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Patricia Pillar
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Patricia Pillar | |
|---|---|
Pillar em 2012. | |
| Nome completo | Patricia Gadelha Pillar |
| Nascimento | 11 de janeiro de 1964 (62 anos) Brasília, DF |
| Nacionalidade | brasileira |
| Residência | Rio de Janeiro, RJ |
| Ocupação | atriz • diretora • produtora |
| Atividade | 1981–presente |
| Cônjuge |
|
| APCA | |
| Melhor Atriz em Televisão 2008 – A Favorita Melhor Atriz em Cinema 1994 – A Maldição de Sanpaku Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema 1996 – O Menino Maluquinho | |
| Festival de Brasília | |
| Melhor Atriz 1992 – A Maldição de Sanpaku 1998 – Amor & Cia | |
| Outros prêmios | |
| Troféu Imprensa de Melhor Atriz 2009 – A Favorita (ver mais) | |
Patricia Gadelha Pillar[a] OMC (Brasília, 11 de janeiro de 1964) é uma atriz, diretora e produtora brasileira. Ela tornou-se conhecida na década de 1980 por suas atuações no cinema e televisão, onde destacou-se por sua versatilidade. Pillar é ganhadora de vários prêmios, incluindo três Prêmios APCA, um Troféu Imprensa e dois Prêmios Qualidade Brasil, além de ter recebido indicações para dois Prêmios Grande Otelo e quatro Prêmios Guarani. Ela recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2013.
Pillar fez sua estreia profissional como atriz na peça O Banho (1981), a qual montou com seu grupo teatral da Casa das Artes de Laranjeiras. Entretanto, sua descoberta deu-se ao protagonizar o filme Para Viver um Grande Amor (1984) ao lado de Djavan como seu par romântico. No ano seguinte, recebeu convite para fazer sua estreia como atriz de televisão na novela Roque Santeiro (1985) interpretando a atriz Linda. Nos anos seguintes, tornou-se presença constante em telenovelas e ficou conhecida, com destaque nas novelas Sinhá Moça (1986), Brega e Chique (1987), Vida Nova (1988), Rainha da Sucata (1990), Salomé (1991) e Renascer (1993).
Ela teve seu primeiro grande reconhecimento crítico ao estrelar o filme A Maldição de Sanpaku (1992), pelo qual recebeu o Prêmio APCA e o troféu do Festival de Brasília. Sua carreira também ficou marcada por protagonizar a novela O Rei do Gado (1996) como a sem-terra Luana Berdinazzi, com êxito de público e crítica. Estrelando o filme Zuzu Angel (2006), obteve sucesso cinematográfico e foi indicada ao Prêmio Grande Otelo e ao Prêmio Guarani como Melhor Atriz. A consagração artística ocorreu ao interpretar Flora Pereira na novela A Favorita (2008), pela qual entrou para o rol das grandes vilãs da teledramaturgia brasileira e recebeu inúmeros prêmios.
Nos anos recentes, fez uma sequência de trabalhos de destaque que fizeram ela se consolidar como uma artista versátil, como a vilã preconceituosa Constância em Lado a Lado (2012), a conflituosa Isabel em Amores Roubados (2014), a empresária poderosa Ângela Mahler em O Rebu (2014), a rica Isabel em Ligações Perigosas (2016) e a engenheira química Cássia em Onde Nascem os Fortes (2018).
Primeiros anos
Juventude e início da carreira
Nascida em Brasília em 11 de janeiro de 1962, Patricia é filha de Nuno Pillar, um oficial da Marinha do Brasil, e Lucy Gadelha. Em virtude da profissão de seu pai, ela morou em diversos lugares diferentes, como Vitória e Santos, até se fixar no Rio de Janeiro em 1978, com apenas 14 anos de idade.[1] Pillar sempre quis ser atriz, então trabalhava enquanto cursava o ensino médio para pagar aulas de teatro. Aos 16 anos, fez sua primeira foto como modelo.[2] Entre os seus interesses acadêmicos, estava cursar Psiquiatria e Comunicação, sendo que este último ela iniciou as aulas mas desistiu para investir na carreira de atriz.[3]
No início da década de 1980, frequentou durante oito meses as aulas do Tablado, a mais tradicional escola de arte do Rio de Janeiro. Neste período, fez sua estreia nos palcos do teatro. Ela também fez parte da primeira turma da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Fez cursos de atuação com Aderbal Freire Filho, Rubens Correa e Juliana Carneiro da Cunha.[3] Ainda na década de 1980, frequentou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, onde conheceu o diretor Hamilton Vaz Pereira que a levou para os palcos do teatro profissional.[3]
Carreira
Primeiros trabalhos e avanços (1980—1989)
Como estudante da CAL, realizou algumas montagens teatrais de autores como Victor Brecheret, Fernando Arrabal e Vladimir Maiakovski. Sua primeira peça foi O Banho (1981), de Maiakovski, onde interpretou o pintor Belvedonski.[4] Ela foi dirigida por Hamilton Vaz Pereira em sua fase pós-Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ele a dirigiu na peça Tem Pra Gente, Se Invente, em 1983, a colocando em diversos personagens no palco.[5] No ano de 1984, emendou duas peças de teatro. Em A Filha do Presidente, estrelou um enredo político e de tensão social. Já em Morangos e Lunetas, interpretou a protagonista Tainá em uma história infantil e de fantasia.[6] Foi neste ano, também, que fez sua estreia no cinema estrelando com Djavan o romance musical Para Viver um Grande Amor, de Miguel Faria Júnior, onde interpretava uma menina rica que se apaixona por um menino pobre de uma comunidade.[7]
A estreia de Pillar na televisão aconteceu em 1985 na apresentação do programa de videoclipes FM TV, em parceria com Tim Rescala, na TV Manchete.[8] No mesmo ano, foi convidada por Paulo Ubiratan para fazer parte do elenco da TV Globo após ver sua atuação no filme Para Viver um Grande Amor. Ela foi escalada para a nova versão de Roque Santeiro para o papel de Linda Bastos, uma atriz de televisão, ingênua e sem muita instrução que participa da produção do filme sobre a saga de Roque Santeiro.[9][10] No ano seguinte, atuou na novela Sinhá Moça em um personagem de maior repercussão. Ela interpretou Ana do Véu, uma moça que passou boa parte da trama com o rosto coberto por um véu devido a uma promessa de sua mãe para Santa Rita.[11]
Em Brega & Chique (1987), interpretou a impulsiva e sangue forte Ana Cláudia, uma moça que foi abandonada pelo noivo na porta da igreja no dia do casamento e tenta superar esse episódio de abandono. Ela é uma das filhas da rica Rafaela Alvaray, interpretada por Marília Pêra, que torna-se pobre após o sumiço do pai.[12][13] No mesmo período, participou do episódio "Verão 87" na série de aventura Armação Ilimitada.[14] No teatro, Hamilton Vaz Pereira a dirigiu em seus principais trabalhos no final da década de 1980, incluindo Amizade de Rua (1985), Estúdio Nagazaki (1986) e O Máximo (1989).[5]
Pillar retornou ao cinema em uma participação especial na comédia Festa (1988), dirigida por Ugo Giorgetti, interpretando uma mulher rica que joga sinuca.[15] Na televisão, apareceu como apresentadora do programa Ciranda, na TVE, e em um episódio do programa Caso Verdade, intitulado "Mocinha e Bandido", como a sequestrada Lúcia.[16] Na telenovela Vida Nova (1988), interpretou a superprotegida Bianca, jovem que tem seu romance com o italiano Bruno (Giuseppe Oristânio) vigiado pelos pais.[17] Em 1989, ao lado de Raul Cortez, viajou pelo Brasil em turnê com a peça O Lobo de Ray-Ban, que contava a história de um ator consagrado que tinha uma crise de afetividade em meio a uma apresentação de William Shakespeare.[18]
Reconhecimento cinematográfico (1990—1999)
A década de 1990 iniciou com seu trabalho na novela das oito Rainha da Sucata, onde interpretou a copeira Adelaide, uma jovem revoltada que luta por seus direitos e acaba se envolvendo com o filho da patroa, para desespero de sua mãe.[19] O seu trabalho seguinte na televisão foi sua primeira protagonista em telenovelas. Em Salomé (1991), ambientada na década de 1930, interpretou a rebelde e ousada Salomé, uma mulher que tem medo de amar e acabar perdendo sua própria liberdade. Sua vida muda quando ela se apaixona por Duda, interpretado por Petrônio Gontijo, que até então era amante da mãe dela, papel de Imara Reis.[20]
Em 1992, ganhou reconhecimento no cinema com o filme policial A Maldição de Sanpaku, no papel da bela Cris, uma jovem que é envolvida por seu namorado em uma perseguição após um golpe.[21] O filme teve repercussão positiva e sua atuação foi elogiada pela crítica. Foi lançado nos importantes festivais de cinema de Gramado e Brasília, saindo premiada como Melhor Atriz neste último.[22] Ela também recebeu o prêmio de Melhor Atriz em Cinema pela Associação Paulista de Críticos de Arte.[23] Também estrelou a minissérie criminal As Noivas de Copacabana no papel da psicóloga Cinara, noiva do assassino em série Dionato (Miguel Falabella), que, sem levantar suspeitas, é responsável por vitimar uma série de mulheres vestidas de noiva.[24] Pillar participou ainda de dois episódios do programa Você Decide, intitulados "Verdades e Mentiras" e "O Sonho Dourado".[25]
O seu retorno às telenovelas ocorreu em Renascer (1993), na qual interpretou a modelo Eliana, uma mulher sofisticada e paranoica que abandona a carreira para viver ao lado do marido, José Venâncio, personagem de Taumaturgo Ferreira. No entanto, a relação entra em crise, e Eliana acaba se envolvendo com o peão Damião, vivido por Jackson Antunes.[26] Em seguida, fez participação especial nos primeiros capítulos de Pátria Minha (1994), onde interpretou Ester, que acaba morrendo em um acidente ao protestar pelo direito de desabrigados a construírem suas casas.[27] Esteve no filme infantil O Menino Maluquinho (1994), de Helvécio Ratton, no papel da mãe do protagonista.[28] O trabalho lhe rendeu o segundo APCA da carreira, como Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema, além de sua indicação ao 1.° Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante.[23][29]

Em 1995, estrelou, ao lado de Glória Pires, Alexandre Paternost e Bruno Campos, o filme de época O Quatrilho, dirigido por Bruno Barreto e indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Na trama, os quatro interpretam imigrantes italianos que vivem um intenso conflito amoroso quando dois deles se apaixonam e decidem trocar de parceiros.[30] Em 1996, interpreta a misteriosa e bela Amula no drama O Monge e a Filha do Carrasco, de Walter Lima Júnior, trabalho que lhe rende sua segunda indicação ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz Coadjuvante.[31]
Na televisão, realiza um de seus trabalhos de maior repercussão na telenovela O Rei do Gado, exibida em 1996, como a protagonista Luana Berdinazzi, uma ativista defensora do movimento sem-terra que, ao invadir a terra do fazendeiro (interpretado por Antônio Fagundes), acabou se apaixonando por ele.[32] Sua personagem ganhou muito destaque de crítica e público, rendendo-lhe o Prêmio Contigo! de TV de 1997 como Melhor Atriz, além de ter sido indicada na mesma categoria no Troféu Imprensa daquele mesmo ano.[33] Ela voltou a ser dirigida por Helvécio Ratton no filme de comédia dramática Amor & Cia, estrelando com Marco Nanini e Alexandre Borges um triângulo amoroso. O trabalho lhe rendeu um novo prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília e a fez ser indicada ao Prêmio Guarani de Melhor Atriz.[34][35] Entre 1998 e 1999, protagonizou com Eva Wilma a série Mulher, onde interpretavam uma dupla de médicas especializadas no atendimento da mulher. A cada episódio, as histórias das pacientes se entrelaçavam com suas vidas pessoais.[36]
Atriz consagrada (2000—2008)

Após cinco anos afastada, voltou a fazer telenovelas em 2001 atuando em Um Anjo Caiu do Céu interpretando Duda, uma mulher lutadora e que tem uma busca incessante por seu filho desaparecido.[37][38] Dois anos mais tarde, em 2003, fez uma participação especial do episódio "A Grande Viagem" da série Carga Pesada, onde atuou como Rosa, uma professora que perdeu o marido e passou a dirigir seu caminhão.[39] Em 2004, teve destaque na novela Cabocla na pele da cativante Emerenciana, uma mulher política e pulso firme que é casada com o Coronel Boanerges, interpretado por Tony Ramos, e mãe da mocinha Belinha, vivida por Regiane Alves.[40][41] Além disso, estrelou com Marcos Palmeiras o especial de fim de ano História de Cama e Mesa, como a dentista recém divorciada Paula.[42]
Patricia retornou ao teatro em 2004 após uma década de afastamento estrelando uma adaptação de A Prova, do autor David Auburn, com direção de Aderbal Freire Filho, interpretando Catherine, uma mulher atormentada com a possibilidade de ter herdado a genética e instabilidade emocional do pai.[43] Ainda estrelou o curta-metragem O Casamento de Iara no papel de Iara, a mãe d'água que casou-se com um pescador e vinga-se dele após ele não cumprir o combinado. Mais tarde, o curta foi integrado ao longa-metragem Pequenas Histórias, lançado em 2007.[44] Em 2005, fez uma participação especial na série A Diarista, como Marta, no episódio "Aquele do Parto".[45] Além disso, também esteve em Damas e Cavalheiros, um quadro do programa Fantástico, no episódio "Remoendo lembranças", na qual viveu uma mulher que discutia o relacionamento amoroso sobre um homem dentro de um bar,[46] e no especial Os Amadores, onde deu sua vida a Lena, esposa de Marcos (Cássio Gabus Mendes).[47] No ano seguinte, esteve na segunda versão da novela Sinhá Moça após vinte anos do seu trabalho na versão original. Desta vez, assumiu o papel da mãe da protagonista, a Baronesa de Araruna.[48][49]

Em 2006, ainda, realiza o papel mais importante de sua carreira no cinema ao estrelar a cinebiografia Zuzu Angel, dirigido por Sérgio Rezende, onde ela interpretou a estilista Zuzu Angel na busca por seu filho desaparecido na ditadura militar.[50] A performance no filme foi amplamente elogiada pela crítica especializada, como na crítica de Aurora Leão que citou que a atriz "aproveita com maestria a oportunidade de exprimir-se em toda a sua amplitude interpretativa: comove, assusta e promove a adesão total do espectador à causa tão nobre perpetrada por Zuzu".[51] Este trabalho lhe rendeu indicações ao Prêmio Grande Otelo e ao Prêmio Guarani, ambos como Melhor Atriz, além de ter sido a melhor atriz no Festival de Cinema Latino-americano de Paris.[52] Naquele ano ela ainda aparece na comédia Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, no papel da terapeuta Cris, amiga do casal protagonista.[53][54]

O trabalho seguinte de Pillar marcou sua consagração definitiva nas telenovelas ao interpretar a vilã Flora Pereira em A Favorita (2008), exibida no horário nobre da TV Globo. A personagem tornou-se um dos maiores destaques da trama por sua rivalidade com Donatela, vivida por Cláudia Raia, e pelo mistério central da novela, que mantinha o público em dúvida sobre qual das duas era a verdadeira assassina. Após passar anos presa, Flora deixa a prisão alegando ser inocente e consegue manipular todos à sua volta, ocultando sua personalidade cruel e sua obsessão pela ex-amiga e antiga parceira de dupla sertaneja.[55] A interpretação de Pillar foi amplamente elogiada pelo público e pela crítica, consolidando Flora como uma das vilãs mais marcantes da teledramaturgia brasileira. Seu desempenho fez da atriz um dos grandes destaques da televisão naquele ano, rendendo-lhe a capa da revista Veja[56] e os principais prêmios da área, entre eles o Prêmio APCA, o Troféu Imprensa, o Melhores do Ano e o Prêmio Contigo! de TV.[57][58][59]
Amadurecimento da carreira e diversificação (2009—presente)
Em 2009, Pillar estreou como diretora de cinema lançando seu documentário Waldick Sempre no Meu Coração, sobre a trajetória do cantor Waldick Soriano, pelo qual ela recebeu uma indicação ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Longa-metragem Documentário.[60][61] Após um período afastada da mídia, retornou em 2011 na telenovela Passione em uma participação especial como Juliana, um interesse amoroso do personagem Totó (Tony Ramos) nos capítulos finais.[62][63] No mesmo ano, também participou da minissérie Divã como Suzana, uma mulher traída pelo marido.[64]
Ela foi a protagonista do episódio "A Viúva do Maranhão" da série As Brasileiras, em 2012, interpretando uma mulher rica e viúva de um importante político do Maranhão, que inicia um romance novo com o assessor do marido falecido.[65][66] Neste ano, voltou às telenovelas interpretando mais uma vilã em Lado a Lado. Em um trama ambientada em 1904, sua personagem, Constância, é uma mulher preconceituosa e dominadora que tem conflitos com os filhos e é a principal rival da protagonista, uma mulher negra que se envolve com seu filho.[67] Ela teve seu desempenho mais uma vez elogiado pela crítica e pelo público por este trabalho.[68][69][70]

Dois anos mais tarde, retornou à televisão com dois trabalhos de destaque. Na minissérie Amores Roubados, interpretou a sofisticada Isabel Favais, uma mulher cheia de conflitos internos que trabalha na Orquestra Sinfônica da cidade para fugir de seus problemas. Ela se torna uma das três mulheres seduzidas pelo conquistador Leandro (Cauã Reymond), traindo o marido.[71][72] Na telenovela de suspense O Rebu, interpretou a poderosa empresária Ângela Mahler. A personagem promove uma luxuosa festa em sua residência com a intenção de denunciar um esquema envolvendo seu sócio nos negócios. No entanto, um assassinato durante o evento desencadeia uma investigação que movimenta a trama, revelando segredos, disputas por poder e conflitos familiares entre os convidados, fazendo com que todos sejam suspeitos do crime.[73][74][75]
Em 2015, esteve no filme O Duelo, adaptação do livro Os Velhos Marinheiros ou o Capitão de Longo Curso do escritor baiano Jorge Amado dirigida por Marcos Jorge, onde interpretou Clotilde, interesse amoroso do protagonista.[76][77] Em 2016, interpretou a rica e descompensada Isabel D´Ávila de Alencar na minissérie Ligações Perigosas, uma adaptação do clássico francês Les Liaisons Dangereuses (1782), de Choderlos de Laclos.[78] Em seguida, foi cotada para a novela Velho Chico, porém recusou o papel, alegando que desejaria férias após a minissérie.[79] Ela retornaria à televisão somente dois anos mais tarde na supersérie Onde Nascem os Fortes, onde interpretou a engenheira química Cássia, uma mulher de muitos segredos e que sempre escondeu dos filhos o real motivo de nunca ter voltado a Sertão.[80] Em 2018, protagonizou o drama Unicórnio, dirigido por Eduardo Nunes e inspirado na obra de Hilda Hilst, como uma mãe que vive isolada em uma cabana com a filha.[81]
Em 2025, reaparece nos cinemas no filme Malês, dirigido por Antônio Pitanga, que conta a história da Revolta dos Malês. Ela viajou para a Bahia para as gravações do longa-metragem, que ocorreram em 2023.[82] Sua personagem na trama é Mamãe, uma comerciante e senhora de escravos, uma mulher autoritária e inescrupulosa.[83]
Vida pessoal
Relacionamentos
De ascendência portuguesa,[84] Patrícia casou-se com o músico Zé Renato em 1985. A relação chegou ao fim dez anos depois, embora nunca tivessem morado juntos.[85]
Por volta de 1983 e 1984, circularam rumores de que Djavan teria vivido um relacionamento extraconjugal com a atriz Glória Pires. O cantor, no entanto, desmentiu a informação em entrevista à revista Playboy, afirmando: "(Glória Pires) tinha esse encantamento por mim... Mas não chegamos a namorar, não." Na mesma entrevista, Djavan revelou que o relacionamento extraconjugal ao qual se referia foi com a atriz Patrícia Pillar. Segundo o cantor, o romance durou cerca de onze meses e teve início durante as filmagens de Para Viver um Grande Amor, longa-metragem no qual os dois contracenaram. Na época, Djavan chegou a se separar de sua então esposa, Aparecida, mas o relacionamento com Patrícia não teve continuidade.[86][87]
Em 1999, a atriz casou-se com o político Ciro Gomes,[88] relacionamento que terminou em 2011.[89] Em fevereiro de 2016, começou a namorar Carlos Henrique Schroder, diretor geral da TV Globo, relacionamento que terminou em agosto de 2019.[90][91]
Em 2018, Patrícia declarou seu voto e apoio ao ex-marido e amigo Ciro Gomes, nas eleições à presidência da República. A atriz é prima das cantoras Luiza Possi e Preta Gil.[92]
Saúde
Em dezembro de 2001, Patrícia descobriu que tinha um nódulo no seio. Foi constatado que era um tumor maligno, porém como foi diagnosticado em estágio inicial ele pôde ser totalmente removido. A atriz tornou público seu drama e apareceu de cabeça raspada em vários eventos, como forma de incentivar as mulheres a fazer o autoexame de mama e a enfrentar o câncer. A partir de então integrou a campanha "O câncer de mama no alvo da moda", do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, que conta com o apoio de diversos artistas.[93] Em 2002, a atriz passou por um processo de quimioterapia, devido a retirada do tumor na mama.[94] Participou também da campanha Bem-Querer Mulher, pelo fim da violência contra a mulher.[95]
Teatro
| Ano | Título | Personagem |
|---|---|---|
| 1981 | Os Banhos | Belvedonski[96] |
| 1982 | Jogos de Guerra | Vários[96] |
| 1983 | Tem Pra Gente, Se Invente | Fátima, Glória, vampira etc[96] |
| 1984 | A Filha do Presidente[97] | |
| Morangos e Lunetas | Tainá[96] | |
| 1985 | Amizade de Rua | Bianca[96] |
| 1986 | Estúdio Nagasaki | Yushimasa Nagashima, Diana e Afrânio[96] |
| Quando Eu Olho pros Teus Olhos Vejo Logo Meteoros | Cantora[96] | |
| 1988 | O Máximo | Rei Midas, Glória, etc[96] |
| 1989 | Lobo De Rayban | Júlia Ferraz[96] |
| 1991 | Freud Levou Pau em Ginecologia | Prima Roshana[96] |
| 2000 | Paixão de Cristo de Nova Jerusalém | Maria[98] |
| 2004 | A Prova | Catherine[96] |
Filmografia
Televisão
| Ano | Titulo | Personagem / Cargo | Notas |
|---|---|---|---|
| 1985 | FM TV | Apresentadora | |
| Roque Santeiro | Linda Bastos Moreyra França | ||
| 1986 | Sinhá Moça | Ana Luísa Teixeira (Ana do Véu) | |
| Vídeo Show | Apresentadora | ||
| 1987 | Brega & Chique | Ana Cláudia Alvaray | |
| Armação Ilimitada | Santinha de Oliveira | Episódio: "Verão 87" | |
| 1988 | Ciranda | Apresentadora | |
| Caso Especial | Lúcia[99] | Episódio: "Mocinha e Bandido" | |
| Vida Nova | Bianca | ||
| 1990 | Rainha da Sucata | Alaíde Ribeiro Figueroa / Beatriz Vasconcelos (Bia) | |
| 1991 | Salomé | Salomé Antunes | |
| 1992 | Você Decide | Malu | Episódio: "Verdades e Mentiras" |
| Franca | Episódio: "O Sonho Dourado" | ||
| As Noivas de Copacabana | Cinara Alves | ||
| 1993 | Renascer | Eliana Vieira | |
| 1994 | Pátria Minha | Ester Cavalcanti Fonseca | Episódios: "18 de julho–9 de agosto" |
| Caso Especial | Esmeraldina | Episódio: "O Coronel e o Lobisomem" | |
| 1996 | O Rei do Gado | Luana Berdinazzi / Marieta Berdinazzi | |
| 1998 | Mulher | Drª. Cristina Brandão | |
| 2001 | Um Anjo Caiu do Céu | Maria Eduarda Medeiros de Montaltino (Duda) | |
| 2003 | Carga Pesada | Rosa | Episódios: "A Grande Viagem" |
| 2004 | Cabocla | Emerenciana de Jesus Pereira (Ciana) | |
| Histórias de Cama & Mesa | Paula | Especial de final de ano | |
| 2005 | Os Amadores | Lena | Episódio: "27 de dezembro" |
| A Diarista | Marta | Episódio: "Aquele do Parto" | |
| Damas e Cavalheiros | Mulher | Episódio: "Remoendo Lembranças"[100] | |
| 2006 | Sinhá Moça | Cândida Ferreira, Baronesa de Araruna | |
| 2007 | Som Brasil | Apresentadora[101] | |
| 2008 | A Favorita | Flora Pereira da Silva (Espoleta)[102] / Sandra Maia[103] | |
| 2011 | Passione | Juliana Azevedo[104] | Episódios: "13–14 de janeiro" |
| Divã | Suzana | Episódios: "5–12 de abril" | |
| 2012 | As Brasileiras | Ludmila | Episódio: "A Viúva do Maranhão" |
| Lado a Lado | Constância de Bragança Assunção, Baronesa da Boa Vista | ||
| 2014 | Amores Roubados | Isabel Favais[105] | |
| O Rebu | Ângela Mahler | ||
| 2016 | Ligações Perigosas | Isabel D'Ávila de Alencar[106] | |
| 2017 | Asdrúbal Trouxe o Trombone | Ela mesma[107] | Episódio: "Quem Parte, Quem Fica" |
| 2018 | Onde Nascem os Fortes | Cássia Ferreira da Silva | |
| 2020 | Salve-se Quem Puder | Ela mesma[108] | Episódio: "27 de janeiro" |
Cinema
| Ano | Título | Personagem | Nota |
|---|---|---|---|
| 1983 | Para Viver um Grande Amor | Marina[109] | |
| 1988 | Festa | Jogadora de sinuca | |
| 1992 | A Maldição de Sanpaku | Cris | |
| 1994 | Menino Maluquinho - O Filme | Naná, a Mãe | |
| 1995 | O Quatrilho | Teresa Gardone | |
| O Monge e a Filha do Carrasco | Amula | ||
| 1996 | O Noviço Rebelde | Maria do Céu | |
| 1998 | Amor & Cia | Ludovina | |
| 2004 | O Casamento de Iara | Iara[110] | Curta-metragem |
| 2005 | A Marcha dos Pingüins | Pinguim mãe (voz)[111] | Dublagem |
| 2006 | Zuzu Angel | Zuzu Angel | |
| Se Eu Fosse Você | Drª. Cris | ||
| 2007 | Pequenas Histórias | Iara | |
| 2012 | Margaret Mee e a Flor da Lua | Narradora[112] | Documentário |
| 2015 | O Duelo | Clotilde[113] | |
| 2018 | Unicórnio | Marília[114] | |
| 2025 | Malês | Mãe A[115] |
Videoclipes
| Ano | Canção | Artista |
|---|---|---|
| 1985 | "Sino de Ouro" | Alceu Valença |
| 1991 | "Só Pensa na Fama" | Supla |
| 2013 | "Como é Grande o Meu Amor por Você"[116] | Lulu Santos |
Direção e Produção
| Ano | Título | Nota |
|---|---|---|
| 2003 | Saudade da Saudade | Direção e produção musical do videoclipe de Eveline Hecker[117] |
| 2004 | Ponte Aérea | Idealização e produção executiva do CD de Eveline Hecker[117] |
| 2007 | Waldick Sempre no Meu Coração | Direção e roteiro do documentário sobre Waldick Soriano[117] |
| Waldick Soriano: Ao Vivo | Produção e direção do CD e DVD do cantor Waldick Soriano[117] | |
| 2011 | Construção | Produtora Associada do filme[118] |
| 2013 | Vergonha | Direção do clipe da cantora Marcia Castro[119] |
| 2018 | Unicórnio | Produtora |
| 2020 | Live Nordeste Pela Vida | Produção executiva da live |
Discografia
| Álbum | Outros Artistas | Detalhes |
|---|---|---|
| Fábulas de Leonardo da Vinci[120] | Alfredo Sertã Beth Goulart Paulo Goulart |
|
Prêmios e indicações
Notas e referências
Notas
- ↑ Segundo a ortografia oficial, o prenome da atriz deveria ser grafado Patrícia, com acento agudo no primeiro i, pois é uma paroxítona terminada em ditongo.
Referências
- ↑ «Biografia». Patricia Pillar. Consultado em 17 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2025
- ↑ Veja a trajetória da atriz Patrícia Pillar - BOL Fotos - BOL Fotos
- 1 2 3 «Patrícia Pillar conta que se inspirou em Amy Winehouse e praticou boxe para viver Flora». O Globo. 9 de novembro de 2008. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ «Patrícia Pillar». memoriaglobo. 28 de outubro de 2021. Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 28 de junho de 2026
- 1 2 «SP Escola de Teatro entrevista Patricia Pillar, conselheira da ADAAP». www.adaap.org.br. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ CBTIJ (15 de março de 2020). «1985 – Morangos e Lunetas (SP)». Centro Brasileiro Teatro para a Infância e Juventude (em inglês). Consultado em 26 de junho de 2026. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2026
- ↑ «No aniversário de Patrícia Pillar, Djavan relembra filme com a atriz». O Globo. 11 de janeiro de 2021. Consultado em 26 de junho de 2026
- ↑ REDAÇÃO (20 de outubro de 2021). «Patricia Pillar deixa Globo após 36 anos: 'Relação de respeito mútuo'». Notícias da TV. Consultado em 26 de junho de 2026
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- ↑ O Casamento de Iara (2004) - e-Pipoca
- ↑ O filme documentário A Marcha dos Pinguins na versão brasileira, é narrado por Patrícia Pillar e Antonio Fagundes
- ↑ 'Margaret Mee e a Flor da Lua' estreia na Première Brasil
- ↑ Patricia Pillar apresenta Clotilde, do filme 'O Duelo' | VEJA.com
- ↑ Patricia Pillar começa a rodar filme em Teresópolis
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- ↑ No papel de produtora, Patrícia Pillar assiste pré-estreia de filme
- ↑ Cantora Marcia Castro lança clipe com direção de Patricia Pillar
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