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Relics (Star Trek: The Next Generation)
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| "Relics" | |||
|---|---|---|---|
| 4.º episódio da 6.ª temporada de Star Trek: The Next Generation | |||
Scott e Picard no holograma da Enterprise original | |||
| Informação geral | |||
| Direção | Alexander Singer | ||
| Escrito por | Ronald D. Moore | ||
| Música | Jay Chattaway | ||
| Cinematografia | Jonathan West | ||
| Edição | John Farrell | ||
| Exibição original | 12 de outubro de 1992 | ||
| Duração | 45 minutos | ||
| Convidados | |||
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| Cronologia | |||
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| Star Trek: The Next Generation (6.ª temporada) Lista de episódios | |||
"Relics"[nota 1] é o quarto episódio da sexta temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 130º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 12 de outubro de 1992. Foi escrito por Ronald D. Moore e dirigido por Alexander Singer. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, o capitão Montgomery Scott é encontrado ainda vivo dentro do teletransporte de uma nave acidentada na superfície de uma esfera de Dyson.
O episódio surgiu de uma história proposta por um roteirista independente que o produtor executivo Michael Piller sugeriu que seria um jeito de trazer Scott de Star Trek: The Original Series para The Next Generation. Foi o primeiro episódio da série dirigido por Singer. A equipe de produção teve grande cuidado e esforço para recriar a ponte de comando da USS Enterprise de The Original Series, com uma pequena seção do cenário sendo construída e o resto completado em chroma key. A cadeira do capitão e o console central eram réplicas alugadas de um fã. Efeitos sonoros e visuais originais também foram usados.
"Relics" teve uma das melhores audiências não apenas da sexta temporada, mas de The Next Generation como um todo. Uma romantização do episódio foi escrita por Michael Jan Friedman, que teve menos de um mês para completar seu manuscrito e incorporou alguns elementos cortados do roteiro original. O episódio foi muito bem recebido pela crítica especializada, que elogiou como Scott foi trazido para a série e como a história foi bem desenvolvida. Também foi elogiado por membros da equipe de produção. O episódio já foi lançado em diferentes formatos de mídia caseira desde o final da década de 1990.
Enredo
A USS Enterprise reage a um pedido de socorro e encontra a USS Jenolan, uma nave desaparecida há 75 anos, acidentada na superfície de uma esfera de Dyson. Investigando a nave a tripulação resgata o capitão Montgomery Scott, que se colocou dentro do padrão do teletransporte indefinidamente para conseguir sobreviver até um resgate. Scott fica animado em ver as novas tecnologias da Enterprise, mas rapidamente descobre que seus conhecimentos estão obsoletos por causa da passagem de tempo e seus esforços e curiosidades começam a atrapalhar o andamento das operações normais da nave. Ele irrita especialmente o tenente-comandante Geordi La Forge, que chega a expulsá-lo da engenharia. Scott, magoado, visita um holograma da sua antiga USS Enterprise, onde conversa com o capitão Jean-Luc Picard sobre suas dificuldades de adaptação ao futuro.[2]
No dia seguinte, Picard encoraja La Forge e recrutar Scott para ajudá-lo a consertar a Jenolan, dado seu conhecimento sobre os sistemas da nave. Enquanto isso, a Enterprise descobre um portal na superfície da esfera de Dyson, mas acaba sendo puxada pelos controles automatizados da esfera e ficando presa dentro. Eles descobrem que a estrela no centro da esfera emite uma radiação mortal, mas não conseguem descobrir um modo de reabrir o portal. La Forge e Scott trabalham juntos para restaurar capacidade de voo para a Jenolan, conseguindo abrir o portal e travá-lo com a própria Jenolan por tempo suficiente para a Enterprise conseguir escapar, teletransportando-os a bordo no processo. La Forge e Scott fazem as pazes, com a tripulação "emprestando" uma nave auxiliar para Scott seguir para sua aposentadoria ou viajar explorando a galáxia.[2]
Produção
Roteiro

A história original que deu origem à "Relics" foi proposta pelo roteirista independente Michael Rupert, que era sobre um engenheiro que se salvava de um acidente se colocando dentro do feixe do teletransporte. O produtor executivo Michael Piller comentou que a história poderia ser um bom modo de trazer de volta algum personagem de Star Trek: The Original Series,[3] sugerindo que poderia ser Montgomery Scott.[4] Segundo o roteirista Ronald D. Moore, "Tudo gravitou em direção a Scotty ... McCoy está velho. Spock está dando uma de James Bond em Romulus e não podíamos fazer Kirk; levantaria muitas outras coisas",[nota 2] afirmando que Scott era o personagem que tinha "o maior quociente de 'diversão'".[3]
O roteiro de "Relics" foi escrito por Moore, que era um grande fã e conhecedor de The Original Series e aproveitou a oportunidade para incluir várias referências a cenas memoráveis de Scott na série antiga.[8] Moore também teve a ideia de recriar a ponte de comando da USS Enterprise de The Original Series no holodeque, com sua primeira versão envolvendo Scott interagindo com recriações holográficas dos outros personagens antigos, algo que seria realizado com imagens de arquivo. Entretanto, foi considerado que isto seria muito caro de se fazer e assim a cena foi cortada na primeira reunião de produção. A equipe mesmo assim continuou a pensar em meios de recriar a ponte, com conversas entre roteiristas, produtores e membros da equipe de direção de arte levando à ideia de Scott interagir com uma ponte de comando vazia e estática.[9]
Um grande ponto de preocupação foi o relacionamento entre Scott e o tenente-comandante Geordi La Forge, que começa antagônico e se transforma em respeito mútuo, com Moore comentando que "De certo modo, Geordi estava certo. 'Quem é esse cara vagando pela minha engenharia e me enchendo o saco?' Contanto que ele fosse direto e acabasse por enxergar e entender o ponto de vista de Scotty e ser um pouco simpático, eu sabia que iria funcionar". O roteirista destacou os diferentes objetivos e desejos dos dois personagens na hora de escrever seus confrontos, considerando que Scott estava satisfeito em ser apenas o engenheiro da nave enquanto La Forge gostava de seu trabalho mas almejava coisas maiores. Segundo o consultor científico Naren Shankar, diante dessas diferenças, "é razoável que eles briguem inicialmente".[10]
O roteiro originalmente incluía uma cena em que a conselheira Deanna Troi perguntava se Scott gostaria de saber o que houve com seus antigos colegas de tripulação, com ele respondendo que ainda não estava pronto para saber. Segundo Moore, isso seria o mais próximo que a história abordaria os outros personagens de The Original Series, pois revelar mais forçaria os roteiristas a criarem destinos para personagens não vistos até então e potencialmente limitar histórias futuras. Esta cena foi reescrita para que Scott falasse como estava se sentindo fora de seu próprio tempo. Versões diferentes foram contempladas para o final, incluindo deixar Scott em uma base estelar e colocá-lo brevemente no comando da engenharia, até a versão final dele indo embora em uma nave auxiliar ser escolhida; a fala de que a nave era um "empréstimo" foi inserida à pedido dos produtores porque acharam que "não podemos presentear nossas naves auxiliares", mesmo com Moore dizendo que "não há dinheiro no século XXIV, então que diferença faz?".[11]
O conceito da esfera de Dyson era um que os roteiristas estavam considerando há muito tempo para algum subenrendo, tanto que já tinha se tornando uma piada recorrente entre a equipe. Eles finalmente conseguiram incorporar o conceito em "Relics", com as informações mais técnicas sobre a esfera sendo passadas por Shankar.[12]
Direção
Segundo os autores Edward Gross e Mark A. Altman, "Relics" foi um dos episódios "mais caros e complexos" da franquia Star Trek até então. Este foi o primeiro episódio de The Next Generation dirigido por Alexander Singer,[13] mas na década 1960 ele quase dirigiu um episódio de The Original Series, tendo inclusive chegado a se encontrar com o produtor executivo e criador Gene Roddenberry. Coincidentemente, na mesma época que estava dirigindo "Relics", Singer fazia parte de um comitê da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos sobre computação e entretenimento junto com Esther Dyson, filha do físico Freeman Dyson, o criador do conceito da esfera de Dyson.[14]
Apesar de Singer ter sido sorteado aleatoriamente para dirigir "Relics", ele se identificou bastante com os temas de obsolescência humana, adaptação ao futuro e envelhecimento abordados pela história,[15] também reconhecendo o quanto o episódio seria importante para os fãs de Star Trek: "Assim que eu peguei o roteiro, eu sabia que tinha algo que seria extremamente significativo tanto para a mitologia de Star Trek e também peculiarmente para mim ... Eu tinha uma grande sensação de onde Scotty estava, e onde seu senso de obsolescência tecnológica estava, enquanto ele se relacionava com Geordi. Aquela história foi muito emocionante para mim".[14] O diretor, que era um grande fã de ficção científica, ficou bastante animado para o trabalho e se preparou visitando os cenários e assistindo aproximadamente doze episódios em um espaço de apenas alguns dias.[15]
Uma das primeiras preocupações de Singer foi a quantidade de efeitos visuais envolvidos e como conseguir encaixá-los dentro do cronograma de filmagens de um episódio de televisão, especialmente porque ele nunca tinha dirigido uma produção com tantos efeitos. Outra preocupação sua foi o estado físico do ator James Doohan, o intérprete de Scott, comentando que "['Relics'] tem muitos diálogos e eu não acho que ele já fez algum programa no Star Trek antigo em que ele tivesse tanto drama e estas tantas notas para acertar ... ele sempre foi periférico e neste episódio ele era o centro". Desta forma, ator e diretor se encontraram antes do início das filmagens, com o "encanto" de Doohan tranquilizando Singer sobre quaisquer preocupações. O diretor disse que o ator só teve dificuldade em uma única cena em que seu personagem precisava falar muita "baboseira tecnológica", mas que isto ocorreu ao final de um longo de dia filmagens em que todos estavam exaustos, "De resto, ele foi um encanto de se trabalhar e acertou todas as piadas".[9]
Singer também ficou preocupado que o público ficasse contra La Forge por causa seu relacionamento inicial difícil com Scott, achando que os fãs naturalmente estariam inclinados a simpatizar com o personagem mais antigo. Desta forma, ele foi falar com o ator LeVar Burton, intérprete de La Forge, para garantir que o ator entendia o equilíbrio da sua atuação. O diretor disse que achou que Burton ficou um pouco irritado com a conversa, com o ator respondendo que "É claro que eu entendo. Se eu não entendesse isso, eu não entendo nada". Singer não ficou ofendido, comentando que Burton e o resto do elenco principal eram "alguns dos melhores atores que eu já trabalhei em qualquer lugar".[10]
Efeitos

Segundo o autor Larry Nemecek, o desafio para a criação da ponte de comando da Enterprise original para este episódio "se tornou um conto tão grande na mitologia de Star Trek quanto a própria aparição de Scott",[16] enquanto os autores Judith e Garfield Reeves-Stevens afirmaram que "O esforço heroico para realizar aquele cenário é um exemplo revelador sobre a paixão por Star Trek compartilhada por todos na equipe de Next Generation". A construção de um cenário de uma ponte de comando no estilo visto em The Original Series já tinha sido proposta antes para o episódio "Cause and Effect", da quinta temporada, porém foi descartada por questões orçamentárias e isto inicialmente também ocorreu em "Relics". Uma alternativa proposta foi usar o cenário da ponte de comando do filme Star Trek VI: The Undiscovered Country, mas foi achado que isto não teria o mesmo significado emocional para o público e para o personagem de Scott. Também foi considerado alugar uma réplica criada por algum fã e usada em convenções.[17]
O diretor de arte Richard D. James conseguiu elaborar uma solução durante uma reunião de pré-produção, dizendo que caso eles encontrassem alguma imagem da ponte toda vazia seria possível então construir apenas um pedaço do cenário e completar o resto usando essa imagem em um chroma key.[10] O produtor de efeitos visuais Dan Curry lembrou que uma cena do tipo poderia ser encontrada no episódio "This Side of Paradise".[18] Os poucos quadros utilizáveis foram encontrados, processados digitalmente, clareados e alongados em um loop que é visto no momento que Scott entra no holodeque.[18][19] Com o plano de fundo do chroma key assegurado, James precisou construir apenas a alcova do turbo elevador e o console de engenharia ao lado.[18][nota 3] Como nenhuma planta da ponte original sobreviveu, James passou dias estudando imagens de The Original Series para conseguir inferir as medidas e materiais usados. A equipe também conseguiu encontrar alguns botões do cenário original que tinham sido guardados e eles foram usados em "Relics".[12]
Para manter o episódio dentro do orçamento, o artista cênico Mike Okuda encontrou o fã Steve Horch, que tinha construído uma réplica da cadeira do capitão e do console central para uso em convenções.[18] Horch alugou as peças do cenário para a equipe, transportando-as de Stockton para Los Angeles em sua van e depois de volta para casa ao fim das filmagens.[12] As peças precisaram ser levemente modificadas e mais detalhadas para serem usadas.[12] Segundo Robert H. Justman, produtor associado The Original Series, o único erro do cenário foi a cor do carpete. James, Curry e o diretor de fotografia Jonathan West usaram os mesmos ângulos de câmera e lentes da série antiga para filmar a cena. Singer achou que filmar a cena foi seu desafio mais "peculiar", tendo apenas um monitor com uma pré-visualização do efeito para se guiar.[18] O compositor Jay Chattaway criou um arranjo do tema musical de The Original Series para o momento que Scott entra na ponte.[21] Para os planos opostos do capitão Jean-Luc Picard, James projetou um dos painéis superiores do console de Scott de tal modo que pudesse ser modificado e usado como fundo, fazendo parecer que toda a ponte tinha sido reconstruída.[12][18]
A equipe inicialmente planejou criar a esfera de Dyson em computação gráfica, porém enfrentaram dificuldades e assim usaram uma miniatura. O modelista Greg Jein construiu uma miniatura de 5,4 por 5,4 metros com um portal de 1,8 metro feito de espuma, com o padrão da superfície sendo criado a partir de seções de outras miniaturas que depois foram ampliadas, colocadas em pequenos tijolos e coladas em armações de madeira. A equipe usou certa liberdade artística com a esfera, pois na realidade ela seria tão grande que nenhuma curvatura seria visível.[22] O interior era um matte painting. A miniatura da USS Jenolan era uma nave auxiliar criada por John Goodson para The Undiscovered Country, sendo colocada de ponta-cabeça e tendo as naceles modificadas; seu cenário também era uma modificação do cenário do filme.[23] Quando Scott é materializado na Jenolan pela primeira vez, o efeito visual do teletransporte e o efeito sonoro são aqueles usados em The Original Series. A coprodutora Wendy Neuss e o editor de som Bill Wistrom encontram o efeito sonoro original, enquanto Curry encontrou os brilhos originais do teletransporte com seu antigo empregador, a empresa de efeitos Cinema Research.[21]
Repercussão
Transmissão
"Relics" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana de 12 de outubro de 1992.[16] Registrou um índice Nielsen de 13,9, refletindo a porcentagem de residências que assistiram durante a estreia. Foi a segunda melhor audiência de toda a sexta temporada, atrás apenas de "Aquiel".[24] Também foi, empatado com "A Matter of Time" da quinta temporada, a quinta melhor audiência de todas as sete temporadas de The Next Generation, atrás do episódio final "All Good Things", do episódio piloto "Encounter at Farpoint", do episódio em duas partes "Unification" da quinta temporada e de "Aquiel".[24][25][26][27] "Relics" foi reprisado no Natal e registrou 11,4 por cento.[24]
Uma romantização de "Relics" foi publicada pela Pocket Books, o terceiro de um total de cinco episódios de The Next Generation adaptados no formato de livro. Ela foi escrita pelo autor Michael Jan Friedman, que depois também escreveria a adaptação de "All Good Things...". Friedman teve menos de um mês para completar seu manuscrito. Ele conversou com Moore para perguntar quais elementos tinham sido excluídos do episódio final, bem como quaisquer conceitos adicionais que o roteirista queria ter incluído mas não conseguiu.[28] O livro incorpora a ideia do roteiro original de Scott interagir com hologramas dos personagens de The Original Series, expande o papel do personagem do alferes Kane, adiciona os personagens de Guinan e do chefe do teletransporte Miles O'Brien e também mostra a Enterprise explorando o interior da esfera de Dyson.[29]
Crítica
Keith R. A. DeCandido da Reactor achou que "Relics" era "nostalgia feita do jeito certo", achando que o episódio utilizava Scott muito melhor do que "Unification" tinha usado Spock. DeCandido elogiou como o relacionamento de Scott e La Forge foi desenvolvido, também destacando as atuações de Doohan e Burton. Ele disse que a cena no holodeque era o ponto alto do episódio, não apenas pela recriação da Enterprise original, mas também pelo seu conteúdo temático e atuações.[29] Zack Handlen da The A.V. Club achou que o episódio funcionava tanto no contexto de The Next Generation quanto na franquia Star Trek como um todo, gostando de como a história fazia o público entender o ponto de vista de La Forge ao mesmo tempo que simpatizava com Scott. Ele também elogiou as atuações de Doohan e Burton, especialmente a química entre os dois.[30]
Jamahl Epsicokhan da Jammer's Reviews achou que este era um "exemplo agradável e até admirável do Episódio Muito Especial", elogiando como o roteiro compreendia seus personagens e usava suas histórias pessoais para avançar o enredo. Ele também gostou da cena no holodeque, mas disse que a "narrativa pode ser excessivamente séria para o seu próprio bem" sem se aprofundar tanto quanto deveria. Mesmo assim, Epsicokhan gostou muito do episódio.[31] Salvador Nogueira da Trek Brasilis achou que a participação de Scott em "Relics" foi a melhor de um personagem original em The Next Generation, bem como "o melhor tratamento já dado a Montgomery Scott em toda a história de Jornada nas Estrelas". Nogueira gostou de como o episódio conseguiu fazer de Scott alguém tecnologicamente defasado ao mesmo tempo que mantinha sua integridade.[1]
Michael Piller achou que este episódio foi um "programa mágico" que funcionou não apenas por causa da participação de Scott, mas também porque "era uma boa ideia, bem executada e bem escrita com grandes efeitos especiais".[13] Já Ronald D. Moore comentou que "Relics" foi "o maior prazer que eu tive escrevendo um episódio e é o melhor que eu já fiz do ponto de vista pessoal", também dizendo que era um dos mais significativos por causa de seu grande interesse por The Original Series.[32]
Mídia caseira
"Relics" foi lançado em LaserDisc no Japão em 21 de dezembro de 1997 como parte da coleção da primeira metade da sexta temporada,[33] enquanto nos Estados Unidos foi lançado no mesmo formato em 31 de março de 1998 junto com o episódio "Man of the People".[34] Foi primeiro lançado em DVD nos Estados Unidos em 3 de dezembro de 2002 como parte da coleção da sexta temporada,[35] sendo depois relançado no mesmo formato em 17 de novembro de 2009 como parte da compilação The Best of Star Trek: The Next Generation – Volume 2.[36] Foi remasterizado e lançado em Blu-ray em 24 de junho de 2014 como parte da coleção da sexta temporada; para esta edição, o episódio recebeu um extra específico na forma de uma faixa de comentários em áudio com Moore, o consultor e artista cênico Mike Okuda e a artista cênica Denise Okuda.[37]
Notas
- ↑ Chamado no Brasil de "Relíquias".[1]
- ↑ O personagem de Leonard McCoy tinha aparecido no episódio piloto "Encounter at Farpoint" como um almirante velho e centenário,[5] enquanto Spock apareceu no episódio em duas partes "Unification" e ao final da história decidiu permanecer no planeta Romulus, capital do Império Romulano, para tentar promover a unificação dos povos romulano e vulcano.[6] James T. Kirk apareceria depois no filme Star Trek Generations ao lado do capitão Jean-Luc Picard, filme que também teve a aparição rápida de Scott e Pavel Chekov.[7]
- ↑ Três quartos do cenário de uma ponte de The Original Series foi depois construído para o episódio em duas partes "In a Mirror, Darkly" de Star Trek: Enterprise.[20]
Referências
- 1 2 Nogueira, Salvador (1 de março de 2023). «TNG 6×04: Relics». Trek Brasilis. Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada em 25 de maio de 2026
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- ↑ Nemecek 1995, p. 23–24.
- ↑ Nemecek 1995, pp. 182, 184–185.
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- ↑ «Star Trek: The Next Generation Nielsen Ratings - Seasons 1-2». TrekNation. Consultado em 10 de julho de 2025. Arquivado do original em 5 de outubro de 2000
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Bibliografia
- Ayers, Jeff (2006). Voyages of Imagination: The Star Trek Fiction Companion. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 978-1-416-50349-1
- Block, Paula M.; Erdmann, Terry J. (2012). Star Trek: The Next Generation 365. Nova Iorque: Abrams. ISBN 978-1-4197-0429-1
- Gross, Edward; Altman, Mark A. (1995). Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. Boston & Nova Iorque: Little Brown & Co. ISBN 978-0-3163-2957-6
- Nemecek, Larry (1995). Star Trek: The Next Generation Companion 2ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 0-671-88340-2
- Reeves-Stevens, Judith; Reeves-Stevens, Garfield (1998). Star Trek: The Next Generation – The Continuing Mission 2ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 978-0-67102-559-5
Ligações externas
- "Relics" (em inglês) no IMDb
