Saúde
Palácio de Topkapı
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Palácio de Topkapı | |
|---|---|
| Tipo | palácio, estrutura em construção, museu |
| Inauguração | 1460 (566 anos) |
| Visitantes | 1 932 726 |
| Administração | |
| Proprietário(a) | Turquia |
| Operador(a) | Directorate of National Palaces |
| https://www.millisaraylar.gov.tr/en/palaces/topkapi-palace Página oficial (Website) | |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
![]() | |
| Localização | Eminönü, Istambul - Turquia |
História do Palácio de TopKapi
O Palácio de Topkapı (em turco: Topkapı Sarayı) localiza-se na cidade de Istambul, na Turquia. Topkapı significa "porta do canhão". Especula-se que esse nome surgiu em razão de uma das 7 portas que cercavam o Palácio estar protegida por muitos canhões.[1] O Palácio de Topkapi foi, por muitos séculos, um importante centro político, econômico, cultural e Harém. O Palácio foi construído entre 1465 e 1478 [2]por Maomé II, o Conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453. No primeiro momento, o Palácio de Topkapi não foi usado como residência e Harém, mas como centro administrativo do império, já que o antigo Palácio de Eski Serralho era usado para esse outro propósito, isto é, com o propósito de abrigar o Harém e a família do Sultão.[3]Apesar da família do Sultão continuar utilizando o Velho Palácio (Eski Serralho), que ficava no centro da cidade, como residência, o Sultão passou a morar no Palácio de Topkapi, desde Maomé II.[4] Foi apenas durante o reinado de Solimão, o Magnífico, que os imperadores passaram a utilizar TopKapi como residência oficial para a corte e como Harém, para além de residência própria.[5]
A construção do Palácio de TopKapi
O Palácio de TopKapi foi construído em 700 mil metros quadrados e, em seu auge, chegou a abrigar 4 mil residentes, tendo entre 300 a 400 quartos.[6] O Palácio está localizado em uma posição estratégica, com acesso fácil para a Europa e para a Ásia. Além disso, fica localizado na parte de trás de uma antiga Igreja bizantina, a Hagia Sofia, que depois da dominação otomana, se transformou em mesquita através das reformas realizadas por Maomé II em Constantinopla. Enquanto isso, a Hagia Eirene, também situada próxima ao local de construção, foi transformada em arsenal e incorporada como parte do novo Palácio de TopKapi.[7] Quanto à arquitetura do Palácio construído pelo sultão Maomé, vale destacar a sua marcante diversidade, já que carregava heranças bizantino-romana, túrquico-mongol e muçulmana.[8]
A divisão interna do Palácio de TopKapi
o Palácio estava disposto de forma hierarquizada: as salas ficavam cada vez menores, de fora para dentro, o que simbolizava o acesso cada vez mais restrito conforme se aproximava ao centro do palácio. O núcleo dessa disposição, ou seja, no ponto central do Palácio, havia um espaço reservado para o Imperador, simbolizando a sua centralidade e unidade.[9]
O Palácio estava dividido em quatro cortes: Birun, a corte dedicada à segurança; Centro administrativo, a corte onde se reunia o Centro Imperial; Enderun, a corte dedicada à educação; O harém das mulheres, o espaço privado.[10]A primeira corte, corte de segurança ou dos Janízaros, era uma área espaçosa aberta ao público onde ficavam dezenas de soldados, os janízaros, armados. Além de não ter contato direto com o sultão, essa corte também servia como despensa, para comida, por exemplo.[11]Na segunda corte, os assuntos burocráticos do estado eram discutidos e ficavam localizadas algumas celas que mantinham alguns prisioneiros, como os próprios irmãos do sultão.[12] Na segunda corte, se encontrava a escola do palácio, destinada às crianças que serviam o sultão e depois de crescidos e educados, deveriam ocupar funções variadas dentro do império, ainda servindo ao sultão. Essas crianças eram cuidadas por eunucos brancos.[13] Na quarta e última corte, ficava o Harém. Esse era o local destinado aos aposentos das mulheres, da família e do próprio sultão. Os aposentos das mulheres também eram guardados por eunucos, mas esses, negros.[14]
Ao redor do palácio havia 7 portas, dentre elas a porta dos canhões, responsável pelo nome TopKapi. Entretanto, para chegar ao interior do palácio em si, havia 3 portas/portões: a porta imperial, a porta da saudação e a porta da felicidade [15]. Cada uma das portas oferecia acesso a um diferente pátio, podendo ser esse mais acessível ou menos acessível à população e as cortes estavam dispostas entre esses pátios também. O primeiro pátio, acessado através da Porta Imperial, estava aberto ao público, contendo um hospital, a casa da moeda imperial, uma padaria e a antiga Igreja Hagia Eirene. A corte Birun ficava nesse primeiro espaço.[16] A porta da saudação levava ao segundo pátio, onde ficavam os tesouros do palácio, onde se reunia o conselho imperial e o divã [17], conselho de estado reunido pelo sultão A segunda e a terceira corte ficavam nesse espaço.[18] A porta da felicidade oferecia acesso ao Harém, a última corte explicada anteriormente.[19]
Atualmente o Palácio é dividido em várias salas de exposição com objetos de ouro (tronos, xícaras, talheres, berços, joias diversas cravejadas em pedras preciosas), prata, cerâmica, miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pelos da barba e a marca do pé do profeta Maomé.
Referências
- ↑ Soares, Marina Juliana de Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». doi:10.11606/T.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
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|título=(ajuda) - ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ Soares, Marina Juliana De Oliveira (6 de março de 2015). «O harém ao rés do chão. Imaginário europeu e representações médicas sobre o lugar-segredo, 1599-1791». São Paulo. doi:10.11606/t.8.2015.tde-01062015-180929
- ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «divã - Dicionário da Língua Portuguesa». Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 9 de maio de 2026
- ↑ journals.openedition.org. doi:10.4000/eac.3074 https://journals.openedition.org/eac/3074. Consultado em 19 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 Em falta ou vazio
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