Saúde
Ruy Furtado
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Ruy Furtado | |
|---|---|
| Nome completo | Rui Gomes Furtado dos Santos |
| Nascimento | 21 de março de 1919 Socorro, Lisboa |
| Nacionalidade | português |
| Morte | 19 de março de 1991 (71 anos) |
| Ocupação | Actor |
| Cônjuge | Julieta Fernandes Rodrigues |
Rui Gomes Furtado dos Santos, conhecido como Ruy Furtado (Socorro, Lisboa, 21 de Março de 1919 — Lisboa, 19 de Março de 1991), foi um actor português.
Biografia
Era filho de Antero Gomes Correia dos Santos e de Palmira Borges Furtado dos Santos, doméstica, ambos naturais de Lisboa (freguesias dos Anjos e de Santa Engrácia, respetivamente).[1]
Tirou o curso comercial na Escola Comercial Patrício Prazeres, tendo sido empregado de escritório numa loja de material fotográfico. Trabalhou no jornal O Comércio de Víveres, dedicado aos merceeiros. Fez rádio como amador na Rádio Luso e em 1939 concluiu o curso de ator no Conservatório Nacional de Lisboa, quando já se tinha estreado em 1938, na peça Outono, de Manuel Fragoso, encenada por Carlos Santos no Teatro da Trindade. Em 1939, já trabalhava na Companhia de Abílio Alves, dirigida por António Pinheiro.[2]
Em 1945, entrou no filme Sonho de Amor, de Carlos Filipe Porfírio. No entanto, por razões de sustentabilidade financeira, desenvolveu uma longa carreira profissional no Grémio dos Retalhistas de Mercearia do Sul, que só terminou em 1964, pelo que a sua carreira artística ficou em segundo plano e só foi retomada, em pleno, na década de 1960.[2]
A 31 de dezembro de 1947, casou civilmente em Lisboa com Julieta Fernandes Rodrigues (Socorro, Lisboa, c. 1924), doméstica, filha de Artur Carlos Rodrigues, natural de Lisboa (freguesia da Encarnação), e de Maria da Luz Fernandes, doméstica, natural de Monchique.[1]
Participou em Verdes Anos (1963), obra-chave do Cinema Novo português, assinada por Paulo Rocha. Seguidamente aparece em filmes de Jorge Brum do Canto, Augusto Fraga ou Henrique Campos, até que em 1972 é dirigido por Fernando Lopes em Uma Abelha na Chuva e, em 1979 por Manoel de Oliveira em Amor de Perdição. Viria a participar ainda em títulos como Oxalá (1981) e O Lugar do Morto (1984) de António-Pedro Vasconcelos, Silvestre (1982) de João César Monteiro, Dina e Django (1983) de Solveig Nordlund, Um Adeus Português (1986) de João Botelho, entre outros. Nos últimos anos salienta A Divina Comédia (M. Oliveira, 1991) e Recordações da Casa Amarela (J. C. Monteiro, 1989).
Ruy Furtado destacou-se no teatro, dirigido por Artur Ramos em peças como A Intrusa de Maurice Maeterlinck (1960), O Ausente de Charles Spaak (1961), A Capital de Eça de Queiroz (1971), entre outras. Com Ricardo Pais e Herlander Peyroteo participou em Ninguém (1979), adaptado de Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett.
Pontualmente presente na televisão, figurou em séries como Retalhos da Vida de Um Médico (1980) ou Topaze (1988).
Morreu a 19 de março de 1991, quando se encontrava a meio da rodagem do filme A Divina Comédia, Manoel de Oliveira.[2]
Filmografia
- Os Verdes Anos (1963)
- Amor de Perdição (1979)
- Oxalá (1981)
- Um Adeus Português (1986)
- A Divina Comédia (1991)
Referências
- 1 2 «Livro de registo de casamentos da 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1947-09-24 - 1947-12-28)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 596 e 596v, assento 592
- 1 2 3 Memoriale - Cinema Português. «Ruy Furtado»
