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Rinascita
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| Categoria | Revista política |
|---|---|
| Frequência | Mensal Semanal (a partir de 1962) |
| Fundador(a) | Palmiro Togliatti |
| Fundação | 1944 |
| Última edição | Março de 1991 |
| País | Itália |
| Baseada em | Roma |
| Idioma | Italiano |
Rinascita (em português: Renascimento) foi uma revista política e cultural publicada em Roma, Itália, entre 1944 e março de 1991. Era um dos veículos de comunicação do Partido Comunista Italiano (PCI).
Histórico
A Rinascita foi fundada em 1944.[1][2] O fundador foi Palmiro Togliatti, o líder do PCI.[3][4] Togliatti lançou a revista ao retornar à Itália do exílio em Moscou.[4] Ele também a editou até sua morte, em 1964.[4] Publicada mensalmente, a Rinascita tinha sede em Roma.[2] Era um órgão oficial do PCI.[2][5][6]
A Rinascita foi criada para servir de guia ideológico aos militantes e para revitalizar o movimento marxista.[4] A publicação sustentava que o Partido Comunista tinha a visão mais abrangente sobre os interesses nacionais.[7] A revista buscava desenvolver uma síntese entre Gramsci e Stalin.[8] Após a morte de Stálin, em 1953, a Rinascita o descreveu como o marxista perfeito.[9]
Um dos temas recorrentes da Rinascita era a resistência contra os fascistas.[10] A publicação também lançou uma edição especial sobre a resistência, para a qual Gisella Floreanini figurou entre as colaboradoras.[10] Entre os demais colaboradores de destaque estavam Carlo Bernardini, Giovanni Berlinguer, Fausto Bertinotti e Giulio Quercini.[11]
A partir de 1962, a Rinascita passou a ser publicada semanalmente.[3][12] Na década de 1960, a publicação trouxe análises detalhadas sobre a cisão sino-soviética.[13] No mesmo período, veiculou numerosos artigos com discussões sobre a relação entre socialismo e democracia e entre Estado e partido.[14] Esses artigos, embora escritos por diferentes autores, convergiam para a conclusão de que o centralismo autoritário, a censura, o dogmatismo ideológico e a coerção administrativa deveriam ser condenados.[14]
Nos anos 1980, a revista publicou com frequência artigos sobre questões ambientais.[11] A Rinascita suspendeu temporariamente a circulação em razão da queda nas tiragens no final da década.[15] Relançada em seguida, voltou a encerrar a publicação em março de 1991.[15] Alberto Asor Rosa foi o último editor da revista.[15]
Diretores
Fonte:[16]
- Palmiro Togliatti (1944–1964)
- Gian Carlo Pajetta (14 de outubro de 1964 – 14 de dezembro de 1966)
- Luca Pavolini (15 de dezembro de 1966 – 1970)
- Alessandro Natta (1970–1972)
- Gerardo Chiaromonte (1972–1975)
- Alfredo Reichlin (1975–1977)
- Adalberto Minucci (1977–1979)
- Luciano Barca|it}} (1979–1983)
- Giuseppe Chiarante (1983–1986)
- Romano Ledda (30 de abril de 1986 – 26 de março de 1987)
- Franco Ottolenghi (29 de julho de 1987 – 30 de julho de 1989)
- Alberto Asor Rosa (31 de julho de 1989 – 24 de fevereiro de 1991)
- Goffredo Bettini (Diretor Editorial); Federico Lobuono (Editor-Chefe) (desde 22 de novembro de 2025)
Ver também
Referências
- ↑ Gino Moliterno, ed. (2000). Encyclopedia of Contemporary Italian Culture. London; New York: Routledge. p. 409. ISBN 978-0-415-14584-8
- 1 2 3 Sergio J. Pacifici (Outono de 1955). «Current Italian Literary Periodicals: A Descriptive Checklist». Books Abroad. 29 (4): 409–412. JSTOR 40094752. doi:10.2307/40094752
- 1 2 Joan Barth Urban (1986). Moscow and the Italian Communist Party: From Togliatti to Berlinguer. Ithaca, NY: Cornell University Press. p. 359. ISBN 978-1-85043-027-8
- 1 2 3 4 Alexander Höbel (Novembro de 2017). «Anniversaries of the October Revolution in the political-cultural magazine of the Italian Communist Party: Rinascita, 1957-1987». Twentieth Century Communism. 13 (13): 88–111. doi:10.3898/175864317822165086
- ↑ Roberto Sarti (8 de junho de 2011). «The dissolution of the Italian Communist Party (1991)». Marxists. Consultado em 12 de março de 2017
- ↑ Federico Mancini (Junho de 1970). «The Inner World of Italian Communism». Dissent
- ↑ Alessandro Brogi (2011). Confronting America: The Cold War between the United States and the Communists in France and Italy. Chapel Hill, NC: The UNC Press. p. 19. ISBN 978-0-8078-7774-6
- ↑ Richard Drake (2009). Apostles and Agitators: Italy's Marxist Revolutionary Tradition. Cambridge, MA: Harvard University Press. p. 211. ISBN 978-0-674-03432-7
- ↑ Richard Drake (Primavera de 2010). «Terrorism and the Decline of Italian Communism». Journal of Cold War Studies. 12 (2): 110. doi:10.1162/jcws.2010.12.2.110
- 1 2 Philip Cooke (1998). The Legacy of the Italian Resistance. New York: Palgrave Macmillan. p. 62. ISBN 978-0-230-11901-7. doi:10.1057/9780230119017
- 1 2 Graf von Hardenberg, Wilko; Pelizzari, Paolo (2008). «The Environmental Question, Employment, and Development in Italy's Left, 1945-1990». Left History: An Interdisciplinary Journal of Historical Inquiry and Debate. 13 (1): 29. doi:10.25071/1913-9632.24611

- ↑ Stephen Gundle (2000). Between Hollywood and Moscow: The Italian Communists and the Challenge of Mass Culture, 1943–1991. Durham, NC; London: Duke University Press. p. 255. ISBN 0-8223-2563-2
- ↑ Marco Gabbas (2022). «The origins of Italian Maoism». The Global Sixties. 15 (1–2): 81. doi:10.1080/27708888.2022.2144248
- 1 2 Kevin Devlin (1968). «The New Crisis in European Communism». Problems of Communism. 17 (6): 62
- 1 2 3 Leonard Weinberg (1995). The Transformation of Italian Communism. New Brunswick, NJ; London: Transaction Publishers. p. 103. ISBN 978-1-4128-4030-9
- ↑ «Rinascita – Archivi Pci» (em italiano). Consultado em 19 de março de 2025
