Saúde
Buhr (musicista)
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| BUHR | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Origem | Salvador, Bahia |
| País | Brasil |
| Gêneros | MPB, rock, manguebeat |
| Ocupação | Cantora, atriz, compositora, escritora, poeta, ilustradora |
| Instrumentos | vocal, percussão |
| Gravadora | Independente |
| Afiliações | Otto, Eddie |
| Página oficial | www.karinabuhr.com.br |
Buhr[1] é uma cantora, compositora, percussionista, poeta e atriz brasileira.
Vencedora de vários prêmios, em 2010 ganhou o prêmio de artista revelação pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e tocou na Womex Copenhague, Dinamarca. Em 2011 tocou no festival Roskilde, na Dinamarca, no Rock in Rio em show com Marcelo Yuka, Cibelle e Amora Pêra. No Prêmio Bravo 2012 concorreu a melhor show nacional, ao lado de Marisa Monte e Gal Costa. Em 2014 se apresentou no Palau de la Musica Catalana, em Barcelona e El Matadero, em Madri, na turnê que também passou por Porto, Lisboa e Berlim.
Seu álbum Desmanche foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do segundo semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.[2]
Carreira
Nascida em Salvador, Karina Buhr, que hoje assina apenas BUHR, mudou-se para o Recife aos 7 anos e começou no mundo da música em 1992, como baiana do maracatu Piaba de Ouro e batuqueira do maracatu Estrela Brilhante do Recife. Tocou com DJ Dolores e Orchestra Santa Massa, Erasto Vasconcelos, Antônio Nóbrega, fez parte das bandas Eddie, Comadre Fulozinha, Bonsucesso Samba Clube, Véio Magaba e suas Pastoras endiabradas, Zabumba Velha do Badalo, do bloco Angáàtãnamú e do afoxé Ylê de Egbá. Tem quatro álbuns autorais, "Eu menti pra você" (2010), "Longe de onde" (2011), "Selvática" (2015) e "Desmanche" (2019). Em 2022 lançou "Mainá" (Todavia), seu primeiro romance. Seu livro de estreia é "Desperdiçando Rima" (Fábrica 231), de poesias, crônicas e ilustrações.
Viveu intensamente a ebulição musical da cidade desde o começo dos anos 90, primeiro cantando e tocando percussão nos maracatus Estrela Brilhante do Recife e Piaba de Ouro, o Véio Mangaba e suas Pastoras Endiabradas, além de acompanhar cavalos-marinhos, rodas de coco e ciranda em Recife e no interior de Pernambuco e tocar em bandas como a Eddie, Bonsucesso Samba Clube, Dj Dolores e Orchestra Santa Massa, (com Erasto Vasconcelos e Antônio Nóbrega). Em 1997 formou a banda Comadre Fulozinha, com a qual lançou 3 discos, integrou trilhas sonoras, como do filme Deus é Brasileiro, fez várias turnês brasileiras e uma turnê mundial de 2 meses, entre França, Suíça, Suécia, Bélgica, Canadá e EUA. Foi com a Comadre Fulozinha que se revelou compositora e também ilustradora, com os desenhos das capas e encartes dos discos da banda (são dela também os desenhos do encarte de “Eu Menti pra Você”).
Radicada em São Paulo desde 2003, integrou a companhia Teatro Oficina Uzina Uzona, a convite do diretor José Celso Martinez Correa. Com o grupo participou de “As Bacantes” e das cinco peças que compõem “Os Sertões”, em temporadas em São Paulo, na turnê brasileira 2007 (Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Quixeramobim e Canudos), na gravação dos DVDs e na abertura da temporada 2005/2006 do teatro Volksbühne, em Berlim. Com o grupo ganhou o Prêmio Shell São Paulo de Teatro 2002, na categoria melhor trilha sonora. Karina também integrou a banda da cantora Iara Rennó, como percussionista, em turnê do show Macunaíma Ópera Tupi. Participou das trilhas do filme e da peça “A Máquina” dirigidos por João Falcão, com direção musical de Dj Dolores e fez direção musical da trilha da peça “O Pequenino Grão de Areia”, de João Falcão, dirigida por Luciana Lyra. Tem participações em CDs da Mundo Livre s/a, Eddie, Erasto Vasconcelos, Antônio Nóbrega, Dj Dolores, Cidadão Instigado, Marina Lima, Anelis Assumpção, Bárbara Eugênia e nas coletâneas Reginaldo Rossi, Baião de Viramundo, Pernambuco em Concerto, Music from Pernambuco, Música de Pernambuco, Revista Bexiga Oficina do Samba, + SOMA, entre outras, além de incontáveis coletâneas virtuais, lançadas por blogs e sites de música, pelo mundo afora.[3] Nas palavras da jornalista Patrícia Palumbo: “Tem que ouvir agora mesmo Karina Buhr! Compositora talentosa, singular, de poesia tocante. Canta bonito, escreve letras únicas, tem uma sonoridade incrível, nova, original”.
Em 2018 a turnê Selvática passou por Portugal, na Casa da Música do Porto, no Festival Bairro Intendente em Festa, em Lisboa, e festival Músicas do Mundo, em Sines.
Anos 2000
Em 2020 compôs e gravou Saudades de Lá e Acordar e Perfumar, parcerias com Mauro Refosco e Joey Waronker, lançadas, em 2021, no Blue Marble Sky, disco de estreia da banda Jomoro. De 2020 a 2023 escreveu crônicas e ilustrou a coluna "Geralmente", na Revista Continente online. Em 2020 estreou no cinema como atriz em Meu Nome é Bagdá, filme de Caru Alves de Souza, vencedor do prêmio do júri da mostra Generations, na Berlinale. Na Berlinale também estrearam os longas Irmã (de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes) e Alice Junior (de Gil Baroni), ambos com músicas de Karina na trilha sonora. Em 2020 fez a trilha sonora do curta Menarca, de Lillah Halla, em parceria com Zé Nigro.
De 2002 a 2007, em São Paulo, integrou o Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez Corrêa, participando de As Bacantes e as cinco peças da montagem de Os Sertões, em cartaz em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Quixeramobim, Canudos e abrindo a temporada 2005/2006 do Volksbühne, em Berlim. O longa Sequestro Relâmpago (de Tata Amaral), o curta Enjaulados (de Kléber Mendonça Filho), o filme e a peça A Máquina (de João Falcão), a minissérie Clandestinos (de Guel Arraes e Flávia Lacerda, na Globo) e Descolados (de Luca Paiva Mello, na MTV) também tem músicas de autoria de Karina. No 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora com o filme Era uma vez eu, Verônica (de Marcelo Gomes).
Em 2025 atuou no longa Lispectorante, de Renata Pinheiro, e compôs e cantou na trilha sonora, incluindo o tema de abertura, da série “Maria e o Cangaço”, com direção de Beto Villares, na Disney +. Em 2024 fez direção musical, compôs e cantou na trilha da minissérie “Chabadabadá”, no Canal Brasil, cantou no single “Dora”, de Russo Passapusso, e lançou o single autoral “Poeira da Luz”. Em 2026, lançou o álbum "Feixe de Fogo", o primeiro assinado como Buhr.
Vida pessoal
Buhr é uma pessoa não binária.[4][1]
Discografia
- 2010 - Eu Menti pra Você
- 2011 - Longe de Onde
- 2015 - Selvática
- 2019 - Desmanche
- 2026 - Feixe de Fogo
Obra poética
Referências
- 1 2 «Já sem Karina no nome artístico, Buhr dispara em abril o álbum 'Feixe de fogo'». G1. 3 de março de 2026. Consultado em 6 de março de 2026
- ↑ Antunes, Pedro (7 de dezembro de 2019). «Os 25 melhores discos brasileiros do 2º semestre de 2019, segundo a APCA [LISTA]». Rolling Stone Brasil. Grupo Perfil. Consultado em 2 de janeiro de 2021
- ↑ «Release». Consultado em 1 de maio de 2013
- ↑ «Instagram». www.instagram.com. Consultado em 6 de março de 2026
- ↑ O desperdício que revela Karina Buhr. Carta Capital, 12 de maio de 2015

