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Ode a uma urna grega
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.

"Ode a uma urna grega" é um poema escrito pelo poeta romântico inglês John Keats em maio de 1819, publicado pela primeira vez anonimamente nos Anais das Belas Artes de 1819 [1].
O poema é uma das "Grandes Odes de 1819", que também incluem "Ode à Indolência", "Ode à Melancolia", "Ode a um Rouxinol" e "Ode a Psiquê". Keats considerava as formas poéticas existentes insatisfatórias para seus propósitos e, nesta coletânea, apresentou um novo desenvolvimento da forma da ode. Ele se inspirou para escrever o poema após ler dois artigos do artista e escritor inglês Benjamin Haydon. Através de seu conhecimento de outros escritos nessa área e de sua experiência direta com os Mármores de Elgin, Keats percebeu o idealismo e a representação das virtudes gregas na arte grega clássica, e seu poema se baseia nessas percepções.
Em cinco estrofes de dez versos cada, o poeta se dirige a uma antiga urna grega, descrevendo e discorrendo sobre as imagens nela representadas. Em particular, ele reflete sobre duas cenas: uma em que um amante persegue sua amada e outra em que aldeões e um sacerdote se reúnem para realizar um sacrifício. O poeta conclui que a urna dirá às futuras gerações da humanidade: "'A beleza é a verdade, a verdade é a beleza.' – isso é tudo / Que sabeis na Terra, e tudo o que precisais saber". Os críticos debatem se esses versos aperfeiçoam adequadamente a concepção do poema. Também se concentram no papel do eu lírico, no poder dos objetos materiais de inspirar e na inter-relação paradoxal entre a realidade mundana e a ideal no poema.
"Ode a uma Urna Grega" não foi bem recebida pelos críticos contemporâneos. Foi apenas em meados do século XIX que começou a ser elogiada, e agora é considerada uma das maiores odes da língua inglesa. Um longo debate sobre a declaração final do poema dividiu os críticos do século XX, mas a maioria concordou com a beleza da obra, apesar de certas inadequações percebidas.
Referências
- ↑ «Annals of the fine arts. v.4 1819». HathiTrust (em inglês). Consultado em 31 de agosto de 2019
