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Jacques Berthieu
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| Jacques Berthieu | |
|---|---|
| Nascimento | 27 de novembro de 1838 Polminhac, Cantal, França |
| Morte | 8 de junho de 1896 (57 anos) Anbiatibe, Madagáscar |
| Veneração por | Igreja Católica |
| Beatificação | 17 de outubro de 1965 Basílica de São Pedro por Papa Paulo VI |
| Canonização | 21 de outubro de 2012 Basílica de São Pedro por Papa Bento XVI |
| Festa litúrgica | 8 de junho |
São Jacques Berthieu (27 de novembro de 1838 em Polminhac, Cantal, França - 8 de junho de 1896 em Ambiatibe, Madagáscar), foi um sacerdote jesuíta francês, missionário em Madagáscar. Morreu pela fé cristã durante a rebelião de 1896.
É o primeiro mártir de Madagáscar a ser beatificado. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 21 de outubro de 2012.[1]
Biografia
Jacques Berthieu foi o segundo filho de um casal de camponeses, nascido na fazenda Monlogis, perto de Polminhac, no departamento de Cantal. Passou a infância trabalhando e estudando, cercado pela família. Ingressou nos seminários menores e maiores da diocese de Saint-Flour, sendo ordenado sacerdote em 21 de maio de 1864. Foi nomeado vigário em Roannes-Saint-Mary, onde substituiu um padre doente e idoso.[2]
Com a permissão de seu bispo, em 31 de outubro de 1873, ingressou no noviciado jesuíta em Pau. Estudou no seminário de Vals, sentiu um novo chamado e pediu para ser enviado ao campo missionário. Ele partiu de Vals em agosto de 1875 e da França em 26 de setembro, chegando a Tamatave em 10 de dezembro daquele ano. O Padre Cazet, superior da missão, o designou para a ilha de Sainte-Marie. Padre Jacques estudou a língua e a sua iniciação na vida missionária, enquanto cuidava da horta que abastecia a estação.[2]
Porém, em 1880, os jesuítas foram forçados a deixar Sainte-Marie, e Berthieu deixou a ilha no início de outubro de 1881. Ele foi enviado para Ambohimandroso, a missão mais distante de Antananarivo, nos confins das regiões de Betsileo e Bara. Em junho de 1883, devido à Primeira Guerra Franco-Hova, ele foi obrigado a ir para Mananjary com um grupo de vinte pessoas; eles precisaram seguir a pé, até que uma escuna inglesa, extremamente apertada, os transportou até Tamatave, onde chegaram em 10 de julho.[2]
Padre Jacques tornou-se capelão voluntário e retomou a missão em Vohemar. Com o tratado terminando a guerra, em dezembro de 1885, Berthieu queria voltar à sua antiga missão, mas foi nomeado superior da missão em Ambositra. Ao longo dos cinco anos e meio nessa função, os postos missionários no interior cresceram de seis para quinze. Em seguida, serviu em Andrainarivo, ao norte de Antananarivo. Porém, a segunda guerra Franco-Hova o forçou a um novo exílio, embora mais curto que o anterior. Ele retornou treze meses depois, em dezembro de 1895.[2]
Apesar do acordo de paz, uma rebelião logo foi iniciada pelos Menalamba ("aqueles que vestem lamba vermelha"), alcançando a região onde Berthieu trabalhava. Os revoltosos atacavam tudo o que fosse estrangeiro. O missionário escolheu não fugir, então emprestou seu cavalo a um funcionário da missão que tinha um ferimento no pé e não conseguia andar. Na tarde de 8 de junho de 1896, ele caiu nas mãos de um bando de Menalamba. Ele se recusou a renegar o catolicismo e foi atingido por um tiro de espingarda e, em seguida, morto por outro tiro à queima-roupa. Seu corpo foi arrastado até Mananara e jogado na água.[2]
Processo de canonização
Em 10 de outubro de 1916, o Vigário Apostólico de Antananarivo, Monsenhor de Saune, abriu um inquérito formal para apurar as circunstâncias exatas de sua morte. Em 1933, a pedido da Congregação para os Sagrados Ritos, iniciou-se o processo ordinário.[2]
A causa de beatificação de Berthieu foi formalmente aberta em 26 de junho de 1940, concedendo-lhe o título de Servo de Deus,[3] com o decreto sobre documentos do padre sendo emitido no ano seguinte.[4] O decreto sobre o martírio foi emitido em 8 de abril de 1964 e Berthieu foi beatificado por Paulo VI em 17 de outubro de 1965.[4] Sua festa litúrgica ocorre em 8 de junho pela Província Francesa da Companhia de Jesus e em 4 de fevereiro pelo restante da Companhia.[5]
O inquérito diocesano sobre o milagre necessário para a canonização foi realizado em Antananarivo, em 2005, o qual foi validado por decreto de 24 de novembro de 2006. Após as sessões necessárias em 2009, 2010 e 2011, o decreto apóstolo sobre milagres foi dado pelo papa em 19 de dezembro de 2011.[4] Assim, Jacques Berthieu foi canonizado em 21 de outubro de 2012, Domingo das Missões, pelo Papa Bento XVI.[6]
Referências
- ↑ Agência ecclesia.pt. «Vaticano: Sete novos santos para a Igreja». 21-10-2012. Consultado em 22 de outubro de 2012. Arquivado do original em 17 de novembro de 2012
- 1 2 3 4 5 6 «Berthieu, Jacques, Madagascar, Catholic». www.dacb.org. Consultado em 14 de março de 2026. Cópia arquivada em 24 de maio de 2013
- ↑ Index ac status causaum beatificationis servorum dei et canonizationis beatorum (em latim). Typis polyglottis vaticanis. Janeiro de 1953. pág. 101.
- 1 2 3 «1896». newsaints.faithweb.com. Consultado em 14 de março de 2026
- ↑ «Pope to canonize French Jesuit martyr». www.ewtnnews.com. Consultado em 14 de março de 2026. Cópia arquivada em 25 de novembro de 2012
- ↑ «21 October 2012: Holy Mass and Canonization of the Blesseds James Berthieu, Pedro Calungsod, John Baptist Piamarta, Carmen Sallés y Barangueras, Marianne Cope, Kateri Tekakwitha, Anna Schäffer». www.vatican.va (em inglês). Consultado em 14 de março de 2026
