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O Diabo de Vila Velha
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| O Diabo de Vila Velha | |
|---|---|
| Brasil 1966 • p&b • 90 min | |
| Gênero | western feijoada |
| Direção | José Mojica Marins |
| Codireção | Ody Fraga |
| Produção | Nelson Teixeira Mendes |
| Roteiro | José Mojica Marins Ody Fraga |
O Diabo de Vila Velha é um filme brasileiro do gênero western feijoada lançado entre 1964 e 1965, dirigido por José Mojica Marins e inicialmente por Ody Fraga. Produzido no Paraná, o longa é uma das incursões de Mojica no gênero, incorporando elementos políticos e de aventura ambientados no interior brasileiro.[1]
Sinopse
A trama acompanha a chegada de um misterioso pistoleiro chamado Lorenzo a um vilarejo dominado por Amaro, conhecido como “o Diabo”. Dono de uma mina e líder de uma gangue violenta, Amaro controla a política local por meio da intimidação e da violência. Durante o período eleitoral, a população e membros da oposição organizam uma resistência contra o grupo criminoso, auxiliados pela polícia e pelo padre da cidade.[2]
Produção
O filme teve uma produção conturbada. Inicialmente dirigido por Ody Fraga, parte das filmagens ocorreu no Teatro Guaíra, em Curitiba. Com sucessivos atrasos, a direção foi assumida por José Mojica Marins, que concluiu o projeto e dirigiu as cenas externas filmadas no Paraná.
As filmagens utilizaram locações naturais do estado, incluindo a região de Vila Velha e as Cataratas do Iguaçu. Segundo o Portal Brasileiro de Cinema, Mojica explorou as paisagens paranaenses de maneira inspirada nos westerns norte-americanos de John Ford.[2]
Elenco
- Milton Ribeiro — Lorenzo
José Mojica Marins — Fagundes
Temas e estilo
Embora mantenha convenções clássicas do western, o filme apresenta forte conteúdo político, abordando corrupção eleitoral, abuso de poder e conflitos sociais. O personagem de Mojica, Fagundes, antecipa alguns trejeitos que o diretor consolidaria posteriormente em seu personagem mais famoso, Zé do Caixão.
A trilha sonora inclui uma canção composta por Mojica Marins para reforçar o clima sombrio da narrativa.
Legado
O Diabo de Vila Velha é frequentemente citado como um dos experimentos de José Mojica Marins fora do horror tradicional, demonstrando sua afinidade com o gênero faroeste e o cinema popular brasileiro da década de 1960.[2]
