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Show do intervalo da Copa do Mundo FIFA de 2026
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Show do intervalo da final da Copa do Mundo FIFA de 2026 | |
|---|---|
| Data | 19 de julho de 2026 |
| Localização | East Rutherford, Nova Jersey |
| Local | MetLife Stadium |
| Atrações principais | |
| Convidados especiais |
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| Produtores | |
O show do intervalo da Copa do Mundo FIFA de 2026 foi o espetáculo realizado durante o intervalo da partida final do torneio. Ocorreu em 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. O evento teve como atrações principais Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, e contou com participações de Burna Boy, Gustavo Dudamel, PS22 Chorus, Coldplay e os personagens de Vila Sésamo e Os Muppets, marcando o primeiro show de intervalo da história da Copa do Mundo FIFA.[1] A produção foi feita pela FIFA e pela Global Citizen, com o objetivo de arrecadar 100 milhões de dólares para o FIFA Global Citizen Education Fund, que ajuda a erradicar a extrema pobreza e aumentar o acesso de crianças ao esporte.
O show gerou controvérsias devido a preocupações com a mercantilização do esporte, a violação da regra do intervalo de quinze minutos e problemas de transmissão.
Antecedentes

Antes de o show de intervalo do Super Bowl LVIII ser estrelado pelo músico norte-americano Usher em fevereiro de 2024,[2] Greg O'Keeffe do The Athletic publicou um artigo questionando se uma apresentação semelhante seria ideal para torneios de futebol como a Copa do Mundo da FIFA ou a Liga dos Campeões da UEFA.[3] Tim Crow, um consultor de marketing que trabalha com várias marcas patrocinadoras da FIFA e da UEFA, sinalizou que ambas as organizações "pressionaram para estender o intervalo de olho nas oportunidades".[3] Em 2024, o cofundador da Global Citizen, Hugh Evans, sugeriu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a ideia de um show de intervalo durante a final do Mundial de Clubes da FIFA de 2025, vendo a iniciativa como uma "oportunidade para ver o que poderíamos aprender com esse processo, mas também para dar início ao FIFA Global Citizen Education Fund".[4] O espetáculo foi anunciado em junho de 2025, tornando-se o primeiro show de intervalo da história da FIFA, produzido em parceria com a Global Citizen e com o curador do Global Citizen Festival, Chris Martin, do Coldplay.[5] Além disso, Evans e Martin discutiram a ideia do show de intervalo para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 com vários produtores, incluindo Hamish Hamilton e Ben Winston.[4]
Em 28 de setembro de 2024, a FIFA e a Global Citizen anunciaram um acordo de quatro anos com o objetivo de ajudar a erradicar a pobreza extrema e expandir o acesso ao esporte e à educação de qualidade para crianças ao redor do mundo.[6] Simultaneamente, as entidades anunciaram a coprodução do primeiro show de intervalo da história para uma final de Copa do Mundo da FIFA, programado para a decisão da Copa do Mundo da FIFA de 2026 no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.[6] Em 5 de março de 2025, a FIFA anunciou que o Coldplay auxiliaria na seleção da lista de atrações musicais.[7] Infantino comentou: "Este será um momento histórico para a Copa do Mundo da FIFA e um show digno dos maiores eventos esportivos do mundo".[8] Evans acrescentou que o espetáculo seria "uma estreia mundial, um momento inovador no qual esporte, música e cultura se fundem, celebrando o poder único do futebol de unir a todos nós".[8]
Anúncio
Em 13 de maio de 2026, foi anunciado que a cantora estadunidense Madonna, a cantora colombiana Shakira e o grupo sul-coreano BTS seriam as atrações principais do espetáculo, que também contaria com a participação dos Muppets e de personagens da Vila Sésamo.[9][10] O anúncio foi feito em um vídeo compartilhado nas redes sociais, no qual Martin revelou os artistas ao lado dos Muppets e dos personagens da Vila Sésamo.[11] A Live Nation Entertainment e a Done+Dusted foram anunciadas como coprodutoras do evento.[10] No mesmo dia, a programação foi apresentada na cúpula Global Citizen NOW, em Nova Iorque, com a presença de Infantino, Evans, do jogador de futebol Kaká e Shakira.[12]
A FIFA e a Global Citizen anunciaram que o evento visava arrecadar 100 milhões de dólares para o Fundo de Educação FIFA Global Citizen.[9]Fontes da Global Citizen confirmaram ao The Athletic que Madonna, Shakira e o BTS não receberiam cachês pelas apresentações, pois estavam "doando seu tempo à organização de justiça social".[13] No comunicado à imprensa, Madonna descreveu a oportunidade de apoiar o Fundo de Educação FIFA Global Citizen como "profundamente significativa".[10] Shakira comentou: "Passei a vida fazendo duas coisas: criando músicas e construindo escolas. Na Copa do Mundo da FIFA, esses dois caminhos se unem".[10]
Madonna revelou que, por ser fã de futebol, queria se apresentar no evento, acrescentando: "Venho insistindo e perturbando meu empresário há mais de um ano sobre isso".[14] Shakira e Burna Boy gravaram a canção oficial do torneio, "Dai Dai", lançada em 14 de maio de 2026, que se tornou um grande succeso comercial, alcançando o topo da parada global do Spotify.[15] A faixa foi incluída no álbum oficial da competição, Official FIFA World Cup 2026 Album, lançado em 5 de junho de 2026.[16] Em 11 de junho de 2026, Shakira e Burna Boy apresentaram a canção na cerimônia de abertura da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Cidade do México.[17] Shakira revelou que também a apresentaria no show do intervalo da final.[10] Em 25 de junho de 2026, a FIFA lançou uma edição expandida do álbum oficial, incluindo a "versão FIFA" de "Read My Lips", gravada por Madonna e Feid para o décimo quinto álbum de estúdio da cantora, Confessions II (2026).[18] Em 8 de julho de 2026, a FIFA anunciou que o cantor canadense Justin Bieber se apresentaria como atração principal, contando também com participações de Burna Boy, Gustavo Dudamel, PS22 Chorus e Coldplay.[19]
Desenvolvimento

O espetáculo foi dirigido por Hamilton, que já havia dirigido todos os shows do intervalo do Super Bowl desde 2010. O show foi preparado durante meses em colaboração com todos os artistas. Guy Carrington o descreveu como "uma mega-mixagem coesa e altamente coordenada". Querendo torná-lo representativo do mundo e criar "um verdadeiro momento de colaboração e união", Martin convidou artistas de diferentes países. Para proteger a grama e não causar impacto negativo na partida em si, os produtores planejaram estender um grande pano sobre o campo e ordenaram que todos os participantes usassem calçados leves.[20] A área de apresentação, incluindo os materiais de palco e os carrinhos de câmera, foi projetada para se mover rapidamente, de modo que a equipe de produção pudesse montá-la e desmontá-la em 3 a 4 minutos.[21]
Em 14 de maio de 2026, a BBC Sport noticiou que o espetáculo estava planejado para ter 11 minutos de duração.[9] A revista The Atlantic informou que a FIFA planejava usar o gramado do MetLife Stadium para o espetáculo, ao contrário do show do intervalo da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2025, que foi realizado em um palco elevado nas arquibancadas para evitar qualquer impacto no gramado.[22] Além disso, informou que o intervalo para o espetáculo seria significativamente maior do que os 15 minutos regulamentares do futebol, codificados pela International Football Association Board.[22] Em 14 de julho de 2026, a BBC Sport noticiou que o intervalo deveria durar entre 20 e 25 minutos e que o espetáculo de 11 minutos estava planejado para começar após o intervalo normal de 15 minutos.[23] A The Atlantic acrescentou que a FIFA tinha como meta que o intervalo não durasse mais de 20 minutos.[24] Em 17 de julho de 2026, as emissoras foram informadas pela FIFA de que o intervalo duraria 18 minutos, incluindo 7 minutos de montagem do palco e 11 minutos de espetáculo.[25]
O show foi dividido em capítulos, com cada ato recebendo cerca de 1 minuto e 45 segundos para sua performance.[21] Incluiu aparições surpresa de Jason Sudeikis e Brendan Hunt como seus personagens da série de televisão Ted Lasso, encorajando Bieber antes de sua performance.[26]
Recepção
Controvérsia sobre o anúncio
O anúncio do evento gerou controvérsias na mídia e na comunidade do futebol, sendo visto como uma americanização e comercialização do esporte.[27][28][29][30] Ben Church, da CNN, comentou que os "puristas" do futebol encararam a iniciativa como "algo tão distante das origens do esporte que parece delirante e quase profano".[27] Houve também preocupações quanto à violação da regra da International Football Association Board, segundo a qual o intervalo da partida não pode exceder 15 minutos — podendo ser alterado apenas com a permissão do árbitro —, uma vez que um intervalo mais longo poderia afetar a rotina e a recuperação dos jogadores.[29][28]
Crow comentou: 'O futebol é diferente da NFL, que tem paralisações mais frequentes e equipes de ataque e defesa distintas. No futebol, haveria dúvidas sobre como manter os jogadores aquecidos e prontos para o jogo durante 30 minutos.'[31] Ele acrescentou também que os esportes nos Estados Unidos, incluindo o Super Bowl, foram estruturados "com base em um modelo comercial, como um meio de vender publicidade televisiva", enquanto na Europa "ainda poderia haver menos interesse do público e menor tolerância à quantidade de anúncios que o show do intervalo do Super Bowl apresenta".[31] O jornalista esportivo Gabriele Marcotti comentou: "Jogadores de futebol profissional estão acostumados a intervalos de 15 minutos. Eles são atletas. Se você alterar a rotina deles, eles podem esfriar, superaquecer, ficar com a musculatura rígida ou qualquer coisa do tipo. Não vale a pena correr o risco de prejudicar isso".[28]
Por outro lado, Crow comentou que o espetáculo era 'apenas mais um choque cultural em um torneio repleto exatamente disso'.[32] Ele opinou que, para os estadunidenses, 'entretenimento e esporte sempre caminharam juntos', questionando: 'por que um país-sede não deveria imprimir sua própria identidade nas partidas disputadas em seu território?'.[32] Além disso, ele lembrou das diversas colaborações entre a FIFA e Shakira ao longo dos anos e acrescentou: 'Temos também o BTS, a megabanda de K-pop que mobilizou um movimento, e Madonna que, bem, é simplesmente Madonna — quem não gosta de um pouco de "Like a Prayer"?'.[32] Marcotti comentou que 'o futebol precisa evoluir, e talvez este seja um passo necessário'.[28] Ele acrescentou que a FIFA é uma corporação comercial e que as associações nacionais 'elegem Gianni Infantino em grande parte porque ele continuará gerando receitas e redistribuindo-as pelo mundo'.[28]
O The Guardian noticiou que várias emissoras que transmitiriam a Copa do Mundo procuraram a FIFA em busca de esclarecimentos sobre a duração do evento, mas não obtiveram respostas.[29] O evento causou transtornos, especialmente para as emissoras comerciais, cujas equipes de publicidade precisavam vender espaços comerciais.[29] Em maio de 2026, foi noticiado que a BBC decidiu não transmitir o evento durante a cobertura televisiva principal — preferindo que comentaristas analisassem os primeiros 45 minutos — e optou por exibi-lo apenas em suas plataformas digitais.[33] A ITV tomou a mesma decisão.[34] No entanto, em 15 de julho de 2026, foi relatado que ambas as emissoras decidiram exibir o evento.[35]
Recepção da crítica
O escritor Neil McCormick, do The Daily Telegraph, declarou que "Em vez de optar pelo tipo de produção espetacular e grandiosa frequentemente vista em eventos esportivos como o Super Bowl de futebol americano, a Copa do Mundo, surpreendentemente, optou por manter as coisas charmosas, amigáveis e intimistas". Ele criticou a introdução pré-gravada de Madonna, mas teve uma opinião positiva sobre os outros artistas principais.[36] Lindsay Zoladz, do The New York Times, argumentou que o show foi "impecavelmente coreografado", mas também "tematicamente confuso", comentando sobre seu formato episódico e mensagens inofensivas.[37]
Paolo Ragusa e Alex Young, da Consequence, opinaram que o evento "foi caótico, ocasionalmente confuso e sobrecarregado por transições, particularmente a mudança brusca de tom entre BTS e Bieber. Ainda assim, houve momentos de diversão genuína [...] Pode não ter sido especialmente coerente, especialmente em comparação com o espetáculo do Super Bowl da NFL, mas certamente fez jus à sua reputação como show do intervalo do maior evento esportivo do mundo".[38] Saeed Saeed, da banda The National, concordou com a opinião, afirmando que a apresentação teve "o profissionalismo e a elegância que o torneio merecia".[39]
Judy Berman, da revista Time, criticou o número de artistas do evento como "excessivo", além de sua curta duração e falta de momentos memoráveis. Descrevendo-o como uma "agenda inespecífica e propositalmente apolítica de elevação", Berman comparou desfavoravelmente o show à apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX.[40] Jornalistas, incluindo Melissa Ruggieri, do USA Today, e Chris Willman, da Variety, também apontaram a brevidade do show em proporção ao número de artistas.[41][42]
Matt Morlidge e Tom Masters, da ESPN, avaliaram cada artista individualmente.[43] Madonna recebeu a pontuação mais alta, com nove de dez estrelas, e sua apresentação foi considerada "Um delírio febril, mas que apreciamos bastante", notando a participação especial de Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno. O BTS ficou com oito de dez, já que "Provavelmente deveriam ter tido mais tempo". Shakira, Burna Boy, PS22 Chorus e Coldplay receberam sete de dez estrelas, sendo elogiados por seus vocais. Justin Bieber teve a nota mais baixa, com seis de dez. A NRK e a Verdens Gang foram críticas, mas elogiaram a inclusão da Viking Row, interpretada pela Orquestra Sinfônica Simón Bolivar, e os Muppets como introdução para o BTS durante o show do intervalo.[44][45]
Repertório
Repertório adaptado da The Hollywood Reporter.[46]
- "Music" (Madonna)
- "Seven Nation Army" Gustavo Dudamel, Orquestra Filarmônica de Nova Iorque, Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, Bijan Mortazavi e Electric Mayhem
- "Dynamite" (BTS)
- "Everything Hallelujah" (Justin Bieber)
- "Dai Dai" (Shakira, Burna Boy e Ghetto Kids)
- "We Dance" (Coldplay, The Muppets, personagens de Sesame Street, Emmanuel Kelly e PS22 Chorus)
Notas
- "Music" incluiu elementos "Disco Inferno" e "Danceteria".
Referências
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