Saúde
Reserva Extrativista Lago do Cedro
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| Reserva Extrativista Lago do Cedro | |
|---|---|
| Categoria VI da IUCN (Área Protegida de Manejo de Recursos) | |
| Localização | Goiás, Brasil |
| País | Brasil |
| Área | 17.337 hectares |
| Criação | 11 de setembro de 2006 |
| Gestão | ICMBio |
| Coordenadas | 14° 37′ 10,3″ S, 50° 59′ 41,98″ O |
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A Reserva Extrativista Lago do Cedro é uma unidade de conservação federal do Brasil categorizada como reserva extrativista e criada por Decreto Presidencial em 11 de setembro de 2006 numa área de 17.337 hectares no município de Aruanã (Goiás).
Trata-se de uma área criada para proteger os meios de vida e a cultura de populações tradicionais que vivem às margens do rio Araguaia, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais.
Criação e contexto
A unidade foi criada por decreto presidencial em 11 de setembro de 2006, no contexto da expansão das políticas públicas ambientais voltadas à proteção do Cerrado e à valorização de populações tradicionais.[1]
As reservas extrativistas integram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), sendo destinadas ao uso sustentável por comunidades locais.
Localização
A reserva está situada às margens do rio Araguaia, abrangendo áreas de várzea, lagoas marginais e formações típicas do Cerrado. A região apresenta dinâmica sazonal marcada por períodos de cheia e seca, influenciando diretamente os ecossistemas locais.
Características ambientais
A área da reserva compreende ecossistemas de transição entre ambientes aquáticos e terrestres, com destaque para:
- áreas alagáveis
- matas ciliares
- campos naturais
Esses ambientes são fundamentais para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio ecológico da bacia do rio Araguaia.
Biodiversidade
A Reserva Extrativista Lago do Cedro abriga diversas espécies da fauna do Cerrado, incluindo mamíferos de médio e grande porte, aves e espécies aquáticas.
Entre as espécies registradas na região destacam-se:
- onça-pintada
- lobo-guará
- tamanduá-bandeira
- tatu-canastra
A área também é relevante para a reprodução de espécies aquáticas e para a conservação de aves do Cerrado.
População tradicional
A reserva é habitada por comunidades tradicionais que utilizam os recursos naturais de forma sustentável. Entre as principais atividades desenvolvidas estão:
- pesca artesanal
- agricultura de subsistência
- extrativismo vegetal
Essas práticas seguem normas estabelecidas pelo plano de manejo da unidade.
Gestão
A gestão da reserva é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com participação das comunidades locais por meio de um conselho deliberativo.[1]
Esse modelo de gestão busca conciliar conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Importância
A Reserva Extrativista Lago do Cedro desempenha papel relevante na conservação da sociobiodiversidade do Cerrado, contribuindo para:
- proteção de ecossistemas sensíveis
- manutenção de modos de vida tradicionais
- conservação de recursos hídricos
Além disso, a unidade integra estratégias de preservação da bacia do rio Araguaia.
