Saúde
Daúde (cantora)
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| Daúde | |
|---|---|
Daúde em 2010, durante evento promovido pelo Ministério da Cultura (Brasil). | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Maria Waldelurdes Costa de Santana Dutilleux |
| Também conhecido(a) como | Daúde |
| Nascimento | 23 de setembro de 1961 (64 anos) Salvador (Bahia), Brasil |
| Gêneros | MPB, soul, funk, samba, jongo, ciranda, coco de roda, maracatu, pop, smooth jazz, acid jazz, samba-rock, worldbeat, bolero, hip hop, synthpop |
| Instrumento | vocal |
| Período em atividade | 1985–presente |
| Outras ocupações | atriz modelo produtora musical professora licenciada em Letras (Português-Literatura) especialista em História Africana |
| Gravadoras | Natasha Records Real World Records Lab344 Selo Sesc SP Milan Totem Records |
| Afiliações | Lia de Itamaracá, Carlinhos Brown, Nelson Sargento, Funk como le Gusta, Jorge Ben Jor, Paulinho Moska, Djavan, Herbert Vianna, Arthur Maia, Celso Fonseca, Mitar Subotić |
| Página oficial | daude |
Maria Waldelurdes Costa de Santana Dutilleux (Salvador, 23 de setembro de 1961), artisticamente conhecida como Daúde, é uma cantora, atriz, modelo e produtora musical brasileira. Logo no álbum de estreia, Daúde, em 1995, recebeu três prêmios como cantora revelação: Prêmio Sharp (atual Prêmio da Música Brasileira), Prêmio APCA e o Prêmio dos Leitores do Jornal do Brasil. No ano seguinte, a cantora apresentou seu trabalho autoral no Summer Stage Festival, em Nova York. Daúde é considerada a primeira cantora e intérprete a apostar no mix de música eletrônica e música brasileira na Nova MPB.
Daúde estudou canto no Instituto Villa-Lobos e artes cênicas na Escola de Teatro Martins Pena, no Rio de Janeiro. A artista formou-se em Letras , habilitação em Português-Literatura, pela Universidade Santa Úrsula e fez uma especialização em História Africana.[1][2] São seis álbuns lançados, Daúde, Daúde #2, Simbora, Neguinha te amo, Código Daúde e Pelas ondas do mar.
A cantora é dona de um estilo único, que mistura MPB, soul, funk, música eletrônica, smooth jazz, samba-funk, jongo e, mais recentemente, ciranda e coco de roda em parceria com Lia de Itamaracá
A artista faz parte da primeira geração do movimento de renovação da música popular brasileira, a nova MPB, ao lado de Bebel Gilberto, Tulipa Ruiz, Céu, Tiê, Verônica Ferriani, Katia Bronstein, Fernanda Porto, Ana Cañas, Giana Viscardi, Anna Ratto, Jussara Silveira, Nina Becker, Alice Caymmi e Vanessa da Mata.[3][4]
Biografia
Daúde nasceu no bairro do Candeal, em Salvador, e se mudou para o Rio de Janeiro com os pais e os irmãos, aos 11 anos. É a mais velha de três irmãos. O pai da artista, o Tenente do Exército Waldemiro Guilherme Santana, o seu Vavá, fez parte da Timbalada e da banda da Polícia Militar da Bahia. Tocava clarinete e saxofone. Seu Vavá, homenageado na música "Véu Vavá" e chamado de maestro por Carlinhos Brown, cursou a graduação em Música, especialidade saxofone, na Universidade Federal da Bahia.[5] O ambiente familiar era repleto de música clássica, de big bands e de MPB, em grande parte pelo gosto musical de sua mãe, Maria de Lurdes. [6] O apelido Daúde foi criado pelo seu irmão mais novo, que não conseguia pronunciar o seu nome, Waldelurdes, união do nome dos pais Waldemiro e Maria de Lurdes.[7][8]
Com um histórico de interesse por artes e música desde cedo, Daúde iniciou seus estudos em canto lírico com o barítono Paulo Fortes, no Instituto Villa-Lobos, e também fez aulas de teatro na Escola Martins Pena. Todos os estudos e aprofundamento da jovem Maria na época foram cruciais para o nascimento e desenvolvimento de Daúde, a sua persona artística que nasceria pouco tempo depois. [9][10]
Teatro e Cinema
Na década de 1990, a artista participou de peças de teatro, com destaque para Mahagonny, do diretor Luiz Antonio Martinez Correa, baseada em livro do dramaturgo e diretor de teatro Bertolt Brecht, e fazia shows solo e acompanhada do cantor, compositor e instrumentista Mauricio Tapajós em casas noturnas no Rio de Janeiro. Daúde participou, ainda, de adaptações para o teatro musical e experimental de obras clássicas de autores brasileiros, sob a direção do professor Luiz Mendonça. [11][12]
Daúde estreou na TV, em 1986, no corpo de baile do programa humorístico Viva o Gordo. [13] Em 1988, a cantora e atriz deu vida à personagem Jaci, secretária do dono da Fazenda Olho D'água, Donato (EliasGleizer). [14] Jaci era filha de Julia (Chica Xavier) e irmão de José Sebastião (Pratinha). [15]
No cinema, a atriz fez uma participação no filme Como ser solteiro, dirigido por Rosane Svartman, em 1998.[16] Daúde interpretou a cantora Miriam Makeba, em 2018, a convite do diretor Andrucha Waddington no filme biográfico Chacrinha, o velho guerreiro.[17]
Música
Primeiro álbum: Daúde
Em meados dos anos 1990, Daúde recebeu um convite para gravar o seu primeiro álbum de estúdio. Lançado em 1995 pela gravadora Natasha Records, o disco intitulado Daúde conta com treze faixas que incluem interpretações de músicas de artistas como Jorge Ben Jor, Carlinhos Brown, Caetano Veloso e Lenine, misturando os gêneros funk, soul, pop, hip hop e samba em uma sonoridade diversa e única. Destaque para as canções "Véu Vavá" e "Quatro meninas".[18][19]
Pop com Daúde #2
Dois anos mais tarde, em 1997, lançou o seu segundo disco intitulado Daúde #2. O álbum, com influências do samba, de drum and bass, da bossa nova, da música eletrônica, do hip hop e da MPB levou a cantora a estourar nas rádios e alcançar o sucesso entre o público graças à sua interpretação em português do hit "Pata Pata", originalmente gravado pela cantora sul-africana Miriam Makeba e da versão de "Vamos fugir", composta por Gilberto Gil e Liminha, em parceria com o cantor Djavan. O álbum marca o início da parceria de Daúde com o sambista Nelson Sargento em "Sambará/Idioma esquisito". A parceria de Daúde com o cantor e instrumentista Herbert Vianna resultou na canção "Une chanson triste", composta em homenagem ao cantor Renato Russo, e o cantor e instrumentista Caetano Veloso fez uma canção especialmente para a cantora, "Quase", em parceria com Antônio Cícero. A homenagem aos blocos afro de Salvador aparece em "Afro Olodum Multimídia", composta por Lucas Santana e Quito. A canção "A boca sujou" trouxe a participação dos rappers ingleses Jimmy Spooner e Billy Eduards. Daúde gravou "As baratas", um jongo inédito de Darcy da Serrinha. A banda foi composta pelo baixista Arthur Maia, o tecladista Will Mowat, o percussionista Ramiro Mussoto, o multi-instrumentista Celso Fonseca, o baterista Christiaan Oyens, Dennis Rollins no trombone, Paulinho Moska e Herbert Vianna nos violões e Cecília Spyer nos vocais.[20][21][22]
Os remixes de Simbora
No ano de 1999 a cantora anunciou um terceiro álbum, o Simbora, dessa vez com remixes de músicas inclusas nos discos anteriores. A canções escolhidas foram "Véu Vavá, "Casa caiada" e "Quatro meninas". O single "Vênus" se destacou neste trabalho.[23][24] Destaque para a versão drum n' bass de "Vamos fugir", o baião eletrônico "Anna", e o acid jazz "Há". A produção dos remixes foi dividida entre o produtor iugoslavo Mitar Subotić, o Suba, William Mowat e Dudu Marote e a produção geral coube a Bid.
Parceria com Funk como Le Gusta
A cantora iniciou a parceria com a big band Funk como Le Gusta, em 2001, com uma apresentação no festival Humaitá para peixe, no Rio de Janeiro. [25] A parceria com a banda de sambalanço, samba-rock, funk e jazz se estendeu a shows em São Paulo. [26]
O álbum internacional Neguinha te amo
No ano de 2003, Daúde apresentou o álbum Neguinha Te Amo pela gravadora britânica Real World Records, o que a tornou a primeira brasileira a ser contratada pelo selo de world music do cantor Peter Grabriel. A partir da visibilidade que o lançamento internacional traria para a sua arte, a cantora decidiu que o álbum deveria não apenas levar a outros países uma nova perspectiva sobre arte e música brasileira, mas também servir como uma homenagem às mulheres negras e à cultura afro-brasileira. [27] No álbum, a cantora apostou no mix de música afro-brasileira, soul, funk, synth-pop, música pop e MPB. Destaca-se a parceria com Jorge Ben Jor na canção "Crioula", a regravação do afro-samba "Canto de Ossanha", de Vinicius de Moraes e Baden Powel e duas músicas em francês, "Sans direu adieu" e "J'ai rêvéu", compostas por Paulinho Moska. A curadoria incluiu a marchinha de Carnaval "Alá-la-ô", de Haroldo Costa e Antônio Nássara, e o hino do primeiro bloco de Carnaval afro do Brasil, o Ilê Ayê, "Que bloco é esse?", de Paulinho Camafeu. Foi a segunda colaboração de Daúde com o produtor Will Mowat. A banda de Daúde foi composta do guitarrista Luiz Almeida, dos percussionistas Guilherme Kastrup e Chris Wells, violão, bandolim e cavaquinho de Webster Santos e do trompetista Walmir Gil. [28][29][30]
Decifrando o Código Daúde
O álbum Código Daúde foi lançado em 2014 após um hiato de 11 anos, em que a cantora fez shows com o repertório dos seus álbuns e participou de espetáculos e gravações a convite de amigos do meio artístico. Código Daúde trouxe uma combinação de samba, MPB, acid jazz, samba-rock e ritmos afro-brasileiros com as participações do cantor, compositor e instrumentista Alceu Valença em "Como dois animais", do cantor e compositor Marcos Valle na canção "Que bandeira", e do cantor e instrumentista Nelson Sargento nos sambas "Falso amor sincero" e "Segura este samba". Entre as outras escolhas da intérprete estão a versão da música "O Vento", composta por Rodrigo Amarante para a banda Los Hermanos, da composição "Cala a boca menino", de Dorival Caymmi, e "Sobradinho", de Guarabyra e Luiz Carlos Sá, a dupla Sá & Guarabyra.
Misturando ritmos populares e tipicamente brasileiros, Daúde construiu uma carreira levando mundo afora elementos da cultura e arte brasileiras que se mesclam com homenagens às raízes e origens afro-brasileiras, da mesma maneira que cria e pensa sua arte para quebrar estereótipos racistas e construir novos imaginários na mente das pessoas em relação à negritude. Por isso, a cantora e intérprete incluiu a música "Barco Negro (Mãe Preta)", de Caco Velho, David Mourão Ferreira e Piratini e interpretada pela cantora de fado Amália Rodrigues, a canção francesa "J'Ai Deux Amours", imortalizada na voz da cantora Josephine Baker, "Segura este samba", de um dos criadores do samba-rock, Oswaldo Nunes, "Babalú", canção famosa na voz de Ângela Maria e "Eu não vou mais", com o cantor de big bands Ed Lincoln. As escolhas pessoais para o álbum formam o código de estilos musicais que Daúde trouxe para seus ouvintes. A banda foi composta pelo baterista e percussionista Jam da Silva, pelo percussionista Marcos Esguleba[31], pelo baixista Arthur Maia, pelo trompetista Jessé Sadoc e pelo violinista Nicolas Krassik [32] O álbum foi lançado pela gravadora Lab344.[33][34][35][36]
Lives e single
Daúde apresentou ao público o single "Muito quente (Very Hot)" em 2018, uma parceria com a Real World Records.[37] A artista teve que interromper os shows com Lia de Itamaracá durante a pandemia de COVID-19. No período, fez uma live com o músico Clauber Fabre no projeto Em casa com o Sesc. [38]
A ciranda de Itamaracá em Pelos olhos do mar
Em 2025, Daúde e Lia de Itamaracá presentearam o público com o álbum "Pelos olhos do mar", com a produção musical de Pupillo Oliveira e direção artística de Marcus Preto. No álbum, predominam o bolero, coco de roda, a ciranda e o maracatu com uma base eletrônica e pop. O repertório é composto pelas músicas de "Santo Antônio de Boa Fortuna", de Emicida, "Pelos olhos do mar", de Otto, "Bordado", de Karina Buhr, "As negras", de Chico César, "Florestania", de Céu e de Russo Papapusso. Na parte solo, Daúde canta "Galeria do amor", de Agnaldo Timóteo, e Lia de Itamaracá, o bolero "Quem é", composto pelo cantor Silvinho e também interpretado por Timóteo. A música tradicional aparece no "Pout-pourri de cocos", de Dona Celia e Dona Selma do coco, e "Se meu amor não chegar ao São João", de Mestre Baracho e as Irmãs Baracho. Daúde e Lia cantam acompanhadas da banda formada pelo baixista Fábio Sá, pelo baterista, percussionista e back vocal Marcos Pupillo, pelo tecladista Zé Ruivo, pelos guitarristas Pedro Baby e Leo Mendes e pelo trompetista Antonio Neves[39]. O álbum foi produzido pelo Selo Sesc após a turnê das duas cantoras iniciada em 2018. Pelos olhos do mar foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira de 2026 na categoria Pop-lançamento. [40]
Trilhas sonoras em novelas, especiais e filmes
Daúde teve canções em trilhas sonoras de novelas: "Quase", na novela Corpo Dourado, "Vamos Fugir", na minissérie Dona Flor e seus dois maridos e "Que bandeira", na novela Babilônia. [41][42][43] A cantora participou, em 2009, do Som Brasil em homenagem a Alceu Valença e cantou a música "Embolada do Tempo". [44] [45]
No cinema, Daúde interpretou a canção Adeus Bye Bye para o filme Ó Paí, Ó, em 2007. [46] A cantora voltou a gravar a canção Pata Pata para o filme Chacrinha, o velho guerreiro. [47]
Parcerias
- Charles Teone: faixa "Como quem não quer nada" no álbum Charles Teone (2017); [48]
- Xará: faixa "Estação Quinze, pt. 2", no álbum Nós somos a crise (2017); [49]
- Valéria Oliveira: faixa "Gente" no álbum Sacrário (2021); [50]
- Dácio Galvão: faixa "Adagiário" no álbum Poemúsicas vol. 3 (2021); [51]
- Guto Goffi: faixa "Duas estrelas" no álbum Respirar (2023); [52]
- Tiago ElNiño: faixa "Futuros ancestrais" no álbum Canjerê (2026); [53]
- Vários intérpretes: faixa "Como dois animais" em parceria com o cantor Alceu Valença no álbum Brazilian Duets (2023) [54]
Discografia
Álbuns de estúdio
| Ano | Álbum | Nota |
|---|---|---|
| 1995 | Daúde | |
| 1997 | Daúde #2 | |
| 1999 | Simbora | Álbum de remixes |
| 2003 | Neguinha te amo | |
| 2014 | Código Daúde | |
| 2025 | Pelos Olhos do Mar | Parceria com Lia de Itamaracá |
Singles
| Ano | Título | Nota |
|---|---|---|
| 1996 | Quatro meninas - Véu Vavá | Maxi-single |
| 1996 | Véu Vavá | versões para o Brasil e para os Estados Unidos |
| 1997 | Pata Pata | versões para a Europa e especiais para a Alemanha e a Espanha |
| 1998 | Vamos fugir | Maxi-single |
| 1999 | Vênus | Maxi-single |
| 2025 | Pelos Olhos do Mar | single |
Videografia
| Ano | Título | Direção |
|---|---|---|
| 1995 | Quatro meninas | |
| 1997 | Pata Pata | |
| 2007 | Vênus | Lírio Ferreira e Rosane Svartman |
| 2015 | Falso Amor Sincero | Malu Mader |
Televisão e Cinema
Televisão
| Ano | Título | Personagem |
|---|---|---|
| 1986 | Viva o Gordo | bailarina |
| 1988 | Fera Radical | Jaci |
Televisão Trilha Sonora
| Ano | Título | Canção | Nota |
|---|---|---|---|
| 1998 | Corpo Dourado | Quase | |
| 1998 | Dona Flor e seus dois maridos | Vamos fugir | Parceria com Djavan |
| 2009 | Som Brasil | Embolada do tempo | Episódio em homenagem a Alceu Valença |
| 2015 | Babilônia | Que bandeira |
Cinema
| Ano | Título | Personagem | Direção |
|---|---|---|---|
| 1998 | Como ser solteiro | mulher do piquenique | Rosane Svartman |
| 2018 | Chacrinha, o velho guerreiro | Miriam Makeba | Andrucha Waddington |
Cinema Trilha Sonora
| Ano | Título | Canção | Direção |
|---|---|---|---|
| 2007 | Ó Paí, Ó | Adeus, Bye Bye | Monique Gardenberg |
| 2018 | Chacrinha, o velho guerreiro | Pata Pata | Andrucha Waddington |
Referências
- ↑ Line, A. TARDE On. «Daúde volta com álbum vigoroso após 11 anos longe da mídia». Portal A TARDE. Consultado em 21 de setembro de 2021
- ↑ «Daúde». Geledés. 9 de dezembro de 2009. Consultado em 6 de maio de 2026. Cópia arquivada em 19 de maio de 2026
- ↑ «Nova MPB». História da MPB. S.d. Consultado em 26 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2026
- ↑ «Verônica Ferriani». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. S.d. Consultado em 26 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 18 de maio de 2024
- ↑ Martins, James (7 de junho de 2020). «Morre seu Vavá, um dos símbolos do Candeal, aos 94 anos». Consultado em 8 de maio de 2026. Cópia arquivada em 13 de abril de 2021
- ↑ Conexão Bahia (17 de março de 2018). «Cantora Daúde, filha de Vavá do Candeal, fala do legado que o pai deixou aos artistas». Consultado em 8 de maio de 2026. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2020
- ↑ Weimoldt, Kristen (22 de setembro de 1998). «Daúde, she must bem good». Consultado em 8 de maio de 2026
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