Saúde
Regimento de Lanceiros N.º 2
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| Regimento de Lanceiros N.º 2 | |
|---|---|
| Criação | 1833 |
| País | |
| Corporação | Exército Português |
| Missão | Polícia do Exército |
| Subordinação | Comando das Forças Terrestres |
| Quartel | Quartel da Guarda de Corpo |
| Sigla | RL2 |
| Patrono | Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, Patrono da Cavalaria |
| Lema | Morte ou Glória |
| Aniversários | 07 de Fevereiro de 1833 |
| Combates | Guerras Liberais Guerra do Ultramar Afeganistão |
| Condecorações | Ordem Militar de São Bento de Avis |
| Comando | |
| Comandante | Coronel de Cavalaria Henrique Gonçalves Mateus |
| Comandantes notáveis | Marechal Carmona Marechal Spínola |


O Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2) MHA é uma unidade da Estrutura Base do Exército Português, desde 1833 aquartelada no Quartel da Guarda de Corpo, tendo o seu Edifício de Comando mandado construir pelo Marquês de Pombal, na Ajuda em Lisboa, e é responsável pela organização, treino e manutenção das unidades operacionais de Polícia do Exército.
Desde 1 de Julho de 2015, o RL2 foi transferido para a Amadora. Foi ocupar as antigas instalações do antigo Regimento de Comandos.
História
Antecedentes
O Regimento de Lanceiros N.º 2 é herdeiro das tradições das seguintes unidades do Exército Português:
- Regimento de Cavalaria N.º 1, criado em 1717 como Regimento de Cavalaria de Alcântara e extinto em 1834;
- Regimento de Cavalaria N.º 2, criado em 1754 como Regimento de Cavalaria da Praça de Moura e extinto em 1834;
- Regimento de Cavalaria N.º 7, criado em 1715 como Regimento de Cavalaria do Cais e extinto em 1975.
Século XIX
O Regimento de Lanceiros da Rainha foi criado por Ordem do Dia de 7 de fevereiro de 1833, no Quartel-General Imperial do Porto, no contexto da Guerra Civil Portuguesa. Inicialmente, integrou um número significativo de militares estrangeiros ao serviço do Exército Liberal.[1]
Durante o conflito, participou em diversas ações, incluindo Valongo, Campanhã, São Mamede, Contomil, Leiria, Rilvas, São Brás, Ponte Pedrinha e Ribeira de Arade, bem como nas batalhas de Pernes, Almoster e Asseiceira.
Com a reorganização do Exército em 1834, passou a designar-se Regimento de Cavalaria N.º 2, mantendo o uso da lança como arma principal. Instalou-se em Lisboa, no quartel anteriormente ocupado por uma unidade miguelista entretanto extinta.
Em dezembro de 1835, dois esquadrões integraram a Divisão Auxiliar a Espanha, no âmbito do apoio português à causa liberal espanhola, participando em operações como Val de la Casa, Arlabán, Peña Cerrada, Salvatierra, Zembrana, Concha e Armiñón.
Por Ordem do Exército de setembro de 1884, o regimento foi extinto na sequência de um episódio de insubordinação. Foi recriado em 1 de outubro do mesmo ano, mantendo o número, as armas e as instalações.
Em 1888, passou a designar-se Regimento de Cavalaria N.º 2 do Príncipe D. Carlos. Após a subida deste ao trono, adotou a designação de Regimento de Cavalaria N.º 2 – Lanceiros d’El-Rei.
No final do século XIX, enviou forças para a Índia (1896) e para Moçambique (1901), no contexto das campanhas coloniais portuguesas.
Primeira República e Primeira Guerra Mundial
Após a implantação da República em 1910, a unidade manteve-se ativa. Em 1911, voltou à designação de Regimento de Cavalaria N.º 2, no âmbito da reforma do Exército.[2]
Durante a Primeira Guerra Mundial, mobilizou esquadrões que integraram o Corpo Expedicionário Português na Flandres. As condições do conflito levaram ao abandono do emprego operacional da lança, que passou a ter função exclusivamente cerimonial.
Modernização no século XX
Na década de 1940, iniciou a motorização, deixando de ser uma unidade hipomóvel. Foi equipada com autometralhadoras Humber e, posteriormente, com carros de combate ligeiros M5 Stuart.[3]
Em 1948, adotou oficialmente a designação de Regimento de Lanceiros N.º 2.
Com a criação da Polícia Militar em 1953, passou a assegurar essa missão de forma permanente, mantendo cumulativamente funções no âmbito da arma de Cavalaria.
Durante a Guerra do Ultramar (1961–1975), mobilizou 67 companhias e 54 pelotões de Polícia Militar para as províncias ultramarinas, num total aproximado de oito mil militares. Neste período, a Polícia Militar desempenhou também funções de segurança interna e controlo de multidões em território continental.
A 11 de dezembro de 2008, a unidade foi agraciada como Membro-Honorário da Ordem Militar de São Bento de Avis.
Período pós-1974 e reorganizações
Na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, o regimento atravessou um período de reorganização. Em 1 de abril de 1975, passou a designar-se Regimento de Polícia Militar.[4]
Em 9 de fevereiro de 1976, com a adoção da designação Polícia do Exército para a especialidade, a unidade passou a Regimento de Lanceiros de Lisboa.
Na reorganização do Exército de 1993, retomou a designação tradicional de Regimento de Lanceiros N.º 2.
Missões internacionais
Na década de 1990, aprontou subunidades para missões na Bósnia-Herzegovina (SFOR), no Kosovo (KFOR) e em Timor-Leste (UNTAET), integradas em forças nacionais destacadas.[5]
Em 2012, projetou uma Companhia de Force Protection para o Afeganistão, responsável pela segurança e controlo de acessos ao Aeroporto Internacional de Cabul. No mesmo ano, aprontou uma Companhia de Polícia Militar para integrar a NATO Response Force no período de prontidão de 2013.
Em 1 de julho de 2015, transferiu-se da Calçada da Ajuda, em Lisboa, para a Amadora, ocupando as antigas instalações do Regimento de Comandos.
Referências
- ↑ «Cronologia – Associação Veteranos Lanceiros de Portugal». Consultado em 26 de fevereiro de 2026
- ↑ «Genealogia dos Regimentos – Biblioteca do Exército» (PDF). Exército Português – Biblioteca. Consultado em 25 de fevereiro de 2026
- ↑ Leandro, Tenente-coronel Francisco José Bernardino da Silva. «Generic guidelines for the use of force against "Child Soldiers" in Peace Operations». REVISTA MILITAR (em inglês). Consultado em 26 de fevereiro de 2026
- ↑ «Cracha RLL/RL2 - Regimento de Lanceiros». Trincheira Militar. Consultado em 26 de fevereiro de 2026
- ↑ «O Aprontamento e Sustentação das Forças do Exército nas Missões Internacionais da NATO» (PDF). Instituto da Defesa Nacional. Consultado em 25 de fevereiro de 2026
