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Seleção Francesa de Futebol
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| Alcunhas? | Les Bleus (Os Azuis) Les Tricolores (Os Tricolores) | |||||||||||||||||||||||
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| Associação | Fédération Française de Football | |||||||||||||||||||||||
| Confederação | UEFA (Europa) | |||||||||||||||||||||||
| Material | ||||||||||||||||||||||||
| Treinador | ||||||||||||||||||||||||
| Capitão | Kylian Mbappé | |||||||||||||||||||||||
| Mais participações | Hugo Lloris (145) | |||||||||||||||||||||||
| Melhor marcador? | Kylian Mbappé (66) | |||||||||||||||||||||||
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Elo
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Medalhas
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A Seleção Francesa de Futebol[a] representa a França no futebol internacional masculino. É administrada pela Federação Francesa de Futebol (FFF; Fédération française de football), entidade responsável pelo futebol na França. É membro da UEFA na Europa e da FIFA em competições mundiais. As cores e a iconografia da equipe fazem referência a dois símbolos nacionais: a Bandeira da França e o galo gaulês (coq gaulois). A equipe é conhecida coloquialmente como Les Bleus (Os Azuis). Manda suas partidas no Stade de France, em Saint-Denis, e treina no Centre National du Football, em Clairefontaine-en-Yvelines.
Fundada em 1904, a seleção conquistou duas Copas do Mundo FIFA, dois Campeonatos Europeus, uma Copa dos Campeões CONMEBOL–UEFA, duas Copas das Confederações FIFA e um título da Liga das Nações da UEFA.[2] A França foi uma das quatro seleções europeias que participaram da primeira Copa do Mundo, em 1930. Vinte e oito anos depois, a equipe liderada por Raymond Kopa e Just Fontaine terminou em terceiro lugar na Copa do Mundo de 1958. A França viveu grande parte de seu sucesso em três períodos distintos: na década de 1980, entre o final da década de 1990 e o início da década de 2000 e entre o final da década de 2010 e o início da década de 2020.
Entre o início e a metade da década de 1980, sob a liderança de Michel Platini, vencedor de três edições da Bola de Ouro, a França conquistou o Euro 1984 — seu primeiro título oficial —, a Copa dos Campeões CONMEBOL–UEFA de 1985 e chegou a duas semifinais consecutivas de Copa do Mundo, em 1982 e 1986. Sob a capitania de Didier Deschamps, com Zinédine Zidane como principal jogador, Les Bleus conquistaram a Copa do Mundo de 1998 e o Euro 2000. Também venceram a Copa das Confederações em 2001 e 2003. Três anos depois, a França chegou à final da Copa do Mundo de 2006, perdendo por 5–3 na disputa por pênaltis para a Itália. Uma década depois, a equipe chegou à final do Euro 2016, na qual perdeu por 1–0 para a seleção de Portugal na prorrogação. Dois anos mais tarde, a França conquistou a Copa do Mundo de 2018, seu segundo título na competição. Após vencer a Liga das Nações de 2021, tornou-se a primeira e, até o momento, única seleção europeia a conquistar todas as competições de seleções principais da FIFA e da UEFA.[3][4] Em 2022, a França chegou à sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo, perdendo para a Argentina em uma disputa por pênaltis.
A França é um dos dois países — o outro é a seleção brasileira — a ter conquistado todas as competições masculinas de futebol de 11 jogadores da FIFA em todas as categorias etárias,[b] tendo conquistado a Copa do Mundo FIFA, a Copa do Mundo FIFA Sub-20, a Copa do Mundo FIFA Sub-17, a extinta Copa das Confederações FIFA e um título no futebol olímpico.[7]
A França mantém rivalidades futebolísticas históricas com outras seleções europeias, sobretudo com a Itália,[10] a Alemanha[11] e a Espanha.[12] Uma forte rivalidade com a Argentina também surgiu e se intensificou entre o final da década de 2010 e o início da década de 2020, marcada por dois confrontos consecutivos em fases eliminatórias da Copa do Mundo — nas oitavas de final de 2018 e na final de 2022.[13]
História
Primeiros anos (1900–1930)

A Seleção Francesa de Futebol foi criada em 1904, aproximadamente na época da fundação da FIFA.[14] A equipe disputou sua primeira partida internacional oficial em 1.º de maio de 1904, contra a Bélgica, em Bruxelas, terminando em um empate por 3–3.[15] No ano seguinte, em 12 de fevereiro de 1905, a França disputou sua primeira partida em casa, contra a Suíça. O jogo foi realizado no Parc des Princes, diante de 500 torcedores. A França venceu por 1–0, com o único gol marcado por Gaston Cyprès. Devido a divergências entre a FIFA e a Union des Sociétés Françaises de Sports Athlétiques (USFSA), a entidade esportiva do país, a França teve dificuldades para estabelecer uma identidade. Em 9 de maio de 1908, o Comitê Interfederal Francês (CFI), organização rival da USFSA, determinou que a FIFA passaria a ser responsável pelas participações da seleção nos Jogos Olímpicos seguintes, e não mais a USFSA. Em 1919, o CFI transformou-se na Federação Francesa de Futebol (FFF). Em 1921, a USFSA finalmente se fundiu com a FFF.
Em julho de 1930, a França participou da primeira Copa do Mundo FIFA, realizada no Uruguai. Em sua primeira partida na história da competição, a França derrotou a seleção do México por 4–1 no Estádio Pocitos, em Montevidéu. Lucien Laurent marcou o primeiro gol da história das Copas do Mundo. Por outro lado, a França também se tornou a primeira seleção a não marcar em uma partida de Copa do Mundo, após perder por 1–0 para a Argentina na fase de grupos. Outra derrota, para a seleção do Chile, resultou na eliminação da equipe ainda na fase de grupos. No ano seguinte, ocorreu a primeira convocação de um jogador negro para a seleção. Raoul Diagne, de ascendência senegalesa, fez sua estreia em 15 de fevereiro, em uma derrota por 2–1 para a Tchecoslováquia. Posteriormente, Diagne disputou a Copa do Mundo de 1938 ao lado de Larbi Benbarek, um dos primeiros jogadores de origem norte-africana a representar a seleção. Na Copa do Mundo de 1934, a França foi eliminada na primeira fase, após perder por 3–2 para a Áustria. No retorno da equipe a Paris, os jogadores foram recebidos como heróis por uma multidão de mais de quatro mil torcedores. A França sediou a Copa do Mundo de 1938 e chegou às quartas de final, perdendo por 3–1 para a então campeã — e posterior vencedora da edição de 1938 — Itália.
1950–1980
A primeira "geração de ouro" da França, no final da década de 1950, era formada por jogadores como Just Fontaine, Raymond Kopa, Jean Vincent, Robert Jonquet, Maryan Wisnieski, Thadée Cisowski e Armand Penverne. Na Copa do Mundo de 1958, a França chegou às semifinais, nas quais perdeu para a seleção brasileira. Na disputa pelo terceiro lugar, a França derrotou a Alemanha Ocidental por 6–3, com Fontaine marcando quatro gols, o que elevou seu total na competição para 13, um recorde de Copa do Mundo que permanece até hoje. A França sediou a primeira edição do Campeonato Europeu de Futebol, em 1960. Pelo segundo torneio internacional consecutivo, a equipe chegou às semifinais, mas foi derrotada por 5–4 pela Iugoslávia, apesar de estar vencendo por 4–2 até os 75 minutos. Na disputa pelo terceiro lugar, a França foi derrotada por 2–0 pela Tchecoslováquia.
Nas décadas de 1960 e 1970, a França entrou em um período de acentuado declínio, atuando sob o comando de vários técnicos e não conseguindo se classificar para diversos torneios internacionais. Em 25 de abril de 1962, Henri Guérin foi oficialmente nomeado o primeiro técnico da seleção. Sob o comando de Guérin, a França não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo de 1962 nem para o Campeonato Europeu de Futebol de 1964. A equipe voltou a disputar uma grande competição ao se classificar para a Copa do Mundo de 1966, mas não passou da fase de grupos. Guérin foi demitido após a Copa do Mundo. Ele foi substituído por José Arribas e Jean Snella, que exerceram conjuntamente a função de técnicos interinos. A dupla permaneceu no comando por apenas quatro partidas e foi substituída pelo ex-jogador Just Fontaine, que, por sua vez, dirigiu a equipe em somente dois jogos. Louis Dugauguez sucedeu Fontaine, mas, após as dificuldades iniciais nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970, foi demitido e substituído por Georges Boulogne, que não conseguiu classificar a equipe para a competição. Boulogne foi posteriormente demitido após não conseguir a classificação para a Copa do Mundo de 1974 e foi substituído pelo romeno Ștefan Kovács, que se tornou o único técnico estrangeiro a comandar a seleção francesa. Sob o comando de Kovács, a França não conseguiu se classificar para o Euro 1976. Após dois anos no cargo, ele foi demitido e substituído por Michel Hidalgo.
Sob o comando de Hidalgo, a França prosperou, principalmente devido a jogadores como os defensores Marius Trésor e Maxime Bossis, o atacante Dominique Rocheteau e o meio-campista Michel Platini. Esses jogadores, ao lado de Jean Tigana, Alain Giresse e Luis Fernández, formaram o "carré magique" ("quadrado mágico"), que passou a atormentar as defesas adversárias a partir da Copa do Mundo de 1982. A França chegou às semifinais, sendo derrotada pela Alemanha Ocidental nos pênaltis. O confronto é considerado uma das maiores partidas da história das Copas do Mundo e foi marcado por controvérsias.[16] A França terminou em quarto lugar após perder a disputa pelo terceiro lugar para a Polônia por 3–2. Dois anos depois, a França conquistou seu primeiro grande título internacional ao vencer o Euro 1984, que sediou. Sob a liderança de Platini, que marcou nove gols e terminou como artilheiro do torneio, a França derrotou a Espanha por 2–0 na final. Platini e Bruno Bellone marcaram os gols, antes de Hidalgo deixar o comando da seleção para ser substituído por Henri Michel. Posteriormente, a França conquistou a medalha de ouro no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Verão de 1984 e, um ano depois, derrotou o Uruguai por 2–0 para vencer a Copa Artemio Franchi, precursora da Copa das Confederações FIFA. No intervalo de um ano, a França tornou-se detentora de três dos quatro principais troféus internacionais. Na Copa do Mundo de 1986, a França chegou às semifinais, perdendo novamente para a Alemanha Ocidental, mas conquistou o terceiro lugar após derrotar a Bélgica por 4–2.
Em 1988, a FFF inaugurou o Instituto Nacional de Futebol de Clairefontaine. A cerimônia de inauguração contou com a presença do então Presidente da França, François Mitterrand.[17] Cinco meses após a inauguração de Clairefontaine, o técnico Henri Michel foi demitido e substituído por Michel Platini, que não conseguiu classificar a equipe para a Copa do Mundo de 1990.[18]
A era Zidane e os campeões mundiais (1995–2006)
Sob o comando de Gérard Houllier, a França e seus torcedores sofreram uma grande decepção ao não conseguirem se classificar para a Copa do Mundo de 1994. Restando duas partidas, a classificação estava praticamente garantida, com jogos contra o lanterna Israel e a ainda concorrente Bulgária. No entanto, a França sofreu uma surpreendente derrota em casa por 3–2 para Israel, após estar vencendo por 2–1 nos minutos finais, e, contra a Bulgária, sofreu um gol aos 90 minutos e perdeu por 2–1.[19] A atribuição de responsabilidades e a revolta pública que se seguiram levaram à demissão de Houllier e ao afastamento de vários jogadores da seleção. O auxiliar de Houllier, Aimé Jacquet, foi nomeado técnico.
Sob o comando de Jacquet, a seleção alcançou vários êxitos. O elenco era formado por alguns jogadores experientes do grupo que não havia conseguido se classificar para a Copa do Mundo de 1994, além de jovens talentosos, como Zinédine Zidane. A equipe chegou às semifinais do Euro 1996, nas quais perdeu por 6–5 nos pênaltis para a República Tcheca. O torneio seguinte da equipe foi a Copa do Mundo de 1998, sediada pela França. A seleção atravessou toda a competição sem derrotas e tornou-se a sétima nação a conquistar a Copa do Mundo, derrotando o Brasil por 3–0 na final, disputada no Stade de France, em Paris.[20] Jacquet deixou o cargo após a conquista da Copa do Mundo e foi sucedido por seu auxiliar, Roger Lemerre, que conduziu a equipe no Euro 2000. Liderada por Zidane, eleito Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, a França derrotou a Itália por 2–1 na final. David Trezeguet marcou o gol de ouro na prorrogação.[21] A vitória deu à equipe a distinção de deter simultaneamente os títulos da Copa do Mundo e do Campeonato Europeu, feito alcançado pela primeira vez pela Alemanha Ocidental em 1974; essa também foi a primeira vez que uma seleção vigente campeã mundial conquistou posteriormente o Euro. Após o resultado, a Seleção Francesa alcançou a primeira colocação no Ranking Mundial da FIFA. No ano seguinte, a equipe conquistou a Copa das Confederações FIFA de 2001.[22]

Após esse período de conquistas, a França teve muito menos sucesso nos torneios seguintes e não conseguiu passar da fase de grupos na Copa do Mundo de 2002. Em uma das maiores surpresas da história da competição, a França foi derrotada por 1–0 pela estreante seleção do Senegal na partida de abertura do torneio. A França tornou-se apenas a segunda seleção a ser eliminada na primeira fase enquanto defendia o título mundial, sendo o Brasil, em 1966, a primeira. Após as Copas do Mundo de 2010, 2014 e 2018, Itália, Espanha e Alemanha também foram acrescentadas a essa lista.[23][24] Depois de a França terminar na última posição do grupo, Lemerre foi demitido e substituído por Jacques Santini. A equipe completa começou bem o Euro 2004, mas foi surpreendida nas quartas de final pela futura campeã Grécia. Santini renunciou ao cargo de técnico, e Raymond Domenech foi escolhido como seu substituto. A França enfrentou dificuldades nas primeiras partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Isso levou Domenech a convencer vários antigos integrantes da equipe a retornarem de suas aposentadorias internacionais para ajudar a seleção a se classificar, o que foi alcançado após uma convincente vitória por 4–0 sobre a seleção do Chipre na última rodada das eliminatórias.
Na fase final da Copa do Mundo de 2006, a França terminou invicta em seu grupo e avançou à final, derrotando Espanha, Brasil e Portugal nas fases eliminatórias. A França enfrentou a Itália na final, e a partida terminou empatada por 1–1 após a prorrogação. Zinédine Zidane colocou a França em vantagem logo no início com uma cobrança de pênalti à Panenka, que atingiu o travessão antes de quicar depois da linha do gol; no entanto, o defensor italiano Marco Materazzi empatou de cabeça sete minutos depois. A Itália acabou vencendo por 5–3 nos pênaltis. A partida foi marcada por um incidente entre Zidane e Materazzi durante a prorrogação, no qual Zidane deu uma cabeçada no peito de Materazzi e foi expulso.[25] Essa foi a última partida de Zidane como jogador, pois ele já havia anunciado que se aposentaria do futebol após a Copa do Mundo de 2006.[26]
Declínio e reconstrução (2007–2015)
A França iniciou bem sua campanha de qualificação para o Euro 2008 e se classificou para o torneio, apesar de duas derrotas para a Escócia. Após o bom desempenho nas eliminatórias, a França teve uma campanha ruim na fase final, terminando na última colocação de seu grupo, atrás dos Países Baixos, da Itália e da Romênia, somando apenas um ponto após um empate por 0–0 contra a seleção romena.[27][28] Assim como na campanha anterior de qualificação para a Copa do Mundo, a participação francesa nas eliminatórias de 2010 começou de forma decepcionante, com a equipe sofrendo derrotas desastrosas e obtendo vitórias pouco convincentes. A França acabou terminando em segundo lugar no grupo e garantiu uma vaga na repescagem da UEFA contra a República da Irlanda, valendo a classificação para a Copa do Mundo FIFA de 2010, na África do Sul. Na partida de ida, a França derrotou os irlandeses por 1–0 e, na volta, obteve um empate por 1–1 graças a um lance controverso do atacante francês Thierry Henry, classificando-se para a Copa do Mundo de 2010.[29]
Na fase final realizada na África do Sul, a equipe continuou apresentando um desempenho abaixo do esperado e foi eliminada na fase de grupos, enquanto a repercussão negativa recebida pela seleção durante a competição provocou novas consequências na França. Durante o torneio, o atacante Nicolas Anelka foi afastado da seleção após supostamente ter se desentendido e trocado insultos com o técnico Raymond Domenech durante o intervalo da derrota da equipe para a seleção do México.[30][31] O desentendimento entre os jogadores, a comissão técnica e os dirigentes da FFF sobre a expulsão de Anelka resultou no boicote dos jogadores ao treinamento antes da terceira partida da equipe.[32][33][34] Em resposta ao boicote, a ministra dos Esportes, Roselyne Bachelot, repreendeu os jogadores e "levou às lágrimas as desacreditadas estrelas francesas da Copa do Mundo com um discurso emocionado na véspera da última partida da equipe pelo Grupo A".[35] Em seguida, a França perdeu sua última partida por 2–1 para a anfitriã África do Sul e não avançou à fase eliminatória.[36] No dia seguinte à eliminação da equipe, vários veículos de comunicação noticiaram que o então Presidente da França, Nicolas Sarkozy, se reuniria com o capitão Thierry Henry, a pedido do jogador, para discutir os problemas relacionados ao colapso da seleção na Copa do Mundo.[37] Após o término da Copa do Mundo, o presidente da Federação, Jean-Pierre Escalettes, renunciou ao cargo.[38]
Domenech, cujo contrato havia expirado, foi sucedido no cargo de técnico pelo ex-jogador da seleção Laurent Blanc.[39] Em 23 de julho de 2010, a pedido de Blanc, a FFF suspendeu todos os 23 jogadores do elenco da Copa do Mundo da partida amistosa da equipe contra a Noruega, realizada após o Mundial.[40] Em 6 de agosto, cinco jogadores considerados responsáveis por desempenhar um papel importante no boicote ao treinamento foram punidos por suas ações, e Nicolas Anelka também recebeu uma suspensão de 18 partidas, encerrando, na prática, a carreira internacional do atacante.[41][42]
No Euro 2012, realizado na Polônia e na Ucrânia, a França chegou às quartas de final, nas quais foi derrotada pela futura campeã Espanha.[43][44] Após o torneio, o técnico Laurent Blanc renunciou e foi sucedido por Didier Deschamps, que havia sido o capitão da França nas conquistas da Copa do Mundo de 1998 e do Euro 2000.[45][46] Sua equipe se classificou para a Copa do Mundo de 2014 ao derrotar a Ucrânia na repescagem.[47] Na Copa do Mundo de 2014, a França perdeu por 1–0 nas quartas de final para a futura campeã Alemanha, graças a um gol marcado por Mats Hummels no início da partida.[48]
Sucesso renovado (2016–presente)
A França se classificou automaticamente, como anfitriã, para o Euro 2016,[49] avançando para a fase eliminatória, na qual derrotou a República da Irlanda e a Islândia. Na semifinal, a França derrotou a Alemanha por 2–0, conquistando sua primeira vitória sobre os alemães em uma grande competição desde 1958.[50][51] No entanto, a França foi derrotada por 1–0 pela seleção de Portugal na final, graças a um gol de Éder na prorrogação.[52]
Na Copa do Mundo de 2018, a França terminou na liderança de seu grupo e avançou para as oitavas de final. Em seguida, derrotou a Argentina por 4–3 em uma partida emocionante e depois venceu a seleção do Uruguai por 2–0, classificando-se para a semifinal, na qual derrotou a Bélgica por 1–0, graças a um gol do zagueiro Samuel Umtiti. A França abordou essa semifinal de maneira diametralmente oposta à adotada pelo Japão nas oitavas de final contra os mesmos belgas: Les Bleus atuaram com um bloco defensivo baixo para não deixar espaços para a Bélgica e exploraram os contra-ataques. Essa estratégia defensiva foi bem-sucedida, ao contrário do jogo excessivamente ofensivo e aberto do Japão — que resultou nos três gols belgas quando os japoneses venciam por 2–0 —, embora tenha provocado críticas de alguns jogadores da Bélgica, que consideravam sua equipe superior à francesa.[53] Em 15 de julho, a França derrotou a Croácia por 4–2 na final e conquistou a Copa do Mundo pela segunda vez.[54]
O Euro 2020 foi adiado para 2021 devido à pandemia de COVID-19.[55] No Euro 2020, a França terminou na liderança de um grupo formado por Alemanha, Portugal e Hungria, descrito por especialistas como o "grupo da morte".[56] No entanto, a equipe foi eliminada pela Suíça nas oitavas de final. Os suíços empataram com a França por 3–3 no tempo regulamentar e venceram nos pênaltis. Posteriormente, a França conquistou a edição de 2020–21 da Liga das Nações da UEFA, após se classificar para a fase final em um grupo que incluía Portugal, campeã da edição inaugural. A França derrotou a Espanha por 2–1 na final e conquistou seu primeiro título na competição.[57]
Na Copa do Mundo de 2022, a França buscava defender seu título no Catar.[58] Após terminar na liderança de seu grupo, a França conseguiu chegar à sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo, derrotando Polônia, Inglaterra e Marrocos nas fases eliminatórias. No entanto, foi derrotada pela Argentina nos pênaltis, após um emocionante empate por 3–3.[59]
A França se classificou para o Euro 2024, realizado na Alemanha, no qual terminou em segundo lugar no Grupo D, após uma vitória por 1–0 sobre a Áustria e dois empates contra os Países Baixos, por 0–0, e a Polônia, por 1–1, avançando assim para a fase eliminatória. A equipe derrotou a Bélgica por 1–0 nas oitavas de final e posteriormente avançou às semifinais após derrotar Portugal nos pênaltis, depois de um empate por 0–0. A França foi então derrotada pela Espanha por 2–1 nas semifinais,[60] naquela que foi sua primeira derrota no tempo regulamentar desde o revés contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.[61]
Em 2025, Didier Deschamps confirmou que deixaria o cargo quando seu contrato terminasse, após a Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte.[62] No torneio, a França estreou na fase de grupos com uma vitória por 3–1 sobre a seleção do Senegal.[63] Durante a partida, Kylian Mbappé marcou dois gols e chegou ao total de 58 pela seleção, ultrapassando Olivier Giroud e tornando-se o maior artilheiro da história da Seleção Francesa.[64] A França foi eliminada pela Espanha na semifinal, após uma derrota por 2–0. Essa foi a terceira grande competição consecutiva na qual a seleção francesa foi eliminada pelos espanhóis em uma semifinal, levando a imprensa francesa a classificar a Espanha como a "bête noire" da França.[65][66][67] A França terminou em quarto lugar após perder a disputa pelo terceiro lugar para a Inglaterra, marcando o fim da passagem de Deschamps pelo comando da seleção francesa.[68]
Estádio nacional
Nos primeiros anos da seleção francesa, seu estádio nacional alternava entre o Parc des Princes, em Paris, e o Stade Olympique Yves-du-Manoir, em Colombes. A França também mandou partidas no Stade Pershing, no Stade de Paris e no Stade Buffalo, embora em menor número. Com o passar do tempo, a França começou a realizar partidas fora da cidade de Paris, em locais como o Stade Marcel Saupin, em Nantes, o Stade Vélodrome, em Marselha, o Stade de Gerland, em Lyon, e o Stade de la Meinau, em Estrasburgo.

Após a reforma do Parc des Princes, em 1972, que deu ao estádio a maior capacidade de público de Paris, a França passou a utilizá-lo permanentemente. A equipe continuou realizando partidas amistosas e jogos menos importantes das eliminatórias da Copa do Mundo e do Campeonato Europeu em outros locais. A França disputou partidas como mandante em um departamento ultramarino francês em duas ocasiões: em 2005, contra a Costa Rica, em Fort-de-France (Martinica), e, em 2010, contra a China, em Saint-Pierre (Reunião). Ambas as partidas foram amistosas.
Em 1998, o Stade de France foi inaugurado como o estádio nacional da França antes da Copa do Mundo daquele ano. Localizado em Saint-Denis, um subúrbio de Paris, o estádio tem capacidade para 81.338 espectadores, todos sentados. A primeira partida da França no estádio foi disputada em 28 de janeiro de 1998, contra a Espanha. A França venceu por 1–0, com um gol de Zinédine Zidane. Desde essa partida, a França utiliza o estádio em quase todos os seus principais jogos como mandante, incluindo a final da Copa do Mundo de 1998.
Antes das partidas, tanto em casa quanto fora, a seleção treina na academia INF Clairefontaine, em Clairefontaine-en-Yvelines. Clairefontaine é o centro nacional de futebol e está entre as 12 academias de elite existentes em todo o país. O projeto do centro foi lançado em 1976 pelo ex-presidente da FFF Fernand Sastre, e as instalações foram abertas em 1988. O centro recebeu grande atenção da mídia após ter sido utilizado como concentração pela equipe que venceu a Copa do Mundo de 1998.
Aos 20 e 23 minutos de um amistoso internacional contra a Alemanha, em 13 de novembro de 2015, três grupos de terroristas tentaram detonar coletes explosivos em três entradas do Stade de France, e duas explosões ocorreram. A partida prosseguiu até o 94.º minuto para evitar que o público entrasse em pânico. Posteriormente, o estádio foi evacuado pelos portões que não haviam sido afetados, situados longe dos bancos de reservas. Devido às saídas bloqueadas, os espectadores que não conseguiram deixar o estádio tiveram que descer para o campo e aguardar até que fosse mais seguro sair. Em consequência dos ataques, as duas equipes permaneceram no estádio até o dia seguinte.[69]
Desempenho em competições
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| Desempenho na Copa das Confederações | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | Fase | PG | J | V | E* | D | GP | GC |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não participou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Campeão | 1 | 5 | 4 | 0 | 1 | 12 | 2 | |
| Campeão | 1 | 5 | 5 | 0 | 0 | 12 | 3 | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Não se classificou | - | - | - | - | - | - | - | |
| Total | 2/10 | 2 | 10 | 9 | 0 | 1 | 24 | 5 |
Uniformes
Uniformes atuais
Uniformes dos goleiros
- Camisa laranja, calções e meias laranjas;
- Camisa preta, calções e meias pretas;
- Camisa amarela, calções e meias amarelas.
Uniformes de treino
- Camisa azul, calção azul e meias brancas;
- Camisa dourada, calção azul e meias douradas;
- Camisa azul celeste, calção e meias azuis.
Fornecedores esportivos
| Marca | Período |
|---|---|
| 1908–1919[70] | |
| 1919–1921[70] | |
| 1923–1966[70][71][72] | |
| 1966–1971 | |
| 1972–2010 | |
| 2011–presente |
Estatísticas e recordes
Negrito: Jogadores ainda em atividade
Mais partidas
|
Maiores artilheiros
|
Treinadores
| Nome | Período |
|---|---|
| 1955–1962 | |
| 1962–1966 | |
| 1966 | |
| 1966 | |
| 1967 | |
| 1967–1968 | |
| 1969–1973 | |
| 1973–1975 | |
| 1976–1984 | |
| 1984–1988 | |
| 1988–1992 | |
| 1992–1993 | |
| 1994–1998 | |
| 1998–2002 | |
| 2002–2004 | |
| 2004–2010 | |
| 2010–2012 | |
| 2012–2026 | |
| 2026– |
Títulos
- Seleção principal
| Mundiais | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Vezes | Ano | |
| Copa do Mundo | 2 | 1998 | |
| Intercontinentais | |||
| Competição | Vezes | Ano | |
| Copa das Confederações | 2 | 2001 e 2003 | |
| Copa Artemio Franchi | 1 | 1985 | |
| Continentais | |||
| Competição | Vezes | Ano | |
| Eurocopa | 2 | 1984 | |
| Liga das Nações da UEFA | 1 | 2020–21 | |
- Seleção olímpica
| Eventos multiesportivos | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Vezes | Ano | |
| Jogos Olímpicos | 1 | 1984 | |
| 2 | 1900 e 2024 | ||
- Legenda
Cronologia
| Sede | Torneio | Ano | N.º |
|---|---|---|---|
| Eurocopa | 1984 | 1º | |
| Copa dos Campeões CONMEBOL–UEFA | 1985 | 2º | |
| Copa do Mundo | 1998 | 3º | |
| Eurocopa | 2000 | 4º | |
| Copa das Confederações | 2001 | 5º | |
| Copa das Confederações | 2003 | 6º | |
| Copa do Mundo | 2018 | 7º | |
| Liga das Nações | 2020–21 | 8º | |
Outros títulos
- Jogos do Mediterrâneo: 2 (1967, 2022)
- Torneio da França: 1 (1988)
- Copa Kirin: 1 (1994)
- Jogos da Francofonia: 1 Medalha de ouro (1994)
- Nelson Mandela Challenge Cup: 1 (2000)
- Torneio de Montaigu: 9 (1976, 1977, 1983, 1996, 1997, 1998, 2001, 2005 e 2006)
- Jogos Mundiais Militares: 1 (1995)
- Universíada: 1 (2013)
Títulos de base
Seleção Sub-21
- Eurocopa Sub-21: 1 (1988)
- Torneio Internacional de Toulon: 13 (1977, 1984, 1985, 1987, 1988, 1989, 1997, 2004, 2005, 2006, 2007, 2015 e 2022)
Seleção Sub-20
- Copa do Mundo Sub-20: 1 (2013)
Seleção Sub-19
- Eurocopa Sub-19: 8 (1949, 1983, 1996, 1997, 2000, 2005, 2010 e 2016)
- Copa Sendai: 1 (2007)
- Taça Meridional da UEFA–CAF: 1 (2005)
Seleção Sub-17
- Copa do Mundo Sub-17: 1 (2001)
- Eurocopa Sub-17: 3 (2004 e 2015, 2022)
TOTAL: 51 títulos
Campanhas destacadas
- Copa do Mundo
- Jogos Olímpicos
- Eurocopa
- Liga das Nações da UEFA
- 3° lugar - 2024–25
- Jogos da Francofonia
- medalha de prata - 2001
- Macabíadas
- 3º lugar - 1957, 1997
- Copa do Mundo Sub-17
- Copa do Mundo Sub-20
- 4º lugar - 2011
* Junto com a Inglaterra
** organizado pela FIFA
Notas e referências
Notas
Referências
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