Saúde
Richard Lynn
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.

Richard Lynn (1930-2023) foi um psicólogo inglês e autodeclarado "racista científico",[1] conhecido pelos seus trabalhos sobre diferenças de inteligência entre raças e gêneros.[2][3][4] O Trabalho de Lynn em relação a uma possível correlação de raça e gênero com inteligência é fortemente criticado e contestado pela maioria da comunidade intelectual e científica, sendo descrito frequentemente como 'racista', 'fraudulento' e 'pseudocientífico'.[a]
Lynn foi educado na Universidade de Cambridge. Ele trabalhou como professor de psicologia na Universidade de Exeter e como professor de Psicologia no Economic and Social Research Institute, Dublim[12] e na Universidade de Ulster em Coleraine. Ele tem escrito ou co-escrito mais de 11 livros e 200 de artigos de jornal, cobrindo cinco décadas.
No final da década de 1970, Lynn escreveu que ele encontrou um QI médio mais elevado no Oriente Asiático em comparação com brancos (5 pontos mais elevados na sua meta-análise).[2][4] Em 1990, ele propôs que o efeito de Flynn — uma observação ano-de-ano aumento de pontuações de QI em todo o mundo — possivelmente podia ser explicado pela nutrição melhorada, especialmente na primeira infância.
Repercursão no Brasil
Veja também: Raça e inteligência.
Em The Intelligence of Nations, livro de 2019, o psicólogo controverso Richard Lynn diz, na página 62, diz o seguinte, em tradução[12]:
O QI nacional não-ponderado para o Brasil é 87.87 com desvio padrão de 8,83. De acordo com a composição de população na Tabela 10 e ajustado pelo tamanho da amostra é 85,23. Brasil participou em todos os volumes do PISA de 2000 a 2015 quando pontuou com o um SAS-IQ de 81,54. A média QI final do Brasil é 83.38.
Apesar de ser debatido na literatura científica[13], variações de tal asserção como que o brasileiro médio tem QI 85[14] ou 87[15] circulam na ciência popular.
De acordo com um artigo do professor da UERJ Diego Candido Abreu, é um meme entre membros da extrema-direita brasileira usado no sentido do viralatismo para desprezar o brasileiro comum como não sendo inteligente[16].
A figura foi citada pelo g1[17], BBC News Brasil[18], o colunista conservador Mario Sabino[19] e Gazeta do Povo[20][21], apesar da última atribuir também ao OpenPsych [en].
Notas
Referências
- ↑
- Min, Alex (18 novembro 2020). «Racist Pseudoscience Has No Place At Harvard». Harvard Political Review.
Lynn is a self-described 'scientific racist'...
- Sehgal, Parul (12 fevereiro 2020). «Charles Murray Returns, Nodding to Caution but Still Courting Controversy». The New York Times.
Richard Lynn, for example, a self-described 'scientific racist,' ...
- Evans, Gavin (2 março 2018). «The unwelcome revival of 'race science'». The Guardian.
...Richard Lynn, who has described himself as a 'scientific racist'.
- Min, Alex (18 novembro 2020). «Racist Pseudoscience Has No Place At Harvard». Harvard Political Review.
- 1 2 «'Men cleverer than women' claim». BBC News (em inglês). 25 de agosto de 2005. Consultado em 28 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 20 de abril de 2026
- ↑ Sample, Ian (17 de fevereiro de 2020). «No 10 furore is latest chapter in long, dark history of racist science». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 28 de fevereiro de 2020
- 1 2 «Status withdrawn from controversial academic». BBC News (em inglês). 14 de abril de 2018. Consultado em 28 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2025
- ↑
- ↑ Kamin, Leon. «Behind the Bell Curve» (PDF). Scientific American. p. 100. Cópia arquivada (PDF) em 5 março 2016.
Lynn's distortions and misrepresentations of the data constitute a truly venomous racism, combined with the scandalous disregard for scientific objectivity
- ↑ Valone, David A. (2002). «Richard Lynn: Eugenics: A Reassessment, review». Isis. 93 (3): 534. doi:10.1086/374143
- ↑ Velden, Manfred (2010). Biologism: The Consequence of an Illusion. [S.l.]: V&R unipress GmbH. p. 118
- ↑ Wilson, Carter A. (1996). Racism: From Slavery to Advanced Capitalism
. [S.l.]: SAGE. p. 229. At best Lynn's approach is racial propaganda or biased research driven by a strong prejudice against blacks and a strong need to believe in their genetic inferiority. At worst, Lynn's research arises out of a malicious and dishonest effort to demonstrate the genetic inferiority of blacks
- ↑ Barnett, Susan M.; Williams, Wendy (2004). «National Intelligence and The Emperor's New Clothes». PsycCRITIQUES. 49 (4): 389–396. doi:10.1037/004367.
Among this book's strengths are that it argues for a point of view unpopular within the scientific community, it relies on hard data to make its points, its organisation and clarity. Also, the book is expansive in its thinking and argumentation. All of these strengths considered, however, we believe that the arguments advanced in the book are flawed by an omnipresent logical fallacy and confusion of correlation with causation that undermines the foundation of the book.
- ↑ Valencia, Richard R. (2010). Dismantling Contemporary Deficit Thinking: Educational Thought and Practice. [S.l.]: Routledge. pp. 56–61
- 1 2 Lynn, Richard (2019). The Intelligence of Nations. [S.l.]: Ulster Institute for Social Research. ISBN 9780993000164
- ↑ Flores-Mendoza, Carmen; Widaman, Keith F.; Mansur-Alves, Marcela; Silva Filho, José Humberto da; Pasian, Sonia Regina; Schlottfeldt, Carlos Guilherme Maciel Furtado (junho de 2012). «Considerations about IQ and human capital in Brazil». Temas em Psicologia (em inglês). 20 (1): 133–154. ISSN 1413-389X. Cópia arquivada em 28 de maio de 2025
- ↑ «O que diz os estudos sobre o QI médio do Brasil de 85». 30 de abril de 2025. Consultado em 20 de julho de 2026
- ↑ «O que o QI médio de 85 revela sobre o Brasil – e como mudar isso». Gazeta do Povo. 28 de abril de 2025. Consultado em 20 de julho de 2026
- ↑ Abreu, Diego Candido (2 de abril de 2026). «A Terra dos Primatas com QI 83: analisando o viralatismo em postagens da Alt-Right brasileira no Twitter-X pela lente da ACD». Revista Leitura. 1 (87): 334–354. ISSN 2317-9945. doi:10.28998/2317-9945.202687.334-354
- ↑ «Brasil pode ter milhares de superdotados que não sabem de seu alto QI». G1. 31 de julho de 2023. Consultado em 20 de julho de 2026. Cópia arquivada em 22 de julho de 2026
- ↑ «Teste de QI: Brasil pode ter milhares de superdotados não identificados». BBC News Brasil. 31 de julho de 2023. Consultado em 20 de julho de 2026
- ↑ Sabino, Mario (18 de junho de 2024). «Não usemos de meias-palavras: o Brasil é um país de asnos». Metrópoles. Consultado em 20 de julho de 2026. Cópia arquivada em 21 de julho de 2026
- ↑ «O que diz um novo estudo sobre o QI do Brasil e outros 196 países». Gazeta do Povo. 27 de novembro de 2025. Consultado em 21 de julho de 2026. Cópia arquivada em 21 de julho de 2026
- ↑ «O que o QI médio de 85 revela sobre o Brasil – e como mudar isso». Gazeta do Povo. 28 de abril de 2025. Consultado em 21 de julho de 2026. Cópia arquivada em 22 de julho de 2026
