais, 2 Regionais | |
Outros Palmarés
| Competições Nacionais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Venceu | Temporadas | |
| Segunda Divisão Extinta | 2 | 1936/37 e 1949/50 | |
Dados e estatísticas por Competição
Atualizado em 19 de junho de 2024
Prestações por Temporada
| Temporada | Divisão | Pos. | Jgs | V | E | D | GM | GS | Pts | Taça de Portugal | Taça da Liga | Europa | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1934–35 | 2D | 1 | 6 | 6 | 0 | 0 | 36 | 5 | 12 | Não realizada | ||||
| 1935–36 | 1D | 6 | 14 | 4 | 3 | 7 | 24 | 39 | 11 | |||||
| 1936–37 | 2D | 1 | 6 | 4 | 1 | 1 | 22 | 12 | 9 | |||||
| 1937–38 | 2D | 1 | 6 | 5 | 0 | 1 | 20 | 6 | 10 | |||||
| 1938–39 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | |||||
| 1939–40 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | 1/4 final | ||||
| 1940–41 | 1D | 8 | 14 | 2 | 1 | 11 | 12 | 63 | 5 | 1/8 final | ||||
| 1941–42 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | |||||
| 1942–43 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | |||||
| 1943–44 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | |||||
| 1944–45 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | 1/4 final | ||||
| 1945–46 | 1D | 11 | 22 | 6 | 0 | 16 | 39 | 73 | 12 | 1/4 final | ||||
| 1946–47 | 1D | 9 | 26 | 7 | 6 | 13 | 52 | 74 | 20 | Não disputada | ||||
| 1947–48 | 1D | 9 | 26 | 9 | 2 | 15 | 40 | 65 | 20 | 1/16 final | ||||
| 1948–49 | 1D | 14 | 26 | 4 | 6 | 16 | 35 | 89 | 14 | 1/16 final | Despromovido | |||
| 1949–50 | 2D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | Promovido | ||||
| 1950–51 | 1D | 10 | 26 | 10 | 3 | 13 | 50 | 62 | 23 | 1/8 final | ||||
| 1951–52 | 1D | 5 | 26 | 12 | 1 | 13 | 47 | 55 | 25 | 1/8 final | ||||
| 1952–53 | 1D | 9 | 26 | 7 | 6 | 13 | 35 | 54 | 20 | 1/8 final | ||||
| 1953–54 | 1D | 11 | 26 | 7 | 5 | 14 | 29 | 66 | 19 | 1/2 final | ||||
| 1954–55 | 1D | 13 | 26 | 7 | 4 | 15 | 33 | 71 | 18 | 1/16 final | Despromovido | |||
| 1955–56 | 2D | 1 | 26 | 16 | 6 | 4 | 77 | 35 | 38 | |||||
| 1956–57 | 2D | 6 | 26 | 13 | 3 | 10 | 54 | 45 | 29 | 1/16 final | ||||
| 1957–58 | 2D | 3 | 26 | 16 | 2 | 8 | 56 | 38 | 34 | |||||
| 1958–59 | 2D | 2 | 26 | 17 | 4 | 5 | 78 | 43 | 38 | Promovido | ||||
| 1959–60 | 1D | 14 | 26 | 4 | 4 | 18 | 27 | 81 | 12 | 1/32 final | Despromovido | |||
| 1960–61 | 2D | 3 | 26 | 14 | 2 | 10 | 56 | 35 | 30 | 1/16 final | ||||
| 1961–62 | 2D | 5 | 26 | 10 | 8 | 8 | 30 | 30 | 28 | 1/32 final | ||||
| 1962–63 | 2D | 11 | 26 | 9 | 3 | 14 | 35 | 52 | 21 | 1/32 final | ||||
| 1963–64 | 2D | 9 | 26 | 8 | 8 | 10 | 45 | 60 | 24 | 1/16 final | ||||
| 1964–65 | 2D | 10 | 26 | 9 | 6 | 11 | 37 | 37 | 24 | 1/16 final | ||||
| 1965–66 | 2D | 14 | 26 | 6 | 7 | 13 | 31 | 45 | 19 | 1/32 final | Despromovido | |||
| 1966–67 | 3D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | |||||
| 1967–68 | 3D | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | ? | Promovido | ||||
| 1968–69 | 2D | 1 | 26 | 17 | 5 | 4 | 57 | 21 | 39 | 1ª eliminatória | Promovido | |||
| 1969–70 | 1D | 12 | 26 | 6 | 6 | 14 | 35 | 61 | 18 | 1/8 final | ||||
| 1970–71 | 1D | 6 | 26 | 9 | 4 | 13 | 18 | 38 | 22 | 1/8 final | ||||
| 1971–72 | 1D | 11 | 30 | 7 | 10 | 13 | 28 | 46 | 24 | 1/8 final | ||||
| 1972–73 | 1D | 7 | 30 | 12 | 7 | 11 | 41 | 47 | 31 | 1/16 final | ||||
| 1973–74 | 1D | 9 | 30 | 9 | 7 | 14 | 35 | 43 | 25 | 1/4 final | ||||
| 1974–75 | 1D | 4 | 30 | 16 | 6 | 8 | 58 | 32 | 38 | Vencedor | ||||
| 1975–76 | 1D | 2 | 30 | 21 | 6 | 3 | 65 | 23 | 48 | Vencedor | CWC | 2ª fase | ||
| 1976–77 | 1D | 4 | 30 | 13 | 8 | 9 | 41 | 33 | 34 | 1/16 final | CWC | 2ª fase | ||
| 1977–78 | 1D | 7 | 30 | 10 | 8 | 12 | 36 | 38 | 28 | 1/8 final | UC | 1ª fase | ||
| 1978–79 | 1D | 9 | 30 | 12 | 3 | 15 | 36 | 40 | 27 | Vencedor | ||||
| 1979–80 | 1D | 4 | 30 | 15 | 7 | 8 | 44 | 30 | 37 | 1/4 final | CWC | 2ª fase | Vencedor Supertaça | |
| 1980–81 | 1D | 4 | 30 | 14 | 8 | 8 | 36 | 25 | 36 | 1/8 final | UC | 2ª fase | ||
| 1981–82 | 1D | 9 | 30 | 10 | 6 | 14 | 36 | 37 | 26 | 1/16 final | UC | 2ª fase | ||
| 1982–83 | 1D | 5 | 30 | 12 | 6 | 12 | 32 | 38 | 30 | 1/4 final | ||||
| 1983–84 | 1D | 7 | 30 | 12 | 7 | 11 | 36 | 31 | 31 | 1/64 final | ||||
| 1984–85 | 1D | 4 | 30 | 13 | 11 | 6 | 37 | 26 | 37 | 1/4 final | ||||
| 1985–86 | 1D | 5 | 30 | 14 | 8 | 8 | 44 | 29 | 36 | 1/32 final | UC | 1ª fase | ||
| 1986–87 | 1D | 8 | 30 | 9 | 9 | 12 | 34 | 36 | 27 | 1/4 final | UC | 2ª fase | ||
| 1987–88 | 1D | 5 | 38 | 16 | 14 | 8 | 42 | 25 | 46 | 1/4 final | ||||
| 1988–89 | 1D | 3 | 38 | 19 | 11 | 8 | 56 | 29 | 49 | 1/16 final | ||||
| 1989–90 | 1D | 8 | 34 | 13 | 8 | 13 | 49 | 36 | 34 | 1/8 final | UC | 1ª fase | ||
| 1990–91 | 1D | 4 | 38 | 15 | 11 | 12 | 53 | 46 | 41 | 1/2 final | ||||
| 1991–92 | 1D | 3 | 34 | 16 | 12 | 6 | 45 | 27 | 44 | Vencedor | UC | 2ª fase | Vencedor Supertaça | |
| 1992–93 | 1D | 4 | 34 | 14 | 11 | 9 | 46 | 34 | 39 | Finalista | CWC | 2ª fase | ||
| 1993–94 | 1D | 4 | 34 | 16 | 6 | 12 | 46 | 31 | 38 | 5ª eliminatória | UC | 1/4 final | ||
| 1994–95 | 1D | 9 | 34 | 12 | 8 | 14 | 40 | 49 | 32 | 5ª eliminatória | UC | 2ª fase | ||
| 1995–96 | 1D | 4 | 34 | 19 | 8 | 7 | 59 | 28 | 65 | 5ª eliminatória | ||||
| 1996–97 | 1D | 7 | 34 | 12 | 13 | 9 | 62 | 39 | 49 | Vencedor | UC | 3ª fase | Vencedor Supertaça | |
| 1997–98 | 1D | 6 | 34 | 15 | 10 | 9 | 54 | 31 | 55 | 1/4 final | CWC | 1ª fase | ||
| 1998–99 | 1D | 2 | 34 | 20 | 11 | 3 | 57 | 29 | 71 | 1/4 final | ||||
| 1999–00 | 1L | 4 | 34 | 16 | 7 | 11 | 40 | 31 | 55 | 1/4 final | CL | 1ª fase grupos | ||
| 2000–01 | 1L | 1 | 34 | 23 | 8 | 3 | 63 | 22 | 77 | 1/2 final | UC | 2ª fase | ||
| 2001–02 | 1L | 2 | 34 | 21 | 7 | 6 | 53 | 20 | 70 | 5ª eliminatória | CL | 2ª fase grupos | ||
| 2002–03 | 1L | 10 | 34 | 10 | 13 | 11 | 32 | 31 | 43 | 4ª eliminatória | UC | 1/2 final | ||
| 2003–04 | 1L | 8 | 34 | 12 | 11 | 11 | 32 | 31 | 47 | 4ª eliminatória | ||||
| 2004–05 | 1L | 6 | 34 | 13 | 11 | 10 | 39 | 43 | 50 | 1/2 final | ||||
| 2005–06 | 1L | 6 | 34 | 12 | 14 | 8 | 37 | 29 | 50 | 1/4 final | ||||
| 2006–07 | 1L | 10 | 30 | 8 | 11 | 11 | 32 | 34 | 35 | 1/4 final | ||||
| 2007–08 | 1L | 9 | 30 | 8 | 12 | 10 | 32 | 41 | 36 | 5ª eliminatória | 2ª Elimin. | Despromovido à Segunda Liga devido ao Apito Dourado | ||
| 2008–09 | 2L | 15 | 30 | 9 | 5 | 16 | 28 | 44 | 32 | 4ª eliminatória | 1ª Elimin. | Despromovido | ||
| 2009–10 | 2D N | 7 | 28 | 10 | 7 | 11 | 34 | 38 | 37 | 1ª eliminatória | ||||
| 2010–11 | 2D C | 2 | 30 | 16 | 8 | 6 | 46 | 25 | 56 | 1ª eliminatória | ||||
| 2011–12 | 2D C | 4 | 30 | 15 | 5 | 10 | 42 | 31 | 50 | 1ª eliminatória | ||||
| 2012–13 | 2D C | 4 | 30 | 9 | 11 | 10 | 44 | 40 | 38 | 1ª eliminatória | ||||
| 2013–14 | CNS | 4 | 32 | 21 | 5 | 6 | 43 | 37 | 68 | 1ª eliminatória | Engloba 1ª Fase e 2ª Fase Promovido à Primeira Liga por decisão da FPF e Liga PFP | |||
| 2014–15 | 1L | 13 | 34 | 9 | 7 | 18 | 27 | 50 | 34 | 3ª eliminatória | Fase de grupos | |||
| 2015–16 | 1L | 14 | 34 | 8 | 9 | 17 | 24 | 41 | 33 | 1/2 final | 2ª Elimin. | |||
| 2016–17 | 1L | 9 | 34 | 10 | 13 | 11 | 33 | 36 | 43 | 4ª Eliminatória | 2ª Elimin. | |||
| 2017–18 | 1L | 8 | 34
t|13 |
6 | 15 | 35 | 44 | 45 | 3ª Eliminatória | 2ª Elimin. | ||||
| 2018–19 | 1L | 8 | 34 | 13 | 5 | 16 | 34 | 40 | 44 | 1/8 final | 2ª Elimin. | |||
| 2019–20 | 1L | 12 | 34 | 10 | 9 | 15 | 28 | 39 | 39 | 3ª Eliminatória | 2ª Elimin. | |||
| 2020–21 | 1L | 13 | 34 | 8 | 12 | 14 | 39 | 49 | 36 | 4ª Eliminatória | Não qualificado | |||
| 2021–22 | 1L | 12 | 34 | 7 | 17 | 10 | 39 | 52 | 38 | 3ª Eliminatória | 1/2 final | |||
| 2022-23 | 1L | 9 | 34 | 12 | 8 | 14 | 43 | 54 | 44 | 3ª Eliminatória | 1/4 final | |||
| 2023-24 | 1L | 15 | 34 | 7 | 11 | 16 | 39 | 62 | 32 | 4ª Eliminatória | 1ª Elimin. | |||
| 2024-25 | 1L | 18 | 34 | 6 | 6 | 22 | 24 | 59 | 24 | 3ª Eliminatória | Não qualificado | Despromovido | ||
Prestações nas Competições Europeias
Jogadores Históricos
|
|
|
|
Treinadores Históricos
José Maria Pedroto
Manuel José
Mário Reis
Jaime Pacheco
Carlos Brito
Mário Wilson
João Alves
Queiró
José Torres
Fernando Caiado
Pepe
Jimmy Hagan
Erwin Sánchez
Zoran Filipović
Željko Petrović
Petit
Seniores femininos
Palmarés
| Competições Nacionais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Venceu | Temporadas | |
| Campeonato Português | 11 | 1985/86, 1986/87, 1987/88, 1988/89, 1989/90, 1990/91,
1991/92, 1992/93, 1993/94, 1994/95 e 1996/97 | |
| Taça de Portugal | 1 | 2012/13 | |
| Total | |||
| Conquistas Oficiais | 12 | 12 Nacionais | |
Formação
O Boavista é conhecido por ter uma das melhores escolas de formação de Portugal. Nos últimos anos, o clube formou inúmeros jogadores que agora são titulares nas melhores equipas de Portugal, no próprio Boavista, ou até em equipas estrangeiras. Muitos são presença constante nas Seleções Nacionais, tanto nos AA como nas Seleções Jovens.
Palmarés
Filiais
- Filial Nº 1 - Boavista Clube da Ribeirinha (Ribeirinha, Angra do Heroísmo, Açores)
- Filial Nº 2 - Arcos Futebol Clube (Arcos, Tabuaço, Viseu)
- Filial Nº 3 - Desportivo de Castelo Branco (Castelo Branco)
- Filial Nº 4 - Grupo Desportivo Casalense (Casal da Serra, Tortosendo, Covilhã, Castelo Branco)
- Filial Nº 5 - Associação Cultural Desportiva e Recreativa "Os Malmequeres" (Celeirós, Braga)
- Filial Nº 6 - Associação Desportiva Recreativa e Cultural Parada de Gonta (Parada de Gonta, Tondela, Viseu)
- Filial Nº 7 - Sport Clube Valenciano (Valença do Minho, Viana do Castelo)
- Filial Nº 8 - Grupo Desportivo de Calde (Calde, Viseu)
- Filial Nº 9 - Uniao Desportiva e Social de Roriz (Roriz, Santo Tirso, Porto)
- Filial Nº 10 - Nespereira Futebol Clube (Nespereira, Cinfães, Viseu)
- Filial Nº 1 no estrangeiro - Águias de Luxemburgo Boavista Futebol Clube (Luxemburgo)
- Filial Nº 2 no estrangeiro - Batuque Futebol Clube (São Vicente, Cabo Verde)
- Filial Nº 3 no estrangeiro - Boavista Futebol Clube da Praia (Praia, Cabo Verde)
- Filial Nº 4 no estrangeiro - Union Sportive Créteil-Lusitanos (Créteil, Paris, França)
- Filial Nº 5 no estrangeiro - Centro Português Cultural e Recreativo de Reutlingen (Reutlingen, Tübingen, Alemanha)
- Filial Nº 6 no estrangeiro - Boavista Futebol Clube Timor (Díli, Timor-Leste)
Modalidades
Ciclismo
Notas e referências
Notas
- ↑ Por causa da pandemia COVID-19 a Primeira Liga terminou a época 2019/20 com cerca de 1/3 dos jogos à porta fechada e portanto sem público nos estádios.
- ↑ Por causa da pandemia COVID-19 não foi permitida a entrada de público nos recintos desportivos. Apenas na época 2021/22 é que foi permitido que os adeptos voltassem normalmente aos estádios.
- ↑ Por causa da pandemia COVID-19 foi permitida a entrada de público nos recintos desportivos mas com limitação da capacidade máxima de até 33%.
Referências
- ↑ https://www.facebook.com/maisfutebol. «Belenenses-Boavista: afinal, qual é o 4º grande?». Maisfutebol. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2025
- ↑ «PALMARÉS». BOAVISTA Futebol Clube. Consultado em 15 de junho de 2024. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2024
- 1 2 Ferreira, Reinaldo (21 de dezembro de 2019). «Renumeração: novos números e cartões de sócios». BOAVISTA Futebol Clube. Consultado em 15 de maio de 2025. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2025
- ↑ «Ascenção e queda do Boavista». Jornal de Notícias. Consultado em 24 de janeiro de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2025
- ↑ PÚBLICO (9 de maio de 2008). «Apito Final: Boavista punido com descida de divisão, FC Porto com perda de seis pontos». PÚBLICO. Consultado em 15 de junho de 2024. Cópia arquivada em 15 de junho de 2024
- ↑ «Boavista falha inscrição na 2.ª Liga: quatro reforços estavam prontos a ser oficializados». www.record.pt. Consultado em 3 de julho de 2025. Cópia arquivada em 6 de julho de 2025
- ↑ «Estádio do Bessa». Ramalde Freguesia. Consultado em 24 de janeiro de 2025. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2025
- ↑ «Boavista constituiu SAD». Maisfutebol. Consultado em 24 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
- ↑ Lusa, PÚBLICO (5 de dezembro de 2012). «Tribunal rejeitou recurso da FPF à anulação da despromoção do Boavista». PÚBLICO. Consultado em 7 de abril de 2025. Cópia arquivada em 7 de abril de 2025
- ↑ «João Loureiro eleito presidente do Boavista com 567 votos favoráveis». Cópia arquivada em 27 de setembro de 2016
- ↑ SAPO. «FPF paga ao Boavista e acaba com o caso "Apito Final"». SAPO Desporto. Consultado em 7 de abril de 2025. Cópia arquivada em 7 de abril de 2025
- ↑ «Boavista regressa à Liga na próxima época». Maisfutebol (em inglês). Consultado em 7 de abril de 2025. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2026
- ↑ ECO (13 de fevereiro de 2023). «Tribunal da Concorrência pediu bloqueio de contas bancárias do Boavista». ECO. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 29 de abril de 2026
- ↑ «Cannon avança com rescisão unilateral e alega salários em atraso: Boavista quer provas em Tribunal». www.record.pt. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2023
- ↑ https://www.facebook.com/maisfutebol. «Presidente do Boavista nega salários em atraso, rescisão de Cannon nos tribunais». Maisfutebol. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 17 de março de 2026
- ↑ https://www.ojogo.pt/autor/manuel-casaca.html (17 de junho de 2023). «Boavista: FIFA volta a impedir inscrição de jogadores». www.ojogo.pt. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2023
- ↑ https://www.facebook.com/diariodesportivo.ojogo/?fref=ts (23 de julho de 2023). «Petit e as dificuldades para a nova época: ″Não viro a cara à luta″». www.ojogo.pt. Consultado em 21 de agosto de 2023. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2023
- ↑ «Boavista SAD inscrita no primeiro escalão distrital da AF Porto». Maisfutebol. Consultado em 23 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Boavista FC desiste da quarta e última divisão distrital do Porto». SIC Notícias. 31 de outubro de 2025. Consultado em 27 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2026
- ↑ «Boavista tem até segunda-feira para pagar €55 mil ou fecha as portas». A Bola. 20 de dezembro de 2025. Consultado em 23 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2026
- ↑ «Boavista paga a primeira tranche aos credores». Maisfutebol (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de março de 2026
- ↑ Soares, Helder (13 de janeiro de 2026). «Comunicado do Boavista Futebol Clube». BOAVISTA Futebol Clube. Consultado em 13 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2026
- ↑ Lusa, Agência. «É o fim do Boavista: administradora de insolvência encerra clube após incumprimento dos credores pela última vez». Observador. Consultado em 15 de julho de 2026. Cópia arquivada em 16 de julho de 2026
- ↑ «Mobilização de adeptos e atletas 'salva' Boavista: instalações do Estádio do Bessa podem reabrir». SIC Notícias. 17 de julho de 2026. Consultado em 31 de julho 2026. Cópia arquivada em 31 de julho de 2026
- ↑ «Boavista SAD abdica da inscrição na II Divisão da AF Porto e fica sem equipa sénior»
- ↑ «Porto XXI - Cultura». www.portoxxi.com. Consultado em 1 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 22 de abril de 2026
- ↑ «Estádio do Bessa Século XXI – StadiumDB.com». stadiumdb.com. Consultado em 1 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 12 de março de 2026
- ↑ Costa, Pedro (25 de maio de 2024). «Recorde de assistências no Bessa Séc. XXI». BOAVISTA Futebol Clube. Consultado em 15 de junho de 2024. Cópia arquivada em 14 de março de 2026
- 1 2 «EFS Attendances». www.european-football-statistics.co.uk. Consultado em 14 de junho de 2024. Cópia arquivada em 30 de abril de 2026
- 1 2 3 4 «Liga Portugal Betclic». Liga Portugal. Consultado em 14 de maio de 2025. Cópia arquivada em 26 de setembro de 2025
- ↑ SAPO. «COVID-19: I Liga 2019/20 vai ser a mais longa e tardia de sempre». SAPO Desporto. Consultado em 31 de maio de 2023. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2024
- ↑ SAPO. «Um ano de COVID-19 em Portugal, um ano de estádios sem adeptos: o impacto (desportivo e financeiro) para os 'três grandes'». SAPO Desporto. Consultado em 31 de maio de 2023. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2024
- ↑ ECO (21 de agosto de 2021). «Nos jogos da Liga, ainda nenhum estádio chegou à lotação permitida». ECO. Consultado em 31 de maio de 2023. Cópia arquivada em 3 de maio de 2026
- ↑ Mia, Karen (23 de outubro de 2023). «Porto, a cidade Invicta». Motel Portofino. Consultado em 7 de maio de 2025. Cópia arquivada em 8 de março de 2026
- ↑ «Boavista-FC Porto: um clássico sem a chama de outrora». Diário de Notícias. Consultado em 1 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2024
- ↑ «V. Guimarães-Boavista (antevisão): Rivais em confronto no Berço». Maisfutebol (em inglês). Consultado em 7 de abril de 2025. Cópia arquivada em 11 de dezembro de 2025
- ↑ «V. Guimarães-Boavista: «Um clássico que os adeptos incendeiam»». Maisfutebol. Consultado em 8 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2026
- ↑ Portugal, Rádio e Televisão de. «O Quarto "Grande" - Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio - Desporto - RTP». www.rtp.pt. Consultado em 2 de maio de 2025. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2026
- ↑ Pais, José Pedro (18 de março de 2017). «Quem é o quarto grande em Portugal afinal?». Bola na Rede. Consultado em 14 de setembro de 2024. Cópia arquivada em 4 de março de 2026

