Saúde
Peter Brook
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Este artigo ou secção contém uma lista de referências no fim do texto, mas as suas fontes não são claras porque não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (agosto de 2020) |
| Peter Brook | |
|---|---|
| Nascimento | Peter Stephen Paul Brook 21 de março de 1925 Chiswick |
| Morte | 2 de julho de 2022 (97 anos) Paris, França |
| Sepultamento | Cemetery of Jouars |
| Cidadania | Reino Unido, França |
| Cônjuge | Natasha Parry |
| Filho(a)(s) | Irina Brook, Simon Brook |
| Irmão(ã)(s) | Alexis Brook |
| Alma mater |
|
| Ocupação | diretor de teatro |
| Distinções |
|
| Empregador(a) | Théâtre des Bouffes du Nord |
| Obras destacadas | The Shifting Point: Forty Years of Theatrical Exploration, 1946-1987 |
| Página oficial | |
| http://www.newspeterbrook.com/ | |
Peter Stephen Paul Brook (Londres, 21 de março de 1925 – Paris, 2 de julho de 2022) foi um diretor de teatro e cinema britânico.
Carreira
Estudou no Magdalen College, na Universidade de Oxford. Um dos mais respeitados profissionais de teatro da atualidade. Nasceu em Londres e estuda em Oxford. Começou a se interessar por teatro ainda na universidade, época em que foi influenciado pelo trabalho de dramaturgos como Bertolt Brecht e Antonin Artaud. Propõe um teatro de caracterização psicológica dos personagens que torne visível a "invisível" alma humana.
Procurou também imprimir caráter crítico e polêmico às montagens, substituindo a passividade do espectador pela participação do público no espetáculo. Fez sucesso a partir de 1955, quando dirigiu o ator Laurence Olivier na montagem de Titus Andronicus, de Shakespeare. A partir de 1962, tornou-se co-diretor da tradicional Royal Shakespeare Company, ao lado de Peter Hall.
Nos anos 70, fundou em Paris o Centro de Pesquisa Teatral. Sua carreira é marcada por encenação de peças no circuito teatral nova-iorquino do West End e da Broadway, além de em Paris e Londres. Levou o teatro e a literatura para o cinema com A Sombra da Forca (1953), peça de John Gay, Moderato Cantabile (1960), romance de Marguerite Duras, e O Senhor das Moscas (1962), romance de William Golding. Em 1966 montou Marat-Sade, de Peter Weiss, cuja filmagem também dirigiu.
Em 1966, foi agraciado com o Tony Award de melhor direção em peça de teatro pelo seu trabalho em Marat/Sade.[1] Em 1968 transferiu-se para Paris e funda o Centro Internacional de Criação Teatral, no qual trabalhou até na direção de atores e em novas montagens.[carece de fontes] Em 1971, recebeu novamente o Tony na mesma categoria, dessa vez por dirigir A Midsummer Night's Dream.[2] Seu último sucesso no cinema foi o filme Marabharata, de 1995.
Tem dois filhos: Irina Brook e Simon Brook.
A 26 de abril de 1991, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, de Portugal.[3]
Morreu em 2 de julho de 2022, aos 97 anos de idade, em Paris.[4]
Principais trabalhos
Peças teatrais
- 1962 - King Lear (Rei Lear)
- 1970 - A Midsummer Night's Dream (Sonhos de Uma Noite de Verão)
- 1990 - The Tempest (A Tempestade)
- 2011 - Uma flauta mágica
Filmes
- 1953 - The Beggar's Opera (Ao Pé do Cadafalso)
- 1960 - Moderato cantabile
- 1963 - Lord of the Flies
- 1967 - Marat/Sade
- 1971 - King Lear
- 1979 - Meetings with Remarkable Men (Encontro com Homens Notáveis)
- 1989 - "Mahabharata"
("É um dos dois maiores épicos clássicos da Índia, onde conta a história da Batalha de Kurukshetra")
Autobiografia
- 1988 - The Shifting Point
Memórias
- 1998 - Threads of Time
The empty space
Outros trabalhos
- 1999 - Evoking Shakespeare
Referências
- ↑ «1966 / DIRECTOR (PLAY)» (em inglês). Tony Award. Consultado em 3 de julho de 2022
- ↑ «1971 / DIRECTOR (PLAY)» (em inglês). Tony Award. Consultado em 3 de julho de 2022
- ↑ «Entidades Estrangeiras Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Peter Brook". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 9 de setembro de 2020
- ↑ «Peter Brook: British stage directing great dies aged 97» (em inglês). BBC. 3 de julho de 2022. Consultado em 3 de julho de 2022
Bibliografia
Brook, Peter (2007), O Espaço Vazio, Lisboa: Orfeu Negro.
