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Glória Menezes
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Este artigo ou se(c)ção trata de uma morte recente. |
Glória Menezes | |
|---|---|
Menezes em 2020. | |
| Nome completo | Nilcedes Soares Guimarães |
| Outros nomes | Nilcedes Soares de Magalhães |
| Nascimento | 19 de outubro de 1934 Pelotas, Rio Grande do Sul |
| Nacionalidade | brasileira |
| Morte | 18 de agosto de 2026 (91 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Causa da morte | causas naturais |
| Ocupação | atriz |
| Atividade | 1957–2020[1][2] |
| Cônjuge |
|
| Filho(a)(s) | 3, incluindo Tarcísio Filho |
| APCA | |
| Melhor Atriz Revelação de Teatro 1961 - As Feiticeiras de Salém | |
| Festival de Gramado | |
| Troféu Oscarito 2005 - Pelo Conjunto da Obra | |
| Outros prêmios | |
| Troféu Imprensa de Melhor Atriz 1963 - 2-5499 Ocupado 1992 - Deus nos Acuda (ver mais) | |
Nilcedes Soares de Magalhães (nascida Guimarães; Pelotas, 19 de outubro de 1934 – Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2026),[3][4] mais conhecida como Glória Menezes, foi uma atriz brasileira. Iniciou sua carreira na televisão na década de 1950 e ganhou destaque por atuar como protagonista em diversas telenovelas de sucesso, integrando a primeira geração de profissionais do gênero no país. Entre os prêmios recebidos estão um Prêmio APCA, três Troféus Imprensa e três Prêmios Qualidade Brasil. Também foi homenageada com o Troféu Oscarito, do Festival de Gramado, e o Troféu Mário Lago, em reconhecimento à sua trajetória artística.
Menezes iniciou sua formação na Escola de Arte Dramática, onde fundou o grupo Jovens Independentes e participou de seus primeiros espetáculos teatrais. Seu primeiro trabalho profissional lhe rendeu um prêmio de revelação em um festival de teatro. Em 1959, estreou em telenovelas com Um Lugar ao Sol, da TV Tupi. No ano seguinte, estreou no cinema em O Pagador de Promessas, filme indicado ao Oscar e considerado um dos títulos de destaque do cinema brasileiro.
Posteriormente, ganhou projeção na televisão ao protagonizar diversas novelas ao lado de Tarcísio Meira, com quem foi casada por 59 anos, até a morte do ator, em agosto de 2021. A parceria profissional dos dois começou na TV Excelsior, em 2-5499 Ocupado, considerada a primeira telenovela diária da televisão brasileira. Entre os trabalhos mais conhecidos do casal estão A Deusa Vencida (1965), Sangue e Areia (1967), Rosa Rebelde (1969), Irmãos Coragem (1970), O Semideus (1973) e Cavalo de Aço (1973).
A partir da década de 1980, Menezes ampliou sua atuação na televisão, participando de novelas de diferentes autores e explorando também a comédia. Atuou em Jogo da Vida (1980), Guerra dos Sexos (1983) e Brega & Chique (1987). Em 1990, interpretou sua primeira vilã, Laurinha Figueiroa, em Rainha da Sucata, cujo desfecho foi marcado pela primeira cena de suicídio explícito na televisão.[5] Em 1992, recebeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por sua atuação em Deus nos Acuda. Também participou de produções como A Próxima Vítima (1995), Torre de Babel (1998), O Beijo do Vampiro (2002), Senhora do Destino (2004–2005), A Favorita (2008) e Totalmente Demais (2015–2016), bem como a série Louco por Elas (2012–2013).
Primeiros anos
Nascida em 19 de outubro de 1934 em Pelotas, no Rio Grande do Sul, sob o nome de Nilcedes Soares Guimarães, ela é filha de José Nilo e Mercedes, imigrantes portugueses no Brasil.[6] O seu nome de batismo é resultado da junção dos nomes de seus pais. Quando tinha apenas seis anos de idade, em 1940, mudou-se para São Paulo, onde passou a maior parte de sua juventude.[6]
Na capital paulista, ela cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e fundou o grupo teatral Jovens Independentes,[6] onde deu seus primeiros passos no teatro profissional ao lado de nomes como Juca de Oliveira.[7] Em entrevista, ela conta que teve que trocar o nome profissional por seu nome incomum de batismo. "Eu tive que trocar. Resolvemos botar Glória, porque Glória é Glória em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte", disse Menezes em depoimento ao Memória Globo.[6]
Carreira
Primeiros trabalhos e avanços (1959—1962)
Logo no início da carreira, Menezes ganhou reconhecimento por sua interpretação no teatro e avançou para as telas, no cinema e televisão. Ao lado do grupo teatral Jovens Independentes, o qual esteve entre os fundadores, montou sua primeira peça em 1959, Devoção à Cruz, com Juca de Oliveira.[8] Ela recebeu o prêmio de Melhor Atriz Revelação em um festival de teatro amador promovido por Antunes Filho. Este foi o pontapé inicial para sua ascensão ao estrelato.[6]

Fez sua estreia na televisão logo em seguida na TV Tupi ao interpretar Eloá na telenovela Um Lugar ao Sol, também em 1959, onde foi dirigida por Dionísio Azevedo.[9] No ano seguinte, Glória teve um novo reconhecimento no teatro ao protagonizar uma adaptação de As Feiticeiras de Salém como a acusadora Abigail Williams, responsável pela detenção de pessoas inocentes acusadas de bruxaria.[10] O trabalho na peça lhe rendeu o Prêmio APCA, novamente como Atriz Revelação no Teatro,[11] e foi nos bastidores do espetáculo que ela conheceu o ator Tarcísio Meira, com que viria a se casar pouco tempo depois.[6] Paralelamente, construía sua carreira na televisão participando da novela Há Sempre o Amanhã (1960) e no programa TV de Vanguarda, onde interpretava diversos personagens em histórias diferentes no teleteatro de cada episódio, entre 1960 e 1962.[12]
Ao vê-la no teatro, o cineasta Anselmo Duarte impressionou-se com sua interpretação e a convidou para integrar o elenco de O Pagador de Promessas, rodado em 1960. Inicialmente escalada para viver Marli, uma prostituta, a atriz acabou assumindo o papel de Rosa após Maria Helena Dias, que interpretaria a co-protagonista, contrair pneumonia. Com a mudança, Norma Bengell passou a interpretar Marli.[13] No filme, sua personagem é esposa de Zé do Burro, vivido por Leonardo Villar – um homem simples que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir uma promessa feita em um terreiro de Candomblé: carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso. Ela o acompanha durante toda a jornada, permanecendo ao seu lado quando a Igreja e parte da população tentam explorar a ingenuidade de Zé para benefício próprio.[13]
A obra estreou no prestigiado Festival de Cannes, em 1962, onde conquistou a Palma de Ouro, e posteriormente foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional.[14] Sua estreia no cinema, portanto, já se deu com repercussão internacional. Por esse trabalho, Menezes recebeu diversos prêmios de Melhor Atriz, incluindo no Festival de Cinema de Curitiba.[15] Em novembro de 2015, o filme foi eleito o nono melhor longa-metragem brasileiro de todos os tempos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema.[16]
Menezes alcançou reconhecimento nos três segmentos (cinema, teatro e televisão) logo no início de sua carreira. Sobre a rápida ascensão, comentou em entrevista no Memória Globo: "As coisas vieram assim para mim de uma maneira que eu fico pensando: ‘Meu Deus, se acontecesse hoje, com a experiência que eu tenho, seria um horror’. Mas você vai de cabeça nas coisas quando está começando".[6]
Início do legado nas telenovelas (1963—1969)

Foi contratada pela TV Excelsior em 1963 para protagonizar a novela 2-5499 Ocupado, um romance escrito por Dulce Santucci. A produção marcou o início da longa parceria com Tarcísio Meira, com quem formou pares românticos de sucesso inúmeras vezes, e transformou o modo de produzir novelas no Brasil. Esta foi a primeira produção a ser exibida diariamente na televisão e a estabelecer a estrutura narrativa de ganchos nos finais de cada capítulo.[17] Menezes interpretou Emily, uma detenta que trabalha como telefonista no presídio e liga sem querer para o escritório de Larry – interpretado por Tarcísio Meira. Eles se apaixonam pela voz um do outro mas o advogado não sabe da condição de presidiária de Emily.[18] Apesar dos feitos para a teledramaturgia, a produção foi extremamente criticada pelo texto de baixa qualidade e as condições precárias de gravações.[18]
O casal protagonizou, em seguida, a novela Uma Sombra em Minha Vida, de Alcina Toledo. Ela interpretou uma jovem criada por uma família tradicional, protegida por sua mãe biológica sem saber. Com o desenrolar da trama, ela precisa disputar o amor de Eduardo (Tarcísio Meira) com a própria irmã Neuza, esta interpretada por Irina Grecco.[19] Em 1965, esteve em Pedra Redonda, 39, a primeira novela gravada no Rio Grande do Sul. Foi a primeira experiência de Tarcísio Meira como diretor e o casal transferiu-se para Porto Alegre enquanto acontecia a produção. Mas, apesar do esforço dos atores, a trama que acompanhava uma família tradicional e um crime misterioso foi um fracasso. Inicialmente planejada para ter 30 capítulos, a TV Excelsior manteve a novela no ar somente até o décimo capítulo.[20]
Em A Deusa Vencida (1965), o então casal mais famoso do Brasil retomou o sucesso.[20] Ela interpretou Cecília, uma bela jovem que vive um conflito amoroso por conta dos interesses financeiros de seu pai, que está falido. Ela é prometida em casamento ao fazendeiro Fernando (Edson França), que irá sanar as dívidas de sua família, mas o seu verdadeiro amor é Edmundo (Tarcísio Meira) que, desiludido com o casamento, viaja para a Europa.[21] Ainda na Excelsior, esteve em mais três novelas. Em Almas de Pedra (1966), Menezes interpretou a jovem Cristina, que se passa por um homem para vingar seu pai assassinado, e vai transformar-se em Cristiano. Para isso, tem aulas de masculinidade com Danilo (papel de Tarcísio), por quem se apaixona.[22] Foi escalada para um papel coadjuvante em As Minas de Prata, de Ivani Ribeiro, como Zana, mas não ficou até o fim da produção, sendo substituída pela atriz Lídia Mattos.[23] Ao lado de Tarcísio, Íris Bruzzi, Débora Duarte e Ivan Mesquita, foi uma das cinco protagonistas de O Grande Segredo, seu último trabalho para a Excelsior. Ela deu vida a Marta, uma mulher que vive uma vida dupla em constante conflito com sua honestidade e a vida emprestada para uma mulher morta, se passando pela falecida Ana Célia.[24]
No final do ano de 1967, Glória e Tarcísio foram contratado pela TV Globo para estrelar suas produções. A estreia dos atores na emissora carioca se deu em Sangue e Areia, novela de Janete Clair baseada no romance homônimo de Vicente Blasco Ibañez. Ambientada na Espanha, ela interpretou Donã Sol de Alcântara, uma mulher misteriosa que se apaixona pelo toureiro Juan Galhardo – este interpretado por Tarcísio Meira. A produção ficou marcada pelo excesso de dramaticidade. A personagem de Glória chegou a arrancar os próprios olhos como prova de amor por Juan Galhardo.[25]
Seu próximo trabalho na televisão foi estrelando a novela Passo dos Ventos, também de Janete Clair, ao lado de Carlos Alberto. A história se passa no Haiti e acompanha o romance entre Vivian Chevalier e o comandante André Christophe. Ela é uma jovem determinada que, por conta das dificuldades financeiras da família, vê-se obrigada a se casar com André, sendo atormentada pela memória da falecida esposa do marido e pelo ódio que André sente por seu pai.[26] Naquele período, a TV Globo realizou um experimento envolvendo os dois casais mais populares de suas produções. A Gata de Vison, exibida na faixa das dez, estreou no mesmo dia que Passo dos Ventos e marcou essa proposta inovadora da emissora. Enquanto a “novela das oito” trazia como protagonistas Carlos Alberto e Glória Menezes, Tarcísio Meira e Yoná Magalhães – seus pares habituais – assumiam os papéis principais na “novela das dez”. No entanto, o público não reagiu bem à mudança.[27] O casal voltou a atuar junto em Rosa Rebelde (1969), um drama que passava em duas fases distintas e ambos possuíam personagens duplos.[28]
Consagração artística (1970—1979)

A primeira novela da década de 1970 estrelada por Glória marcou um sucesso até então "sem precedentes na TV brasileira".[6] A novela Irmãos Coragem a trouxe como a tímida Lara, uma moça culta e introspectiva que apresenta distúrbios de comportamento que a fazem mudar drasticamente de personalidade assumindo a personalidade de Diana, uma mulher vulgar e indomável, e Márcia, uma mulher mais equilibrada. Ela se apaixona por João Coragem (Tarcísio Meira), mas os seus desvios de personalidade colocam o romance em risco.[29]
O sucesso de Irmãos Coragem fez a emissora repetir a mesma equipe na novela O Homem que Deve Morrer, que trazia a mesma autora, mesmo diretor e o mesmo casal de protagonistas. Sua personagem é Ester, ex-mulher do grande vilão Otto Von Müller (Jardel Filho), um homem poderoso na cidade que tenta dominar sua vida e tê-la ao seu lado novamente. Mas ela se envolve com Ciro (Tarcísio Meira), um médico de origem misteriosa que inicia um conflito.[30] Seus dois trabalhos seguintes a trouxeram novamente ao lado de seu marido. Em O Semideus (1973), interpretou Ângela, uma viúva que conhece Hugo (Meira) em Portugal e começa a namorá-lo. Ela desconfia do comportamento do namorado após um acidente orquestrado por pessoas que querem tomar o seu poder.[31] Em seguida, estrelaram Cavalo de Aço (também em 1973), uma novela que discutia a reforma agrária e sofreu com a Censura Federal que proibiu o assunto. Sua personagem é Miranda, uma fazendeira rude de temperamento forte, que se envolve com o vingativo Rodrigo (Meira) e disputa o amor dele com a jovem mimada Joana – papel de Betty Faria.[32]
Menezes foi escalada, em 1975, para protagonizar a novela das dez O Grito, de Jorge Andrade, onde passaria a atuar sem a companhia do marido após uma série de trabalhos juntos como casal romântico. A trama se passa em um edifício de São Paulo onde os controversos moradores se reúnem para discutir a expulsão de uma nova condômina, a ex-freira Marta (papel de Glória), mãe de uma criança com deficiência intelectual que gritava durante as noites, incomodando os vizinhos.[33] À época, a novela foi incompreendida pelo público e gerou indignação em São Paulo, onde julgou-se que a obra era uma crítica à cidade.[33] Apesar das controvérsias, Menezes relatou que este foi um dos marcos de sua carreira: "Foi uma grande experiência para mim, porque eu fazia uma mulher muito mais velha do que eu, uma ex-freira. Tem uma frase da novela que eu guardei: ‘O homem nasce do ventre da mulher e volta ao ventre da mulher na composição do sem fim’. Uma coisa que ficou marcada na minha cabeça. É a coisa do Jorge Andrade", contou a atriz ao Memória Globo.[6]
Em 1977, envolveu-se em mais um projeto inovador na teledramaturgia que fora incompreendido pelo público.[34] A novela Espelho Mágico trouxe Menezes e Tarcísio Meira interpretando um casal famoso de atores. A trama utilizou a metalinguagem trazendo uma novela dentro da outra, ambos protagonizavam a fictícia Coquetel do Amor. No entanto, a audiência rejeitou a história dos atores e bastidores e interessou-se mais pelo romance que se passava dentro da trama.[35]
"Ela era divertida, arrumava a casa e, quando chegava à noite, se botava toda bonita e ia dançar. As mulheres colocavam flor no cabelo, a roupa da Ana Preta, tudo da Ana Preta. Foi um sucesso muito grande! Ela era mãe solteira, aquela mulher bem moderna, dona da sua vida".
— Menezes sobre o sucesso de Ana Preta.
O trabalho seguinte na novela Pai Herói, mais uma colaboração com Janete Clair, foi descrito pela crítica como um dos melhores de sua carreira.[36] Sua personagem é Ana Preta, uma mulher batalhadora e sofrida, de temperamento esquentado e sem papas na língua. No passado, ela foi amante de Baldaracci (Paulo Autran), com quem teve uma filha, e vive batendo de frente com Gilda (Maria Fernanda), que tem ciúmes de Ana. Ela acolhe André Cajarana (Tony Ramos) quando ele vai ao Rio de Janeiro em busca de sua mãe e acaba se interessando por ele.[36]
Diversificação de personagens (1980—1989)
Em 1981, esteve na novela Jogo da Vida, escrita por Silvio de Abreu para o horário das sete, onde exercitou o seu lado cômico. Ela interpretou a protagonista Jordana, uma mulher de bom caráter e familiar. Com muito esforço, ela ajudou o marido, Silas (Paulo Goulart) a ascender socialmente e, agora rica, teme cometer uma gafe por seu jeito extravagante. Sua vida muda completamente quando ela é trocada pelo marido por uma mulher vinte anos mais jovem. Ela consegue um emprego como companheira de uma velha senhora que, ao morrer, deixa uma herança para ela, ajudando a reerguer sua vida.[37]

A parceria com Silvio de Abreu repetiu-se dois anos mais tarde em Guerra dos Sexos, onde ela deu vida a Roberta Leone, uma das protagonistas da trama. A novela trouxe Glória e Tarcísio Meira em uma comédia pela primeira vez, contracenando, a princípio, como inimigos, diferente do casal romântico de costume.[38] Sua personagem é amiga de Charlô (Fernanda Montenegro), uma mulher temperamental que casou-se com um industrial em ascensão mas ficou viúva. Ela enfrenta uma série de problemas para assumir o comando da indústria que fornece tecidos para as lojas Charlô’s. Fica ao lado da amiga contra as armações de Otávio (Paulo Autran) e Felipe (Tarcísio Meira), de quem se torna rival.[39]
Em 1984, retorna ao horário nobre em Corpo a Corpo, de Gilberto Braga, na pele da protagonista Tereza. A atuação de Glória foi o destaque da produção, tida como uma "interpretação marcante", apesar do excesso de melodrama da personagem.[40] Em Corpo a Corpo, Tereza é um enfermeira modesta e mãe de uma adolescente em crise, Heloísa (Isabela Garcia). Ela se emprega na mansão de uma família rica e aos poucos conquista a confiança dos moradores, incluindo o patriarca viúvo Alfredo (Hugo Carvana), com quem se casa. No entanto, o passado de Tereza é um mistério e ela esconde segredos.[41]

Ao lado de Marília Pêra, protagonizou Brega & Chique em 1987, novela de Cassiano Gabus Mendes exibida no horário das sete. A trama centrava-se na história de duas mulheres casadas com o mesmo homem sem saber. O rico empresário Herbert, interpretado por Jorge Dória, mantinha duas famílias: com a primeira esposa, Rafaela Alvaray (Marília Pêra), é uma rica afetada e cheia de chiliques, e a outra, Rosemere (Menezes), é uma mulher simples e expansiva. Porém, o mundo das duas colidem quando Herbert declara-se falido e simula uma falsa morte. Enquanto Rafaela cai na pobreza, Rosemere herda uma fortuna de um milhão de dólares.[42][43] A dupla de atrizes destacou-se na produção ao compartilhar o protagonismo e ela teve sua performance elogiada pelo crítico Nilson Xavier, que escreveu:
Há de se destacar o excelente trabalho de Glória Menezes, mesmo com menos repercussão que sua colega Marília Pêra. Rosemere era um papel tão difícil quanto Rafaela e Glória o levou tão brilhantemente quanto. Claro que o apelo era menor – e houve mesmo um momento em que Rosemere ficou exageradamente pedante e esnobe. Porém, percebe-se na atriz uma construção muito eficiente, ainda mais quando se conhece o seu histórico: Rosemere em nada lembra outros trabalhos de Glória.[43]
Em 1988, estrelou a série Tarcísio & Glória, ao lado de seu marido, criada por Daniel Filho, Euclydes Marinho e Antônio Calmon. Além de atuar, o casal de atores também produziu o seriado, que inaugurou uma linha de coprodução na Globo. Na série, a atriz dava vida à extraterrestre Ava Becker, que mantinha uma relação incomum com o empresário corrupto Bruno Lazzarini (Tarcísio).[44] Sobre a produção, Glória comentou: "Era uma produção independente da nossa produtora em parceria com a Globo. Aprendemos muito. É uma extraterrestre que vem para esse mundo porque ela tem que continuar a espécie dela lá, e lá eles não fazem sexo, ela tinha que saber o que era sexo, tinha que saber uma série de coisas, tinha uma curiosidade enorme. Era muito interessante essa ideia".[6]
A primeira vilã da carreira (1990—1999)

A década de 1990 iniciou-se com um grande marco na carreira de Glória Menezes ao interpretar a primeira grande vilã de sua carreira, a perversa Laurinha Figueiroa de Rainha da Sucata (1990), mais uma colaboração da atriz com o autor Silvio de Abreu.[45] Sua personagem é uma socialite esnobe e arrogante. Ela é casada com Betinho (Paulo Gracindo), sendo bem mais nova que o marido, e nutre uma paixão proibida pelo enteado Edu (Tony Ramos), tornando-se a principal rival de Maria do Carmo (Regina Duarte) quando esta entra em sua vida.[46] O crítico Nilson Xavier ressaltou que, apesar dos excessos das personagens, a dupla Glória e Regina colocou seus papéis entre os mais marcantes da teledramaturgia brasileira com a rivalidade entre as duas. As atrizes compartilhavam a abertura dos créditos, com seus nomes sendo alternados na ordem de aparição.[47]
A parceria com Silvio de Abreu perdurou pela década de 90 em seus principais trabalhos na televisão. A próxima novela em que ela atuou foi Deus nos Acuda, em 1992, onde ela interpretou Baby Bueno, uma mulher que retorna ao Brasil para investigar a morte da irmã, que ela desconfia ser de autoria do cunhado Otto (Francisco Cuoco), hospedando-se em sua mansão. Por sua atuação, Glória recebeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz naquele ano.[48]
Em 1995, foi escalada para a novela A Próxima Vítima, no horário das oito. Interpretando Júlia Braga, ela esteve envolvida no principal mistério que cercava a novela. Sua personagem é uma mulher rica e bondosa que realiza trabalho social com jovens carentes. Envolve-se com os problemas de uma favela vizinha ao condomínio da irmã, Helena (Natália do Vale), mas morre misteriosamente levando um tiro após o seu carro ser cercado por um Opala preto. Ela era uma das convidadas na festa do iate em que estava na lista de vítimas do assassino da trama.[49] No ano seguinte, esteve no elenco de Vira Lata, novela de Carlos Lombardi, na pele de Stella, uma mulher que no passado abandonou o marido Lupércio (Cláudio Marzo) e os três filhos Lenin (Humberto Martins), Fidel (Marcelo Novaes) e Mussolini (Luciano Vianna) para viver um novo amor. Anos depois, ela vive uma crise no casamento pois tem muito ciúmes do marido, que é mais novo do que ela, e tenta se reaproximar dos filhos.[50] A novela apresentou instabilidades nos bastidores com a insatisfação das duas principais atrizes com a trama, Glória e Andréa Beltrão. Antes do fim da produção, ela pediu para sair da novela.[50]
Encerrou a década voltando ao posto de protagonista com Tarcísio Meira na novela das oito Torre de Babel. Eles interpretam um casal de meia idade que estão em crise no casamento, César e Marta Toledo. Eles formam uma família rica, donos de um dos maiores shoppings de São Paulo, e têm três filhos Henrique (Edson Celulari), Alexandre (Marcos Palmeira) e Guilherme (Marcello Antony). Com a crise no casamento, eles se reencontram com antigos amores de suas vidas, mas ela está disposta a salvar sua relação com o marido.[51]
Retorno aos palcos do teatro (2000—2010)
Em 2000, Menezes retornou aos palcos em Jornada de um Poema, onde interpretou uma paciente terminal de câncer. Ela interpreta a professora Vivian Bearing, que se descobre com câncer, e a peça traça um paralelo entre a frieza do tratamento médico e a vida acadêmica como docente.[52] Por sua atuação, recebeu inúmeros elogios e foi indicada pela primeira vez ao Prêmio Shell de Melhor Atriz.[53] Ela recebeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Drama.[54] Em seguida, fez participação especial na primeira fase de Porto dos Milagres, de Aguinaldo Silva, como a cafetina Dona Coló.[55]
Glória retornou às novelas em 2002 com uma personagem divertida em O Beijo do Vampiro, de Antônio Calmon. Ela interpretou Zoroasta, uma senhora excêntrica e divertida, dona de uma pequena pensão em Maramores, é fascinada por esoterismo e alquimia. Possui poderes mediúnicos que ainda não controla bem, causando confusões. Após a morte de Beto (Thiago Lacerda), torna-se essencial na vida de sua filha Lívia (Flávia Alessandra) e, com a chegada de Galileu (Luis Gustavo), acredita ter encontrado seu grande amor. Juntos, enfrentam vampiros.[56] Dois anos depois, retornou à televisão em uma participação na minissérie Um Só Coração, interpretando Camila Matarazzo, a cunhada e confidente do protagonista Ciccillo Matarazzo (Edson Celulari).[57]

Em telenovelas, fez uma participação em Da Cor do Pecado (2004) como Kiki, uma das vítimas dos golpes aplicados pelos trambiqueiros Eduardo (Ney Latorraca) e Verinha (Maitê Proença).[58] No mesmo ano, é escalada para a novela das oito de Aguinaldo Silva, Senhora do Destino, onde ela interpretou a Baronesa de Bonsucesso, que sofria de Doença de Alzheimer.[59] "Tenho um carinho muito grande por esse personagem. Talvez seja o menor personagem que eu tenha feito na televisão, mas de uma repercussão imensa, imensa! Porque não foi a quantidade, foi a qualidade", contou Glória Menezes em depoimento ao Memória Globo.[6] Em 2006, fez uma participação no início da trama de Páginas da Vida, de Manoel Carlos, atuando com Tarcísio Meira como um casal que tem seis filhos. A personagem morre logo nos primeiros capítulos, deixando uma vontade de criar uma casa de cultura que acaba se tornando a principal missão da família.[60] Neste ano, ainda, a atriz retornou ao cinema na comédia Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, estrelada por Glória Pires e Tony Ramos. Ela interpreta a divertida mãe da protagonista, uma personagem típica de "mãe perfeita" e "sogra chata".[61]
Menezes despontou no teatro novamente ao interpretar a Duquesa de York na peça Ricardo III, dirigida por Jô Soares, em 2006. Na peça, ela é a mãe de Ricardo III de Inglaterra – interpretado por Marco Ricca – uma mulher forte e imponente que amaldiçoa o próprio filho desejando-lhe a morte.[62] Novamente, a interpretação da atriz recebeu elogios e ela recebeu o segundo Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Drama de sua carreira.[63] Em 2008, viveu um de seus grandes momentos no teatro ao protagonizar a comédia dramática Ensina-me a Viver ao lado de Arlindo Lopes. Eles interpretam Maude e Haroldo, respectivamente. Ele é um rapaz de vinte anos obcecado pela morte e ela é uma senhora de 80 anos apaixonada pela vida. O encontro dos dois muda a forma como o rapaz enxerga a vida.[64] Esta foi a terceira aclamação da atriz nos palcos na década e ela recebeu pela terceira vez o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Drama, além do Prêmio Contigo! de Melhor Atriz de Teatro.[65]
Foi também em 2008 que teve seu papel de destaque na novela das oito A Favorita, de João Emanuel Carneiro. Originalmente pensada para ser uma personagem tranquila, acabou ganhando muito mais destaque do que o previsto – como a própria atriz relembra ao dizer que "João Emanuel a colocou em praticamente todas as cenas".[6] Na história, Glória interpreta Irene, uma mulher rica marcada pela morte do filho. Ao longo da trama, ela mantém a convicção de que Flora (Patrícia Pillar), ex-amiga de Donatela (Cláudia Raia) e sua nora, não foi responsável pelo crime. Dividida entre a aversão por Donatela e a confiança em Flora, a personagem se fortalece e ganha grande relevância.[66]
Aposentadoria e retirada do meio artístico (2011—2015)

Após A Favorita, Glória afastou-se das telenovelas por um período e dedicou-se ao teatro e projetos menores na televisão. Ela entrou para o elenco principal da série Louco por Elas, ao lado de Eduardo Moscovis e Deborah Secco, em 2012. Sua personagem é a avó do protagonista Léo, interpretado por Moscovis, com quem ele mora com suas filhas. O nome dela é Violeta e ela vive em um mundo fantasioso frequentemente, utilizando dessa “loucura não diagnosticada” para conseguir o que deseja, e, muitas vezes, aproximar as pessoas que ama. Ela permaneceu na série ao longo de suas três temporadas até ser finalizada em 2013.[67]
Em 2014, fez uma participação especial na novela Joia Rara, aparecendo como a protagonista Pérola Hauser em sua fase adulta no último capítulo. A personagem é retratada ainda criança durante a novela e interpretada pela atriz Mel Maia.[68] Em comemoração aos seus 80 anos de idade, a atriz reestreou a peça Ensina-me a Viver no teatro em 2015, reprisando a personagem Maude. A peça retorna aos palcos após oito anos, desde que foi montada para se comemorar os 50 anos de carreira de Glória a partir de 2007.[69]
Em 2015, Glória fez sua última telenovela na TV Globo antes de anunciar a sua aposentadoria, após sete anos longe do elenco fixo de uma produção do gênero. Ela foi escalada para a novela das sete Totalmente Demais, de Rosane Svartman, para interpretar a cômica Stelinha. Sua personagem é a mãe do protagonista Arthur (Fábio Assunção) e passa mais tempo em Paris do que em casa. Ela não suporta o ex-marido Maurice (Reginaldo Faria), evitando a sua presença. Ao longo da trama, ela recebe a difícil tarefa de ensinar boas maneiras à jovem rebelde Eliza (Marina Ruy Barbosa), que está se tornando modelo na agência de Arthur.[70][71]
Após o fim da novela, a atriz retirou-se da carreira de atriz, limitando suas aparições em público. Ela fez uma participação especial no humorístico Tá no Ar: a TV na TV, em 2018, interpretando ela mesma. No programa, ela participa de uma paródia do "Repórter por um Dia", do Fantástico, e encarna uma policial durona.[72] Em 2025, a atriz ganhou uma homenagem na segunda temporada da série Tributo, do Globoplay, e gravou depoimentos contando histórias de sua vida e carreira.[73]
Vida pessoal

Relacionamentos e filhos
Glória foi casada com o ator Tarcísio Meira desde 1962, um dos casamentos mais duradouros e marcantes entre atores no Brasil. Dessa união nasceu o também ator Tarcísio Filho, único filho do casal. Glória tem outros dois filhos, João Paulo e Maria Amélia, de um casamento anterior, arranjado pela família quando ela tinha dezoito anos, com seu primo, Arnaldo da Silva Brito. Os dois já haviam se desquitado quando Glória e Tarcísio se conheceram em 1961.[74][75]
Aposentadoria
Glória e Tarcísio tiveram seus contratos encerrados com a Rede Globo em 11 de setembro de 2020, depois de 52 anos na emissora, e se aposentaram.[76][77] O último trabalho de Glória na Globo havia sido na novela Totalmente Demais, em 2015.[77]
Após a aposentadoria, o casal passou a morar em uma fazenda de criação de gado e plantações em Porto Feliz, no interior de São Paulo.[1][2] Os dois estavam vivendo na propriedade durante a quarentena por conta da pandemia de COVID-19.[78] Em 16 de março de 2021 receberam a segunda dose da vacina contra a COVID-19 em Porto Feliz.[79] A primeira dose havia sido aplicada em 16 de fevereiro, também no município.[80] Em 6 de agosto foram internados no hospital Albert Einstein em São Paulo, após confirmação do diagnóstico de COVID-19.[81] Segundo boletim do hospital, divulgado em 10 de agosto, a atriz encontrava-se no quarto em processo de remoção do oxigênio nasal.[82] Ela recebeu alta em 16 de agosto, quatro dias após a morte do marido, que morreu por complicações da doença.[83][84]
Morte
Faleceu aos 91 anos, por volta das 14h, no dia 18 de agosto de 2026 em sua residência de causas naturais.[85][86] Coincidentemente, Glória morreu menos de 24 horas após a sua colega, Laura Cardoso, e pela mesma causa; Sua morte foi anunciada em primeira mão pela imprensa durante a onda de homenagens à Laura.[87][88]
Teatro
| Ano | Título | Personagem | Nota(s) | Ref. |
|---|---|---|---|---|
| 1957 | Devoção à Cruz | também como produtora | [89] | |
| 1960 | As Feiticeiras de Salém | Abigail Williams | [90] | |
| 1964 | Amor a 8 Mãos | [91] | ||
| 1966 | Júlio César | Calpúrnia, Mulher de César | [92] | |
| 1968 | Linhas Cruzadas | [93] | ||
| 1976 | Tudo Bem no Ano Que Vem | Dóris | [94] | |
| 1983 | Toma lá, dá cá | Várias personagens | [95] | |
| 1986 | Um Dia Muito Especial | [96] | ||
| 1991–92 | O Duplo / Doppelganger | [97] | ||
| 1995 | As Regras do Jogo | [98] | ||
| 1996 | E Continua Tudo Bem | Dóris | [99] | |
| 2000 | Jornada de um Poema | Vivian Bearing | [100] | |
| 2006 | Ricardo III | Duquesa de York | [62] | |
| 2008–15 | Ensina-me a Viver | Maude | [69] |
Filmografia
Televisão
| Ano | Obra | Personagem | Nota(s) |
|---|---|---|---|
| 1959 | Um Lugar ao Sol | Eloá | |
| 1960 | Há Sempre o Amanhã | Lucy | |
| 1960–62 | TV de Comédia | Várias personagens | |
| TV de Vanguarda | |||
| 1962 | A Estranha Clementine | Clementine | |
| 1963 | 2-5499 Ocupado | Emily | |
| 1964 | Uma Sombra em Minha Vida | Maria Rosa | |
| 1965 | A Deusa Vencida | Cecília Maciel | |
| Pedra Redonda, 39 | Jane | ||
| 1966 | Almas de Pedra | Cristina Ramalho | |
| As Minas de Prata | Zana | ||
| 1967 | O Grande Segredo | Marta / Ana Célia | |
| Sangue e Areia | Doña Sol | ||
| 1968 | Passo dos Ventos | Vivian Chevalier | |
| 1969 | Rosa Rebelde | Rosa Malena / Simone Grandet | |
| 1970 | Irmãos Coragem | Maria de Lara Barros Lemos (Lara) / Diana / Márcia | |
| 1971 | O Homem Que Deve Morrer | Ester | |
| Caso Especial | Marina | Episódio: "O Crime do Silêncio"[101] | |
| 1972 | Marina (adulta) | Episódio: "Meu Primeiro Baile"[102] | |
| Guida Figueiredo | Episódio: "A Dama das Camélias"[103] | ||
| Episódio: "Ano Novo, Vida Nova" | |||
| 1973 | O Semideus | Ângela | |
| Cavalo de Aço | Miranda Santos | ||
| 1975 | O Grito | Marta Mourão | |
| 1977 | Espelho Mágico | Leila Lombardi / Rosana Noronha | |
| 1979 | Pai Herói | Ana Maria Garcia (Ana Preta) | |
| 1980 | Malu Mulher | Fernanda | Episódio: "Animais de Sangue Quente" |
| 1981 | Jogo da Vida | Jordana Ramos Cruz | |
| 1983 | Guerra dos Sexos | Roberta Carneiro Leone | |
| 1984 | Corpo a Corpo | Tereza Fonseca | |
| 1987 | Brega & Chique | Rosemere Fátima de Moraes Silva Francis | |
| 1988 | Tarcísio & Glória | Ava Becker | |
| 1990 | Rainha da Sucata | Laura Albuquerque Figueroa (Laurinha) | |
| 1991 | Xuxa e a Fábrica de Ilusões | Ela mesma | Especial de fim de ano |
| 1992 | Deus Nos Acuda | Bárbara Silveira Bueno (Baby Bueno) | |
| 1995 | A Próxima Vítima | Júlia Braga | |
| 1996 | Vira Lata | Stella Beatriz Gouveia Visconti | |
| 1998 | Torre de Babel | Marta Simões Toledo | |
| 2001 | Porto dos Milagres | Clotilde Marimbás (Dona Coló) | Episódios: "5–28 de fevereiro" |
| 2002 | O Beijo do Vampiro | Zoroastra Marques | |
| 2004 | Um Só Coração | Camila Matarazzo | |
| Da Cor do Pecado | Kiki de Queensbürg | Episódios: "7–9 de fevereiro" | |
| Senhora do Destino | Laura Correia de Andrade e Couto, Baronesa de Bonsucesso | ||
| 2006 | Páginas da Vida | Amália Fragoso Martins de Andrade (Lalinha) | Episódios: "10–21 de julho" |
| 2008 | A Favorita | Irene Fontini | |
| 2010 | Cama de Gato | Ela mesma | Episódio: "9 de abril" |
| 2012–13 | Louco por Elas | Violeta Corrêa Santiago | |
| 2014 | Joia Rara | Pérola Fonseca Hauser (adulta) | Episódio: "4 de abril"[104] |
| 2015 | Totalmente Demais | Stela Carneiro de Alcântara (Stelinha)[105] | |
| 2018 | Tá no Ar: a TV na TV | Ela mesma[106] | Episódio: "20 de janeiro" |
| 2020 | Os Casais que Amamos | Ela mesma[107] | Episódio: "1" |
| 2025 | Tributo | Ela mesma | Episódio: "Glória Menezes" |
Cinema
| Ano | Título | Papel |
|---|---|---|
| 1962 | O Pagador de Promessas | Rosa |
| 1964 | Lampião, o Rei do Cangaço | Açucena |
| 1969 | Máscara da Traição | Cristina |
| 1972 | Independência ou Morte | Domitila de Castro, Marquesa de Santos |
| 1973 | O Descarte | Cláudia Land |
| 1979 | O Caçador de Esmeraldas | Maria Betim |
| 1984 | Para Viver um Grande Amor | Olga |
| 2006 | Se Eu Fosse Você | Vivian Medeiros de Albuquerque (Vivinha) |
Prêmios e indicações
Ao longo de sua carreira de mais de cinco décadas, Glória Menezes recebeu indicações aos principais prêmios nacionais. Ela foi eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte como a Melhor Atriz Revelação do Teatro no ano de 1960, concedendo a ela o Prêmio APCA, um dos primeiros de sua carreira.[108] Também na sua estreia na televisão, recebeu o Troféu Imprensa de Revelação Feminina na TV em 1959. Ela voltaria ser indicada ao Imprensa em mais onze ocasiões:
- 2° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, venceu, Teleteatro da Tupi (1959)
- 6° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, venceu, 2-5499 Ocupado (1963)
- 9° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, A Deusa Vencida (1966)
- 10° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, Almas de Pedra (1967)
- 11° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, O Grande Segredo (1968)
- 14° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, Irmãos Coragem (1971)
- 15° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, O Homem que Deve Morrer (1972)
- 16° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, O Homem que Deve Morrer (1973)
- 17° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, Cavalo de Aço (1974)
- 27° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, indicada, Guerra dos Sexos (1984)
- 35° Troféu Imprensa, Melhor Atriz, venceu, Deus nos Acuda (1992)
No teatro, ela recebeu aclamação por seu desempenho como uma paciente terminal em Jornada de um Poema, pelo qual ela recebeu uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz e foi condecorada com o Prêmio Governador do Estado. Este trabalho também deu início a uma sequência de três vitórias no Prêmio Qualidade Brasil na categoria de Melhor Atriz Teatral Drama.[109] Ela ganhou ainda o prêmio por Ricardo III, em 2006, e Ensina-me a Viver, em 2008.[110][111]
Ela recebeu uma homenagem no Festival de Cinema de Gramado, ao lado de Tarcísio Meira, em 2005, recebendo o tradicional Troféu Oscarito por suas contribuições à arte brasileira.[112] Menezes também foi agraciada com o festejado Troféu Mário Lago, entregue na cerimônia do Melhores do Ano, em 2004, pelo conjunto da obra de seus trabalhos na televisão.[113]
Referências
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