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O Jogo da Amarelinha (romance)
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| Rayuela | ||||
|---|---|---|---|---|
| O Jogo da Amarelinha | ||||
Versão publicada pela editora espanhola Alfaguara, em 2013. | ||||
| Autor(es) | Julio Cortázar | |||
| Idioma | castelhano | |||
| País | ||||
| Gênero | Antirromance | |||
| Localização espacial | Paris e Buenos Aires | |||
| Editora | Sudamericana | |||
| Editor | Julián Urgoiti | |||
| Lançamento | 1963 | |||
| Cronologia | ||||
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O Jogo da Amarelinha (em espanhol, Rayuela) é um romance publicado em 1963 pelo escritor argentino Julio Cortázar, sendo considerado sua principal obra.[1]
Enredo
O livro narra a história de Horacio Oliveira, um exilado argentino e protagonista da trama, e sua relação com uma uruguaia conhecida como "a Maga". A narrativa envolve a participação ativa do leitor e apresenta múltiplas possibilidades de leitura e interpretação. A obra é frequentemente classificada como um "antirromance", embora o próprio Cortázar preferisse defini-la como um "contra-romance". Com ela, o autor deu um salto no vazio, afastando-se da segurança controlada dos contos fantásticos que marcaram o início de sua carreira para embarcar em uma busca sem descobertas, feita de perguntas sem resposta.[2][3]
Embora o estilo varie consideravelmente ao longo do romance, o próprio Cortázar afirmou que a obra "é, de alguma forma, a experiência de uma vida e a tentativa de colocá-la por escrito".[4][5]
Em 30 de maio de 1962, Cortázar enviou uma carta ao seu amigo e editor da Sudamericana, Francisco Porrúa, informando-o de que o manuscrito de Rayuela havia sido enviado por via aérea ao editor Julián Urgoiti. Na carta, agradeceu-lhe por priorizar a publicação do romance em detrimento da nova edição ampliada de Fim de Jogo. Cortázar também mencionou que o livro representava quatro anos de trabalho e que sua esposa, Aurora Bernárdez, havia sido sua primeira e única leitora até então.[6]
Na Espanha, o romance levou vários anos para ser publicado devido à resistência do regime de Francisco Franco. Em 1967, os censores franquistas recomendaram a supressão de oito páginas da obra, que só viria a ser publicada no país sete anos depois.[7]
Personagens
- Babs
- Gekrepten
- Guy Monod
- Horacio Oliveira
- Maga (Lucia)
- Morelli
- Ossip Gregorovius
- Perico Romer
- Pola
- Rocamadour
- Ronald
- Talita
- Traveler
- Wong
Referências
- ↑ «Documentos RNE - Julio Cortázar. 50 años de 'Rayuela'». RTVE.es (em espanhol). Consultado em 25 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 4 de setembro de 2023
- ↑ Cabrera, Leonardo (16 de agosto de 2019). «La novela que quiso que fueras libre». Semanario Brecha (em espanhol). Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ «O Jogo da Amarelinha e seus múltiplos percursos – Centro Cultural São Paulo». 5 de março de 2020. Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ Bastos, Felipe Gomes; Ana D’Arc Martins de Azevedo; Edgar Monteiro Chagas Júnior; Vânia Maria Torres Costa (27 de setembro de 2024). «A IMAGEM POÉTICA EM "O JOGO DA AMARELINHA"». REVISTA FOCO (9). ISSN 1981-223X. Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ Intxausti, Aurora (26 de junho de 2013). «La biblioteca virtual de Cortázar». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 25 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2026
- ↑ TÉLAM. «60 años de 'Rayuela': Cómo leer la construcción de la novela en las cartas de Julio Cortázar». www.telam.com.ar (em espanhol). Consultado em 25 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 1 de julho de 2023
- ↑ Sánchez, Felipe; Rodríguez, Diego Fonseca (1 de julho de 2016). «Cuando el franquismo censuró el 'boom' latinoamericano». Madrid. El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 25 de setembro de 2025
