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GE C36-7
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GE C36-7[1] | |
|---|---|
| Estrada de Ferro Carajás EFC (1º Padrão) | |
| Descrição | |
| Propulsão | Diesel-elétrica |
| Fabricante | General Electric |
| Modelo | C36-7 |
| Classificação AAR | C-C |
| Características | |
| Bitola | 1600 mm |
| Diâmetro das rodas | 1016 mm |
| Comprimento | 20,50 m |
| Largura | 3,16 m |
| Altura | 4,67 m |
| Peso da locomotiva | 166.287 kg |
| Capacidade de combustível | 11356,24 l |
| Capacidade de óleo lubrificante | 1457,38 l |
| Capacidade de líquido refrigerante | 1135,62 l |
| Fabricante do motor | General Electric |
| Motor primário | FDL16 |
| Limite de RPM | 1000 |
| Gerador | GE - GTA24 |
| Motores de tração | Seis GE 752 |
| Número de cilindros | 16 |
| Performance | |
| Velocidade máxima | 70 mph |
| Esforço de tração | 43953,10 kgf |
| Freios da locomotiva | Westinghouse 26L |
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A GE C36-7 é uma locomotiva diesel-elétrica produzida pela GE a partir de 1978 até meados de 1985, sendo utilizada nos EUA, China, México, Gabão.
Tendo sido produzida nos EUA (584), Austrália (3) e Brasil (15) um total de 602 unidades.
As locomotivas produzidas no Brasil foram exportadas para México em 1980 para a empresa National de México. [2]
Brasil
Originalmente a EFC comprou entre 1983 e 1986 quarenta locomotivas C30-7, numeradas de 301 a 341. Foram repotêncializadas como C36-7 a partir de 1990, sendo renumeradas entre 361 a 399.[3]
C36-7E
Locomotivas compradas usadas nos EUA pela MRS. Esteticamente elas são idênticas as C30-7 e C36-7. A diferença fica no motor diesel, onde as 7E possuem o motor 7FDL com injeção eletrônica de combustível (o mesmo das C36ME), por isso o nome C36-7E. Após a chegada, foram renumeradas pela mesma série das C36ME (38xx), 3810 a 3819 e 3843 a 3859, no total de 27 máquinas.[4] Atualmente todas as locomotivas desse modelo foram repotêncializadas para o padrão C36ME, com instalação de microprocessadores de bordo semelhantes aos das C30-7MP. Foram reconstruídas a partir de locomotivas C30-7 da Norfolk and Western Railway pela Helm Financial Corporation.[5]
BB36-7
São locomotivas adaptadas pela EFVM, a partir de GE B36-7, compradas usadas nos EUA da GE norte americana que estava vendendo máquinas usadas da Conrail após sua privatização entre a Norfolk Southern e a CSX. A EFVM comprou um lote de 44 máquinas usadas que foi despachado para o Brasil, chegando em 2003. O navio com as 8 primeiras locomotivas que chegaram a Tubarão foi desembarcado e conduzido as oficinas da mesma cidade onde a EFVM iniciou um projeto junto a vários fabricantes nacionais para adequação dessas máquinas a bitola métrica, ao peso por eixo e ao limite de potência que os motores dessa bitola podem produzir. Os Span Bolsters foram fabricados pela Usimec e os truques pela Cruzaço, para posteriormente serem montados pela Hewitt. As rodas e eixos foram fabricados pela MWL. Os estrados foram cortados e ampliados nas extremidades para a acomodação dos truques, além do tanque de combustível que foi encurtado. Atualmente grande parte dessas locomotivas operam na Rota do Calcário pela VLI Logística.[6]
C36ME
Foi a primeira compra de locomotivas usadas nos EUA pela MRS, em forma de leasing. Originalmente eram C30-7 fabricadas para a ATSF e Conrail. Foram modernizadas em 1999 com um motor de 3600HP de injeção eletrônica de combustivel, e com um novo controle de sistemas, que passou a ser operado pelo microprocessador de bordo Bright Star da GE. Essa foi a modernização interna feita que essas locomotivas acabou passando a serem denominadas de GE C36ME ou C36M. Após a modernização, foram alugadas a Union Pacific, recebendo as cores da ferrovia.[7]
1º Lote
9 locomotivas do modelo foram fornecidas pela Helm Financial (HLCX), sendo posteriormente adquiridas. Essas maquinas foram a primeira remessa de locomotivas usadas adquiridas pela MRS no EUA. Foram colocas em ordem de marcha e pintadas com o padrão da MRS durante a rebitolagem e revisões antes de sua entrega ao tráfego. Recebeu pela MRS a numeração (Sigo) que inicia no # 3801 e vai até a # 3809. Sete locomotivas chegaram com a pintura da UP intacta, mas com o nome Union Pacific apagado com uma faixa vermelha. As outras 2 unidades chegaram sem as inscrições "Union Pacific", a 585 e a 6901, esta última com grandes letras "HLCX" nas laterais.[7] Posteriormente essas maquinas foram alugadas a Ferronorte, excetuando a # 3803 que sofreu um acidente na serra do mar com uma Dash-9 # 9041, sendo devolvida para a MRS em 2003.[8][9]
2° Lote
Vieram em 2004 com a pintura da UP intacta sendo numeradas de # 3860 a # 3885. Diferente do 1° lote, nenhuma dessas locomotivas desse lote foi repintada durante a rebitolagem e foram entregues ao tráfego com a pintura da UP, apenas adesivada MRS, por isso o apelido Raiovack. A partir de 2007 essas locomotivas foram pintadas no padrão da MRS.[9]
C36-8M
Apenas 2 locomotivas desse modelo foram compradas pela MRS em 2005. Foram reconstruídas a partir de modelos C30-7 da Conrail pela British Columbia Railway Company e posteriormente revendidas a Helm Leasing, onde receberam sistemas elétricos do padrão Dash 8, mas mantiveram a aparência externa das Dash 7. Foram numeradas como 3886 e 3887, e apelidadas de Capitão América, tendo em vista o padrão de cores.[10][11]
SF36C
São locomotivas reconstruídas a partir de GE U36C num programa promovido pela Atchison, Topeka and Santa Fe Railway que se iniciou em 1985. Dentre as modificações realizadas, cabe destacar que foi adicionada uma nova cabine elétrica, instalação do sistema GE Sentry, modificação da cabine e corpo da locomotiva.[12] A Ferrovia Centro-Atlântica S.A. foi a única a importar o modelo SF36C para o Brasil, sendo que todas as unidades encontram-se atualmente baixadas devido a aquisição de novas GE AC44i.[13]
Proprietários[14][15]
| Ferrovia | Quantidade | Numeração SIGO | Observações |
|---|---|---|---|
| Estrada de Ferro Vitória a Minas | 66 | 701-750, 7486, 7488-7489, 7493, 8501-8504, 8509, 8514, 8520, 8523, 8525-8526, 8535, 9537 | São todas locomotivas BB36-7 |
| MRS Logística S.A. | 94 | 3550-3551, 3749, 3801-3891 | As 3550-3551, 3801-3809, 3888-3891 são C36-ME;
As 3810-3819, 3843-3859 são C36-7E; As 3860-3885 são C36M; As 3886-3887 são C36-8M |
| Ferrovia Centro-Atlântica S.A. | 18 | 4700-4706, 4710-4720 | As 4710-4720 são SF36C |
| Ferronorte S/A | 1 | 9380 | Propriedade da Fiagril. Foi adquirida pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária e reformada pela Rumo Logística em Araraquara. Hoje está sendo utilizada no trem turístico de Guararema. |
| Estrada de Ferro Carajás | 40 | 361-399 | Repotencializadas a partir de C30-7 |
Referências
GE C36-7</span>"}]]}' id="mwxQ"/>- ↑ «General Electric C36-7». the diesel shop. Consultado em 18 de junho de 2026. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2021
- ↑ «GE's C36-7 - Original Owners». Cópia arquivada em 3 de fevereiro de 2009
- ↑ «Frota de locomotivas nas ferrovias brasileiras». Cópia arquivada em 29 de outubro de 2014
- ↑ «Locomotivas usadas importadas pelas ferrovias brasileiras» (PDF). Memória do Trem. Consultado em 18 de junho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 18 de maio de 2024
- ↑ «Interesting string of locomotives». Train Orders. Consultado em 18 de junho de 2026
- ↑ ALESSANDRO LEMPKE, RICARDO (dezembro de 2008). «MODERNIZAÇÃO COM ENFASE NA EFICIÊNCIA E CONFIABILIDADE DO ACIONAMENTO MECÂNICO DO SOPRADOR DO RADIADOR DAS LOCOMOTIVAS GE-BB36 DA VALE/FCA»: 10-11. Cópia arquivada em 4 de março de 2026
- 1 2 Bosco Setti, Joao. «MRS recebe locomotivas C36M». Consultado em 17 de junho de 2026. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2026
- ↑ R. Cavalcanti, Flavio (17 de junho de 2026). «C36ME vão para a Ferronorte». Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2024
- 1 2 «C36ME Rayovac'». Mafia CTC. Consultado em 27 de julho de 2026
- ↑ «what happened to the Last CSX Dash 7s?». Trains. Consultado em 23 de julho de 2026
- ↑ «C36-8M». Mafia CTC. Consultado em 28 de julho de 2026
- ↑ «Last SF30C Saved By Arizona State Railroad Museum». Railfan & Railroad Magazine. Consultado em 30 de julho de 2026. Cópia arquivada em 30 de julho de 2026
- ↑ «A FCA possuía em seu quadro de tração as lendárias SF36c». Paparazzi Ferroviário. Consultado em 31 de julho de 2026
- ↑ «Locomotivas usadas importadas pelas ferrovias brasileiras» (PDF). Canadian railway observations. Consultado em 11 de julho de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 18 de maio de 2024
- ↑ «EFC (Estrada de Ferro Carajás): locomotivas diesel-elétricas em bitola 1600 mm». Memória do Trem. Consultado em 13 de julho de 2026


