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Órbita de transferência de Hohmann
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| Astrodinâmica |
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Na astronáutica, a órbita de transferência de Hohmann ([ˈhoʊmən]) é uma manobra orbital utilizada para transferir uma espaçonave entre duas órbitas de diferentes altitudes ao redor de um corpo central. Por exemplo, uma transferência de Hohmann pode ser usada para elevar a órbita de um satélite de uma órbita terrestre baixa para uma órbita geoestacionária. No caso idealizado, a órbita inicial e a órbita alvo são ambas circulares e coplanares. A manobra é realizada colocando a nave em uma órbita de transferência elíptica que é tangente tanto à órbita inicial quanto à órbita alvo. A manobra utiliza duas queimas de motor impulsivas: a primeira estabelece a órbita de transferência, e a segunda ajusta a órbita para corresponder ao alvo.
A manobra de Hohmann muitas vezes usa a menor quantidade de impulso possível (que consome uma quantidade proporcional de delta-v, e portanto de propelente) para realizar a transferência, mas requer um tempo de viagem relativamente mais longo do que transferências de impulso mais alto. Em alguns casos, onde uma órbita é muito maior que a outra, uma transferência bi-elíptica pode usar ainda menos impulso, ao custo de um tempo de viagem ainda maior.
A manobra recebeu o nome de Walter Hohmann, o cientista alemão que publicou uma descrição dela em seu livro de 1925 Die Erreichbarkeit der Himmelskörper (A Acessibilidade dos Corpos Celestes).[1] Hohmann foi influenciado em parte pelo autor alemão de ficção científica Kurd Lasswitz e o seu livro de 1897 Dois Planetas.
Quando utilizada para viagens entre corpos celestes, uma órbita de transferência de Hohmann exige que os pontos de partida e destino estejam em locais específicos de suas órbitas um em relação ao outro. Missões espaciais que usam uma transferência de Hohmann devem esperar que esse alinhamento necessário ocorra, o que abre uma janela de lançamento. Para uma missão entre a Terra e Marte, por exemplo, essas janelas de lançamento ocorrem a cada 26 meses. Uma órbita de transferência de Hohmann também determina um tempo fixo necessário para viajar entre os pontos de partida e destino; para uma viagem Terra-Marte, este tempo de viagem é de cerca de 9 meses. Quando a transferência é realizada entre órbitas próximas a corpos celestes com força gravitacional significativa, geralmente muito menos delta-v é necessário, visto que o efeito Oberth pode ser empregado para as queimas.
Elas também são frequentemente utilizadas para estas situações, porém transferências de baixa energia que levam em consideração as limitações de empuxo dos motores reais, e tiram proveito dos poços de gravidade de ambos os planetas, podem ser mais eficientes no consumo de combustível.[2][3][4]
Exemplo
O diagrama mostra uma órbita de transferência de Hohmann para levar uma espaçonave de uma órbita circular mais baixa para uma mais alta. É uma órbita elíptica que é tangente tanto à órbita circular inferior que a espaçonave deve deixar (ciano, rotulada como 1 no diagrama) quanto à órbita circular superior que deve atingir (vermelho, rotulada como 3 no diagrama). A órbita de transferência (amarelo, rotulada como 2 no diagrama) é iniciada ao acionar o motor da espaçonave para adicionar energia e elevar o apoastro. Quando a espaçonave atinge o apoastro, um segundo acionamento do motor adiciona energia para elevar o periastro, colocando a espaçonave na órbita circular maior.

Devido à reversibilidade das órbitas, uma órbita de transferência de Hohmann similar pode ser usada para trazer uma espaçonave de uma órbita mais alta para uma mais baixa; neste caso, o motor da espaçonave é acionado na direção oposta à sua trajetória atual, desacelerando a espaçonave e reduzindo o periastro da órbita de transferência elíptica até a altitude da órbita alvo mais baixa. O motor então é acionado novamente na distância inferior para desacelerar a espaçonave, inserindo-a na órbita circular inferior. A órbita de transferência de Hohmann baseia-se em duas mudanças instantâneas de velocidade. É necessário combustível extra para compensar o fato de que as ignições levam tempo; isso é minimizado ao usar motores de alto empuxo para minimizar a duração das ignições. Para transferências em órbita da Terra, as duas queimas são chamadas de queima de perigeu e queima de apogeu (ou chute de apogeu[5]); mais genericamente, para corpos que não são a Terra, eles são denominados queimas de periastro e apoastro. Alternativamente, a segunda queima para circularizar a órbita pode ser referida como uma queima de circularização.
Tipo I e Tipo II
Uma órbita de transferência de Hohmann ideal efetua a transferência entre duas órbitas circulares no mesmo plano e percorre exatamente 180° ao redor do corpo primário. No mundo real, a órbita de destino pode não ser circular e pode não ser coplanar com a órbita inicial. Órbitas de transferência no mundo real podem percorrer ligeiramente mais, ou ligeiramente menos, do que 180° ao redor do corpo primário. Uma órbita que percorre menos de 180° ao redor do corpo primário é chamada de transferência de Hohmann "Tipo I", enquanto uma órbita que percorre mais de 180° é chamada de transferência de Hohmann "Tipo II".[6][7]
As órbitas de transferência podem dar mais de 360° de volta no corpo principal. Estas transferências de múltiplas revoluções são algumas vezes referidas como Tipo III e Tipo IV, onde um Tipo III é um Tipo I mais 360°, e um Tipo IV é um Tipo II mais 360°.[8]
Usos
Uma órbita de transferência de Hohmann pode ser usada para transferir a órbita de um objeto em direção a outro objeto, desde que coorbitem um corpo de maior massa. No contexto da Terra e do Sistema Solar, isto inclui qualquer objeto que orbite o Sol. Um exemplo de onde uma órbita de transferência de Hohmann poderia ser usada é para trazer um asteroide, que orbita o Sol, em contato com a Terra.[9]
Cálculo
Para um pequeno corpo orbitando outro corpo muito maior, tal como um satélite orbitando a Terra, a energia total do corpo menor é a soma de sua energia cinética e energia potencial, e essa energia total também é igual a metade do potencial na distância média (o semieixo maior):
Resolver esta equação para a velocidade resulta na equação vis-viva, onde:
- é a velocidade de um corpo em órbita,
- é o parâmetro gravitacional padrão do corpo primário, assumindo que não é significativamente maior que (o que torna ), (para a Terra, este é μ~3,986E14 m3 s−2)
- é a distância do corpo em órbita a partir do foco primário,
- é o semieixo maior da órbita do corpo.
Portanto, a variação de velocidade (Δv) requerida para a transferência de Hohmann pode ser calculada como a seguir, sob a suposição de impulsos instantâneos: para entrar na órbita elíptica em a partir da órbita circular , onde é o afélio da órbita elíptica resultante, e para sair da órbita elíptica em para a órbita circular , onde e são respectivamente os raios das órbitas circulares de partida e de chegada; o menor (maior) de e corresponde à distância do periastro (distância do apoastro) da órbita de transferência elíptica de Hohmann. Tipicamente, é fornecido em unidades de m3/s2, portanto certifique-se de usar metros, e não quilômetros, para e . O total é então:
Seja movendo-se para uma órbita mais alta ou mais baixa, pela terceira lei de Kepler, o tempo levado para transferir entre as órbitas é
(metade do período orbital para toda a elipse), onde é o comprimento do semieixo maior da órbita de transferência de Hohmann.
Em aplicação à viagem de um corpo celeste para outro é crucial iniciar a manobra no momento em que os dois corpos estiverem alinhados adequadamente. Considerando que a velocidade angular do alvo seja o alinhamento angular α (em radianos) no momento de início entre o objeto de origem e o objeto alvo deve ser
Exemplo

Considere uma órbita de transferência geoestacionária, iniciando em r1 = 6.678 km (altitude de 300 km) e terminando em uma órbita geoestacionária com r2 = 42.164 km (altitude de 35.786 km).
Na órbita circular menor a velocidade é de 7,73 km/s; na maior, 3,07 km/s. Na órbita elíptica intermediária a velocidade varia de 10,15 km/s no perigeu a 1,61 km/s no apogeu.
Portanto o Δv para a primeira queima é 10,15 − 7,73 = 2,42 km/s, para a segunda queima 3,07 − 1,61 = 1,46 km/s, e para ambas juntas 3,88 km/s.
Isto é maior que o Δv necessário para uma órbita de escape: 10,93 − 7,73 = 3,20 km/s. Aplicar um Δv na órbita terrestre baixa (LEO) de apenas 0,78 km/s a mais (3,20 − 2,42) daria ao foguete a velocidade de escape, o que é menos do que o Δv de 1,46 km/s necessário para circularizar a órbita geossíncrona. Isto ilustra o efeito Oberth, em que a grandes velocidades o mesmo Δv provê mais energia orbital específica, e o aumento de energia é maximizado se gastarmos o Δv o mais rápido possível, em vez de gastar uma parte, ser desacelerado pela gravidade, e então gastar mais um pouco para superar a desaceleração (certamente, o objetivo de uma órbita de transferência de Hohmann é outro).
Pior cenário, delta-v máximo
Como o exemplo acima demonstra, o Δv necessário para realizar uma transferência de Hohmann entre duas órbitas circulares não é o maior possível quando o raio de destino for infinito. (A velocidade de escape é √2 vezes a velocidade orbital, portanto o Δv necessário para escapar é √2 − 1 (41,4%) da velocidade orbital.) O Δv exigido é máximo (53,0% da velocidade orbital menor) quando o raio da órbita maior for 15,5817... vezes o da órbita menor.[10] Este número é a raiz positiva de x3 − 15x2 − 9x − 1 = 0, a qual é . Para razões de órbita maiores, o Δv requerido para a segunda queima decresce mais rápido do que o da primeira aumenta.
Aplicação à viagem interplanetária
Quando utilizada para mover uma espaçonave da órbita de um planeta para a órbita de outro, o efeito Oberth permite que se utilize um delta-v menor do que a soma dos delta-v para manobras separadas para escapar do primeiro planeta, seguido por uma transferência de Hohmann para o segundo planeta, seguido pela inserção em uma órbita ao redor do outro planeta.
Por exemplo, considere uma espaçonave viajando da Terra a Marte. No início de sua jornada, a espaçonave já terá uma certa velocidade e energia cinética associadas com sua órbita em torno da Terra. Durante a ignição, o motor do foguete aplica seu delta-v, mas a energia cinética aumenta de acordo com uma lei quadrática, até ser suficiente para escapar do potencial gravitacional do planeta, e então queima mais com o propósito de ganhar energia suficiente para entrar na órbita de transferência de Hohmann (ao redor do Sol). Uma vez que o motor do foguete consegue fazer uso da energia cinética inicial do propelente, muito menos delta-v é necessário acima do necessário para alcançar a velocidade de escape, e a situação ótima ocorre quando a queima de transferência é feita na altitude mínima (periastro baixo) sobre o planeta. O delta-v necessário é de apenas 3,6 km/s, somente em torno de 0,4 km/s a mais que o exigido para escapar da Terra, muito embora isso resulte na espaçonave viajando a 2,9 km/s mais rápido que a Terra enquanto se dirige a Marte (ver tabela abaixo).
No outro extremo, a espaçonave necessita desacelerar para que a gravidade de Marte a capture. Esta queima de captura deve idealmente ser realizada em baixa altitude para também se tirar o melhor proveito do efeito Oberth. Portanto, quantidades relativamente pequenas de empuxo nos dois extremos da viagem são necessárias para organizar a transferência, quando comparado com a situação de espaço livre.
No entanto, em qualquer transferência de Hohmann, o alinhamento dos dois planetas em suas órbitas é um fator crucial – o planeta de destino e a espaçonave precisam chegar ao mesmo ponto nas suas respectivas órbitas ao redor do Sol no mesmo momento. Essa exigência de alinhamento dá origem ao conceito das janelas de lançamento.
O termo órbita de transferência lunar (LTO, do inglês *lunar transfer orbit*) é usado para a Lua.
É possível aplicar a fórmula providenciada acima a fim de calcular o Δv em km/s necessário para ingressar numa órbita de transferência de Hohmann visando a chegada a diferentes destinos a partir da Terra (presumindo-se órbitas circulares para os planetas). Na presente tabela, a coluna entitulada "Δv para ingressar na órbita de Hohmann a partir da órbita da Terra" informa a diferença da velocidade da Terra até a velocidade necessária para o ingresso na elipse de Hohmann cuja extremidade oposta estará à distância do Sol almejada. A coluna sob a designação "Altitude na LEO" denota a velocidade necessária (em um referencial não rotativo centralizado na Terra) quando se estiver a 300 km acima da superfície da Terra. A qual é obtida adicionando-se à energia cinética específica o quadrado da velocidade de escape (10,93 km/s) referente a essa altitude. A coluna "LEO" corresponde simplesmente à velocidade prévia subtraindo a velocidade orbital na LEO, que é de 7,73 km/s.
| Destino | Raio orbital (UA) |
Δv (km/s) para ingressar na órbita de Hohmann a partir de | ||
|---|---|---|---|---|
| Órbita da Terra | Altitude na LEO | LEO | ||
| Sol | 0 | 29,788 | 31,732 | 24,002 |
| Mercúrio | 0,39 | 7,474 | 13,239 | 5,509 |
| Vênus | 0,72 | 2,532 | 11,221 | 3,491 |
| Marte | 1,52 | 2,929 | 11,320 | 3,590 |
| Júpiter | 5,2 | 8,792 | 14,031 | 6,301 |
| Saturno | 9,54 | 10,290 | 15,015 | 7,285 |
| Urano | 19,19 | 11,282 | 15,714 | 7,984 |
| Netuno | 30,07 | 11,655 | 15,981 | 8,251 |
| Plutão | 39,48 | 11,815 | 16,100 | 8,370 |
| Infinito | ∞ | 12,338 | 16,481 | 8,751 |
Note que, na maioria das vezes, o Δv partindo da LEO é menor que o Δv exigido para entrar em uma órbita de Hohmann saindo da órbita da Terra.
Para se alcançar o Sol, na verdade não há necessidade de se usar um Δv de 24 km/s. Pode-se usar 8,8 km/s para ir a uma grande distância do Sol, em seguida usar um Δv insignificante para levar o momento angular a zero e, então, cair no Sol. O que também é conhecido como uma transferência bi-elíptica, a qual é uma sequência de duas transferências de Hohmann. Além disso, a tabela não fornece os valores que se aplicariam ao utilizar a Lua para uma assistência gravitacional. Existe ainda a possibilidade de se utilizar um planeta, como Vênus, que é o mais simples de se alcançar, a fim de ajudar a alcançar demais planetas ou o Sol.
Comparação com outras transferências
Transferência bi-elíptica
A transferência bi-elíptica consiste de duas metades de órbitas elípticas. Partindo-se da órbita inicial, uma primeira queima consome delta-v para impulsionar a espaçonave rumo à primeira órbita de transferência com um apoastro a alguma distância a partir do corpo central. Neste instante, uma segunda queima leva a espaçonave para a segunda órbita elíptica, com o periastro no raio da órbita final visada, de onde é realizada uma terceira queima, inserindo a espaçonave na órbita visada.[11]
Ao mesmo tempo em que demanda uma ignição a mais do motor que em uma transferência de Hohmann e normalmente requer um tempo de viagem maior, há certas transferências bi-elípticas que demandam um valor total de delta-v menor do que na transferência de Hohmann nas ocasiões em que a proporção do semieixo maior final pelo inicial seja de 11,94 ou mais, a depender do semieixo maior intermediário escolhido.[12]
A noção de uma trajetória de transferência bi-elíptica foi inicialmente[carece de fontes]publicada por Ary Sternfeld em 1934.[13]
Transferência de baixo empuxo
Os motores de baixo empuxo conseguem fazer uma estimativa aproximada de uma órbita de transferência de Hohmann, produzindo um alargamento gradativo da órbita circular inicial a partir de acionamentos do motor temporalmente meticulosos. Isso demanda uma variação de velocidade (delta-v) maior que na órbita de transferência de dois impulsos[14] e demanda maior tempo para a conclusão.
Motores como os propulsores de íons são mais complicados de se analisar pelo modelo do delta-v. Referidos motores proporcionam um empuxo baixíssimo, no entanto contam com uma oferta de delta-v muitíssimo maior, e com um impulso específico bastante superior, com baixa massa de combustível e propulsor. Uma manobra de transferência de Hohmann com duas queimas seria impraticável com tal empuxo reduzido; a manobra otimiza basicamente o gasto de combustível, porém neste cenário a sua disponibilidade é razoavelmente grande.
Em casos em que unicamente manobras de baixo empuxo sejam agendadas numa missão, então a ignição constante de um motor de baixo empuxo, contudo possuindo uma eficiência muito grande, pode vir a gerar um delta-v mais alto e concomitantemente despender um consumo de propelente inferior a um típico motor de foguete químico.
O trajeto que sai de uma órbita circular para outra com uma modificação gradativa do raio necessita do idêntico delta-v da diferença na velocidade entre elas.[14] Semelhante manobra necessita de uma quantidade de delta-v mais alta que na manobra de transferência de Hohmann de 2 queimas, porém consegue-o com o emprego contínuo de baixo empuxo invés da utilização de breves períodos de forte empuxo.
A quantia da massa do propelente gasta dimensiona o nível de eficácia da manobra e as peças usadas com o propósito. O total de delta-v utilizado mede a eficiência meramente da manobra. Relativo aos modelos de propulsão elétrica, normalmente propensos ao baixo empuxo, a altíssima eficácia da aparelhagem propulsora costuma repor o custo maior em delta-V perante a manobra de Hohmann, cujos padrões de eficiência são melhores.
As órbitas de transferência utilizando propulsão elétrica ou motores de baixo empuxo maximizam o prazo de transbordo à órbita final em contraposição com a maximização do delta-v, como na órbita de transferência de Hohmann. Direcionada a uma órbita geoestacionária, a órbita originária se encontra determinada no formato supersíncrono e por via da contínua pressão no sentido da velocidade no apogeu, a referida órbita de transferência ganha o formato circular geossíncrono. No entanto, é necessário um tempo bastante longo com o intuito de atingir isto, o que é consequência do baixo empuxo incluído na órbita.[15]
Rede de Transporte Interplanetário
A publicação de uma combinação de rotas orbitais sob o nome de Rede de Transporte Interplanetário (ITN) no ano de 1997 previu alternativas aos trajetos das órbitas de transferência de Hohmann que demandavam impulsos em delta-v ainda mais parcos (se bem que substancialmente menos dinâmicos, no que demandariam um intervalo de tempo maior) em seu transbordo das esferas orbitais.[16] A Rede de Transporte Interplanetário contrasta por essência perante as transferências de Hohmann pelo fato das referidas inferirem o pressuposto dum único corpo gigante para o cenário ao passo que a Rede pressupõe não ser esse o quadro. A Rede de Transporte Interplanetário torna acessível uma utilização mais parcimoniosa da força em delta-v por fazer emprego de assistência gravitacional gerada pelos astros celestes.[carece de fontes]
Ver também
Citações
- ↑ Walter Hohmann, The Attainability of Heavenly Bodies (Washington: NASA Technical Translation F-44, 1960) Internet Archive.
- ↑ Williams, Matt (26 de dezembro de 2014). «Making the Trip to Mars Cheaper and Easier: The Case for Ballistic Capture». Universe Today (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2019
- ↑ Hadhazy, Adam. «A New Way to Reach Mars Safely, Anytime and on the Cheap». Scientific American (em inglês). Consultado em 29 de julho de 2019
- ↑ «An Introduction to Beresheet and Its Trajectory to the Moon». Gereshes (em inglês). 8 de abril de 2019. Consultado em 29 de julho de 2019
- ↑ Jonathan McDowell, "Kick In the Apogee: 40 years of upper stage applications for solid rocket motors, 1957-1997", 33rd AIAA Joint Propulsion Conference, 4 de julho de 1997. abstract. Acessado em 18 de julho de 2017.
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Fontes gerais e citadas
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Leitura adicional
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- «4. Interplanetary Trajectories». Basics of Spaceflight. JPL: NASA. 20 de julho de 2023
