Saúde
Técmor
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Tecmor | |
|---|---|
| Divindade primordial da criação (Finalidade) | |
| Genealogia | |
| Irmão(s) | Poro |
Na mitologia grega, Técmor (em grego: Τέκμωρ, Tékmor) era um dos deuses ou conceitos primordiais, mencionado apenas em um fragmento cosmogônico atribuído a Álcman.[1] A palavra τέκμωρ ou τέκμαρ (tékmor, tékmar) significa, neste contexto, "fim, limite, objetivo".[2]
"...dele Poros (Πόρος)... o antigo Tecmor (Τέκμωρ)... e o terceiro, Escuridão (Σκότος, Skótos)..."[3]
A partir do comentário sobre o texto, sabemos que ele propunha uma fase anterior na qual havia uma "matéria" ou substância original, confusa e misturada. Dela surgiram Poros, o caminho, e Técmor, o objetivo. Mais tarde, uma diferenciação adicional seria estabelecida, trazida por Tétis (entendida como Tésis), a deusa ou força divina que traria ordem ao cosmos inicialmente confuso e desordenado. O poder dos três conceitos primordiais—Tésis, a criação; Poros, o caminho; e Técmor, o fim—eventualmente formaria outra geração de deuses primordiais: o dia (ἆμαρ, amar), a lua (σέλανα, selana), a escuridão (σκότος, skótos; citado novamente), os relâmpagos ou estrelas (μαρμαρυγαί, marmarugas) e o sol.[3][4] Gloria Ferrari interpreta que essa divindade representa as estrelas fixas, que são como "signos" ou "marcos": um dos sentidos mais prováveis para a palavra tékmor. Há também quem interprete que se refere especificamente às Plêiades, após a separação inicial entre Céu e Terra (póros), em paralelismo com as Musas no poema.[5]
- ↑ Francisco Rodríguez Adrados: Lírica griega arcaica: poemas corales y monódicos, 700-300 a. C., pp.146-147, Madrid: Gredos (1980), ISBN 84-249-3546-2.
- ↑ Diccionario manual griego-español (editorial VOX, 1967).
- 1 2 Álcman (PMG 5) fr. 2 (Papiro de Oxirrinco, 2390)
- ↑ M. L. West: «Three Presocratic Cosmologies», CQ, N. S. 13 (1963), págs. 151 sigs.
- ↑ Aubert, Eduardo Henrik (31 de maio de 2020). «O coro, a musa e as estrelas: estudo do Fr. 5 Page de Álcman». Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos. 33 (1): 11–30. ISSN 2176-6436. doi:10.24277/classica.v33i1.858
