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Quinta dos Ribafrias
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| Tipo | |
|---|---|
| Fundação |
século XVI |
| Estatuto patrimonial |
| Localização |
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| Coordenadas |
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A Quinta da Ribafria situa-se perto de Sintra, no distrito de Lisboa, Portugal. Foi construída entre 1536 e 1541 por Gaspar Gonçalves, um funcionário cerimonial da Casa Real Portuguesa (o "Porteiro-mor", responsável por abrir a porta para os visitantes entrarem na sala onde se encontrava o rei), num terreno que lhe foi doado pelo rei D. Manuel I em 1515. A propriedade pertence atualmente ao Município de Sintra. [1]
História
O terreno doado pelo rei D. Manuel I era conhecido como Herdade das Laranjeiras e ainda hoje conserva muitas destas árvores. Gaspar Gonçalves ordenou a construção de um pequeno palácio renascentista, que também apresenta elementos do estilo manuelino, predominante em Portugal na época. Após a sua conclusão, o rei D. João III condecorou Gaspar Gonçalves com o título de "Senhor da Ribafria" e atribuiu-lhe um brasão oficial.
O edifício incorpora uma torre do século XVII, inspirada na arquitetura medieval portuguesa, coberta por uma cornija com ameias. A fachada ocidental exibe o brasão de Ribafria em pedra. O restante do edifício é composto por duas partes, tendo a fachada simétrica e apresentando ameias mudéjares inspiradas na Mesquita de Córdoba, em Espanha, e na Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, em Mértola, Portugal. O interior possui tetos de madeira com caixotões, pintados com cenas de caça, bem como motivos florais e marítimos. Existem capelas no interior, bem como uma pequena no exterior, a uma curta caminhada de distância, no bosque do jardim. O edifício é considerado um exemplo de casa senhorial portuguesa da época. [2] [3]

O edifício sofreu alguns danos por conta do terramoto de 1755. Em 1902, a propriedade foi vendida ao Conde do Cartaxo, tendo o seu neto realizado trabalhos de restauro na década de 1960. De 1987 a 2002, a Quinta da Ribafria abrigou a sede da Fundação Friedrich Naumann. Durante este período, realizou-se a construção de escritórios para a fundação e restauros, principalmente do jardim, sob a supervisão dos arquitetos portugueses Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles. A propriedade foi adquirida pelo Município de Sintra em 2003. Após um período inutilizada, foi assumida pela Fundação Cultursintra, tendo seu jardim aberto ao público para visitas e abrigando eventos culturais, como exposições de esculturas e espetáculos ao ar livre durante o verão. [4] [5] [6] [7] [8]
Referência
- ↑ «Palácio da Quinta de Ribafria / Solar de Ribafria». Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA). Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ «Palácio da Quinta de Ribafria / Solar de Ribafria». Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA). Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ Oliveira, Catarina. «Quinta dos Ribafrias». Patrimonio Cultural. Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ «Palácio da Quinta de Ribafria / Solar de Ribafria». Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ «Quinta da Ribafria com nova aposta cultural». SintraNoticias. Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ «A Quinta da Ribafria é a nova aposta cultural da Fundação Cultursintra». CA Noticias. Consultado em 4 de fevereiro de 2019
- ↑ «Jardim da Quinta da Ribafria». Sintra Parques e Jardins. Consultado em 4 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2019
- ↑ «Quinta da Ribafria». O Cabaré do Goucha. Consultado em 4 de fevereiro de 2019. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2019

