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Mértola
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| Mértola | |
Vista da vila de Mértola, sede da freguesia e do município homónimos
| |
| Gentílico | mertolense, mertolengo |
| Área | 1 292,87 km² |
| População | 6 205 hab. (2021) |
| Densidade populacional | 4,8 hab./km² |
| N.º de freguesias | 7 |
| Presidente da câmara municipal |
Mário Tomé (PS, 2021-2025) |
| Fundação do município (ou foral) |
1254 |
| Região (NUTS II) | Alentejo |
| Sub-região (NUTS III) | Baixo Alentejo |
| Distrito | Beja |
| Província | Baixo Alentejo |
| Feriado municipal | 24 de junho |
| Código postal | 7750 |
| Sítio oficial | https://www.cm-mertola.pt/ |
Mértola é uma vila raiana portuguesa sede do Município de Mértola do Distrito de Beja, inseridos na região do Alentejo (NUT II) e na sub-região do Baixo Alentejo (NUT III).[1] É o sexto município mais extenso de Portugal, com 1 292,87 km² de área,[2] tendo 6205 habitantes (censo de 2021).[3] O município é limitado a norte pelos municípios de Beja e de Serpa, a leste pela Espanha, a sul por Alcoutim e a oeste por Almodôvar e por Castro Verde.
A vila de Mértola, povoação com mais de 2 000 habitantes,[4] encontra-se situada numa elevação na margem direita do rio Guadiana, imediatamente a montante da confluência da ribeira de Oeiras.
Freguesias

O município de Mértola está dividido em 7 freguesias:
| Freguesia | Residentes (2011) | Residentes (2021)[3] |
|---|---|---|
| Alcaria Ruiva | 849 | 633 |
| Corte do Pinto | 857 | 732 |
| Espírito Santo | 335 | 328 |
| Mértola | 2824 | 2503 |
| Santana de Cambas | 797 | 752 |
| São João dos Caldeireiros | 567 | 442 |
| São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Solis e São Sebastião dos Carros | 1045 | 815 |
| Total | 7274 | 6305 |
Caracterização
Economia e infraestruturas de transporte
Segundo a obra História das Freguesias e Concelhos de Portugal, publicada em 2004, verificava-se uma grande diferença entre o concelho e a vila em si, em termos económicos.[5] Enquanto que na vila os serviços e o turismo já assumiam um papel determinante, no resto do município ainda se praticava uma economia baseada na agricultura e na pecuária, com funções associadas como a apicultura e panificação, existindo igualmente algumas indústrias de carpintaria.[5]
Em termos de acessos rodoviários, Mértola conta com uma rede de estradas cujos eixos estruturantes são três estradas regionais, que unem a vila a outras sedes do concelho, e servem também o tráfego interconcelhio. A Estrada Regional 123 dá acesso a Castro Verde e em Alcaria Ruiva liga-se ao IC27, a 265 une Mértola a Serpa e é o principal acesso das freguesias de Corte do Pinto e Santana de Cambas à sede do concelho, e a 267 é o principal corredor de ligação a Almodôvar e dentro do concelho é principalmente usado pelas populações da freguesia de São João dos Caldeireiros.[6] Possui três importantes pontes que permitem vencer barreiras naturais: as pontes sobre a Ribeira de Oeiras e do Vascão que unem a vila e o concelho de Mértola à região do Algarve,[7][8] e a Ponte de Mértola sobre o Rio Guadiana, que permite a ligação entre as duas margens daquele curso de água.[9]
Educação
Em 2026, o concelho de Mértola contava com dez equipamentos escolares e pré-escolares, dos quais oito eram públicos: o Centro Educativo de Algodôr, em Alcaria Ruiva, a Escola de Mina de S. Domingos, em Corte do Pinto, o Centro Educativo de Santana de Cambas, o Centro Educativo de Penilhos, em São João dos Caldeireiros, e o Centro Educativo de São Miguel do Pinheiro.[10] Na sede do concelho encontram-se o Jardim de Infância de Mértola, a Escola Básica de Mértola, e a Escola EBS de São Sebastião.[10] Em termos de escolas privadas, existiam o Centro Infantil da Santa Casa da Misericórdia de Mértola e a Escola Profissional Alsud,[10] sendo esta última de especial interesse pela sua oferta formativa especializada e organizada de acordo com as necessidades da região, incluindo cursos de geriatria e de gestão cinegética.[11]
Geografia
A hidrologia do município de Mértola é marcada pelo rio Guadiana e seus afluentes (Oeiras, Chança e Vascão). Este atravessa o município numa extensão 35 km, fazendo a maré sentir-se até Mértola, cerca de 70 km desde a foz.
Em termos geológicos, o município de Mértola é caracterizado por duas zonas distintas: a peneplanície alentejana e o vale do Guadiana.[12]
Situa-se na área Sudeste da região do Alentejo, junto à fronteira com Espanha e os concelhos de Serpa, Beja, Castro Verde e Almodôvar.[5]
Clima
Mértola apresenta um clima quente e temperado, predominantemente mediterrânico, com verões quentes e secos, consequência da interioridade. Os invernos são amenos e pouco chuvosos.[12]
Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, a classificação do clima é Csa. A temperatura média anual é de 17.1 °C. Tem uma pluviosidade média anual de 446.38 mm.
| Dados climáticos para Mértola (Mértola-Vale Formoso), 1991-2020, extremos 1981-presente | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Recorde alta °C (°F) | 24.2 (75.6) |
25.6 (78.1) |
30.5 (86.9) |
34.9 (94.8) |
39.5 (103.1) |
44.1 (111.4) |
45.0 (113) |
45.3 (113.5) |
42.7 (108.9) |
35.6 (96.1) |
27.7 (81.9) |
22.4 (72.3) |
45.3 (113.5) |
| Média alta °C (°F) | 14.5 (58.1) |
15.9 (60.6) |
19.0 (66.2) |
21.1 (70) |
25.4 (77.7) |
30.5 (86.9) |
34.0 (93.2) |
33.8 (92.8) |
29.5 (85.1) |
24.2 (75.6) |
18.3 (64.9) |
15.2 (59.4) |
23.5 (74.3) |
| Média diária °C (°F) | 9.6 (49.3) |
10.6 (51.1) |
13.2 (55.8) |
15.1 (59.2) |
18.5 (65.3) |
22.6 (72.7) |
25.2 (77.4) |
25.3 (77.5) |
22.4 (72.3) |
18.5 (65.3) |
13.4 (56.1) |
10.6 (51.1) |
17.1 (62.8) |
| Média baixa °C (°F) | 4.7 (40.5) |
5.2 (41.4) |
7.4 (45.3) |
9.0 (48.2) |
11.5 (52.7) |
14.6 (58.3) |
16.4 (61.5) |
16.9 (62.4) |
15.3 (59.5) |
12.8 (55) |
8.5 (47.3) |
6.0 (42.8) |
10.7 (51.3) |
| Recorde baixa °C (°F) | −4.5 (23.9) |
−4.2 (24.4) |
−2.9 (26.8) |
0.5 (32.9) |
3.7 (38.7) |
7.1 (44.8) |
9.7 (49.5) |
10.2 (50.4) |
7.6 (45.7) |
3.9 (39) |
−1.1 (30) |
−3.4 (25.9) |
−4.5 (23.9) |
| Média precipitação mm (pol.) | 48.31 (1.902) |
40.74 (1.6039) |
49.58 (1.952) |
48.75 (1.9193) |
39.25 (1.5453) |
8.82 (0.3472) |
0.99 (0.039) |
3.66 (0.1441) |
23.40 (0.9213) |
63.1 (2.484) |
56.73 (2.2335) |
63.05 (2.4823) |
446.38 (17.574) |
| Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera[13][14] | |||||||||||||
História
Pré-história
Os vestígios de habitação mais antigos no território correspondente ao concelho de Mértola datam do Neolítico.[15]
A obra Arquivo Histórico de Portugal, publicada em 1890, refere a lendária fundação fenícia de Mértola: «É esta uma das mais antigas povoações da antiga luzitania, sendo fundada, segundo a opinião de abalizados archeologos e historiadores, pelos phenicios da cidade de Tyro. [...] A fundação de Mertola teve por motôr a fuga de alguns phenicios, que se homisiaram aqui quando Alexandre Magno invadiu a cidade de Tyro. Deram os fundadores á povoação o nome de Myrtilis, que significa - Nova Tyro. Com o andar do tempo, a palavra Myrtilis corrompeu-se em Mertola. [...] Usaram os phenicios percorrer os mares, e onde lhes convinha fundavam colonias, e armazenavam os productos minerais que nas inmediações exploraram. O nosso Tejo, Guadiana e Sado, fizeram parte d'essas colónias, tão vantajosas aos seus laboriosos e activos fundadores.».[16]
Horácio Ferreira Alves avançou uma teoria diferente para a origem e o topónimo de Mértola no jornal O Mensageiro Escolar em 1933, segundo a qual a povoação e o nome de Mértola são muito anteriores à presença fenícia. Ferreira Alves argumenta que o topónimo era ibero-céltico ou lígure, sendo a raiz celtibérica visível no elemento Mer ou Mir, que considerou semelhantes às palavras célticas mâro, moir e mel, e que traduziu como grande, enquanto que tol-a significaria castro ou povoado num monte, podendo estar relacionado com os termos lusitanos como tal, tar ou tur, relativos a um local elevado. Assim, o topónimo Mértola poderia significar vila ou castro grande ou terra, povo do monte, explicação que se coaduna com a localização primitiva da povoação.[17]
Desde muito cedo que a povoação se terá afirmado como um importante entreposto comercial, estimulado pela sua posição privilegiada no Rio Guadiana, que permitiu a sua ligação às civilizações do Mar Mediterrâneo, como os fenícios e cartagineses[18] Durante a Idade do Ferro, a povoação era defendida por uma linha de muralhas, provavelmente construídas entre os séculos VI e II a.C.[19] A muralha tinha cerca de 2 Km de comprimento, encerrando uma área de 65 Ha, que era uma das mais extensas deste período na Península Ibérica.[19] Era composta por um muro construído em blocos e lajes de xisto da região, com uma largura variável entre os 4 e 5 metros, e por várias torres semi-circulares com 5 a 6 metros de largura.[19]

Período romano e antiguidade tardia
Mértola foi depois ocupada pelos romanos, sendo então denominada de Myrtilis.[15] O Arquivo Histórico refere que devido à sua «situação desafogada e prospera», quando foi conquistada pelos romanos, estes «lhe concederam a honra e privilegio de cidade municipal do antigo direito latino».[16] Segundo aquela obra, terá recebido o nome de Myrtilis Julia, como sucedeu com outras cidades do Alentejo, como Pax Julia (Beja) e Liberalitas Julia (Évora), provavelmente em homenagem a Júlio César, que fez a paz com os Lusitanos, e concedeu várias vantagens às cidades daquela região.[16] Manteve a sua importância ao longo deste período,[18] como pode ser atestado pela presença de vestígios de grandes edifícios e infra-estruturas dessa época, como um criptopórtico, a Torre Couraça, a Casa Romana, e vários lanços de estradas.[15] Sobre o criptórtico, situado a Norte da alcáçova, existia provavelmente um Fórum.[20] O arqueólogo Estácio da Veiga avançou a teoria de que a cidade romana era protegida por uma cintura de muralhas, apesar de não terem sido até então encontrados quaisquer vestígios dessa estrutura, uma vez que geralmente as povoações mais importantes durante esse período eram fortemente protegidas.[21] No século II d.C., o escritor Ptolemeu descreveu a cidade como um «oppidum antiquum e preclarum», o que significa que já então Mértola era muito antiga.[5]
Foi também na época romana que se desenvolveu a exploração no importante couto mineiro de São Domingos.[15]
Durante o período da Antiguidade tardia, entre os séculos V a VIII d.C., nos finais do domínio romano, a plataforma artificial do criptopórtico foi ocupada por edifícios religiosos, ricamente ornamentados com mosaicos.[20] Esta fase foi de grande expansão do cristianismo em Mértola, como pode ser constatado pela presença de sepulturas e de locais de culto, nomeadamente duas basílicas paleocristãs, uma no Rossio do Carmo e outra junto à alcáçova.[15] Nesta última destaca-se a presença de um baptistério de forma octogonal.[15] A Igreja Matriz terá sido construída originalmente no século IV d.C., substituindo um templo romano.[22] Terá sido igualmente em Mértola que nasceu São Brissos, que foi torturado como parte das perseguições contra os cristãos, durante o reinado do imperador Diocleciano.[16]
No século V a civilização romana entrou em profundo declínio, tendo a Lusitânia sido ocupada por vários povos vindos das regiões setentrionais da Europa, como os suevos e os visigodos.[23] O Arquivo Histórico refere que Mértola terá sido devastada durante este período, como sucedeu com outras cidades na Península Ibérica.[16] Porém, apesar disto ainda terá mantido alguma importância, como referido por Enrique Flórez na sua obra España Sagrada, baseado na Crónica dos Suevos do bispo Idácio, e transcrita por Estácio da Veiga: «Censorius comes, qui Legatus missus fuerat ad Suevos, residens Mirtyli, obsessus à Rechila in pace se tradit.[23] Este texto menciona que em 440 a cidade romana foi cercada e tomada pelos Suevos, a cujo rei Réquila foi enviado como embaixador o Conde Censório.[23] O Arquivo Histórico menciona que em 630 São Salvador fundou um mosteiro Beneditino a cerca de 10 Km de Mértola, que foi depois destruído pelos mouros, em conjunto com um outro mosteiro da mesma ordem, a 15 Km da vila.[16] Foram igualmente encontrados vários materiais epigráficos funerários gregos, do período após o fim da civilização romana na Lusitânia.[24]


Domínio islâmico e reconquista
Em 711 inicia-se a invasão da Península Ibérica por povos islâmicos,[15] tendo Mértola sido conquistada em 713, como parte de uma campanha de Muça ibne Noçáir, em conjunto com Medina Sidónia e Sevilha.[25] Porém, como refere o Arquivo Histórico, a cidade terá sido reconstruída pouco tempo depois, uma vez que os novos líderes depressa reconheceram a sua vantajosa posição geográfica.[16] Assim, muda de nome para Martula, entrando num período de franco desenvolvimento, com a correspondente ampliação da área urbana.[15] Foi considerada como uma das mais importantes cidades fortificadas na região do Gharb al-Andalus,[26] devido à existência de ricos jazigos mineiros na região em redor, como os da futura mina de São Domingos, e à navegabilidade do Rio Guadiana.[27]
No entanto, na década de 1930 o concelho ainda lutava contra problemas em termos de vias de comunicações terrestres, que impediam o seu desenvolvimento agrícola e mineiro.[28] Com efeito, no livro Album Alentejano, publicado em 1932, ressalva-se a necessidade de continuar a estrada n.º 105, que ligava a vila ao Algarve e iria beneficiar outras freguesias do concelho, e a construção da estrada n.º 107, ligando a mina de São Domingos a Serpa, que iria valorizar a riqueza mineira e agrícola de Mértola, minimizar o isolamento a que a região ficava sujeita durante as cheias do Rio Guadiana, e atenuar a falta de trabalho que então se fazia sentir entre os mineiros e trabalhadores rurais.[28] Denuncia-se igualmente a total ausência de caminhos de ferro ligando o concelho a outras regiões do país, e a falta de aproveitamento do tramo do Rio Guadiana entre Mértola e o Pomarão.[28] Em 1946 entrou ao serviço outra importante infraestrutura de transportes no concelho, a Ponte do Vascão,[29] estabelecendo desta forma uma importante ligação entre as regiões do Alentejo e do Algarve.[30]
Entre 1938 e 1956 foi construído o complexo dos Celeiros da EPAC em Mértola, que funcionou até 1961, tendo durante a sua operação sido uma das maiores fonte de rendimento para a vila.[31] No entanto, nos finais da década de 1950 a exploração mineira em São Domingos decresce consideravelmente, acabando por encerrar em 1965, causando graves problemas sociais e económicos no concelho.[15] Com efeito, nessa época a mina ainda dava emprego de forma directa ou indirecta a várias centenas de famílias, que devido à falta de emprego foram obrigadas a emigrar para Lisboa ou para fora do país.[15] Desta forma, no decénio entre 1961 e 1971 o município perdeu mais de metade dos seus habitantes.[5] Entretanto, em 21 de Junho de 1961 foi inaugurada a ponte sobre o Rio Guadiana, que veio estimular o crescimento urbano da vila,[32] e melhorar consideravelmente as comunicações com a margem esquerda do rio.[33]
Em Setembro de 1960 deixou de circular o navio Mértola, que fazia carreiras de passageiros entre Mértola e Vila Real de Santo António.[18] Em 1993 foram reiniciados os serviços fluviais neste percurso, embora com grandes dificuldades devido ao progressivo assoreamento do Rio Guadiana, uma vez que a empresa responsável pela exploração da Mina de São Domingos tinha deixado de fazer os trabalhos de dragagem desde que a produção terminou, em 1965.[18] Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, iniciou-se uma nova fase na administração municipal de Mértola, tendo o primeiro presidente da câmara após o regresso à democracia sido Serrão Martins, eleito em 1976.[34]
Em 1982 o edifício da Câmara Municipal foi destruído por um incêndio, tendo sido reconstruído dois anos depois.[35] Entretanto, na década de 1970 iniciou-se uma nova fase na investigação arqueológica, permitindo uma melhor compreensão do passado no concelho.[15] Estas descobertas levaram a que, nos anos 80, Mértola começasse a utilizar o seu património histórico como motor para o desenvolvimento económico e cultural,[15] tendo em 1988 sido aberto o Museu da Casa Romana.[36] Em 2000 foi inaugurada a Oficina de Tecelagem, na vila de Mértola.[37]

Século XXI
Nos princípios do século XXI, o concelho continua a sofrer de vários problemas semelhantes aos dos outros territórios no interior, como uma população muito envelhecida e com uma fraca taxa de alfabetismo, e um reduzido desenvolvimento económico, situações que a autarquia procurou combater através da criação de estruturas de apoio à terceira idade e de incentivos financeiros às entidades interessadas em fixar-se no território.[15] Grande parte da dinâmica económica de Mértola assenta sobre o turismo, baseado na grande riqueza cultural, cinegética e ambiental do concelho.[15]
Em 2004 foi oficialmente criada a instituição do Museu de Mértola, que administra vários núcleos museológicos na vila e no concelho.[38] Em 2016, a vila de Mértola foi um dos seis elementos do Alentejo que foram integrados na lista dos candidatos portugueses à categoria de património mundial, coordenada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.[39] Na candidatura destaca-se a forma como o centro histórico de Mértola se manteve praticamente inalterado desde a época medieval, sendo assim de grande importância do ponto de vista histórico, patrimonial e artístico.[40] Realçam-se igualmente as importantes descobertas arqueológicas em Mértola, que permitiram uma nova interpretação da forma como a região se relacionou no passado com os povos e culturas de outros territórios, constituindo desta forma um espaço privilegiado para o diálogo entre as culturas e o desenvolvimento de práticas de crescimento sustentável.[40]
Em 2024, o concelho de Mértola ficou em 44.º lugar, e em segundo no Distrito de Beja, entre os cem melhor classificados no Anuário Financeiro dos Municípios, na categoria de municípios de pequena dimensão. Esta publicação foi editada pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, em cooperação com a Ordem dos Contabilistas Certificados e o Tribunal de Contas, e mede vários indicadores, como os graus de cobertura das despesas, execução do saldo efectivo no ponto de vista dos compromissos, e de execução da despesa correspondente aos compromissos assumidos.[41] Também nesse ano, a Associação de Defesa do Património de Mértola foi distinguida com o prémio AGIR da operadora Rede Eléctrica Nacional, devido aos seus esforços pela preservação do montado, que é considerado como um dos habitats mediterrâneos mais ameaçados.[42] Igualmente em 2024, o programa da autarquia para a recuperação do coelho-bravo e da lebre-ibérica foi oficialmente reconhecido pela organização internacional de caçadores FACE como uma das iniciativas a nível europeu para a conservação da biodiversidade.[43]
Em 2025, Mértola recebeu o prémio Best Tourism Villages da Organização Mundial do Turismo, que tem como finalidade distinguir os destinos em ambiente rural que alcançaram um grande desenvolvimento do ponto de vista da sustentabilidade, cultura e envolvimento com a comunidade local.[44] Nesse ano também arrancou um programa de colaboração das autarquias de Mértola e Sines, no sentido de serem os primeiros destinos na região com certificação de turismo sustentável.[45] Igualmente em 2025, destaca-se a inauguração do Lar de São Miguel do Pinheiro, um equipamento que veio melhorar consideravelmente a rede de serviços às populações de terceira idade na margem direita do Rio Guadiana.[46] Em Janeiro de 2026 a Câmara Municipal de Mértola foi galardoada com o certificado Biosphere – Sustainable Destination, emitido pela organização Biosphere Responsible Tourism, tendo sido o primeiro concelho do Alentejo a receber esta certificação.[47] Em Março de 2026 foi oficialmente apresentado o programa de investigação ROTA – Mértola, o Último Porto, desenvolvido pela empresa ERA Arqueologia em cooperação com a autarquia de Mértola, e que tinha como finalidade estudar as margens do Guadiana entre o Pomarão e o Pulo do Lobo.[48] Nesse ano a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva apresentou duas propostas para a construção de novas barragens, represando as ribeiras de Terges e Cobres, no concelho de Mértola e de Beja, e de Carreiras, no concelho de Mértola.[49] Segundo aquele órgão, as barragens iriam ser usadas para assegurar o caudal ecológico do Rio Guadiana, uma vez que se poderia «utilizar a água ali represada nos momentos de cheia para assegurar os caudais ecológicos no verão ou quando há menos água, libertando a pressão de Alqueva».[49] Porém, a construção das barragens foi contestada pela associação ambientalista ZERO, alegando que «não resolveriam o problema estrutural da bacia», mas «permitiriam libertar capacidade no sistema de Alqueva para continuar a suportar a expansão do regadio, legitimando um modelo que contribui para o agravamento do défice hídrico em vez de o corrigir».[49]
Nas décadas de 2010 e 2020 verificou-se uma fase de renovação da rede viária do concelho por parte da empresa Infraestruturas de Portugal, com a reabilitação de várias pontes, como a de Oeiras em 2016[50] e a dos Dois Irmãos[51] e da Vascão em 2025,[52] e a requalificação planeada das estradas regionais 265 e 267,[53] e do Caminho Municipal 1153, entre a vila de Mértola e o Pomarão, sendo este último de especial importância por melhorar as comunicações com Espanha.[54] Outra importante intervenção iniciada na década de 2020 foi o programa de requalificação do antigo complexo da EPAC de Mértola, e a sua conversão num centro de investigação ambiental.[55]
Política
Eleições autárquicas [56]
| Data | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | % | V | Participação |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| FEPU/APU/CDU | PS | CDS-PP | AD | PPD/PSD | PPM | PRD | IND | PSD/CDS | NC | CH | RIR | ||||||||||||||
| 1976 | 56,27 | 4 | 26,60 | 1 | 9,09 | - | 61,28 / 100,00 | ||||||||||||||||||
| 1979 | 67,10 | 4 | 15,88 | 1 | AD | 14,50 | - | AD | AD | 72,61 / 100,00 | |||||||||||||||
| 1982 | 61,45 | 4 | 24,52 | 1 | 70,56 / 100,00 | ||||||||||||||||||||
| 1985 | 55,20 | 3 | 28,40 | 2 | 11,30 | - | 62,58 / 100,00 | ||||||||||||||||||
| 1989 | 52,80 | 3 | 36,67 | 2 | 6,99 | - | 63,28 / 100,00 | ||||||||||||||||||
| 1993 | 46,46 | 3 | 44,90 | 2 | 4,55 | - | 67,98 / 100,00 | ||||||||||||||||||
| 1997 | 48,94 | 3 | 46,09 | 2 | 1,19 | - | 1,03 | - | 73,04 / 100,00 | ||||||||||||||||
| 2001 | 46,41 | 2 | 47,35 | 3 | 0,77 | - | 1,52 | - | 73,63 / 100,00 | ||||||||||||||||
| 2005 | 44,58 | 2 | 48,54 | 3 | AD | 3,33 | - | AD | AD | 74,76 / 100,00 | |||||||||||||||
| 2009 | 42,94 | 2 | 46,35 | 3 | 0,96 | - | 6,47 | - | 76,50 / 100,00 | ||||||||||||||||
| 2013 | 43,20 | 2 | 47,82 | 3 | PPD/PSD | CDS-PP | 3,42 | - | 1,06 | - | 73,28 / 100,00 | ||||||||||||||
| 2017 | 38,65 | 2 | 53,65 | 3 | 3,47 | - | 72,77 / 100,00 | ||||||||||||||||||
| 2021 | 26,53 | 1 | 57,61 | 4 | 2,42 | - | 8,99 | - | 1,20 | - | NC | 72,63 / 100,00 | |||||||||||||
Eleições legislativas
| Data | % | |||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PCP | PS | PSD | CDS | UDP | APU/ | AD | FRS | PRD | PSN | BE | PAN | PSD CDS |
L | CH | IL | |
| 1976 | 47,63 | 27,53 | 6,22 | 5,16 | 2,15 | |||||||||||
| 1979 | APU | 18,49 | AD | AD | 0,88 | 57,40 | 16,09 | |||||||||
| 1980 | FRS | 0,87 | 55,14 | 18,33 | 16,27 | |||||||||||
| 1983 | 23,32 | 7,94 | 3,55 | 0,44 | 57,21 | |||||||||||
| 1985 | 17,03 | 9,62 | 2,08 | 0,72 | 55,00 | 7,25 | ||||||||||
| 1987 | CDU | 15,69 | 20,11 | 1,55 | 0,69 | 49,34 | 3,76 | |||||||||
| 1991 | 22,83 | 24,32 | 2,22 | 40,05 | 0,67 | 0,71 | ||||||||||
| 1995 | 41,44 | 11,86 | 2,42 | 1,18 | 36,26 | |||||||||||
| 1999 | 43,04 | 10,14 | 2,72 | 36,23 | 0,38 | 1,07 | ||||||||||
| 2002 | 42,06 | 14,47 | 2,17 | 32,53 | 1,32 | |||||||||||
| 2005 | 47,52 | 7,47 | 2,17 | 32,36 | 3,99 | |||||||||||
| 2009 | 37,63 | 8,75 | 3,92 | 35,67 | 6,83 | |||||||||||
| 2011 | 32,58 | 17,06 | 5,01 | 30,76 | 3,87 | 0,61 | ||||||||||
| 2015 | 37,75 | CDS | PSD | 29,59 | 6,47 | 0,76 | 15,76 | 0,33 | ||||||||
| 2019 | 46,50 | 9,05 | 1,11 | 27,08 | 6,97 | 1,05 | 0,48 | 0,60 | 0,27 | |||||||
| 2022[57] | 47,11 | 13,29 | 0,53 | 23,39 | 2,69 | 0,50 | 0,77 | 6,53 | 1,03 | |||||||
| 2024[58] | 36,20 | AD | AD | 21,00 | 13,91 | 4,14 | 1,10 | 1,21 | 15,29 | 1,30 | ||||||
Evolução da População do Município
No censo de 1864, o lugar de Via Glória surge como freguesia autónoma. Por decreto de 19/05/1877, o município de Mértola passou a integrar a freguesia de São Pedro de Solis, que até aí fazia parte do município de Almodôvar.
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
★ Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.
| Número de habitantes por Grupo Etário ★★ [1] | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 | 2021 | |
| 0-14 Anos | 5 998 | 7 490 | 7 185 | 8 386 | 9 503 | 8 572 | 7 262 | 3 130 | 2 244 | 1 497 | 1 005 | 665 | 546 |
| 15-24 Anos | 3 674 | 4 233 | 3 662 | 5 139 | 5 211 | 5 254 | 4 120 | 1 825 | 1 552 | 1 254 | 949 | 647 | 438 |
| 25-64 Anos | 8 082 | 9 541 | 8 587 | 10 815 | 12 575 | 13 014 | 12 553 | 7 275 | 5 291 | 4 423 | 3 938 | 3 449 | 2 938 |
| = ou > 65 Anos | 792 | 990 | 983 | 1 133 | 1 500 | 1 987 | 2 091 | 2 155 | 2 606 | 2 631 | 2 820 | 2 513 | 2 284 |
★★ De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município na data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.
Figuras ilustres
- Abu Alcácime Amade ibne Huceine ibne Cassi
- D. António Sebastião Valente, arcebispo de Goa e patriarca das Índias
- Frei António Rosado
- Pedro Mascarenhas, 6° vice-rei da Índia
- Raposo Tavares
- Aureliano de Mira Fernandes
- José Sebastião e Silva
- Laurinda Serytram - Poetisa, professora e empresária, morreu em 29 de Setembro de 1951.[59]
- José António Baioa Vaz - Militar com o posto de furriel, morreu num desastre aéreo em São Salvador do Congo, em Angola, em 8 de Novembro de 1963, durante a Guerra Colonial.[60]
Património edificado
Civil
- Antigo Posto da Guarda Fiscal (junto à foz da Ribeira de Oeiras)
- Antigos celeiros da EPAC de Mértola
- Casa de Mértola
- Castelo de Mértola
- Cemitério Velho de São Miguel do Pinheiro
- Ponte de Mértola (Torre do Rio)
- Paços do Concelho de Mértola / Núcleo museológico da Casa Romana
- Casa do Mineiro — Centro de Documentação
- Moinho do Alferes
- Museu do Contrabando
- Núcleo de Arte Islâmica do Museu de Mértola (Celeiros da Casa de Bragança)
- Ponte sobre a Ribeira de Oeiras
- Ponte de Mértola sobre o Rio Guadiana
- Torre do Relógio de Mértola
- Villa Romana de São Miguel do Pinheiro


Religioso
- Capela de Nossa Senhora da Conceição (Mértola)
- Capela de São Bento (Corte Gafo de Cima)
- Capela do Senhor do Calvário
- Cemitério Velho de São Miguel do Pinheiro
- Convento de São Francisco
- Cruzeiros de São Miguel do Pinheiro
- Igreja Matriz de Mértola
- Ermida de Nossa Senhora do Amparo (Corvos)
- Ermida de Nossa Senhora das Neves (Mértola)
- Ermida de Nossa Senhora das Neves (Mesquita)
- Ermida de Santa Ana (Montes Santana)
- Ermida de São Brás
- Ermida de São Salvador do Mosteiro
- Ermida de São Barão
- Igreja Paroquial de Corte do Pinto
- Igreja Paroquial do Espírito Santo
- Igreja Paroquial de São João dos Caldeireiros
- Igreja Paroquial de São Miguel do Pinheiro
- Igreja Paroquial de Via Glória
Cultura
- Festival Islâmico de Mértola: Celebrando a conexão cultural islâmica entre o Islão e Mértola. Ocorre a cada dois anos.[61]
- Ecomuseu do Guadiana.
- Museu de Mértola - Cláudio Torres: Criado pela Câmara Municipal de Mértola em 2004, é composto por vários núcleos dispersos geograficamente, na sua maioria localizados no Centro Histórico de Mértola.
- Cineteatro de Mértola
Um dos principais produtos de artesanato do concelho são as mantas de lã, que são fabricadas segundo métodos tradicionais, utilizando matérias-primas da região.[62] Um dos principais centros de produção das mantas é a Oficina de Tecelagem, situada no centro histórico da vila de Mértola.[63] Outro produto tradicional de grande relevo no concelho é o pão, tendo as padarias de São Miguel do Pinheiro e São Pedro de Solis sido várias vezes premiadas no Concurso Nacional de Pão Tradicional Português, em Santarém.[64][65]
Espaços naturais[66]
- Serra da Alcaria
- Parque Natural do Vale do Guadiana
- Tapada da Mina
- Pulo do Lobo
Heráldica
| Brasão: Escudo negro, um cavaleiro de armadura, cerco e manto, com espada alçada na mão direita e no braço esquerdo um escudo carregado de uma cruz de Santiago, a vermelho, montado num cavalo empinado, tudo de prata, o cavalo selado e enfreado a negro realçado a ouro. No cantão direito do chefe, dois martelos de prata, postos em pala e alinhados em faixa. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com legenda a negro: "VILA DE MÉRTOLA".[67] | |
| Bandeira: Esquartelada de branco e vermelho. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro.[67] |
Ver também
Galeria
Bibliografia
- BASTOS, Hélder; FREITAS, Marta, FERREIRA, Ana; et al. (2004). História das Freguesias e Concelhos de Portugal. Volume 10. Matosinhos: Quidnovi. 143 páginas. ISBN 989-554-158-9
- BOIÇA, Joaquim (2022). Susana Gómez Martínez; Sandra Rosa, eds. Caminhos da religiosidade nas terras do Baixo Guadiana: entre o Guadiana e os contrafortes da Serra Algarvia (PDF). Mértola: Campo Arqueológico de Mértola. 43 páginas. ISBN 978-972-9375-55-2. Consultado em 28 de Novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 12 de março de 2026
- CAPELO, Rui Grilo; RODRIGUES, António Simões; et al. (1994). História de Portugal em Datas. Lisboa: Círculo de Leitores, Lda. 480 páginas. ISBN 972-42-1004-9
- MORENO, Humberto Baquero (1986). Os Municípios Portugueses nos Séculos XIII a XVI - Estudos de História. Lisboa: Editorial Presença
- VEIGA, Sebastião Philippes Martins Estácio da (1880). Memória das antiguidades de Mértola: Observadas em 1877. Lisboa: Imprensa Nacional. 189 páginas. Consultado em 4 de Novembro de 2025 – via Internet Archive
Referências
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- ↑ Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013
- 1 2 INE. «Censos 2021 — resultados preliminares». Consultado em 29 de julho de 2021. Cópia arquivada em 22 de novembro de 2022
- ↑ INE (2013). Anuário Estatístico da Região Alentejo 2012 (PDF). Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 31. ISBN 978-989-25-0214-4. ISSN 0872-5063. Consultado em 5 de maio de 2014. Cópia arquivada em 17 de julho de 2024
- 1 2 3 4 5 BASTOS et al, 2004:96
- ↑ «Relatório de Diagnóstico: Concelho de Mértola» (PDF). Instituto de Dinâmica do Espaço - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Novembro de 2007. p. 108-109. Consultado em 22 de Março de 2026
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- ↑ GOMES, Teixeira (20 de Maio de 2025). «Obras na Ribeira do Vascão atrasam e cortam ligação ao Algarve até 30 de setembro». Jornal de Notícias. Consultado em 22 de Março de 2026
- ↑ «Inauguração da Iluminação da ponte sobre o rio Guadiana». Câmara Municipal de Mértola. 29 de Dezembro de 2023. Consultado em 22 de Março de 2026. Cópia arquivada em 30 de julho de 2023
- 1 2 3 «Rede Escolar». Câmara Municipal de Mértola. Consultado em 18 de Junho de 2026
- ↑ «ALSUD (Mértola) – uma escola cinegética onde se ensina a proteger a natureza». Alentejo Ilustrado. 19 de Julho de 2025. Consultado em 18 de Junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de março de 2026
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- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 «Mértola». Câmara Municipal de Mértola. Consultado em 2 de Novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de março de 2026
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