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Mandacaru Vermelho
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| Mandacaru Vermelho | |
|---|---|
Pôster promocional | |
| Brasil 1961 • p&b • 78 min | |
| Gênero | drama, nordestern |
| Direção | Nelson Pereira dos Santos |
| Produção | Nelson Pereira dos Santos Danilo Trelles |
| Roteiro | Nelson Pereira dos Santos |
| Elenco | Nelson Pereira dos Santos Sônia Pereira Ivan de Souza Miguel Torres José Telles Luiz Paulino dos Santos Jurema Penna |
| Música | Remo Usai |
| Cinematografia | Hélio Silva |
| Edição | Nelo Melli |
| Companhia produtora | Regina Filmes |
| Distribuição | Unida Filmes Embrafilme |
| Lançamento | 27 de novembro de 1961 |
| Idioma | português |
Mandacaru Vermelho é um filme brasileiro do gênero drama com influências de faroeste de 1961, dirigido e escrito por Nelson Pereira dos Santos. O longa-metragem integra o chamado western feijoada e o subgênero nordestern.[1] Além de dirigir e escrever, Nelson também atuou como o protagonista. No elenco, também estão nomes como Sônia Pereira, Jurema Pena, Ivan de Souza, Miguel Torres, José Teles de Magalhães e Luiz Paulino dos Santos. A trama segue Augusto, um vaqueiro que se apaixona pela filha de um latifundiário. A distância social é o empecilho para a união dos dois.[2]
Foi exibido no Festival Internacional de Cine de Mar del Plata, em 1962, onde fez parte da competição principal.[3]
Sinopse
Uma jovem órfã, já prometida a outro homem, passa a noite com um vaqueiro, os dois se apaixonam e fogem a fim de se casar. Mas a família da jovem, fiel a tradição nordestina, persegue-os com a intenção de se vingar de um forma cruel e violenta. Do sangue desse confronto nasce o mandacaru vermelho.
Elenco
- Nelson Pereira dos Santos como Augusto
- Sônia Pereira como Clara
- Jurema Pena Dona Dusinha
- Ivan de Souza como Primo
- Miguel Torres como Pedro
- José Teles de Magalhães como Irmão
- Luiz Paulino dos Santos como Primo
- Mozart Cintra
- Enéas Muniz
Produção
Nelson Pereira dos Santos viajou com sua equipe à Bahia para filmar Vidas Secas, mas não encontrou condições morfoclimáticas apropriadas. Para não perder a viagem, Nelson decidiu filmar a obra “Mandacaru Vermelho”, a fim de aproveitar a equipe. O filme foi feito às pressas e praticamente sem um roteiro.[4]
A equipe estava com os atores que estariam em Vidas Secas, porém a produção teria de ter mais pessoas para atuar. Parte da equipe acabaram sendo escolhidos para participar da filmagem, incluindo o assistente de Nelson Ivan de Souza, que fez o papel do bandido. Os dois atores profissionais que estavam planejados para o elenco de Vidas Secas também atuaram no filme.[5]
Nelson descreve o filme como um nordestern, um western nordestino.[5]
Lançamento
Com distribuição da Unida Filmes e da Embrafilme, seu lançamento nas salas de cinema do Brasil ocorreu em 27 de novembro de 1961, no Rio de Janeiro.[2]
Recepção
Prêmios e indicações
Recebeu o prêmio da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos de Melhor Composição Musical, para Remo Usai, em 1961. No mesmo ano, ganhou os prêmios de Melhor Filme, Diretor e Roteiro, para Nelson Pereira dos Santos, Fotografia, para Hélio Silva, e Composição Musical, para Remo Usai, no Troféu Jornal Diário Carioca.[2]
Referências
- ↑ Miranda, Marcelo (2 de agosto de 2008). «Rodrigo Pereira: Jornalista, escritor e pesquisador». Cópia arquivada em 31 de março de 2023
- 1 2 3 «FILMOGRAFIA - MANDACARU». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 22 de outubro de 2025
- ↑ «Mar del Plata International Film Festival (1962)». IMDb. Consultado em 26 de abril de 2026
- ↑ Valente, Eduardo. «Mandacaru Vermelho e Cinema de Lágrimas». contracampo.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 11 de setembro de 2025
- 1 2 «Mandacaru Vermelho». Instituto Moreira Salles. Consultado em 26 de abril de 2026. Cópia arquivada em 27 de abril de 2026
