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Operação Unha e Carne
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Este artigo ou se(c)ção trata de uma operação policial recente. |
Operação Unha e Carne foi uma operação da Polícia Federal do Brasil deflagrada em 3 de dezembro de 2025 que teve como alvo principal o então deputado estadual e presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar[1] , suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun.[2]
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que há fortes indícios da participação de Bacellar em uma organização criminosa, e que ele estaria atuando ativamente pela "obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo Estadual".[2]
Fases
Primeira fase
Em 3 de dezembro de 2025, durante a primeira fase da operação, a PF prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar. Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro do mesmo ano, em que o então deputado estadual TH Joias, acusado de envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho, foi preso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj.[3][4]
Segunda fase
Em 16 de dezembro de 2025, durante a segunda fase da operação, a PF prendeu o desembargador federal do TRF-2, Macário Judice Neto, que era relator do caso TH Joias, preso na Operação Zargun por envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho (CV). A segunda fase teve como objetivo investigar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.[4][5]
Terceira fase
Em 27 de março de 2026, a terceira fase da operação prendeu novamente o agora ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, em Teresópolis, na Região Serrana do mesmo estado. Nessa fase da operação Bacellar foi investigado por vazamento de informações sigilosas.[4][6]
Quarta fase
No dia 5 de maio de 2026, na quarta fase da operação, a PF prendeu o deputado estadual Thiago Rangel.[4][7] Rangel é suspeito de se beneficiar no esquema de corrupção que teria desviado vultuosos recursos da Secretaria de Educação do Estado.[8] Segundo os investigadores, o volume de dinheiro em espécie movimentado pelo parlamentar foi necessário contratar um cofre inteligente e uma transportadora de valores em razão da grande quantidade.[9] Em 20 de maio de 2026, no âmbito da operação, a PF concluiu que o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar acumulou influência política sobre decisões consideradas prerrogativas do governador do estado do Rio de Janeiro, incluindo a indicação de nomes para secretarias estratégicas no primeiro escalão do governo estadual do Rio de Janeiro.[10]
Quinta fase
Em 2 de julho de 2026, a PF deflagrou a quinta fase da operação. Os principais alvos dessa fase foram Rodrigo Bacellar, o bicheiro Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, preso na operação.[11] Entre outros alvos estão o filho de Sérgio Cabral, o ex-deputado Marco Antônio Cabral.[12] O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, que foi o alvo da operação, é apontado como o chefão da Máfia do Cigarro.[4] A PF encontrou as listas de políticos dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama de um dos endereços de Adilsinho.[13] O nome de Cláudio Castro aparece em uma lista encontrada pela PF e atribuída ao bicheiro Adilsinho, alvo da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada no mesmo dia. De acordo com a apuração da reportagem do portal G1, a lista cita uma doação de 3,2 milhões de reais para o candidato Cláudio Castro, que concorreu em 2022 à reeleição. Castro não é alvo dessa quinta fase da Unha e Carne.[14] Uma lista encontrada pela PF na mesa de cabeceira de Adilsinho reúne os nomes de 61 políticos do Rio de Janeiro e indica a movimentação de 20 milhões de reais. Os documentos foram apreendidos durante a Operação Smoke Free, deflagrada em 2022.[15]
Sexta fase
Em 7 de julho de 2026, a PF deflagrou a sexta fase que investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro. O alvo é uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou 7,6 bilhões de reais em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos. Um dos alvos da operação foi Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.[16]
Consequências
Em 14 de abril de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologou o resultado da retotalização dos votos para deputado estadual no Rio de Janeiro após a cassação do mandato do ex-presidente, Rodrigo Bacellar.[17]
Ver também
Referências
- ↑ Diogo Bugalho (3 de dezembro de 2025). «Rodrigo Bacellar vai passar noite na superintendência da Polícia Federal no Rio». CBN. Globo. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2025
- 1 2 «Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, é preso pela PF por suspeita de ter avisado a TH Joias sobre prisão iminente em setembro». G1. Globo. 3 de dezembro de 2025
- ↑ Marco Antônio Martins (3 de dezembro de 2025). «Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, é preso pela PF por suspeita de ter avisado a TH Joias sobre prisão iminente em setembro». G1. Consultado em 4 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 Léo Arcoverde, Márcia Brasil e Marco Antônio Martins (2 de julho de 2026). «Pastor Márcio Poncio é preso na 5ª fase da Operação Unha e Carne, da PF, investigado por ligação com a 'Máfia do Cigarro'». G1. Consultado em 4 de julho de 2026
- ↑ «Operação Unha e Carne 2 da PF prende desembargador do TRF». Extra. Globo. 16 de dezembro de 2025. Consultado em 16 de maio de 2026. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
- ↑ Pedro Lacerda. «Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar é preso novamente pela PF». Agência Brasil. EBC. Cópia arquivada em 29 de março de 2026
- ↑ «Operação contra deputado Thiago Rangel é a mesma que prendeu Bacellar». CNN Brasil. 5 de maio de 2026. Consultado em 16 de maio de 2026. Cópia arquivada em 6 de maio de 2026
- ↑ Mirelle Pinheiro (5 de maio de 2026). «PF faz operação contra fraude na Secretaria de Educação do Rio». Metrópoles. Consultado em 16 de maio de 2026. Cópia arquivada em 6 de maio de 2026
- ↑ Rayssa Motta (5 de maio de 2026). «Deputado preso no Rio usou transportadora de valores para movimentar propina, aponta PF». VEJA. Abril. Consultado em 16 de maio de 2026. Cópia arquivada em 6 de maio de 2026
- ↑ Márcia Brasil e Raoni Alves (20 de maio de 2026). «PF afirma que Bacellar influenciava nomeações no primeiro escalão do governo do RJ». G1. Consultado em 21 de maio de 2026
- ↑ Manoela Alcântara (2 de julho de 2026). «PF mira Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio em operação contra CV». Metrópoles. Consultado em 2 de julho de 2026. Cópia arquivada em 2 de julho de 2026
- ↑ Rayssa Motta (2 de julho de 2026). «Filho de Sérgio Cabral é um dos alvos de operação da PF». VEJA. Consultado em 2 de julho de 2026. Cópia arquivada em 2 de julho de 2026
- ↑ Márcia Brasil e Marco Antônio Martins (2 de julho de 2026). «PF encontrou listas de políticos na cabeceira de Adilsinho e investiga 'doação' da contravenção». G1. Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Octavio Guedes e Mahomed Saigg (2 de julho de 2026). «Nome de Cláudio Castro aparece em lista de bicheiro Adilsinho». G1. Consultado em 5 de julho de 2026
- ↑ Gabriela Moreira, Adriana Cruz e Leslie Leitão (15 de julho de 2026). «Lista encontrada na casa do bicheiro Adilsinho reúne 61 políticos do RJ e indica movimentação de R$ 20 milhões». G1. Consultado em 17 de julho de 2026
- ↑ Rafael Nascimento (7 de julho de 2026). «Unha e Carne: ex-prefeito de Belford Roxo e ex-secretário da Polícia Civil são alvo da PF; grupo movimentou R$ 7,6 bilhões, aponta relatório do Coaf». G1. Globo. Consultado em 7 de julho de 2026
- ↑ «TRE-RJ homologa retotalização de votos de 2022, após cassação de Bacellar, e confirma novo deputado». G1. 14 de abril de 2026. Consultado em 31 de maio de 2026
