Saúde
Vicente Barrios
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| Vicente Barrios | |
|---|---|
| Nome completo | Vicente del Carmen Barrios y Bedoya |
| Nascimento | |
| Morte | |
| Nacionalidade | |
| Serviço militar | |
| País | |
| Anos de serviço | 1843 - 1868 |
| Patente | General de divisão |
| Conflitos | Guerra do Paraguai |
| Condecorações | • Comendador da Ordem Nacional do Mérito (1865) • Medalha Tuyutí (1867) |
Vicente Barrios Bedoya (c. 1825 – 21 de dezembro de 1868) foi um general e político paraguaio que foi genro do presidente Carlos Antonio López. Sob o governo de López e de seu sucessor, o marechal e presidente Francisco Solano López, Barrios ocupou diversos cargos durante os primeiros anos da Guerra do Paraguai e participou das primeiras batalhas e campanhas da guerra.
Biografia
Barrios ingressou no Exército Paraguaio em 1843 e fez carreira rapidamente. Em 1847 foi promovido a capitão e, em 1853, a tenente-coronel. Nessa condição, fez parte da comitiva de Francisco Solano López durante sua viagem pela Europa entre 1853 e 1854.[1] Esta viagem, para a qual seu pai o havia enviado, tinha como objetivo principal a aquisição de navios modernos e armamentos, além do recrutamento de cientistas, técnicos e colonos para o Paraguai. Após retornar ao Paraguai, López foi nomeado vice-presidente por seu pai, e Barrios foi promovido a coronel. Devido à sua patente, assumiu também a gestão de um projeto de colonização que acabou fracassando em 1855, no qual a atual cidade de Villa Hayes deveria ser refundada como "Nova Bordéus" por imigrantes franceses.
Em 1856, Barrios casou-se com a irmã de López, Inocencia, tornando-se membro da elite social do país e cunhado de Francisco Solano López, que sucedeu a seu pai como presidente em 1862. Após a declaração de guerra de López ao Brasil, Barrios foi nomeado comandante supremo das duas unidades do exército de 5.000 homens que invadiram a província brasileira de Mato Grosso a partir do departamento do Alto Paraguai por rotas distintas a partir de meados de dezembro de 1864.[2][3] A Campanha de Mato Grosso pelas forças paraguaias teve pouca utilidade estratégica para o país, mas proporcionou grandes quantidades de armas e munições, além de dezenas de milhares de cabeças de gado e outros saques.[4] Barrios também aproveitou a oportunidade para se enriquecer pessoalmente e fez com que grandes quantidades de bens saqueados fossem transportadas por navio para o Paraguai para si próprio e para o seu cunhado.
Ao retornar de Mato Grosso, Barrios foi promovido a general de brigada e nomeado Ministro da Guerra e da Marinha. Cargo no qual sucedeu a Venancio López, irmão do presidente. Barrios permaneceu nessa função mesmo após ser convocado de volta ao serviço militar ativo, depois que um exército dos países da Tríplice Aliança — Argentina, Brasil e Uruguai — invadiu o território paraguaio.
Em 24 de maio de 1866, Barrios comandou uma das quatro colunas de ataque paraguaias na Batalha de Tuiuti.[5] Esta batalha, concebida por López como um ataque surpresa em grande escala para destruir o exército aliado e expulsá-lo do Paraguai, terminou em uma pesada derrota para suas forças. A coordenação das unidades do exército paraguaio, que tiveram de marchar por terrenos difíceis, não teve êxito. Como resultado, não atacaram simultaneamente, mas sim uma coluna após a outra, pois só alcançaram a área de operações algumas horas após o início da batalha e foram repelidas com pesadas perdas.
Em novembro de 1867, López decidiu atacar novamente o acampamento do exército aliado e colocou seu cunhado no comando da força de ataque. A subsequente Segunda Batalha de Tuiuti terminou em outra derrota dos paraguaios, mas López ficou satisfeito com a quantidade de canhões e mantimentos que foram capturados ou destruídos por seu exército durante a batalha e promoveu Barrios a general de divisão.
No entanto, as relações entre os dois homens deterioraram-se depois que a Marinha Imperial Brasileira conseguiu, em fevereiro de 1868, realizar a transposição das barreiras fluviais paraguaias na fortaleza de Humaitá e bombardear a capital Assunção pela primeira vez. López acusou Barrios de traição e colocou-o sob prisão domiciliar. A caçada subsequente a conspiradores reais e supostos, que levou a uma onda de execuções conhecida como a Chacina de San Fernando, acabou fazendo de Barrios também uma vítima. Após uma tentativa anterior de suicídio, ele foi fusilado em 21 de dezembro de 1868, por ordem de López.
A esposa de Barrios também foi presa e acusada de traição, mas sobreviveu ao tratamento brutal na prisão e à guerra. Mais tarde, ela teve um filho com um oficial brasileiro que, segundo rumores, seria o general José Antônio Correia da Câmara.
Referências
- ↑ Ramos, Ramon (1972). Juan Andrés Gelly. [S.l.]: Lucania
- ↑ Chris Leuchars: To the Bitter End. Paraguay and the War of the Triple Alliance (Contributions in Military Studies). Greenwood Press, Westport 2002, ISBN 978-0-313-32365-2, p. 33 and 35
- ↑ James Schofield Saeger (2007). Francisco Solano López and the Ruination of Paraguay: Honor and Egocentrism. [S.l.]: Rowman & Littlefield. 148 páginas. ISBN 9780742537552
- ↑ Vgl. dazu Leuchars 2002, S. 33–37, vor allem aber Thomas L.Whigham: The Paraguayan war. Vol. 1: Causes and early conduct (Studies in War, Society, and the Military). Univ. of Nebraska Press, Lincoln, 2002, ISBN 0-8032-4786-9, p. 192
- ↑ Gabriele Esposito (31 de outubro de 2019). The Paraguayan War 1864–70: The Triple Alliance at Stake in La Plata. [S.l.]: Bloomsbury Publishing. ISBN 9781472834430. Consultado em 6 de maio de 2022
Bibliografia
- John H. Tuohy: Biographical Sketches from the Paraguayan War – 1864–1870. CreateSpace Independent Publishing Platform 2011, ISBN 978-1-4662-4838-0, S. 7 (Stichwort: Barrios, Vincente).
