Saúde
Noite Ilustrada
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| Noite Ilustrada | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nome completo | Mário de Souza Marques Filho |
| Nascimento | 10 de abril de 1928 Pirapetinga, MG, Brasil |
| Morte | 28 de julho de 2003 (75 anos) Atibaia, SP, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Gênero | Samba |
| Ocupação | Cantor, compositor e violonista |
| Instrumentos | Voz, violão |
| Período em atividade | 1958–2003 |
| Afiliações | Portela, Zé Trindade |
Mário de Souza Marques Filho (Pirapetinga, 10 de abril de 1928 — Atibaia, 28 de julho de 2003),[1] mais conhecido pelo pseudônimo Noite Ilustrada, foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.
O seu nome artístico foi cunhado pelo humorista Zé Trindade, que, ao esquecer o nome do músico ao anunciá-lo no palco, apresentou-o utilizando o título da revista homônima de palavras cruzadas (*Noite Ilustrada*) que o artista costumava ler nos bastidores.
Biografia
Nascido em Pirapetinga (MG), viveu parte da infância na cidade de Além Paraíba com a mãe. Posteriormente, foi enviado ao Rio de Janeiro para viver com o pai, mas acabou por ser encaminhado ao Juizado de Menores, onde viveu em regime de internato.
Aos 17 anos, enquanto trabalhava numa fábrica de móveis de vime, teve os seus primeiros contatos com a sociabilidade do samba através de integrantes da Estação Primeira de Mangueira. De volta a Além Paraíba, conheceu o humorista Zé Trindade, com quem passou a excursionar profissionalmente. Ao retornar ao Rio de Janeiro, vinculou-se à escola de samba Portela. Em 1955, viajou a São Paulo para realizar uma apresentação com a agremiação e decidiu fixar residência na capital paulista.
A sua estreia fonográfica ocorreu em 1958, contratado pela Rádio Nacional e pela TV Paulista, com a gravação da faixa "Cara de Boboca". A consolidação nacional do seu nome ocorreu em 1963, com o lançamento do álbum Noite Ilustrada, impulsionado pelo sucesso comercial de "Volta por Cima", clássico composto pelo zoólogo e sambista paulista Paulo Vanzolini. No ano seguinte, obteve novo êxito com a gravação de "A Flor e o Espinho", de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha.
No cinema, atuou e cantou no filme A Pequena Órfã (1973). A sua carreira fonográfica estendeu-se até 2001, com o lançamento do seu último disco em vida, o CD Perfil de um Sambista.
Residiu em Recife a partir de 1984 e, em 1994, mudou-se para a cidade de Atibaia, no interior de São Paulo. Em reconhecimento à sua trajetória na cultura da capital, recebeu o título de Cidadão Paulistano em 2002.[2]
Morte
Noite Ilustrada faleceu em 28 de julho de 2003, aos 75 anos, no Hospital Novo Atibaia, onde havia sido internado no mês anterior para tratamento de um câncer de pulmão.[2]
O músico deixou gravados dois álbuns póstumos em formato de tributo, homenageando os compositores Ataulfo Alves e Lupicínio Rodrigues.[3]
Discografia
- 1962 — O Ilustre
- 1963 — Noite Ilustrada
- 1964 — Noite no Rio
- 1965 — Caminhando
- 1966 — Depois do Carnaval
- 1969 — Noite Ilustrada
- 1970 — Samba sem Problemas
- 1971 — Noite Ilustrada
- 1971 — Noite Interpreta Marques Filho
- 1973 — O Irmão do Samba
- 1974 — Samba sem Hora Marcada
- 1978 — Não Me Deixe Só
- 1981 — O Fino do Samba
- 1986 — Cada vez Melhor
- 1987 — Aplauso do Povo
- 1997 — Eu Sou o Samba (CD)
- 2001 — Perfil de um Sambista (CD)
Referências
- ↑ «Noite Ilustrada - Biografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 22 de setembro de 2011
- 1 2 «Cantor Noite Ilustrada morre em São Paulo aos 75 anos». Folha de S.Paulo. 28 de julho de 2003. Consultado em 28 de julho de 2020
- ↑ Marco Antonio Barbosa (30 de julho de 2003). «Noite Ilustrada deixa dois CDs inéditos». CliqueMusic
Bibliografia
- HOMEM DE MELO, Zuza; MARCONDES, Marcos. Enciclopédia da Música Popular Brasileira. São Paulo: Publifolha, 2000.
