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Ignacio Ellacuría
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| Ignacio Ellacuría | |
|---|---|
Bust d'Ignacio Ellacuría a Portugalete | |
| Nascimento | 9 de novembro de 1930 Portugalete |
| Morte | 16 de novembro de 1989 (59 anos) San Salvador |
| Sepultamento | El Salvador |
| Cidadania | Espanha, El Salvador |
| Alma mater | |
| Ocupação | teólogo, filósofo, professor universitário, padre, missionário, escritor, presbítero regular, teólogo católico |
| Empregador(a) | Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas |
| Cargo(s) | |
| Movimento estético | teologia da libertação |
| Religião | catolicismo |
Ignacio Ellacuría S.J. (Portugalete, Biscaia, 9 de novembro de 1930 - Antiguo Cuscatlán, El Salvador, 16 de novembro de 1989) foi um padre jesuíta, filósofo e teólogo, de origem basca, radicado em El Salvador, e assassinado durante a Guerra Civil Salvadorenha.[1][2]
Biografia
Era o quarto de uma família de cinco filhos. Depois de concluir o ensino primário na cidade natal, continuou os estudos no Colégio dos Jesuítas de Tudela. Ingressou no noviciado em 14 de setembro de 1947, em Loyola. No início de 1949, foi enviado com mais cinco noviços para fundar o noviciado jesuíta em Santa Tecla, El Salvador.[3]
Fez seus votos em setembro de 1949 e depois cursou os cinco anos de Humanidades Clássicas e Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Equador, em Quito. Ellacuría retornou a San Salvador, onde lecionou três anos no Seminário San José de la Montaña. Além do ensino, também era um dos supervisores responsáveis pelos cuidados dos seminaristas.[3] Também começou a escrever alguns artigos sobre José Ortega y Gasset, filosofia grega, Tomás de Aquino e Henri Bergson.[4]
Retomou seus estudos em 1958. Na Universidade de Innsbruck, Áustria, cursou Teologia e foi influenciado pelos ensinamentos do também jesuíta Karl Rahner. Ellacuría foi ordenado sacerdote em Innsbruck em 26 de julho de 1961. Iniciou o doutorado em Teologia em 1962, concluído em 1965, na Universidade Complutense de Madri, sob a direção de Xavier Zubiri, onde escreveu uma tese sobre "A principialidade da essência". Nessa época, completou sua formação jesuíta e seu terciado na Irlanda e, por fim, fez os últimos votos como jesuíta em 2 de fevereiro de 1965, em Portugalete, onde nasceu.[3]
llacuría retornou a San Salvador em 1967, designado para a recém-fundada Universidade Centro-Americana "José Simeón Cañas" (UCA). Porém, continuou ligado Zubiri e quase todos os anos viajava para Madri, onde passava várias semanas trabalhando com seu antigo orientador. Após a morte de Zubiri em 1983, padre Ellacuría tornou-se o herdeiro intelectual de sua obra e diretor do Seminário Xavier Zubiri em Madri.[3]
Na Universidade Centro-Americana, lecionou filosofia a partir de 1967. Logo foi nomeado para o Conselho Diretor. A partir de 1972, foi Chefe do Departamento de Filosofia. A partir de 1976, dirigiu a revista Estudios Centroamericanos (ECA) e, a partir de 1979, atuou como Reitor da UCA e Vice-Reitor para Assuntos Sociais. Ministrou cursos, conduziu seminários e proferiu palestras na América Latina, Europa e Estados Unidos. Também lecionou teologia em cursos noturnos e de fim de semana, que organizava anualmente a partir de 1970. Mais tarde, fundou o Centro de Reflexão Teológica, do qual foi o primeiro diretor, e organizou o programa de Mestrado em Teologia (1974), onde também ensinou. Em 1984, juntamente com Jon Sobrino, lançou a Revista Latinoamericana de Teología.[3]
Nos primeiros anos da década de 1970, assumiu o cargo de Delegado para a Formação dos jovens jesuítas da Província da América Central. Nos seus três anos de atividade, agiu para que os estudantes não precisassem mais ir para Quito, mas sim estudassem na UCA. Assim, abriu oportunidades para o estudo de filosofia, depois de teologia e, finalmente, o terciado. Devido às suas rápidas mudanças, provocou uma divisão entre os jesuítas da América Central, resultando na intervenção de Roma, que proibiu Ellacuría de ocupar cargos de responsabilidade na administração da ordem, com exceção da direção do recém-fundado Centro de Reflexão Teológica. Por isso, ele voltou-se exclusivamente a direção da UCA. Durante o governo de Arturo Armando Molina, recebeu a cidadania salvadorenha.[3]
Ellacuría era diretor da revista "Estudios Centroamericanos" (ECA), quando, em 1976, publicou o editorial intitulado "A sus órdenes, mi capital",[5] que resultou na retirada do apoio do governo salvadorenho à UCA e gerou a violência paramilitar contra a Universidade. A organização União dos Guerreiros Brancos, a mesma que tinha atacado a universidade, deu um ultimato a todos os jesuítas para deixarem o país; mesmo que nenhum deles tenha fugido, Ellacuría, que estava na Espanha com Zubiri, foi impedido de voltar a El Salvador, então só pode retornar em agosto de 1978. Em 1979, tanto o jesuíta quanto a UCA apoiaram o golpe de estado; o primeiro governo incluiu acadêmicos proeminentes da UCA, mas logo fracassou e a violência aumentou. A partir de então, teve início uma longa guerra civil em El Salvador. Os jesuítas começaram a receber ameaças de morte e, em 24 de março de 1980, o arcebispo de San Salvador, Oscar Romero. Neste mesmo ano, Ellacuría retornou ao exílio, sob a proteção da embaixada espanhola. Mesmo fora de El Salvador até abril de 1982, ele continuou reitor.[3]
Desenvolveu uma importante contribuição para a Filosofia da Libertação latino-americana. Ellacuría sustentava que o conflito armado em El Salvador era o resultado de uma injustiça estrutural vivida pelo povo salvadorenho, e o único modo de terminar com a guerra era eliminar as situações de injustiça.[1][2] Sua elaboração em teologia inclui obras como: "Teología política" (1973); "Conversión de la Iglesia al reino de Dios. Para anunciarlo y realizarlo en la historia" (1984) e "Mysterium liberationis. Conceptos fundamenales de la teología de la liberación" (1990), na qual atuou como coordenador juntamente com Ion Sobrino.[4]
Durante o conflito, defendeu e tentou intermediar a negociação política entre o governo e as forças revolucionários. Mesmo assim, ele não deixava de criticar ambos os lados sempre que necessário. Em 1985, apesar de sua oposição ao presidente José Napoleón Duarte, negociou a libertação da filha deste junto a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional. Também em 1985, Ellacuría fundou a Cátedra Universitária de Realidade Nacional na UCA. [3]
Dias antes de seu martírio, recebeu o Prêmio Alfonso Comín, em Barcelona,[3] onde discursou:
"No plano teológico, somos a favor de colocar fé e justiça em tensão [e ambas devem estar a serviço] das maiorias populares e de alguns valores fundamentais do reino de Deus, pregados utopicamente por Jesus."
Ellacuría retornou a El Salvador em 13 de novembro de 1989 para tentar mediar a paz, mas três dias depois foi assassinado por um pelotão do Batalhão Atlacatl das Forças Armadas de El Salvador, na residência da Universidade UCA, junto com outros cinco jesuítas: Ignacio Martín-Baró, Segundo Montes, Amando López, Juan Ramón Moreno e Joaquin López y López. Também foram assassinadas: Elba Julia Ramos, funcionária da residência, e sua filha, Celina, de 15 anos.[2][6][7] Inicialmente, o governo atribuiu o massacre à guerrilha, mas atraiu a atenção internacional para a guerra civil em El Salvador e para os crimes cometidos pelo governo.[7]
Extradição dos acusados
Em 1 de dezembro de 2011, o Conselho de Ministros do Governo da Espanha, por proposta do Ministro da Justiça, Francisco Caamaño, solicitou a extradição de 13 militares para El Salvador e outros dois para os Estados Unidos. A extradição solicitada para El Salvador incluía o coronel Guillermo Alfredo Benavides Moreno, o tenente José Ricardo Espinoza Guerra, o segundo-tenente Gonzalo Guevara Cerritos, os sargentos Tomás Zarpate Castillo e Antonio Ramiro Ávalos Vargas, o cabo Mariano Amaya Grimaldi, o comandante Óscar Alberto León Linares, o coronel e vice-ministro da Defesa Nacional Juan Orlando Zepeda Herrera, Francisco Elena Fuentes, Rafael Humberto Larios López, General e Comandante Juan Rafael Bustillo Toledo, Coronel Carlos Mauricio Guzmán Aguilar e Coronel Joaquín Arnoldo Cerna Flores. Os Estados Unidos solicitaram a extradição do Coronel Inocente Orlando Montano Morales e do Tenente Héctor Ulises Cuenca Ocampo.[8] Em 15 de novembro de 2017, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o último recurso do ex-vice-ministro da Segurança salvadorenho, Inocente Orlando Montano, para evitar a extradição para a Espanha. Finalmente, em 11 de setembro de 2020, o Tribunal Nacional da Espanha o considerou culpado de cinco assassinatos relacionados ao terrorismo, condenando-o a 133 anos, 4 meses e 5 dias de prisão.[9] Aproximadamente vinte militares salvadorenhos são acusados.[10][11]
Causa de beatificação
Em agosto de 2023, o Arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar Alas, anunciou a abertura da causa de canonização de Ellacuría e outros mártires da guerra civil.[12]
Contribuições como filósofo
Seu pensamento filosófico tem dois momentos:
- a superação da "filosofia idealista";[13] e
- a defesa da filosofia da libertação, que serve como fundamento para uma ética libertadora e ilumina a práxis política.[14]
A principal contribuição de Ellacuría no plano teórico é a proposta de uma filosofia e de uma teologia "posidealista", que teriam como método a historização dos conceitos e como princípio inspirador a práxis histórica. A premissa dessa proposta é a crença de que a historicidade forma parte da estrutura do conhecimento filosófico e teológico[15].
Teólogo da Libertação
Esta seção não cita fontes confiáveis. (março de 2026) |
Ellacuría tinha especial preocupação com a eclesiologia em torno dos seguintes eixos fundamentais:
- o Reino de Deus;
- o povo de Deus como povo crucificado;
- a dimensão histórica da salvação.
Ellacuría era contrário às tendências espiritualistas que negariam a dimensão encarnatória do cristianismo e o reduziria a um projeto puramente metahistórico, e, portanto, era um defensores da opção preferencial pelos pobres, que teria como alicerce as Bem-aventuranças.
Ellacuría sustentava que a Igreja deveria institucionalizar-se, pois a salvação deveria corporalizar-se historicamente. Por outro lado, chamava atenção para o risco do institucionalismo absolutizar-se e superar a Deus e à busca por seu Reino. Outro risco seria o de a Igreja ficar centrada sobre si mesma termina e converter-se em um ídolo e sacralizar-se. Portanto, ressalva que a institucionalização excessiva, acabaria negando o espírito e a liberdade dentro da Igreja.
Ellacuría era um opositor do secularismo e da mundanização, que seriam adaptações às estruturas opressoras do mundo.[4]
Valorização do Jesus Histórico
Ellacuría foi um crítico daqueles que procuraram apresentar um Jesus dissociado de sua densidade real e de seu sentido salvífico e priorizam temas como a sua constituição metafísica. Nesse contexto, Ellacuría observa que Paulo de Tarso, a quem é atribuída a redação de boa parte do Novo Testamento, não conviveu com Jesus, e, portanto se relacionava com um "Cristo da fé", deixando em segundo plano sua conduta histórica, e defende maior atenção a atuação de Jesus enquanto homem situado na história de seu tempo (Jesus Histórico).
Ellacuría deu especial atenção ao caráter histórico da morte de Jesus, por meio de um artigo denominado "Por qué muere Jesús y por qué lo matan". Ellacuría sustentava que mataram Jesus em decorrência de suas ações que confrontaram a ordem política e religiosa estabelecida. Nessa perspectiva, sua morte seria a consequência de seu anúncio do Reino como oferta de salvação dos pobres e oprimidos, e também porque Jesus foi inimigo dos poderosos e de uma estrutura social injusta. Portanto, não haveria um sentido expiatório na morte de Jesus.
Ellacuría, em sintonia com Jürgen Moltmann e Jon Sobrino, faz uma ligação entre Jesus crucificado e os povos crucificados, aqueles que sofrem em sua própria carne a injustiça estrutural. Nesse contexto, sua perspectiva soteriológica entende a salvação como salvação na história de cada ser humano da humanidade oprimida. Trata-se de uma perspectiva que estabelece ligações entre a paixão de Jesus e o povo crucificado e entre o povo crucificado e a morte de Cristo.
Ellacuría criticava três perspectivas da paixão de Jesus que reduziriam seu caráter histórico e o compromisso histórico de Jesus:
- a visão ascética e moralista, que desembocaria em um masoquismo expiatório espiritualista;
- a visão que considera a Crucificação de Jesus como um fato pontual;
- a visão que se esquece das raízes históricas da Ressurreição de Jesus e, portanto, desvinculam o Ressuscitado do Crucificado e, desse modo, tem uma fé na ressurreição que desconsidera a crucificação.[4]
Obras
- "La principialidad de la esencia en Xavier Zubiri", 3 vols, tese de doutirado, Universidade Complutense (Madri, 1965);
- "Teología política" (San Salvador, 1973);
- "Carácter político de la misión de Jesús", (MIEC-JECI 13-14, Lima, 1974);
- "Conversión de la Iglesia al reino de Dios. Para anunciarlo y realizarlo en la historia" (Santander, 1984);
- "El problema del sujeto de la historia (esquemas de clase)" (San Salvador, 1987);
- "Mysterium liberationis. Conceptos fundamentales de la teología de la liberación", 2 vols. (editor em conjunto com J. Sobrino) (Madrid, 1990);
- "V Centenario América Latina: ¿descubrimiento o encubrimiento?" (Barcelona, 1990);
- "Ellacuría, teólogo mártir por la liberación del pueblo. Selección de textos de Ellacuría, I., con prólogo de Tamayo, J.J." (Madrid, 1990);
- "Filosofía de la realidad histórica", (Madrid, 1991);
- "Veinte años de historia en El Salvador (1969-1989). Escritos políticos", vols. (San Salvador, 1991);
- "Para una filosofía desde América Latina" (compilador con Scannone, J. C.) (Bogotá, 1992);
- "El compromiso político de la filosofía en América Latina" (Bogotá, 1994);
- "Escritos filosóficos", 4 vols., "Escritos teológicos", vols., "Escritos universitarios" (San Salvador, 1999);
- "Fe y justicia, estudio introductorio de Sobrino, J." (Bilbao, 1999)[15].
Referências
- 1 2 «Memorial». www.ihu.unisinos.br. Consultado em 15 de março de 2026. Cópia arquivada em 7 de agosto de 2016
- 1 2 3 Fachin, Patricia. «Dossiê - Mártires de El Salvador». www.ihuonline.unisinos.br. Consultado em 15 de março de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Jesuitas España - Ignacio Ellacuría». www.jesuitas.es (em espanhol). Consultado em 15 de março de 2026. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2011
- 1 2 3 4 «La Teologia de La Liberacion Juan Jose Tamayo». Scribd (em inglês). Consultado em 15 de março de 2026. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2016
- ↑ «A sus órdenes, mi capital» (PDF). UCA. Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ «Biografías de los mártires UCA». Universidad Centroamericana José Simeón Cañas (em espanhol). Consultado em 15 de março de 2026
- 1 2 Swan, Fiachra (9 de novembro de 2016). «Ignacio Ellacuría». Jesuits Ireland (em inglês). Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ LÁZARO, J. M. (2 de dezembro de 2011). «España reclama la entrega de 15 militares salvadoreños por la muerte de Ellacuría». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ Gálvez, J. J. (11 de setembro de 2020). «Condenado a más de 130 años de prisión el único acusado del "asesinato terrorista" de cinco jesuitas españoles en El Salvador». El País (em espanhol). Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ «Coronel Montano a España por el asesinato de los jesuitas». Coronel Montano a España por el asesinato de los jesuitas (em inglês). Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ «Celebran la extradición del militar acusado del asesinato de los jesuitas en El Salvador». últimoCero | Noticias de Valladolid (em espanhol). 18 de novembro de 2017. Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ Guidos, Rhina. «Jesuit Fr. Ellacuría among martyrs El Salvador is setting on sainthood path». National Catholic Reporter (em inglês). Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ Ellacuría, Ignacio (31 de julho de 1988). «La superación del reduccionismo idealista en Zubiri». ECA: Estudios Centroamericanos (em espanhol) (477): 633–650. ISSN 2788-9580. doi:10.51378/eca.v43i477.8335. Consultado em 15 de março de 2026
- ↑ Horacio Cerutti (1992). Filosofía De La Liberación Latinoamericana. [S.l.: s.n.] Consultado em 15 de março de 2026
- 1 2 La Teologia de La Liberacion Juan Jose Tamayo Arquivado em 14 de fevereiro de 2016, no Wayback Machine., em espanhol, acesso em 29 de maio de 2016.
Ligações externas
- «Bibliografía sobre Ignacio Ellacuría» (em espanhol)
- «Cronología del Crimen» (em espanhol)
- «EL LEGADO DE IGNACIO ELLACURÍA PARA PREPARAR EL DECENIO DE SU MARTIRIO» (PDF) (em espanhol). José Sols Lucia, In: Cristianisme i Justícia.
- «Ignacio Ellacuría» (em inglês). Encyclopedia Britannica
- «Ignacio Ellacuría (1930—1989)» (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosophy
- «Ignacio Ellacuría Beascoechea» (em espanhol). Historia Hispánica
- «Fundación Ellacuría» (em espanhol)
