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Leonardo Netto
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Leonardo Netto dos Reys (Niterói, 18 de maio de 1968 é ator, diretor e dramaturgo brasileiro. Tem extensa carreira no teatro, onde recebeu diversos prêmios, além de trabalhar também em cinema e televisão.
Carreira
Leonardo Netto formou-se como ator na CAL – Casa das Artes de Laranjeiras em 1989 e estudou Teoria do Teatro na UNIRIO. Estreou na peça Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, dirigido por Amir Haddad. Em 1990, passou a integrar o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, companhia dirigida por Aderbal Freire-Filho e sediada no Teatro Gláucio Gill, no Rio de Janeiro, participando de várias montagens.[1]
Em 1993, com a transferência da companhia para o Teatro Carlos Gomes, se desliga do grupo e passa a atuar de maneira autônoma. A partir daí, trabalhou como ator convidado de grupos como a Companhia Teatral do Movimento, dirigida por Ana Kfouri e a Companhia dos Atores, dirigida por Enrique Diaz, e em espetáculos dirigidos por Gilberto Gawronski, Jefferson Miranda, Luiz Arthur Nunes, Ticiana Studart, João Falcão, Ivone Hoffmann, Marcus Vinícius Faustini, Pedro Brício, Celso Nunes, Bel Garcia, Christiane Jatahy e Ivan Sugahara.[1] Seus trabalhos mais recentes são Conselho de Classe (com a Cia. dos Atores), A Santa Joana dos Matadouros (direção de Marina Vianna e Diogo Liberano), Entonces Bailemos (direção do argentino Martín Flores Cárdenas), Insetos (direção de Rodrigo Portella) e 3 Maneiras de Tocar no Assunto, de sua autoria e dirigida por Fabiano de Freitas.
Em 2002, dirige seu primeiro espetáculo, A Guerra Conjugal, uma transposição para a cena de contos do escritor curitibano Dalton Trevisan. Em parceria com Bianca Byington, dirigiu em 2011 os espetáculos Cozinha e Dependências e Um Dia Como os Outros, ambos de Agnès Jaouil e Jean-Pierre Bacri. Em 2012, dirige O Bom Canário de Zach Helm, com Joelson Medeiros e Flávia Zillo. Suas direções mais recentes são Um Dia A Menos, solo da atriz Ana Beatriz Nogueira a partir do conto homônimo de Clarice Lispector, Relâmpago Cifrado, de Gustavo Pinheiro, com Ana Beatriz Nogueira e Alinne Moraes, A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe, de Daniela Pereira de Carvalho, com Guida Vianna e Sílvia Buarque e Pequeno Circo de Mediocridades, de sua autoria.
Escreve, em 2014, seu primeiro texto, Para os Que Estão em Casa, que é montado no ano seguinte e pelo qual foi indicado ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto Nacional Inédito. Em 2016, escreve A Ordem Natural das Coisas, montado em 2018 e é indicado, como autor, aos prêmios Shell, APTR, Botequim Cultural e Cesgranrio, tendo ganhado este último. Em 2018, escreve 3 Maneiras de Tocar no Assunto (encenado em 2019), monólogo em que atuou e foi dirigido por Fabiano de Freitas. O espetáculo recebeu 17 indicações a prêmios em várias categorias, tendo recebido os prêmios Cesgranrio de Melhor Texto, Melhor Ator e Especial (pela direção de movimento de Márcia Rubin), o APTR de Melhor Autor, o Botequim Cultural de Melhor Texto e o Prêmio Cenym de Melhor Monólogo.
Em cinema, seus trabalhos mais recentes são em Em Nome da Lei de Sérgio Rezende, Três Verões de Sandra Kogut e O Buscador de Bernardo Barreto.
Em televisão, atuou em novelas e seriados da TV aberta, como Paraíso Tropical de Gilberto Braga, Bang Bang de Mário Prata e A Vida Alheia de Miguel Falabella.
Trabalhou em séries de canal a cabo e de streaming, como Questão de Família e As Canalhas (ambas no GNT), A Garota da Moto e Me Chama de Bruna (ambas da FOX), Magnífica 70 (HBO) e Assédio (Globoplay), que também foi exibida na TV aberta.[2]
Teatro
Como Ator
- 1989 – Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come (dir: Amir Haddad)
- 1989 – O Moço Que Casou com Mulher Braba (dir: Marcia do Valle e Ricardo Venâncio)
- 1990 – Jogos na Hora da Sesta (dir: Marco Antônio Palmeira)
- 1991 – Fiorina (dir: Marcia do Valle)
- 1991 – Lampião – Rei Diabo do Brasil (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 1991 – O Tiro Que Mudou a História (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 1991 – 25 Homens (dir: François Kahn)
- 1992 – O Tiradentes – Inconfidência no Rio (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 1992 – Pavor (dir: Gillray Coutinho)
- 1993 – Turandot ou O Congresso dos Intelectuais (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 1993 – Piquenique no Front (dir: Gilberto Gawronski)
- 1994 – Minh’Alma é Imortal (dir: Jefferson Miranda)
- 1994 – Dizem de Mim o Diabo (dir: Ana Kfouri)
- 1994 – Aldeia (dir: Ana Kfouri)
- 1995 – Como Diria Montaigne (dir: Luiz Arthur Nunes)
- 1995 – Casa de Prostituição de Anaïs Nin (dir: Ticiana Studart)
- 1995 – Scrooge (dir: Jefferson Miranda)
- 1995 – Dança do Homem com a Mala (dir: Gillray Coutinho)
- 1996 – A Ver Estrelas (dir: João Falcão)
- 1996 – Novas Histórias do Paraíso (dir: Gillray Coutinho)
- 1997 – O Casaco Encantado (dir: Ivone Hoffaman)
- 1997 – Como Se Fosse a Chuva (dir: Antonio Gilberto)
- 1997 – Coração na Boca (dir: Ticiana Studart)
- 1998 – Fantasmas (dir: Nildo Parente)
- 1998 – Casa de Anaïs Nin (remontagem do espetáculo de 1995) (dir: Ticiana Studart)
- 1999 – Capitu (dir: Marcus Vinícius Faustini)
- 2000 – Luzes da Boemia (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 2000 – O Crime do Professor de Matemática (direção: Sueli Guerra)
- 2001 – Depois da Chuva (dir: Thierry Trémouroux)
- 2003 – Arlequim – Servidor de Dois Patrões (dir: Luiz Arthur Nunes)
- 2005 – A Maldição do Vale Negro (dir: Luiz Arthur Nunes)
- 2006 – A Moratória (dir Daniel Dias da Silva)
- 2008 – Fitz Jam (dir: Pedro Brício)
- 2008 – Melodrama (dir: Enrique Diaz)
- 2008 – Apropriação (dir: Bel Garcia)
- 2009 – Estranho Casal (dir: Celso Nunes)
- 2009 – Corte Seco (dir: Christiane Jatahy)
- 2010 – Terra do Nunca (dir: Ivan Sugahara)
- 2011 – Cedo ou Tarde Tudo Morre (dir: Haroldo Rego)
- 2011 – Na Selva das Cidades (dir: Aderbal Freire-Filho)
- 2012 – Freud – A Última Sessão (dir: Ticiana Studart)[3]
- 2013 – Conselho de Classe (dir: Bel Garcia e Susana Ribeiro)
- 2015 – A Santa Joana dos Matadouros (dir: Marina Vianna e Diogo Liberano)
- 2016 – Noés (dir: Carlos Gradim)
- 2017 – Entonces Bailemos (dir: Martín Flores Cárdenas)
- 2018 – Insetos (dir: Rodrigo Portella)
- 2019 – 3 Maneiras de Tocar no Assunto (dir: Fabiano de Freitas)[4][5]
- 2021 - Pá de Cal (dir: Paulo Verlings)
- 2022 - A Última Ata (dir: Victor Garcia Peralta)
Como Diretor
- 2002 – A Guerra Conjugal (tex: Dalton Trevisan)
- 2011 – Cozinha e Dependências (tex: Agnes Jaoui e Jean-Pierre Bacri)
- 2011 – Um Dia Como os Outros (tex: Agnes Jaoui e Jean- PIerre Bacri)
- 2012 – O Bom Canário (tex: Zach Helm)
- 2015 – Para os Que Estão em Casa (tex: Leonardo Netto)
- 2018 – A Ordem Natural das Coisas (tex: Leonardo Netto)
- 2019 – A Vida Acontece no Pântano (tex: Ana Abbott)
- 2019 – Um Dia a Menos (tex: Clarice Lispector)
- 2019 – Relâmpago Cifrado (tex: Gustavo Pinheiro)
- 2024 - A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe (tex: Daniela Pereira de Carvalho)
- 2025 - Pequeno Circo de Mediocridades (tex: Leonardo Netto)
Cinema
- 1998 – O Enfermeiro (curta) (dir: Mauro Farias)
- 2000 – Popstar (dir: Tizuka Yamazaki e Paulo Sérgio Almeida)
- 2001 – Branco (curta) (dir: Alexandre Cabrera)
- 2002 – Furos no Sofá (curta) (dir: Ana Beatriz Nogueira)
- 2011 – Apenas Uma Possibilidade (curta) (dir; Ticiana Studart)
- 2011 – Verdade Verdadeira (curta) (dir: Felipe de Carolis e Eline Porto)
- 2016 – Em Nome da Lei (dir: Sérgio Rezende)
- 2019 – O Buscador (dir: Bernardo Barreto)
- 2020 – Três Verões (dir: Sandra Kogut)
- 2023 - Ruas da Glória (dir: Felipe Scholl)
Televisão
- 1996 – A Vida Como Ela É (episódio Gagá)
- 2005 – Bang Bang
- 2007 – Paraíso Tropical
- 2007 – Por Toda a Minha Vida (episódio Nara Leão)
- 2008 – Faça a Sua História (episódio O Último Casal Feliz)
- 2009 – Por Toda a Minha Vida (episódio Cartola)
- 2010 – Força Tarefa (episódio Perda Total)
- 2010 – A Vida Alheia (episódio A Vítima)
- 2013 – As Canalhas (episódio Ângela)
- 2014 – Questão de Família (episódio Sem Máscara)
- 2014 – O Caçador (episódio Pai Herói)
- 2015 – Chapa Quente (episódio Genésio Coloca Fogo no Salão)
- 2015/2016/2017 – Magnífica 70
- 2016 – A Garota da Moto
- 2016 – Nada Será Como Antes
- 2017 – Me Chama de Bruna (segunda temporada)
- 2018 – Assédio
- 2023 - Amar É Para os Fortes
- 2024 - Arcanjo Renegado (terceira temporada)
- 2025 – Êta Mundo Melhor!
Dramaturgia
- 2014 – Para os Que Estão em Casa (encenada em 2015)
- 2016 – A Ordem Natural das Coisas (encenada em 2018)
- 2018 – 3 Maneiras de Tocar no Assunto (encenada em 2019)
- 2020 – Pequeno Circo de Mediocridades (encenada em 2025)
- 2021 - Glauce (encenada em 2023)
- 2023 - Síndrome de Estocolmo (inédita)
- 2023 - O Motociclista no Globo da Morte (encenada em 2025)
- 2025 - O Ano do Macaco (inédita)
Prêmios e indicações
Prêmios
- 2019 – Cesgranrio de Melhor Texto (A Ordem Natural das Coisas)[2]
- 2020 – Cesgranrio de Melhor Texto Nacional Inédito (3 Maneiras de Tocar no Assunto)
- 2020 – Cesgranrio de Melhor Ator (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[carece de fontes]
- 2020 – Botequim Cultural de Melhor Autor (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[6]
- 2020 – Prêmio APTR (da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) de Melhor Autor (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[7]
- 2020 – Cenym de Melhor Monólogo (3 Maneiras de Tocar no Assunto)
Indicações
- 2012 – Qualidade Brasil de Melhor Direção de Drama/Comédia (Cozinha e Dependências e Um Dia Como os Outros)
- 2016 – Cesgranrio de Melhor Texto Nacional Inédito (Para os Que Estão em Casa)[1]
- 2016 – Questão de Crítica de Melhor Ator (A Santa Joana dos Matadouros)[1]
- 2019 – Shell de Melhor Autor (A Ordem Natural das Coisas)[2]
- 2019 – Cesgranrio de Melhor Direção (A Ordem Natural das Coisas)
- 2019 – Cesgranrio de Melhor Espetáculo (A Ordem Natural das Coisas)
- 2019 – Prêmio APTR de Melhor Autor (A Ordem Natural das Coisas)[2]
- 2019 – Botequim Cultural de Melhor Texto de Drama/Comédia (A Ordem Natural das Coisas)
- 2020 – Cesgranrio de Melhor Espetáculo (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[carece de fontes]
- 2020 – Prêmio APTR de Melhor Ator (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[carece de fontes]
- 2020 – Prêmio APTR de Melhor Música (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[carece de fontes]
- 2020 – Botequim Cultural de Autor (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[8]
- 2020 – Botequim Cultural de Melhor Ator (3 Maneiras de Tocar no Assunto)[8]
- 2020 – Cenym de Melhor Texto Original (3 Maneiras de Tocar no Assunto)
- 2025 - Prêmio APCA de Melhor Direção (A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe)
- 2026 - Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia (O Motociclista no Globo da Morte)
- 2026 - Prêmio APTR de Melhor Dramaturgia (O Motociclista no Globo da Morte)
Referências
- 1 2 3 4 "A Ordem Natural das Coisas, no teatro do Sesc Niterói". Cidade de Niterói, 07/03/2018
- 1 2 3 4 "Um Dia a Menos, espetáculo que abre as comemorações pelos 35 anos de carreira de Ana Beatriz Nogueira". Theatro São Pedro
- ↑ Teixeira, Rafael (25 de fevereiro de 2017). «Crítica: Freud – A Última Sessão». VEJA RIO. Teatro de Revista. Consultado em 6 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2021
- ↑ www.gay.blog.br (14 de fevereiro de 2020). «Peça "3 Maneiras de Tocar no Assunto" é manifesto contra a homofobia». GAY BLOG BR @gayblogbr. Consultado em 6 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2023
- ↑ Pessoa, Patrick (10 de outubro de 2019). «Crítica: '3 maneiras de tocar no assunto'». O Globo. O Globo. Consultado em 6 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2023
- ↑ Monteiro, Luiz Maurício. "Prêmio Botequim Cultural: musical ‘A Cor Púrpura’ domina a noite e arremata onze troféus; confira a lista completa". Rio em Cena, 12/02/2020
- ↑ Prado, Thaís. "A cor púrpura, o musical é o grande vencedor do Prêmio APTR". Mundo Negro, 02/07/2020
- 1 2 "Prêmio Botequim Cultural 2019: ‘A Cor Púrpura’ e ‘Nastácia’ são destaques na lista do segundo semestre". Rio em Cena, 09/01/2020

