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Azyllo Muito Louco
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| Azyllo Muito Louco | |
|---|---|
Pôster promocional | |
| Brasil 1970 • cor • 100 min | |
| Género | comédia |
| Direção | Nelson Pereira dos Santos |
| Produção | Nelson Pereira dos Santos Luiz Carlos Barreto Roberto Farias César Thedim |
| Roteiro | Nelson Pereira dos Santos |
| Elenco | Nildo Parente Nelson Dantas Leila Diniz Arduino Colasanti Isabel Ribeiro |
| Música | Guilherme Magalhães Vaz |
| Cinematografia | Dib Lutfi |
| Edição | Rafael Justo Valverde |
| Distribuição | Ipanema Filmes |
| Idioma | português |
Azyllo Muito Louco é um filme brasileiro do gênero comédia de 1970, dirigido e escrito por Nelson Pereira dos Santos. O roteiro é uma adaptação do conto O Alienista, de Machado de Assis e, assim como na obra de Machado, o filme faz uma sátira da psiquiatria, mas também apresenta uma crítica velada ao regime militar instaurado no Brasil após o golpe de 1964[1]. Em seu elenco, constam nomes como Nildo Parente, Nelson Dantas, Leila Diniz, Arduino Colasanti e Isabel Ribeiro.[2]
Seu lançamento mundial ocorreu no Festival de Cinema de Cannes, na França, em 1970, onde participou da competição principal, competindo pelo prêmio de maior prestígio do festival, a Palma de Ouro.[3][4] No festival, recebeu o Prêmio Luis Buñuel.[2] Ainda no mesmo ano, no 6º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, recebeu os prêmios de Melhor Figurino, para Luiz Carlos Ripper, Melhor Direção de Fotografia, para Dib Lutfi, e o Prêmio Carmem Santos INC, para Nelson.[5]
Sinopse
O padre Simão chega a Paraty e funda um hospício para cuidar dos loucos da cidade. Mais tarde, chega à conclusão de que os internos estão sãos e as pessoas consideradas sadias é que deveriam ser consideradas loucas.
Elenco
- Nildo Parente - Padre Simão Bacamarte
- Isabel Ribeiro - D. Evarista
- Arduino Colasanti - Porfírio
- Irene Stefânia - Luizinha
- Manfredo Colasanti - Juiz de Paz
- Nelson Dantas - Sacristão
- José Kléber - Crispim Soares
- Ana Maria Magalhães - Prima do Costa
- Gabriel Arcanjo - Capitão
- Luiz Carlos Lacerda
- Roberto Ferreira
- Roberto de Castro
- Antonio Carlos Portela
- Antonio Vidal
- Roberto Delachaume
- Marco Fernando Botino
- João José
- Jose Paulo Gibrail
- Leila Diniz - Eudóxia
Produção
Filmado em 1969 na cidade de Paraty, município do estado do Rio de Janeiro, Nelson manteve o tom do livro de Machado, ao mesmo tempo em que desconstrói a ambientação e personagens, ao retratar a construção do sanatório em uma pequena cidade no século XIX.[6]
Recepção
Prêmios e indicações
Em 1970, no Festival de Cinema de Cannes, na França, recebeu o Prêmio Luis Buñuel, onde também competiu pelo prêmio máximo do festival, a Palma de Ouro. No 6º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no mesmo ano, recebeu os prêmios de Melhor Figurino, para Luiz Carlos Ripper, Melhor Direção de Fotografia, para Dib Lutfi, e o Prêmio Carmem Santos INC, para Nelson.
Referências
- ↑ MAGNO, Maria Ignes Carlos. Esse mundo é dos loucos e Azyllo muito louco. Razão e desrazão em tempos sobrios. Comunicação & Educação, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 161-167, may 2015. ISSN 2316-9125
- 1 2 «FILMOGRAFIA - AZYLLO MUITO LOUCO». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «Festival de Cannes 1970». Festival de Cannes. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «O ALIENISTA Nelson PEREIRA DOS SANTOS». Festival de Cannes. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «6º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1970)». Metrópole. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «Azyllo Muito Louco». Instituto Moreira Salles. Consultado em 21 de abril de 2026
Ligações externas
- Cartaz do filme na Cinemateca Brasileira
- Azyllo Muito Louco no IMDb
