Saúde
A35 (autoestrada)
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| Portugal | |
|---|---|
![]() Mapa da autoestrada A 35 | |
| Tipo | Autoestrada |
| Extensão | 22 km |
| Cruzamentos | A 25 *, IP 3 , N 234, N 230, N 337 |
| Administração | Infraestruturas de Portugal |
| Traçado actual | Vimieiro (Santa Comba Dão) - Canas de Senhorim (Nelas) |
| Traçado previsto | Santa Comba Dão - Mangualde (43 km) |
| Regime | Gratuito |
|
| |
A A35 – Autoestrada da Beira Alta é uma autoestrada portuguesa localizada no distrito de Viseu, ligando Santa Comba Dão a Canas de Senhorim. O troço tem 21 km de extensão e foi concluído em 1998. Atualmente, a A35 está isolada do resto da rede portuguesa de autoestradas.
O troço atualmente existente da A35 (Santa Comba Dão–Canas de Senhorim) não tem portagens. Em 2007, aquando da criação da subconcessão "Autoestradas do Centro", estava previsto que o novo troço Mira–Santa Comba Dão seria uma autoestrada com portagens, sendo que entre Mealhada e Santa Comba Dão sobrepor-se-ia à A24.[1][2] Já quanto ao troço Canas de Senhorim–Mangualde foram apresentados projetos quer para construí-lo como uma autoestrada com portagens,[3][2] quer sem portagens.[1] No entanto, a subconcessão foi suspensa aquando da crise da dívida em 2011 e o projeto foi abandonado, com exceção da expansão da autoestrada até Mangualde.
Estado dos Troços
| Troço | Situação | km |
|---|---|---|
| Mira ( A 17 ) - Mealhada ( A 1 ) | Projeto abandonado | |
| Mealhada ( A 1 ) - Santa Comba Dão ( IP 3 ) | Projeto abandonado após a suspensão da subconcessão Autoestradas do Centro | 43 |
| Santa Comba Dão ( IP 3 ) - Carregal do Sal | Em serviço (1998) | 8 |
| Carregal do Sal - Canas de Senhorim | Em serviço (1995) | 13 |
| Canas de Senhorim - Mangualde ( A 25 ) | Estudos concluídos e validados ambientalmente Ainda sem data prevista para lançamento do projeto de execução | 22 |
História
Em 1985 foi aprovado um novo Plano Rodoviário Nacional, que substituiu o de 1945. Este novo Plano previa que a numeração IC12 fosse atribuída a uma futura via rápida que seria construída entre Viseu, Seia e Covilhã (que corresponde parcialmente ao traçado atualmente previsto para o IC37).[4] O Plano Rodoviário Nacional de 1985 não previa a construção de nenhum itinerário complementar no eixo Mira–Santa Comba Dão–Mangualde, mas considerava que o eixo era suficientemente importante para ter uma estrada do Estado. Com efeito, o Plano previa a existência da estrada nacional N234, que ligava Mira, Santa Comba Dão e Mangualde.
Nos anos seguintes foi ganhando força a ideia de construir uma variante à N234 entre Santa Comba Dão (IP3) e Mangualde (IP5), para substituir o obsoleto traçado original dessa Estrada Nacional, o qual atravessava o interior de diversas localidades (como as vilas de Carregal do Sal e Nelas).[5] Em 1991 foi concluído o estudo prévio da variante Santa Comba Dão–Mangualde[6] e em 1995 foi inaugurado o primeiro lanço, entre Carregal do Sal e Canas de Senhorim. Esse lanço era uma via rápida com 2 faixas de rodagem (separadas por uma barreira New Jersey) e estava sinalizado como N234. Tal como qualquer rodovia não concessionada a privados, a variante à N234 foi construída diretamente pelo Estado, por via da Junta Autónoma de Estradas, que também ficou responsável pela sua manutenção. O segundo lanço da variante, entre Santa Comba Dão (IP3) e Carregal do Sal, abriu em 1998, também com formato de via rápida com perfil transversal de autoestrada. Esta variante acabou por ser integrada no itinerário complementar IC12, depois da revisão do Plano Rodoviário Nacional. À data de 2026, o lanço Canas de Senhorim–Mangualde do IC12 continua por construir.
Em finais da década de 1990 e inícios da década de 2000 foi elaborado o Plano Rodoviário Nacional de 2000.[7][8][9] Ao contrário do Plano de 1985, o Plano de 2000 previa que o eixo Mira–Santa Comba Dão–Mangualde fosse servido por um itinerário complementar, o IC12, que deveria ter perfil transversal de autoestrada em toda a sua extensão.[nota 1][7][8] Com efeito, a variante à N234 que já estava construída entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim foi integrada no IC12 (recorde-se que esta variante tinha perfil transversal de autoestrada). Na altura, estava previsto que o IC12 seria uma autoestrada com portagens entre Mira e Santa Comba Dão e que seria gratuito daí até Mangualde.[1] O Plano Rodoviário Nacional de 2000 classificou especificamente algumas rodovias como Estradas Nacionais para servirem de alternativa a autoestradas com portagem.[7] Com efeito, o Plano previa a manutenção da N234 enquanto estrada estatal alternativa ao IC12 entre Mira e Santa Comba Dão e a sua desclassificação para estrada municipal de Santa Comba Dão em diante, sendo nesse troço inteiramente substituída pelo IC12 (já que nesse troço o IC12 não teria portagens). Em consequência, depois da conclusão (em 1998) do troço Santa Comba Dão–Canas de Senhorim do IC12 (que não tem portagens), o traçado original da N234 entre essas duas localidades foi desclassificado para estrada municipal (M234).
Em 1999, o governo de Portugal (então liderado por António Guterres) lançou a concessão IC12. A empresa que viesse a ficar com a concessão teria que construir o IC12 com perfil de autoestrada e com portagens entre Mira e Santa Comba Dão e sem portagens entre Canas de Senhorim e Mangualde.[1] A responsabilidade pela manutenção do troço do IC12 que então já estava construído (entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim) seria transferida do Instituto das Estradas de Portugal (que sucedeu à Junta Autónoma de Estradas) para a empresa concessionária. Contudo, a Concessão IC12 acabou por não avançar.
Em 2002 o Instituto das Estradas de Portugal aprovou uma proposta para atribuir a numeração e classificação de autoestrada a todos os troços com perfil de autoestrada da rede de estradas portuguesa (quer existentes, quer planeados).[10] No caso do IC12 foi proposta a numeração A35.[11]
Em 2007, o governo (então liderado por José Sócrates) lançou a Subconcessão Autoestradas do Centro que, entre outras obras, previa a construção do IC12 entre Mealhada (A1) e Santa Comba Dão e entre Canas de Senhorim e Mangualde.[12] A concessão Autoestradas do Centro não incluía a construção do IC12 entre Mira e Mealhada.[12] À semelhança da concessão de 1999, o IC12 teria portagens a oeste de Santa Comba Dão e a empresa que ficasse com a concessão teria que manter o troço intermédio entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim (que não tem portagens).[3][2] Contudo, ao contrário da concessão de 1999, estava previsto que o novo troço Canas de Senhorim–Mangualde teria portagens.[3][2] Também estava previsto que entre Mealhada e Mortágua o IC12 teria um traçado comum com a projetada A24 — Autoestrada Coimbra–Viseu. A construção dos novos troços deveria ter-se iniciado em 2009, no entanto, a concessão Auto-Estradas do Centro acabou por não avançar, pois as dificuldades económicas levaram a que em Abril de 2010 esta concessão fosse suspensa por tempo indeterminado.[13] A concessão acabou por ser abandonada, levando à queda do projeto de expansão da A35 para oeste. A expansão da A35 entre Canas de Senhorim e Mangualde voltou a estar em cima da mesa em 2015, com a nova apresentação de um projeto rodoviário que previa a construção do troço da A35 entre Canas de Senhorim e Mangualde, com uma extensão de 22 quilómetros e investimento estimado em 100 milhões de euros. Estavam previstos nós de ligação em Canas de Senhorim, Nelas e Mangualde, com acesso à A25.[14]
No início de 2025 foi feita a conversão do IC12 para A35, com alteração inteira da sinalética do atual troço. Mais tarde, no mesmo ano, a extensão da A35 entre Canas de Senhorim e Mangualde foi incluída como uma intervenção estratégica na rede rodoviária da região no novo Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT Centro).[14][15]
Saídas
Santa Comba Dão - Canas de Senhorim
| Número da Saída | km | Nome da Saída | Estrada que liga |
|---|---|---|---|
| 0 | Coimbra (A 1) (IC2) / Figueira da Foz (A 14) Santa Comba Dão / Viseu (A 24) (A 25) | IP 3 | |
| 0 | Rojão Grande Tábua | M 234 N 234-6 | |
| 9 | Carregal do Sal Tondela | R 230 | |
| 15 | Oliveirinha Cabanas de Viriato | N 337 | |
| 21 | Canas de Senhorim Lapa do Lobo | M 234 | |
| direção | N 234 | ||
Canas de Senhorim - Mangualde
- Por construir
| Número da Saída | Nome da Saída | Estrada que liga |
|---|---|---|
| Canas de Senhorim | M 641 | |
| Nelas | N 231 | |
| Nelas (nascente) | ||
| Mangualde (oeste) Moimenta de Maceira Dão | M 595 | |
| Mangualde / Guarda Viseu | A 25 | |
Ligações externas
- Estudo de Impacto Ambiental do IC 12 - A 1 / Santa Comba Dão [ligação inativa]
- Estudo de Impacto Ambiental do IC 12 - Canas de Senhorim / Mangualde
Notas
- ↑ Na versão original do Plano Rodoviário Nacional de 2000 (Julho de 1998), estava previsto que o eixo Viseu–Seia–Covilhã (que era para ser servido pelo IC12 "original", uma via rápida que nunca chegou a ser construída) fosse servido pela N231 entre Viseu (IP5), Seia e Trigais (IC6). Na primeira alteração ao Plano Rodoviário Nacional 2000 (em Julho de 1999), foi criado o IC37 entre Viseu e Seia e a N231 foi encurtada para ligar apenas Seia a Trigais (IC6).
Referências
- 1 2 3 4 «Decreto-Lei n.º 541/99». Diário da República, 1.ª série-A. 13 de dezembro de 1999. Consultado em 1 de julho de 2018
- 1 2 3 4 «Anúncio de procedimento n.º 4928/2009». Diário da República, 2.ª série. 19 de outubro de 2009. Consultado em 1 de julho de 2018
- 1 2 3 «Anúncio de Concurso». Diário da República, 2.ª série, p. 15321. 7 de abril de 2008. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Decreto-Lei n.º 380/85». Diário da República, I série. 26 de setembro de 1985. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Resolução do Conselho de Ministros n.º 22/94». Diário da República, I série-B. 13 de abril de 1994. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Resumo Não-Técnico — IC12 Canas de Senhorim/Mangualde» (PDF). Agência Portuguesa do Ambiente. Outubro de 2007. Consultado em 2 de julho de 2018
- 1 2 3 «Decreto-Lei n.º 222/98». Diário da República, I série-A. 17 de julho de 1998. Consultado em 1 de julho de 2018
- 1 2 «Lei n.º 98/99». Diário da República, I série-A. 26 de julho de 1999. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Decreto-Lei n.º 182/2003». Diário da República, I série-A. 16 de agosto de 2003. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Dois mil quilómetros de auto-estrada». Correio da Manhã. 28 de janeiro de 2003. Consultado em 2 de julho de 2018
- ↑ «Classificação e Demarcação da Rede Nacional de Auto-estradas». Agosto de 2002. Consultado em 2 de julho de 2018
- 1 2 «Resolução do Conselho de Ministros n.º 181/2007». Diário da República, 1.ª série. 11 de dezembro de 2007. Consultado em 1 de julho de 2018
- ↑ «Auto-estradas do Centro suspensas pelo Governo». Jornal de Notícias. 29 de abril de 2010. Consultado em 18 de julho de 2018
- 1 2 Rodrigues, Sandra (20 de abril de 2025). «IC12 é uma estrada que nunca passou de anúncios e 26 anos depois volta a ser "estratégica"». Consultado em 6 de julho de 2026
- ↑ «PROT Centro - versão final (2026)» (PDF)

