Saúde
Sebastião Monteiro da Vide
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Sebastião Monteiro da Vide | |
|---|---|
| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo da Bahia | |
| Retrato gravado em «Vida Cronológica de S. Inácio de Loyola, Fundador da Companhia de Jesus», feito por N. Oddi, 1718 | |
Título |
Primaz do Brasil |
| Atividade eclesiástica | |
| Ordem | Jesuítas |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 30 de agosto de 1671 Coimbra |
| Ordenação episcopal | 21 de dezembro de 1701 Lisboa por D. Luís de Sousa |
| Nomeado arcebispo | 8 de agosto de 1701 |
| Brasão arquiepiscopal | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Monforte 17 de março de 1643 |
| Morte | Salvador 7 de setembro de 1722 (79 anos) |
| dados em catholic-hierarchy.org Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Sebastião Monteiro da Vide S.J. (Monforte, Portalegre, bap. 17 de março de 1643 — 1722) foi um religioso português, conhecido por ter sido importante Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil.
Biografia

Nasceu em Monforte, no Alentejo, onde foi baptizado a 17 de março de 1643. Filho de Domingos Martins da Vide, que tinha a alcunha de “o moço”, e de Beatriz Moutosa, o seu padrinho era o licenciado e presbítero Gaspar Sardinha que, provavelmente com o parente que o batizou, ampararam a aprendizagem das primeiras letras do jovem Sebastião que, desde cedo, terá sido destinado ao clero.[1]
Aos 10 anos, em 14 de junho de 1653, iniciou a vida religiosa na Companhia de Jesus, onde tomou a prima tonsura e as ordens menores no paço episcopal de Portalegre pelas mãos de frei Vivardo de Vasconcelos. Não obstante, também seguiu a carreira militar. Estudou cânones na Universidade de Coimbra, e recebeu as ordens sacras de epístola, evangelho e missa pelo bispo do Funchal D. Gabriel de Almeida, no Colégio Real de São Paulo, em Coimbra, respetivamente, nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 1671. Foi ordenado presbítero nesse mesmo dia de 30 de agosto.[1][2]
A 21 de dezembro de 1701, Sebastião é nomeado bispo pelo Papa Clemente XI, e sagrado como tal pelo arcebispo de Lisboa, D. Luís de Sousa.[2]
Chegou a Salvador da Bahia em 22 de maio de 1702, exercendo o cargo de Arcebispo da Bahia até sua morte em 7 de setembro de 1722. Na sede da arquidiocese organizou em 1707 o Sínodo da Bahia com o objetivo de regular a vida religiosa na colônia.[2] Do encontro saiu um documento — as Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia — considerado um dos mais importantes documentos de caráter religioso do Brasil Colônia.
Foi autor do reconhecimento do Santuário do Bom Jesus da Lapa, quando ao receber notícias de que numa gruta do sertão da Bahia habitava um eremita com fama de santidade, chamou-o a Salvador e depois de prepará-lo, ordenou-o sacerdote em 1706 com o nome de padre Francisco da Soledade, nomeando-o capelão do mesmo santuário.
Após a morte do governador D. Sancho de Faro e Sousa, em 1719, exerceu também o governo civil junto a Caetano de Brito e Figueiredo e João de Araújo e Azevedo.[2]
D. Monteiro da Vide foi o responsável pela construção do Palácio do Arcebispado de Salvador ao lado da antiga Sé da cidade. Seu brasão decora o portal de entrada do palácio.
Conheceu a Madre Vitória da Encarnação, monja clarissa do Convento de Santa Clara do Desterro, falecida em 1715, que tinha fama de santidade e da qual foi um grande admirador. Desejando torná-la a primeira santa brasileira, publicou em 1720, em Roma, o livro História da Vida e Morte da Madre Vitória da Encarnação.
Conforme pedia a Igreja, Dom Sebastião esperou que se passassem os cinco anos após a morte da Madre Vitória para solicitar ao Vaticano a abertura de sua causa de beatificação, porém, o mesmo veio a falecer dois anos após a publicação do seu livro. Além disso, outros fatos contribuíram para que a causa não seguisse adiante, como a expulsão do jesuítas de Portugal e Brasil pelo Marquês de Pombal em 1759 e a tentativa de extinguir as muitas obras publicadas pelos religiosos da Companhia de Jesus, dentre elas a biografia da Madre Vitória. Pouquíssimos exemplares foram preservados. Devido ao quase total desaparecimento desta obra a história da religiosa quase foi excluída da memória dos brasileiros, o que fez com que os arcebispos que sucederam Dom Sebastião não conhecessem bem a história da "santa da Bahia" e não investissem na sua canonização. Contudo ainda se espera que sua causa seja retomada e que seja reconhecida oficialmente pela Igreja como a primeira santa brasileira.
Obras
- História da Vida e Morte da Madre Soror Victória da Encarnação. Roma: Estamparia de João Francisco Chracas. 1720
- Constituições primeiras do Arcebispado da Bahia. São Paulo: Typographia de Antônio Louzada Antunes. 1853. 697 páginas
Ver também
Referências
- 1 2 MENDES, Ediana Ferreira. «Sebastião Monteiro de Vide» (PDF). Universidade de Coimbra
- 1 2 3 4 GOMES, Paulo de Tarso. Fontes primárias da história da educação no Brasil: A primeira edição das Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia Arquivado em 26 de setembro de 2013, no Wayback Machine.. Revista HISTEDBR Jun 2008.
Bibliografia
Ligações externas
- «Catholic Hierarchy» (em inglês)
- «GCatholic» (em inglês)
| Precedido por João Franco de Oliveira |
Arcebispo de São Salvador da Bahia 1701 - 1722 |
Sucedido por Luís Álvares de Figueiredo |
| Precedido por Sancho de Faro e Sousa |
Presidente da junta governativa do Brasil 1719 - 1720 |
Sucedido por Vasco Fernandes César de Meneses |


