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Anra binte Maçude
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Anra binte Maçude ibne Caice (em árabe: عَمْرَة بِنْت مَسْعُود بْن قَيْس; romaniz.: ʿAmra bint Masʿūd b. Qays; m. 626) foi uma companheira de Maomé pertencente aos ançares. Foi mãe do líder cazerajita Sade ibne Ubada, um dos mais destacados chefes de Medina durante o surgimento do islã. Converteu-se à nova religião logo após a Hégira, ocasião em que prestou juramento de fidelidade a Maomé. Anra morreu em Medina no ano 5 da Hégira (626), enquanto Sade acompanhava Maomé na Primeira Expedição de Dumate Aljandal. Segundo a tradição islâmica, desejava realizar uma obra de caridade antes de morrer, mas faleceu sem conseguir manifestar formalmente essa vontade. Cerca de um mês após seu falecimento, Maomé regressou da expedição e dirigiu-se ao seu túmulo, onde realizou a oração fúnebre. Após tomar conhecimento do desejo da mãe, Sade consultou Maomé sobre a possibilidade de realizar obras de caridade em seu nome. Com sua aprovação, mandou escavar um poço e dedicou-o como fundação piedosa em benefício de Anra. Outras tradições também lhe atribuem a doação de um pomar em memória da mãe e o cumprimento, mediante a alforria de um escravo com autorização de Maomé, de um voto que ela não conseguira realizar em vida.
Vida
Anra binte Maçude ibne Caice pertencia aos ançares e era mãe de Sade ibne Ubada, um dos principais chefes dos cazerajitas em Medina. Após a Hégira, prestou juramento de fidelidade a Maomé, integrando o grupo das mulheres medinenses que aderiram ao islã durante os primeiros anos da comunidade muçulmana. Anra morreu em Medina no ano 5 da Hégira (626), enquanto Sade acompanhava Maomé na Primeira Expedição de Dumate Aljandal. Segundo a tradição islâmica, desejava realizar uma obra de caridade antes de morrer, mas faleceu sem conseguir manifestar formalmente essa vontade. Cerca de um mês depois, ao regressar da campanha, Maomé dirigiu-se ao seu túmulo e realizou a oração fúnebre. Esse episódio é preservado em coleções de hádices e é citado como exemplo da realização da oração fúnebre na ausência do falecido.[1]
Depois de tomar conhecimento de que a mãe pretendia realizar uma obra de beneficência antes de morrer, Sade ibne Ubada consultou Maomé sobre a possibilidade de fazê-la em seu nome. O profeta respondeu afirmativamente e, ao ser perguntado sobre qual seria a forma mais meritória de caridade, respondeu: "fornecer água". Em consequência, Sade mandou escavar um poço e o dedicou como fundação piedosa em benefício de Anra. Outras tradições afirmam que Sade também doou um pomar em nome da mãe e, com autorização de Maomé, cumpriu um voto que ela não conseguira realizar em vida mediante a alforria de um escravo. Esses relatos são frequentemente citados na literatura jurídica islâmica como fundamento para a validade de atos de caridade, fundações piedosas e cumprimento de votos em benefício de pessoas falecidas.[1]
Referências
- 1 2 Çakan 1991, p. 96.
- Çakan, İsmail Lütfi (1991). «Amre bint Mes'ûd». TDV İslâm Ansiklopedisi [Enciclopédia Islâmica TDV]. 3. Istambul: Türkiye Diyanet Vakfı İslâm Ansiklopedisi. p. 96. Consultado em 29 de julho de 2026
