BETA SAÚDE
Forças Navais de Ataque e Apoio da OTAN
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Forças Navais de Ataque e Apoio da OTAN | |
|---|---|
| Naval Striking and Support Forces NATO | |
Brasão de armas | |
| Criação | 1 de julho de 2004 |
| Localização | Oeiras, Portugal |
| Página oficial | sfn |
As Forças Navais de Ataque e Apoio da OTAN (em inglês: Naval Striking and Support Forces NATO; STRIKFORNATO) constituem um comando naval do Comando Aliado de Operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Integram a Estrutura de Forças da OTAN.[1] A STRIKFORNATO é comandada pelo comandante da Sexta Frota dos Estados Unidos e é o único comando capaz de liderar uma força-tarefa marítima expandida.[2] Sua antecessora foi a Forças Navais de Ataque e Apoio do Sul da Europa (STRIKFORSOUTH); a mudança de nome ocorreu em 2004.
História
Em 1951, foi nomeado um comandante-em-chefe da Marinha dos Estados Unidos para as Forças Aliadas do Sul da Europa. No entanto, devido às difíceis negociações sobre a manutenção, pelos britânicos, de algum controle sobre as rotas marítimas oeste–leste no Mar Mediterrâneo, o estabelecimento das próprias Forças Aliadas do Sul da Europa foi adiado.
Por razões políticas, o comando das forças navais na região acabou sendo dividido. O Atomic Energy Act of 1946 (Lei McMahon) provocou controvérsia significativa durante os debates sobre a estrutura de comando militar da OTAN. A Sexta Frota dos Estados Unidos nunca pôde ser colocada sob outra autoridade que não diretamente a de um comandante americano — o comandante-em-chefe das Forças Aliadas do Sul da Europa — porque a interpretação jurídica predominante da Lei McMahon era a de que forças de ataque nuclear não poderiam ser controladas por comandantes não americanos. Por essa razão, a Sexta Frota, em sua configuração da OTAN como Força Naval de Ataque e Apoio, Sul, foi colocada sob controle americano, em vez de sob as Forças Aliadas do Mediterrâneo, quando os comandos europeus foram acordados na mesma época.[3]
A maior parte das forças navais dos aliados da OTAN no Mediterrâneo foi colocada sob o comando de um almirante italiano e passou a constituir as Forças Navais Aliadas do Sul da Europa, em Nápoles. Contudo, devido às restrições ao controle nuclear, determinou-se que a Sexta Frota dos Estados Unidos responderia diretamente ao CinCAFSOUTH, apoiado por um quartel-general separado denominado Forças Navais de Ataque e Apoio do Sul da Europa (STRIKFORSOUTH).[4] O comandante-em-chefe das Forças Aliadas do Sul da Europa pôde emitir a ordem que estabelecia esse novo quartel-general separado em dezembro de 1952. Ele tornou-se um Comando Subordinado Principal sob o CINCSOUTH.
O comando constituía uma função acumulada pelo vice-almirante que comandava a Sexta Frota dos Estados Unidos. Inicialmente, o estado-maior da STRIKFORSOUTH era composto sobretudo por pessoal da Marinha dos Estados Unidos, porque as forças designadas para a STRIKFORSOUTH eram dos Estados Unidos. Outros militares aliados da França, Grécia, Itália, Turquia e Reino Unido passaram a integrar o comando para melhorar a coordenação com outros comandantes da OTAN no Mediterrâneo no planejamento e na realização de exercícios e treinamentos. Sua área de responsabilidade abrangia todo o teatro do Mediterrâneo, do Estreito de Gibraltar ao Mediterrâneo Oriental e ao Mar Negro.
Em 1953, o comando instalou dependências em terra no complexo da AFSOUTH da OTAN, no bairro napolitano de Bagnoli, que havia sido uma das vitrines arquitetônicas de habitação pública do regime da Itália Fascista. Seu estado-maior ocupava o último andar de um dos quatro principais edifícios anexos do quadrilátero central.
Em uma guerra total, a principal missão da STRIKFORSOUTH teria sido participar da contraofensiva da OTAN, lançando ataques aéreos convencionais em profundidade ou missões de apoio aéreo aproximado em conjunto com quaisquer operações de caráter anfíbio. À medida que a União Soviética ampliava suas forças navais no Mediterrâneo durante as décadas de 1960 e 1970, a STRIKFORSOUTH serviu como importante assessora das Forças Aliadas do Sul da Europa (AFSOUTH) e do Quartel-general supremo das Potências Aliadas da Europa (SHAPE) na área de planejamento de ataques nucleares. O comando aperfeiçoou seu estado de prontidão ao longo desses anos planejando e conduzindo grandes exercícios anfíbios semestrais da OTAN, bem como numerosos exercícios de menor escala em várias disciplinas.
A STRIKFORSOUTH coordenou o apoio da OTAN à segurança das linhas de abastecimento pelo Mediterrâneo para as forças da Coalizão durante a Guerra do Golfo, em 1990 e 1991.
À medida que a ameaça soviética diminuía no início da década de 1990, a atenção voltou-se para os conflitos internos nos Bálcãs, no Oriente Médio e na África. Como resultado, a STRIKFORSOUTH foi diretamente responsável pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento do conceito de Força-Tarefa Anfíbia Multinacional (MNATF).
O conflito nos Bálcãs levou a STRIKFORSOUTH a fornecer apoio de planejamento e oficiais de ligação às operações da AFSOUTH. Isso resultou no estabelecimento do Centro de Coordenação de Verificação do Kosovo na então República Iugoslava da Macedônia por pessoal da STRIKFORSOUTH. O COMSTRIKFORSOUTH assumiu o comando das forças de porta-aviões da OTAN durante a Operação Força Aliada.
STRIKFORNATO
Exercício Trident Juncture 2018
De 25 de outubro a 7 de novembro de 2018, a STRIKFORNATO foi mobilizada a bordo do USS Mount Whitney[5] — a Plataforma de Comando Flutuante (ACP) da STRIKFORNATO — e desempenhou seu papel como Força-Tarefa Expandida da OTAN (NETF),[6] fornecendo comando e controle a vários grupos de ataque, entre eles a II Marine Expeditionary Force (II MEF), a 2nd Marine Expeditionary Brigade (2nd MEB), a 24th Marine Expeditionary Unit (24th MEU), o Expeditionary Strike Group 2 (ESG 2), um grupo de ação de superfície canadense-britânico, um grupo de ação de superfície norueguês e meios de contramedidas de minas, um submarino norueguês e, por um período limitado, o Carrier Strike Group 8, com o USS Harry S. Truman, sob seu controle durante o exercício. A STRIKFORNATO comandou mais de 20 navios em operação no Mar do Norte e no Mar da Noruega, além de tropas em terra na Noruega.[7] Esse exercício "testa a resposta coletiva da OTAN a um ataque armado contra um aliado, invocando o Artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte",[8] que estabelece que "um ataque armado contra uma ou mais [das Partes] na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque contra todas elas".
Notas
- ↑ «NATO Force Structure» (em inglês). Cópia arquivada em 30 de julho de 2025
- ↑ Naval Striking and Support Forces NATO, Factsheet: High Readiness Force Arquivado em 2009-04-17 no Wayback Machine. Consultado em setembro de 2008.
- ↑ Maloney 1991, pp. 291–294.
- ↑ Maloney, Sean M. (1992). 'To Secure Command of the Sea': NATO Command Organization and Naval Planning for the Cold War, 1945-1954 (MA) (em inglês). University of New Brunswick
- ↑ Naval Striking and Support Forces (1 de novembro de 2018). «STRIKFORNATO will exercise the integration of Carrier Strike Group Eight during Trident Juncture». sfn.nato.int (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2020
- ↑ Naval Striking and Support Forces. «History». sfn.nato.int (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2020
- ↑ Naval Striking and Support Forces (9 de novembro de 2018). «STRIKFORNATO concludes participation in Exercise Trident Juncture 2018». sfn.nato.int (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2020
- ↑ Mass Communication Specialist 2nd Class Jonathan Nelson (1 de novembro de 2018). «Commander, U.S. 6th Fleet, and Commander, Naval Striking and Support Forces NATO, Attends Trident Juncture Demonstration». c6f.navy.mil (em inglês). Consultado em 11 de novembro de 2018. Arquivado do original em 12 de novembro de 2018
- Maloney, Sean M. (1991). Securing Command of the Sea: NATO Naval Planning, 1948–1954 (Ph.D.) (em inglês). University of New Brunswick
Leitura adicional
- Smith, James L. (junho de 2015). «Meet NATO's Maritime 911 Battle Force». United States Naval Institute Proceedings (em inglês). 141 (6). Cópia arquivada em 26 de abril de 2016
Ligações externas
- «Página oficial» (em inglês)
