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Enrique Dussel
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| Enrique Dussel | |
|---|---|
| Nascimento | 24 de dezembro de 1934 Mendoza |
| Morte | 5 de novembro de 2023 (88 anos) Cidade do México |
| Cidadania | Argentina |
| Alma mater | |
| Ocupação | historiador da religião, teólogo, filósofo, professor universitário, historiador, filólogo, corpo docente |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade Harvard, Universidade Nacional Autônoma do México, Universidade de Colônia, Universidade Autónoma Metropolitana |
| Página oficial | |
| https://enriquedussel.com | |
Enrique Dussel (Mendoza, 24 de dezembro de 1934 – Cidade do México, 5 de novembro de 2023) foi um filósofo argentino radicado (exilado) no México. Dussel é um dos maiores expoentes da filosofia da libertação e do pensamento latino-americano em geral. É autor de uma grande quantidade de obras, e seu pensamento discorre sobre temas como filosofia, política, ética, teologia e até mesmo design[1]. Colocou-se como crítico da pós-modernidade, chamando por um novo momento denominado transmodernidade.[2] Manteve diálogos com filósofos como Apel, Xavier Zubiri,[3] Gianni Vattimo, Jürgen Habermas, Richard Rorty, ou Emmanuel Levinas.
Biografia
Nasceu em La Paz (Mendoza, Argentina), em 1934.
Entre 1953 e 1957 estudou filosofia na Universidade Nacional de Cuyo, nessa época foi líder estudantil e militou em partidos políticos democratas e antifascistas.[4] Sua tese de licenciatura teve como objeto da noção de bem comum entre os gregos.
Continuou seus estudos filosóficos na Universidad Complutense de Madrid, onde, em 1959 obteve o doutorado,[4] também com estudos sobre bem comum.
Entre 1959 e 1961 viveu em Nazareth, Israel, junto ao sacerdote Paul Gauthier, trabalhando como carpinteiro. Esta experiência no Oriente Médio determinará sua futura reflexão, porque lá teve a oportunidade de vivenciar a pobreza e a exclusão.
Em 1961, mudou-se para a França em 1961, onde estudou Teologia e História, e obteve o título de Mestre em "Estudos da Religião" pelo Instituto Católico de Paris, em 1965, e o doutorado em História da Igreja pela Sorbonne, em 1967.[4] Nessa época, durante uma viagem à Alemanha, em 1963, conheceu a sua futura esposa, Johanna Peters. Manteve contato com Joseph Lortz, e entre 1964 e 1966 estudou no Arquivo de Indias de Sevilha.
Seus conhecimentos e interesses pela história da igreja no período da conquista e colonização da América motivaram sua tese Les Evêques hispano-americains, defenseurs et evangelisateurs de l' indien (1504-1620), pela qual obtém o Doutorado em História.
Em 1968 regressou a Mendoza para lecionar Ética na Universidad Nacional de Cuyo. Entre 1969 e 1973 começou importante etapa de sua reflexão, cujo resultado são publicações relevantes pela originalidade. Formulou pela primeira vez a possibilidade de uma Filosofia da libertação. Foi de encontro aos pensamentos de Heidegger e Husserl, sua leitura de Emmanuel Levinas produz, segundo suas palavras, o "despertar do sonho ontológico".
A ditadura militar começou a lhe ser hostil. Sofreu atentado a bomba na própria casa, em 1973. Acusaram-no de marxista e começaram a ser frequentes as ameaças de morte por grupos paramilitares. Expulso da Universidade Nacional de Cuyo em 1975. Seus livros foram proibidos e as publicações que dirigia foram censuradas. Nesse mesmo ano se exilou no México.
Lá trabalhou como professor no Departamento de Filosofia da Universidad Autónoma Metropolitana, unidade de Iztapalapa (1975) e na Universidad Nacional Autónoma de México (1976).
Enrique Dussel recebeu dois títulos Doutor Honoris Causa: pela Universidade de Friburgo, Suíça, em Teologia (1981), e pela Universidad Mayor de San Andrés, Bolívia (1995).
Fundou ou presidiu conhecidas associações, como a Comissão de Estudos de História da Igreja na América Latina (CEHILA), a Ecumenical Association of Third World Theologians e a Asociación de Filosofía y Liberación (AFYL). Foi fundador da Revista de Filosofía Latinoamericana, de Buenos Aires
Dussel morreu em 5 de novembro de 2023, aos 88 anos.[5]
Contribuições à Teologia
Dussel, sustentava que a Teologia da Libertação surgiu como reflexão a partir da práxis de libertação dos oprimidos, de muitos cristãos comprometidos politicamente com os movimentos de libertação. Razão pela qual, seria uma teologia ética pensada a partir da periferia, a partir dos marginalizados; uma teologia "bárbara", concebida além das fronteiras da Europa colonizadora.
Dussel, destacava três frentes da Teologia da Libertação: o sociopolítico, no qual merece destaque a opção prefencial pelos pobres; o erótico, que combate a redução da mulher a mero objeto sexual e o pedagógico, que se preocupa com o acesso à educação.
Dussel sustentava que a crítica de Karl Marx à religião seria uma crítica fetichista, que poderia ser incorporada por um cristianismo profético e libertador e não estaria distante da crítica dos profetas de Israel à religiosidade deformada (idolatria) que existiu em Israel naquela época.[4]
Contribuições como historiador da Igreja
Dussel estudou a História da Igreja na América Latina, dando destaque a personagens como Bartolomeu de Las Casas e Óscar Romero. Sua tese de doutorado em Sorbone teve como tema o papel do episcopado latinoamericano, em defesa dos povos nativos da América Latina entre 1504 e 1620. Em 1973, ajudou a fundar a Comissão para o Estudo da História da Igreja na América Latina e Caribe (CEHILA), e presidiu essa entidade até 1993.
Dussel, procurou, inicialmente, apresentar a história da Igreja na América Latina, a partir de um enfoque culturalista, que apresentava as seguintes limitações:
- em um aspecto que denomina como "civilização" não incorpora o estrato produtivo;
- opera com uma noção estreita de "ethos" onde não se inclui a práxis;
- se mostra parcialmente cego para descobrir a importância do aspectos econômico e de suas contradições;
- não incorporava as categorias de "sociedade política" e de "sociedade civil";
- não advertia sobre as contradições inerentes ao todo social.
Quando reconheceu essas limitações, Dussel, juntamente com outros historiadores do CEHILA, adotou um novo marco teórico e uma perspectiva alinhada com a Teologia da Libertação e, portanto, passou a apresentar uma História da Igreja Católica na América Latina escrita desde do "pobre" como lugar social e hermenêutico, como categoria para interpretar a realidade da Igreja Católica na América Latina, como portador de um juízo ético sobre os feitos históricos e como critério de objetividade histórica. Se trata de buscar cientificamente ao pobre na História e de julgar os atores pelo tipo de relação com os pobres.
Para Dussel, o "pobre" não é simplesmente aquele que não possui bens, pois inclui o assalariado, aquele que produz seus bens que são apropriados por outra pessoa, então o pobre é alguém que foi "desapropriado", portanto, o conceito de pobre exige a existência de um rico. Em uma situação de não dominação (não pecado), não há nem ricos nem pobre (nem pecador). Outro aspecto é que o pobre na América Latina, tem diferentes rostos: o nativo, o negro, o mestiço, o povo e a sua cultura.
Desse modo, Dussel pretendeu fazer uma análise científica da história da Igreja Católica na América Latina a partir de uma rigorosa investigação das fontes como parte constitutiva da teologia, por isso, buscou também uma história teológica.
Outro aspecto da abordagem histórica de Dussel é que ela procura destacar a importância da Igreja no Terceiro Mundo, abordando, por exemplo, diversos encontros de teólogos e teólogas do Terceiro Mundo realizados em Dar-es-Salam (Tanzânia), Accra (Gana), Colombo (Sri Lanka), São Paulo (Brasil) e também os Foros Mundiais de Teologia e Libertação celebrados em Porto Alegre (Brasil), Nairóbi (Quênia) e Belém do Pará (Brasil). Essa perspectiva busca sair de uma visão de Igreja eurocêntrica.
A abordagem histórica proposta por Dussel também busca investigar o significado dos fatos e não a sua simples descrição, desse modo, sua perspectiva permite explicar a práxis dos cristãos nos processo que deram origem à Teologia da Libertação na América Latina.[4]
A teoria e metodologia de História de Dussel está descrita na tese de doutorado de Lourenço Stelio Rega (2007, PUC-SP) e publicada em 2011 com o título Por outra História da Igreja na América Latina, pela Fonte Editorial. O autor, nas 415 páginas desse livro, desenha com detalhes o percurso que Dussel faz para escrever seus textos históricos sobre a Igreja na América Latina. A obra possui 790 citações e bibliografia vasta sobre as obras históricas de Dussel, além de diversas ilustrações e grafismos para explicar com mais detalhes a teoria e metodologia de História adotada por Dussel.
Contribuições como filósofo
É possível perceber, nos primeiros escritos filosóficos de Dussel, a influência de Martin Heidegger, no que tange à concepção de dialética, e de Paul Ricœur, no que tange à concepção de hermenêutica. Esses primeiros escritos tiveram como objetivo recuperar e descobrir a simbologia da cultura latino-americana.[4]
Etapa metafísica
Posteriormente, percebeu que a ontologia "diviniza a injustiça" e é um obstáculo à construção da ética da libertação. A partir desse momento abandonou concepções de Heidegger e passa a adotar uma alteridade metafísica, tendo Emmanuel Lévinas como referencial. As novas concepções permitiram uma visão mais solidária e um maior compromisso na luta por justiça.
Dussel desenvolveu um método que ele denominou como "analéctico", no qual a ética valorizada, isso o diferenciou do discurso "ôntico" das ciências e do discurso "ontológico" da dialética, que seria meramente teórico. Dussel sustentou que aquele que quer pensar metodicamente, deve ser uma pessoa eticamente justa, um ser comprometido com a libertação.[4]
Etapa marxista
A partir de meados da década de 1970, ocorreu uma segunda mudança na perspectiva filosófica de Dussel, que deixou de adotar concepções metafísicas e passou a adotar uma linha de pensamento marxista, merecendo destaque, nessa etapa de sua vida, as seguintes obras:
- "La producción teórica de Marx. Un comentario a los Grundrisse", (1985);
- "Hacia un Marx desconocido. Un comentario de los Manuscritos del 61-63" (1988);
- "El último Marx (1863-1882) y la liberación latinoamericana" (1990);
- "Las metáforas teológicas de Marx" (1993).
Dussel recorreu ao marxismo para a análise das estruturas do capitalismo e incorporou a sua filosofia de práxis à Teologia da Libertação.
Dussel tinha uma compreensão do marxismo distante daquela que era empregada na União Soviética e no Leste Europeu, de modo que sua análise da relação entre teologia da libertação e marxismo, inclui os seguintes aspectos:
- os pressupostos da práxis, o que o levou a descobrir a dimensão política da fé e sua relação com a realidade latino-americana;
- a dimensão epistemológica, que o levou a estudar a relação entre a fé e as ciências sociais na América Latina;
- a análise das críticas procedentes de dentro e de fora da Igreja ao modo como o marxismo era utilizado pela Teologia da Libertação, tendo especial atenção nas Instruções publicadas em 1984 e em 1986 pela Congregação para a Doutrina da Fé;
- propostas para o uso do marxismo pela Teologia da Libertação.
Dussel acreditava que seria necessário recorrer às ciências sociais, e especialmente ao marxismo, para obter uma reflexão teológica crítico-concreta desde os pobres e oprimidos, evitando, entretanto, desvios como o economicismo, o materialismo dialético ingênuo e o dogmatismo abstrato.[4]
Teoria do discurso
No final da década de 1980, Dussel começa a produzir escritos sobre a "teoria do discurso" a partir de diálogos com Karl-Otto Apel, nos quais apresentou as seguintes questões:
- A comunidade de comunicação é prévia ou posterior a uma comunidade de vida? Frente a essa questão, sustentou que a vida seria anterior ao discurso, e que se as pessoas não têm asseguradas as condições para sua sobrevivência, o discurso passaria a ser uma idealização vazia;
- É possível separar os discursos de fundamentação dos discursos de aplicação? Frente a essa questão, sustentou que essas duas modalidades de discurso estariam estreitamente relacionadas.[4]
Reflexão sobre a ética
Dussel apresentou escritos sobre a ética a partir de diálogos com outros pensadores como: Emmanuel Lévinas, Paul Ricoeur, Karl Apel, Gianni Vattimo, Charles Taylor, entre outros. No início da década de 1970, escreveu: "Para una ética de la liberación latinoamericana", a partir da perspectiva da "metafísica da alteridade", considerando o contexto latino-americano, em uma época em que era bastante influenciado por Lévinas. Foi um crítico do projeto ético da modernidade, contrapondo esse projeto a reivindicações emancipatórias.
Dussel, que inspirado pelos Evangelhos tinha como imperativo ético a libertação dos pobres e oprimidos, afirmava que a teologia e a filosofia moral no período posterior à Segunda Guerra Mundial tiveram caráter reformista, pois não questionavam os fundamentos do sistema capitalista e classificavam a utopia e a crítica radical do sistema como anarquia e fanatismo.
Na década de 1990, escreveu: "Ética de la liberación en la edad de la globalización", onde se posicionou a favor das imensas maiorias da humanidade. A defesa dos interesses das maiorias foi uma das características que distinguiu Dussel de outros filósofos que refletiram sobre a ética, portanto, Dussel foi um crítico das "éticas das minorias hegemônicas", pois são as éticas das minorias que possuem os recursos, o capital, os exércitos e inclusive a argumentação; trata-se de éticas chamadas de "dialógicas" ou "de consenso", mas que excluiriam as vítimas das "mesas de negociações" e das comunidades de comunicação dominantes. Nesse contexto, Dussel defende uma ética de afirmação da vida humana frente ao assassinato e suicídio coletivo ao qual a humanidade se encaminharia ao não alterar o seu modo de ação irracional.
Dussel elaborou uma "história mundial das eticidades", que foi além do helenocentrismo e do eurocentrismo. Sua perspectiva teve como ponto de partida o nordeste da África e o Oriente Médio (Egito e Mesopotâmia) e foi até o final do século XX, além disso abrangeu também as culturas nativas da América Central e os Incas, o Império Chinês, o Império Romano, o Império Bizantino, o mundo muçulmano, a Idade Média e a Modernidade. Dussel também fez uma análise crítica dos distintos sistemas éticos da Modernidade, com especial atenção às ideias de Immanuel Kant, John Rawls, Apel e Jürgen Habermas.
Dussel elaborou também um juízo crítico sobre tais sistemas de eticidade, com base no fato de que todos eles afirmariam o dever de produzir, de reproduzir e desenvolver a vida humana em comunidade e os contrapôs ao anseio de libertação que inspiraria as transformações históricas baseadas na pretensão de justiça. Nesse contexto, Dussel sustentou que a práxis de libertação seria a ação possível para transformar a realidade com base no interesse das vítimas e defendeu um critério de transformação ético-crítico, que seria um critério que fazia referência à possibilidade de libertação dos oprimidos, e o princípio-libertação que enunciaria o dever-ser que obrigaria a realizar eticamente a transformação.
Dussel também foi um crítico do processo denominado como globalização que, apesar do sentido aparentemente integrador da palavra utilizada para denominá-lo, seria um processo de aprofundamento da exclusão para as grandes maiorias da humanidade.[4]
Contribuição como historiador
Depois de publicar "Ética de la liberación en la edad de la globalización", Dussel publicou "Política de la liberación. Historia mundial crítica". Nessa obra, Dussel procurou descrever a "história dos povos" e analisar a filosofia política que os inspirou, desde as origens da humanidade até aos tempos atuais. Essa obra se distingue das similares, por rejeitar:
- o helenocentrismo, que é a ideia de que as filosofias políticas tiveram sua origem na Grécia;
- o ocidentalismo, pois não reconhece a importância do Império Bizantino para o inícios da Modernidade;
- o eurocentrismo, que deprecia as outras culturas distintas de europeia, como as culturas chinesa, do subcontinente indiano, islâmicas, astecas, maias e incas);
- a divisão da história em períodos segundo critérios europeus;
- o secularismo;
- o colonialismo, que resulta em uma filosofia política colonizada.
Além disso, Dussel sustenta que os filósofos espanhóis, portugueses e latino-americanos do século XVI deveriam ser considerados como os iniciadores da filosofia da Modernidade, nesse sentido, um dos capítulos de sua obra define a Cristandade hispano-americana (1492-1510) e a reação da Cristandade lusitana diante da alteridade do escravo africano como a "primeira Modernidade precoce".
No capítulo final, analisa cinco períodos da política latinoamericana, entre o final do século XVII até o início da década de 1930; o populismo latinoamericano, a turbulência política na Argentina entre 1966 e 1976 e a busca por uma segunda emancipação latinoamericana inspirada nos escritos de José Martí e José Carlos Mariátegui, na Revolução Cubana, no governo de Salvador Allende, na Revolução Sandinista e no zapatismo.[4]
Contribuições ao design
Entre 1970 e 1990, Dussel fez diversas formulações acerca do campo do design, unindo-o com suas reflexões decoloniais. Tais formulações se dão após ser admitido como professor no departamento de filosofia da Universidade Autônoma Metropolitana, onde Enrique Dussel passa a lecionar disciplinas de filosofia para os cursos de design, contribuindo no auxílio da formação de uma base teórica e metodológica para o ensino de design.[1]
Ele observava que o design é uma área que consegue integrar a arte, a tecnologia e a ciência, unificando-as a partir de uma racionalidade. Em seu livro "Estudio preliminar al 'cuaderno tecnológico-histórico", Dussel afirma o exercício de design como um problema de marco ético, que vai além de uma questão formal ou técnica. Para ele, o design era, sobretudo, humano; portanto, deveria ser abordado sob uma lente teórica, metodológica e ética. Nesse sentido, Enrique Dussel analisa o design praticado no contexto latino-americano e busca refletir sobre uma ética por trás dele. [1]
Obras filosóficas
Sua maior contribuição é a Filosofia da libertação, onde critica o método filosófico clássico e propõe a Analética como um novo método de pensamento crítico integral sobre a realidade humana. A partir de sua metodologia filosófica, produz uma série de obras, dentre as quais:
- "Hipótesis para una historia de la Iglesia en América Latina" (Nova Terra, Barcelona, 1967; segunda edición ampliada: "Historia de la Iglesia en América Latina. Coloniaje y liberación (1492-1972)", Barcelona, 1972;
- "Cultura latinoamericana e historia de la Iglesia" (Ediciones de la Facultad de Teología de la PUCA, Buenos Aires, 1968);
- "El catolicismo popular en América Latina" em "Antropológico" (em co-autoria com Ciro René Lafon, Bonum, Buenos Aires, 1969), pp. 193-242;
- "El catolicismo popular en Argentina" em "Histórico" (em co-autoria com Mercedes Escandi, Bonum, Buenos Aires, 1970);
- "El humanismo semita" (Eudeba, Buenos Aires, 1969);
- "América Latina y conciencia cristiana" (IPLA, Quito, 1970);
- "El episcopado hispanoamericano. Institución misionera en defensa del indio", (Colección Sondeos, CIDOC, Cuernavaca, 1969-1971);
- "América Latina: dependencia y liberación. Antología de ensayos antropológicos y teológicos desde la proposición de un pensar latinoamericano" (Fernando García C, Buenos Aires, 1973);
- "Caminos de liberación latinoamericana" (Buenos Aires, 1972-1974);
- "Para una ética de la liberación latinoamericana" (vols. 1-2, Siglo XXI, Buenos Aires, 1973; vol. 3. Edicol, México, 1977; vols. 4-5, Bogotá, 1980);
- "Para una destrucción de la Historia de la Ética" (Ser y Tiempo, Mendoza, 1873);
- "El dualismo en la antropología de la cristiandad. Desde el origen del cristianismo hasta antes de la conquista de América" (Guadalupe, Buenos Aires, 1974);
- "Método para una filosofía de la liberación" (Sí-gueme, Salamanca, 1974);
- "El humanismo helénico" (Buenos Aires, 1975);
- "Desintegración de la cristiandad colonial y liberación" (Sí-gueme, Salamanca, 1977);
- "Hipótesis mínimas para leer la coyuntura de la Iglesia latinoamericana (1968-1972)" (Centro de Documentación Secretariado Latinoamericano, Lima, 1978);
- "De Medellín a Puebla. Una década de sangre y esperanza (1969-1979)" (México, 1979);
- "Coyuntura de la praxis cristiana en América Latina. Hacia una división del trabajo teológico", em "Praxis cristiana y producción teológica", (Jorge Pixley e Jean Pierre Bastian (eds.)), (Sígueme, Salamanca, 1979, pp. 181-231);
- "Los obispos hispanoamericanos y la liberación de los pobres (1504-1620)" (CTR, México, 1979);
- "Liberación de la mujer y erótica latinoamericana. Ensayo filosófico" (Nueva América, Bogotá, 1980, 6ª ed., 1998);
- "Historia general de la Iglesia en América Latina", (coordinador y editor) (Sígue-me, Salamanca, MACC, San Antonio (EE.UU.) e Vozes, São Paulo, 1981-1995);
- "La Iglesia latinoamericana en la actual coyuntura (1972-1980)", em "Teología de la liberación y comunidades cristianas de base" Sérgio Torres (ed.), (Sígueme, Salamanca, 1982), pp. 93-122;
- "Introducción general a la Historia de la Iglesia en América Latina", (CEHILA-Sígueme, Salamanca, 1983);
- "Praxis la-tinoamericana y filosofía de la liberación" (Nueva América, Bogotá, 1983);
- "Filosofía de la producción" (Nueva América, Bogotá, 1984);
- "Los últimos cincuenta años en la historia de la Iglesia en América Latina" (Bogotá, 1986);
- "Ética comunitaria" (San Pablo, Madri, 1986);
- "Hipótesis para una historia de la teología en América Latina" (Indoamerican Press Service, Bogotá, 1986);
- "La producción teórica de Marx. Una introducción a los Grundrisse", (Siglo XXI, México, 1985; 1991, 2ª ed.);
- "Hacia un Marx desconocido. Un comentario de los Manuscritos del 61-63" (Siglo XXI-UAM-I, México, 1988);
- "El último Marx (1863-1882) y la liberación latinoamericana. Un comentario a la tercera y cuarta redacción de El Capital" (Siglo XXI, México, 1990);
- "Teología de la liberación y marxismo", em "Mysterium liberationis. Conceptos fundamentales de la teología de la Liberación" (Ignacio Ellacuría e Jon Sobrino (orgs.), (Trotta, Madrid, 1990), pp. 115-144;
- "1492: El encubrimiento del Otro. Hacia el origen del mito de la Modernidad" (Nueva Utopía, Madrid, 1992); Enrique Dussel-Karl O. Apel (eds.);
- "Fundamentación de la ética. Filosofía de la Liberación" (Siglo XXI, México, 1992);
- "Apel, Ricoeur, Rorthy y la filosofía de la liberación" (Guadalajara, 1993);
- "Las metáforas teológicas de Marx" (Verbo Divino, Estella, 1993);
- "Debate en torno a la ética del discurso de Apel. Diálogo filosófico Norte-Sur desde América Latina" (ed.) (Siglo XXI, México, 1994);
- "Introducción a la filosofía de la liberación (Nueva América, Bogotá, 1994);
- "Resistencia y esperanza. Historia del Pueblo Cristiano en América Latina y el Caribe" (DEI-CEHILA, Costa Rica, 1995);
- "Teología de la libe-ración. Un panorama de su desarrollo" (Potrerillos Editores, México, 1995);
- "Ética de la liberación: ante un desafío de Apel, Taylor y Vattimo" (Toluca, 1997);
- "Ética de la liberación en la edad de la liberación y la exclusión", (Trotta, Madrid, 1998);
- "Hacia una filosofía política crítica" (Desclée de Brouwer, Bilbao, 2001);
- "Ética del discurso, ética de la liberación" (con Karl-Otto Apel) (Trotta, Madrid, 2005);
- "Veinte tesis de política" (Siglo XXI-Cfrefel, México, 2006);
- "Política de la liberación. Historia mundial y crítica" (Trotta, Madrid, 2007);
- "Materiales para una política de la liberación" (Plaza y Val-dés, México, 2007);
- "El pensamiento latinoamericano del 'Caribe' y latino (1300-2000)", (Siglo XXI, México, 2009)[4].
- "Filosofía de la liberación";
- "Liberación de la Mujer y Erótica Latinoamericana";
- "La Pedagógica Latinoamericana";
- "Liberación Latinoamericana y Emmanuel Levinas";
- "Filosofía de la Producción Praxis Latinoamericana";
- "Historia de la Filosofía y Filosofía de la Liberación";
- "Filosofía de la cultura y la liberación".
Em português
- Filosofia da libertação na América Latina (1982). São Paulo: Loyola
- De Medellin a Puebla: uma Década de Sangue (1982). São Paulo: Loyola
- Método para uma Filosofia da libertação (1986). São Paulo: Loyola.
- História da Igreja Latino-americana: 1930 a 1985 (1989). São Paulo: Editora Paulus. ISBN 8534903808
- História Liberationis:500 Anos de História da Igreja na América Latina (1992). São Paulo: Editora Paulus. ISBN 8505014162
- Filosofia da libertação: Crítica à Ideologia da Exclusão (1995). São Paulo:Editora Paulus.2a edição. ISBN 8534902968
- Teologia da Libertação - Um panorama do seu desenvolvimento (1999). Petrópolis:Vozes. ISBN 8532622046
- Ética da Libertação - Na idade de globalização e da exclusão (2002). Petrópolis: Vozes. 2a edição. ISBN 8532621430
- Por um mundo diferente- Alternativas para o Mercado Global, em co-autoria (2003). Petrópolis: Vozes. ISBN 8532628931
- 20 Teses de Política (2003). Editora: Expressão Popular. ISBN 9789871183685
Suas obras completas podem ser encontradas nos sites CLACSO ou IFILou no blog do autor.
Ver também
Referências
- 1 2 3 Nascimento, Bruno (2023). «O design na obra de Enrique Dussel». Programa de Pós-Graduação em Design ESDI/UERJ. Dissertação de mestrado. Consultado em 23 de agosto de 2024
- ↑ https://hhmagazine.com.br/epistemologia-decolonial-uma-ferramenta-politica-para-ensinar-historias-outras/
- ↑ DUSSEL, Enrique D. La teoría de la verdad en Zubiri y sus necesarias mediaciones. In: Balance y perspectivas de la filosofía de X. Zubiri. Comares, 2004. p. 585-598.
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 La Teologia de La Liberacion Juan Jose Tamayo Arquivado em 14 de fevereiro de 2016, no Wayback Machine., em espanhol. P. 349. Acesso em 18 de maio de 2016.
- ↑ «Murió el filósofo Enrique Dussel». La Jornada (em espanhol). 5 de novembro de 2023. Consultado em 6 de novembro de 2023
Ligações externas
- Trabalhos sobre o autor
- Tradução da Obra: Introducción a una Filosofía de la Liberacción Latinoamericana (efetuada por Hugo Allan Matos, revisada por Maximino Basso)
- A filosofia dusseliana da libertação e sua ética (artigo de Daniel Pansarelli)
- Monografia sobre a Filosofia da libertação
- Atualidade e Futuro da Filosofia da libertação
- Filosofia da libertação(artigo de Javier Palacios)
- Crítica a diversas falencias filosóficas de las teorías de Enrique Dussel (por Miguel Ángel Quintana Paz)
- Um conceito de Estética a partir da filosofia de Enrique Dussel; O ateísmo de Marx e dos profetas como possibilitador de revoluções; Educar para e na Alteridade: A partir da compreensão do ser para um projeto, numa leitura da pedagógica dusseliana; Introdução à Filosofia Política de Enrique Dussel (Hugo Allan Matos)
- REGA, Lourenço Stelio. Por outra História da Igreja na América Latina. São Paulo : Fonte Editorial, 2011.
- Conferências do filósofo
- Meditações anticartesianas(aula magistral no Centro de Estudos Socias, Universidade de Coimbra, por Mônica Carvalho)]

