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Anacaona
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| Anacaona | |
|---|---|
| Cacica de Jaragua | |
Homenagem à rainha Anacaona, em A History of the Life and Voyages of Christopher Columbus, de Washington Irving. | |
| Antecessor(a) | Bohechío |
| Sucessor(a) | Extinção do cacicado |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | c. 1474 Yaguana, Jaragua, Hispaniola |
| Morte | c. 1504 (c. 30 anos) Santo Domingo, Hispaniola |
| Cônjuge | Caonabo |
Anacaona (c. 1474 – c. 1504) foi uma cacica taíno, compositora e poetisa nascida em Yaguana, cacicado de Jaragua, Hispaniola (atual Léogâne, Haiti).[1] Após a morte de seu irmão Bohechío em 1500, ela se tornou a governante do cacicado de Jaragua.[2] Nos séculos que se seguiram à sua morte, sua imagem foi reimaginada e homenageada em diversas formas de poesia, música e literatura da República Dominicana, do Haiti e de outras regiões do Caribe.[3]
Antes de se tornar cacica Anacaona era casada com Caonabo, um cacique de Lucayos (atual Bahamas) que conquistou o cacicado de Maguana em 1470. Anacaona passou a maior parte do tempo em Jaragua com seu irmão Bohechío. Com a chegada de Cristóvão Colombo à ilha de Hispaniola em 1492, os espanhóis começaram a escravizar os taínos, o que resultou em conflitos.[4] Caonabo lutou contra os espanhóis e acabou sendo capturado e exilado em 1496. Após a partida de Cristóvão, seu irmão Bartolomeu assumiu a administração de Hispaniola em 1496. Anacaona desempenhou um papel de destaque durante as visitas de Bartolomeu a Jaragua, acolhendo-o, ajudando a facilitar o pagamento de tributos e oferecendo-lhe presentes valiosos, o que possivelmente sugere sua autoridade administrativa e seu status como administradora de bens de luxo.
Como cacica, Anacaona inicialmente manteve uma política de cooperação com os espanhóis, que em contrapartida continuaram a maltratar e escravizar os taíno. A atitude dos espanhóis levou a frequentes rebeliões, com muitos taínos escravizados fugindo para encontrar refúgio em Jaragua. Em 1497, rebeldes espanhóis liderados por Francisco Roldán também buscaram refúgio em Jaragua entre os taíno.
Em 1502, Nicolás de Ovando chegou à Hispaniola após ser nomeado governador e, depois de subjugar o cacicado de Higüey, viajou para Jaragua em 1503. Anacaona o acolheu, reunindo os taínos locais para homenageá-lo. No entanto, os espanhóis massacraram entre 40 e 80 caciques, e Anacaona foi capturada e transportada para Santo Domingo (atual República Dominicana) e executada pelos espanhóis.
Juventude

Anacaona nasceu c. 1474 em Yaguana, Jaragua (atual Léogâne, Haiti ). Seu nome deriva das palavras taíno ana, que significa "flor", e caona, que significa "ouro". Seu irmão era Bohechío, cacique de Jaragua.[5] Anacaona tinha a reputação de ser uma mulher bonita, culta e gentil. [6] Ela era uma intérprete treinada de zemi, trabalho que lhe rendeu grande respeito entre os taínos, e foi uma compositora e poetisa aclamada. Suas composições eram frequentemente apresentadas em areítos.[6] Nenhum de seus escritos chegou até a atualidade.[7]
Tanto as Grandes Antilhas como as Pequenas Antilhas foram historicamente locais de considerável diversidade cultural, mas uma distinção comum é frequentemente feita entre o povo taíno das Grandes Antilhas e o povo kalinago das Pequenas Antilhas.[8] Diversos grupos kalinago fizeram incursões militares em Hispaniola no final do século XV, e em 1470, Caonabo, um cacique de Lucayos (atual Bahamas), conquistou o cacicado de Maguana, que fazia fronteira com Jaragua. Em resposta a essas incursões kalinago, muitos caciques taíno engendraram alianças políticas e, a partir de 1475, Bohechío consolidava seu domínio em territórios a oeste de Jaragua. Como resultado, ele arranjou um casamento político entre Anacaona e Caonabo.[9] A natureza exata do relacionamento entre eles é desconhecida. Caonabo teve muitas esposas, e é possível que Anacaona estivesse entre as mais elevadas.[10] Sabe-se que o casal teve uma filha: Higuenamota. [9] Anacaona ficava com Caonabo por curtos períodos, passando a maior parte do tempo em Jaragua com Bohechío.[6]
Chegada dos espanhóis

Uma expedição liderada pelo explorador Cristóvão Colombo chegou pela primeira vez à Hispaniola em 24 de dezembro de 1492, quando seu nau-capitânia, a Santa María, naufragou na costa norte da ilha.[11] Guacanagaríx, cacique de Marién, acolheu-o e ofereceu abrigo aos membros da expedição. Colombo deixou 38 de seus homens em Marién, em um forte chamado La Navidad.[12] Quando Colombo retornou a Hispaniola em 1493, o forte havia sido destruído. Guacanagaríx apresentou vários relatos sobre a destruição de La Navidad, alegando, por fim, que Caonabo havia destruído o forte, possivelmente como resultado de abusos perpetrados contra mulheres taíno e possivelmente porque ele não se agradava com a aliança de Guacanagaríx com os espanhóis. [Colombo ordenou a construção da cidade de La Isabela em 1494 e viajou para o sul depois de ouvir rumores da existência de e assentamentos na região. Surgiu um conflito entre os espanhóis e os taínos quando os espanhóis começaram a escravizar os taínos para trabalho forçado na construção.[13] Caonabo lutou contra os espanhóis e, em 1496, o conquistador Alonso de Ojeda foi enviado para capturá-lo. Na batalha de Vega Real, Ojeda obteve sucesso, e Caonabo foi preso e colocado em um navio que partiu rumo a Europa, morrendo durante a viagem.
Cristóvão deixou a administração da colônia para seu irmão Bartolomeu em 1496. Bartolomeu entrou em Jaragua, onde foi recebido por Anacaona e Bohechío.[14] A historiadora Maria Isabel Cabrera Bosch especula que Anacaona detinha considerável autoridade sobre o cacicado.[6] Bartolomeu exigiu o pagamento de impostos, e Bohechío concordou em pagar na forma de pão de mandioca e algodão. Em 1497, Bartolomeu retornou a Jaraugua para cobrar os impostos, sendo novamente recebido por Anacona e Bohechío. Um banquete suntuoso foi oferecido em sua homenagem, e o tributo foi apresentado. Os espanhóis então transportaram o tributo pela costa, acompanhados por Anacaona e Bohechío. Em algum ponto do caminho, Anacaona parou em um "pequeno povoado" que lhe pertencia. Segundo o historiador Bartolomé de las Casas, o povoado estava "cheio de mil coisas feitas de algodão, e assentos e muitos vasos e utensílios domésticos, feitos de madeira, maravilhosamente trabalhados". Ela presenteou Bartolomeu com muitos desses itens. O antropólogo Samuel M. Wilson especula que isso pode ser um indicativo do papel das mulheres como produtoras e administradoras de bens de luxo na sociedade taíno. Las Casas também afirma que, quando o grupo chegou à baía de Porto Príncipe, Anacaona, que possuía uma canoa grande e ricamente decorada, optou por ir no barco de Bartolomeu para encontrar os navios espanhóis. Entretanto, o historiador Peter Martyr d'Anghiera indica que ela tinha uma canoa separada para si e para os seus seguidores.[15]
Reinado
Após Bohechío morrer em 1500 sem deixar descendentes, Anacaona o sucedeu como cacica de Jaragua. Martyr afirma que, após a morte de Bohechío, Anacaona mandou que a "mais bela" esposa de seu irmão fosse enterrada viva ao seu lado, e que teria sido impedida por um frade franciscano de enterrar outras pessoas da mesma maneira. Supostamente, esta era uma prática comum entre os taíno na época.[16] Nessa altura, o território de Jaragua estendia-se para leste até aos rios Neyba e Ozama, na atual República Dominicana. Embora os espanhóis continuassem a maltratar os taíno, escravizando-os para trabalhar nas minas espanholas, Anacaona inicialmente continuou a política de Bohechío de cooperar com eles. No entanto, à medida que as rebeliões contra os espanhóis se tornaram mais frequentes, muitos taínos escravizados fugiram para Jaragua em busca de segurança.[9]
Espanhóis envolvidos em uma rebelião iniciada em 1497 por Francisco Roldán contra membros da família Colombo também fugiram para Jaragua, onde se estabeleceram entre os taíno. Segundo o historiador Diomedes Núñez Polanco, Anacaona casou-se com Roldán, e Higuenamota, sua filha, iniciou um relacionamento amoroso com o espanhol Hernando de Guevara, que mais tarde liderou uma revolta contra Roldán.[17] A acadêmica Cecile Accilien afirma que os espanhóis desaprovavam o relacionamento entre Higuenamota e Guevara, resultando na morte de Guevara.[7]
Morte

Em 1501, Nicolás de Ovando foi nomeado governador de Hispaniola, chegando à ilha em 1502.[18] Ovando reorganizou a ilha, destinando grandes extensões de terra em Higüey, Vega Real e Jaragua para a produção de alimentos. Após subjugar o povo de Higüey, ele viajou para Jaragua em 1503 com um contingente de 300 homens. Anacaona o recebeu.[19] Segundo Las Casas, ela “ordenou a todos os senhores daquele reino e a todo o povo das suas aldeias que viessem à sua cidade de Xaragua para receber, celebrar e prestar reverência ao Guamiquina [grande senhor] dos cristãos”.
Depois disso, Ovando atraiu entre 40 e 80 cacique para uma cabana, onde foram queimados vivos.[21] Anacaona foi então levada para Santo Domingo, onde ficou presa, sendo torturada durante três meses.[9] Ela foi então enforcada, segundo Las Casas, para "mostrar sua honra". Diversas razões foram propostas para isso. Entre os primeiros historiadores, Las Casas afirma que os espanhóis cometiam regularmente tais massacres para "gerar medo".[22] Gonzalo Fernández de Oviedo y Valdés afirma que Ovando foi a Jaragua para reprimir uma rebelião secreta planejada pelos caciques. Entretanto, Antonio de Herrera y Tordesillas sugere que Ovando percebeu que estava prestes a ser atacado como convidado de Anacaona e agiu em legítima defesa.[23] Alguns historiadores modernos, como Juan Pérez de Tudela, Ursula Lamb e Troy S. Floyd afirmam que Ovando massacrou os caciques porque eles vinham tentando evadir-se das demandas espanholas por alimentos e trabalhadores para as minas.[24] A historiadora Nathalie Frederic Pierre afirma que o massacre resultou da preponderância de refugiados que viviam nas montanhas de Jaragua, uma região que Ovando considerava uma rota de fuga para trabalhadores escravizados.[9]
Legado

Nos anos que se seguiram à morte de Anacaona, escritores e artistas têm usado sua memória para promover diversas causas. Alfred, Lord Tennyson escreveu o poema "Anacona" enquanto frequentava o Trinity College, em Cambridge, recitando-o pela primeira vez em 1830, embora só tenha sido publicado formalmente em 1897, dois anos após a sua morte. A pesquisadora independente Marion Sherwood descreve o poema "Anacaona" como uma "fantasia escapista" que retrata Anacaona como um "outro" vivendo em um paraíso natural edênico.[25] Segundo Sherwood, "Anacaona", de Tennyson, reflete a ambivalência ou hostilidade de Tennyson em relação ao império espanhol, ao mesmo tempo que romantiza Anacaona como uma "boa selvagem".[25]
Entre 1879 e 1882, Manuel de Jesús Galván publicou Enriquillo, que traz Anacaona como personagem. No romance, Higuenamota casa-se com Hernando de Guevara e adota o nome de Dona Ana. Ela é a avó do protagonista do romance, Enriquillo.[26] Em 1880, a escritora dominicana Salomé Ureña escreveu o poema "Anacaona", que tem Anacaona como protagonista.[27] A estudiosa de literatura Maria Cristina Fumagalli argumenta que este poema promove sutilmente a identidade hispânica em detrimento de uma perspetiva pan-hispânica ou multiétnica mais ampla, projetando fronteiras nacionais modernas numa paisagem histórica.[28]
No final do século XX, Anacaona tornou-se uma figura popular na música caribenha. A canção de salsa "Anacaona", originalmente interpretada por Tite Curet Alonso e popularizada nos Estados Unidos por Cheo Feliciano em 1971, foi um dos primeiros exemplos dessa tendência. A canção conta a história de Anacaona usando fragmentos líricos intercalados com um montuno baseado no "Areíto de Anacaona", um areito que supostamente era tocada por guerreiros para lhe prestar homenagem. A escritora Olivia Tracy argumenta que essa canção ajudou a fomentar a valorização da identidade indígena dentro do Movimento Chicano. Outras homenagens a Anacaona em canções incluem "Anakaona" de Ansy e Yole Dérose, lançada em 1983 e "Anacaona" de Irka Mateo, lançada em 2009.[29]
O neurologista, poeta, romancista e dramaturgo haitiano Jean Métellus publicou uma peça intitulada Anacaona em 1986.[26] A peça retrata Anacaona como uma forte líder taíno que usa sua voz para estabelecer a paz através de seu casamento com Caonabo. A peça termina com a morte de Anacaona, enquanto seu "braço direito", Yaquimex, se prepara para fugir para as montanhas de Jaragua para incitar uma rebelião entre os escravos africanos.[30] Fumagalli argumenta que Anacaona serve como uma reapropriação e celebração da história indígena de Hispaniola e de suas influências crioulas. Ela argumenta ainda que a peça é uma crítica aos regimes de François e Jean-Claude Duvalier, criticando o seu afrocentrismo ao enfatizar as colaborações interétnicas e inter-raciais.[31] Entretanto, Tracy argumenta que, através de Anacaona, Métellus está reinterpretando a história para sugerir uma conexão direta entre a resistência de Anacaona e a dos africanos escravizados, encorajando os haitianos contemporâneos a adotarem uma postura desafiadora contra a opressão e o engano contínuos.[32]
Em 2005, a autora haitiano-americana Edwidge Danticat publicou o romance juvenil Anacaona: Flor Dourada, Haiti, 1490, que conta a história da vida de Anacona na forma de um diário fictício.[33] Pierre considera esta a obra literária mais notável sobre Anacaona.[9] No romance, Anacaona é retratado como uma poetisa talentosa, figura cultural e participante ativa da resistência, engajando-se em combates físicos contra os espanhóis. Tracy, ao analisar os temas do romance, discute como o romance de Danticat retrata Anacaona como uma líder complexa, incorporando tanto a preservação da cultura através da poesia e da narração de histórias quanto a resistência física ativa contra a opressão.[34] Entretanto, Fumagalli argumenta que o romance de Danticat prioriza implícita e problematicamente uma "narrativa haitiana" ao sobrepor anacronicamente as fronteiras nacionais haitianas modernas à geografia histórica do governo de Anacaona, negligenciando assim sua importância mais ampla para toda a ilha de Hispaniola e sua cultura crioula transnacional.[35]
Veja também
Referências
- ↑ Becher, Tatiane Cristina (2025). «Anacaona – resiliência feminina à ocupação europeia no caribe: ressignificações da atuação autóctone feminina na colonização da América Latina». Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Consultado em 6 de agosto de 2006. Cópia arquivada em 6 de agosto de 2006
- ↑ bbcnewsbrasil. «A líder indígena que desafiou Cristóvão Colombo e foi condenada a uma morte trágica». Terra. Consultado em 6 de agosto de 2026
- ↑ «A líder indígena que desafiou Cristóvão Colombo e foi condenada a uma morte trágica». BBC News Brasil
- ↑ Alexandre, Victor Vilmar (4 de julho de 2019). «A definição da política espanhola sobre a escravidão de indígenas e africanos, 1492-1551». Repositório Institucional da UFSC. Consultado em 6 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 6 de agosto de 2026
- ↑ Marulanda Villada 2024, "Anacaona: princesa taína".
- 1 2 3 4 Cabrera Bosch 2008.
- 1 2 Accilien 2006, p. 75.
- ↑ Anderson-Córdova 2017, pp. 24-28.
- 1 2 3 4 5 6 Pierre 2016.
- ↑ Wilson 1990, p. 116.
- ↑ Anderson-Córdova 2017, p. 29.
- ↑ Altman 2018, p. 3.
- ↑ Anderson-Córdova 2017, pp. 30-31.
- ↑ Anderson-Córdova 2017, p. 32.
- ↑ Wilson 1990, pp. 130-132.
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- ↑ Núñez Polanco 1987, p. 85.
- ↑ Phillips 2007.
- ↑ Wilson 1990, p. 133.
- ↑ Wilson 1990; Fumagalli 2015, pp. 95-96.
- ↑ "More than 40" according to Fumagalli and 80 according to Wilson.[20]
- ↑ Las Casas 2016, p. 52.
- ↑ Fumagalli 2015, pp. 95-96.
- ↑ Wilson 1990, p. 134.
- 1 2 Sherwood 2013, pp. 139–140.
- 1 2 Fumagalli 2015, p. 101.
- ↑ Fumagalli 2015, p. 94.
- ↑ Fumagalli 2015, pp. 99-101.
- ↑ Tracy 2018, pp. 107-108.
- ↑ Tracy 2018, p. 109.
- ↑ Fumagalli 2015, pp. 101-102.
- ↑ Tracy 2018, p. 111.
- ↑ Fumagalli 2015, pp. 103-104.
- ↑ Tracy 2018, pp. 114-116.
- ↑ Fumagalli 2015, pp. 104-107.
Fontes
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- Sherwood, Marion (2013). Tennyson and the Fabrication of Englishness. London: Palgrave Macmillan UK. ISBN 978-1-349-44999-6. doi:10.1057/9781137288905

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- Wilson, Samuel M. (1990). Hispaniola: Caribbean Chiefdoms in the Age of Columbus. Tuscaloosa: University of Alabama Press. ISBN 0-8173-0462-2
Links externos
- Projeto Louverture: Anacaona
- Músicas (salsa) sobre Anacaona (Cheo Feliciano e a Fania All Stars): Anacaona Arquivado em 28 fevereiro 2014 no Wayback Machine
