Saúde
Luís de Brito e Meneses
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Luís de Brito e Meneses | |
|---|---|
| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo de Cochim | |
| Atividade eclesiástica | |
| Ordem religiosa | Ordem de Santo Agostinho |
| Diocese | Diocese de Cochim |
| Nomeação | 27 de maio de 1627 |
| Predecessor | Frei Sebastião de São Pedro, O.S.A. |
| Sucessor | Frei Miguel da Cruz Rangel, O.P. |
| Mandato | 1627–1629 |
| Ordenação e nomeação | |
| Nomeação episcopal | 18 de maio de 1615 |
| Ordenação episcopal | 1 de janeiro de 1617 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Lisboa c. 1570 |
| Morte | Goa 29 de julho de 1629 (59 anos) |
| Funções exercidas | - Bispo de São Tomé de Meliapor (1615-1627) |
| dados em catholic-hierarchy.org Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Frei Luís de Brito e Meneses | |
|---|---|
| 43.º Governador da Índia Portuguesa | |
| Período | 1627 — 1629 |
| Antecessor(a) | Francisco da Gama, 4.º Conde da Vidigueira |
| Sucessor(a) | 1.º Conselho de Governo Interino da Índia Portuguesa |
| Progenitores | Mãe: D. Francisca da Costa Pai: Sebastião de Brito e Menezes |
Luís de Brito e Meneses, O.S.A. (Lisboa, c. 1570 — Goa, 29 de julho de 1629) foi um prelado português da Igreja Católica. Serviu como Bispo de São Tomé de Meliapor, Bispo de Cochim e Governador da Índia Portuguesa.
Biografia
Nascido cerca de 1570, D. Frei Luís de Brito e Meneses foi o único filho de Sebastião de Brito e Meneses e de D. Francisca da Costa. Muito pouco se sabe da sua biografia até chegar ao cargo de governador. Sendo religioso eremita de Santo Agostinho partiu para a Índia em data incerta.[1]
D. Frei Luís de Brito e Meneses foi confirmado como Bispo de São Tomé de Meliapor em 18 de maio de 1615, recebendo a ordenação episcopal em 1 de janeiro de 1617.[2]
Muito estimado por suas virtudes, acabou por ser eleito para bispo de Cochim em 27 de maio de 1627, mas a princípio, não recebeu a aprovação papal ou não conseguiu tomar posse da Diocese.[2][3]
Nessa época, foi para Goa, quando se tornou o 43.º Governador da Índia. Segundo prelado a assumir o governo do Estado da Índia na ausência de um nomeado pelo rei, recebeu o controle da Ásia Portuguesa em circunstâncias diferentes das de D. Frei Aleixo de Meneses, O.S.A.. Após cerca de seis anos de seu segundo vice-reinado, e já ciente de que D. Filipe III de Portugal havia nomeado um sucessor, D. Francisco da Gama, 4.º Conde da Vidigueira entregou o poder a D. Frei Luís de Brito e Meneses em 8 de março de 1628.[1]
Essa decisão ocorreu porque o vice-rei nomeado pelo monarca, D. Francisco Mascarenhas, estava a caminho do Reino no momento de sua nomeação. Diante disso, o conde vice-rei optou por transferir o governo ao prelado. No entanto, embora tenha sido posteriormente enviado novamente pelo soberano para a Ásia, D. Francisco Mascarenhas viria a falecer durante a viagem. Por essa razão, o governo da Índia permaneceu sob a responsabilidade do religioso agostiniano.[1]
O ano de 1629 ficou marcado pelos acontecimentos ocorridos em torno de Malaca e ainda pelo insucesso de Constantino de Sá no Ceilão. O general daquela conquista procurava prender o rei de Cândia, Senarate Adahasin, pelos danos que, em anos anteriores, havia causado aos portugueses, alcançando o seu objetivo e acabando por incendiar a cidade de Cândia. Na Insulíndia, desenrolavam-se os acontecimentos preparatórios do último grande cerco que Malaca viria a sofrer antes da expulsão dos Portugueses daquela praça em 1641: o cerco de 1629. Em maio, o sultão do Achém, Iscandar Muda, aprisionou o embaixador português, Pedro Abreu, e apressou então os preparativos para o início do cerco, no qual pretendia entrar pessoalmente. O assédio à fortaleza portuguesa principiou em julho, tendo o capitão da praça, Gaspar de Melo de Sampaio, apesar da falta de efetivos e com a ajuda de António Pinto da Fonseca, sido bem sucedido em rechaçar o primeiro ataque.[1]
O cerco já era esperado em Goa, onde, desde o início da década de 1620, se acumulavam cartas do bispo de Malaca, D. Gonçalo da Silva, alertando para essa possibilidade. Embora tenha tomado conhecimento do cerco um mês antes de falecer, D. Frei Luís de Brito e Meneses decidiu adiar para setembro o envio de socorro à praça, devido à impossibilidade de navegar para a Insulíndia naquele período do ano. A polêmica decisão do governador, somada à sua morte prematura, levou muitos fidalgos da época a acreditar, talvez com algum fundamento, que ele buscava evitar a nomeação de Nuno Álvares Botelho, que prontamente se dispôs a socorrer pessoalmente a praça.[1]
Morreu em 29 de julho de 1629, em Goa, e foi sepultado no convento de Santo Agostinho da Velha Goa.[1][2][3]
Referências
- 1 2 3 4 5 6 Nuno Vila-Santa (2009). «Fr. Luís de Brito Meneses (1570-1629)». Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa. doi:10.54499/UIDB/04666/2020. Consultado em 3 de junho de 2026. Cópia arquivada em 3 de junho de 2026
- 1 2 3 Catholic Hierarchy
- 1 2 Fortunato de Almeida 1910, p. 1036-1037.
Bibliografia
- José Joaquim Lopes de Lima; Francisco Maria Bordalo (1862). Ensaios sobre a statistica das possessões portuguezas na Africa occidental e oriental; na Asia occidental; na China, e na Oceania: começados a escrever de ordem do Governo de Sua Magestade. 5. Lisboa: Imprensa Nacional. p. 117
- Fortunato de Almeida (1910). História da Igreja em Portugal. vol. III Tomo 2. Coimbra: Imprensa Académica da Universidade de Coimbra. p. 989/1037
Ligações externas
- «CATHOLIC ENCYCLOPEDIA: Saint Thomas of Mylapur» (em inglês)
- «Catholic Hierarchy» (em inglês)
- «GCatholic» (em inglês)
| Precedido por: Frei Sebastião de São Pedro, O.S.A. |
Bispo de São Tomé de Meliapor 1615 — 1627 |
Sucedido por: Luís Paulo de Estrela, O.F.S. |
Bispo de Cochim 1627 — 1629 |
Sucedido por: Frei Miguel da Cruz Rangel, O.P. | |
| Precedido por Francisco da Gama, 4.º Conde da Vidigueira |
Governador da Índia Portuguesa 1627 — 1629 |
Sucedido por 1.º Conselho de Governo Interino da Índia Portuguesa |

