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Lista de monarcas de Portugal
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Esta é uma lista de monarcas de Portugal desde o surgimento do Condado Portucalense como um Estado-vassalo do Reino de Leão, passando pela independência de Portugal, que outorga definitivamente a Afonso Henriques, então conde de Portucale, o título de rei de Portugal. A lista segue até o declínio da monarquia portuguesa e à implantação da República Portuguesa, a 5 de outubro de 1910, que depôs o último rei português, Manuel II.
Portugal passou por séries de famílias dinásticas que governaram o reino por séculos durante o segundo milénio, devem-se citar como exemplo as dinastias de Bragança, Borgonha e Avis. Os mais notáveis monarcas da casa de Borgonha incluem: Afonso I, devido a sua importância na independência de Portugal e Dinis, por sua importância na educação e marinha. Enquanto isso, os monarcas mais notáveis da casa de Bragança são Pedro IV, por ter sido o fundador e imperador do Império do Brasil entre 1822 e 1831,[1] também é conhecido por ter lutado contra seu irmão Miguel na Guerra Civil Portuguesa; João IV, restaurador da soberania de Portugal após a Guerra da Restauração, e João V, que financiou obras impulsionadas pelo ouro do Brasil. Os monarcas notáveis da casa de Avis são João I, que colonizou a cidade de Ceuta em 1415 e fundou o Império Português, além de garantir a independência de Portugal contra o Reino de Castela após vencer a Batalha de Aljubarrota;[2] E Sebastião, que é conhecido por ter desaparecido após a Batalha de Alcácer-Quibir, que gerou uma crise de sucessão e levou ao surgimento da União Ibérica.[3]
Desde 1249, os reis de Portugal também se tornam reis do Reino do Algarve, um reino nominal localizado no extremo sul de Portugal. Afonso III foi o primeiro rei português a gozar do título de rei de Algarve. Em 1815, após a união pessoal entre Brasil, Portugal e Algarves, é criado o título de Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves; cujo foi utilizado até a dissolução desta união em 1822.[4]
Atribui-se o título de Dom aos reis portugueses a partir de Afonso Henriques, o título também foi utilizado por príncipes, infantes e outros nobres.[5] O título passou, por influência da monarquia portuguesa, a ser utilizado pelos imperadores do Brasil após sua independência.[6]
Presúrias Portucalenses
Condes presores do Porto
A reocupação e possível reconstrução ou fortificação de Portucale verificou-se após a presúria de Vímara Peres, em 868, vivendo, a partir de então, um próspero período da sua história: daí partiu toda a acção de reorganização, bem-sucedida, em alguns casos de repovoamento, para além dos limites da antiga diocese nela sediada, quer ao norte do rio Ave, quer ao sul do rio Douro. Por esta altura, o território designava-se de Terra Portugalense ou Portugalia. Desta forma, o antigo burgo de Portucale deu o nome a um novo estado ibérico.[7] Na Galiza, as terras portugalenses encontravam-se definidas como as situadas a sul do rio Lima, segundo documentação galega.
Casa de Vímara Peres
Os condes da casa de Vímara Peres nem sempre se sucederam em linha reta, recorrendo por vezes à sucessão cognática. Eram uma família com bastante influência, tendo o seu apogeu no século X.
Condes presores de Coimbra
Somente dez anos decorridos sobre a reconquista definitiva de Portucale tivesse sido tomada a cidade de Coimbra e erigida em condado independente às mãos de Hermenegildo Guterres em 878; a sua posição de charneira entre os mundos cristão e muçulmano permitiu uma vivência de maior paz no Entre-Douro-e-Minho, se bem que a região era alvo de incursões normandas regulares. As campanhas do Almançor, em finais do século X, porém, fizeram recuar a linha de fronteira de novo até ao Douro e o condado de Coimbra é suprimido em 987.
Casa de Hermenegildo Guterres
| Retrato | Nome | Nascimento | Reinado | Cônjuge(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|
| Hermenegildo Guterres | c. 842 Filho de Guterre e Elvira[9] |
878 − 912 (34 anos) |
Ermesinda Gatones de Bierzo 860 − 870[10] |
||
| Aires Mendes | c. 878 Filho de Hermenegildo Guterres e Ermesinda Gatones de Bierzo |
912 − 924 (12 anos) |
Ermesinda Gondesendes | ||
| Monio Guterres | c. 890 Filho de Guterre Mendes e Ilduara Eres de Lugo |
924 − 955[22] |
Elvira Aires de Coimbra | ||
| Gonçalo Moniz | c. 920 Filho de Monio Guterres e Elvira Aires de Coimbra |
955 − 982 (27 anos) |
Mumadona Froilaz de Coimbra | ||
| Monio Gonçalves | c. 960 Filho de Gonçalo Moniz e Mumadona Froilaz de Coimbra |
982 − 987 (5 anos) |
Não casou | ||
Na segunda metade do século XI, reconstituiu-se ao sul o condado de Coimbra, que incluía ainda as terras de Lamego, Viseu e Feira, sendo entregue ao conde ou alvazil Sesnando Davides, que conquistara definitivamente a cidade, a 27 de dezembro de 1064. Este condado viria mais tarde a ser incorporado no Condado Portucalense.
| Retrato | Nome | Nascimento | Início Reinado | Fim Reinado | Cônjuge(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Alvazil Sisnando Davides |
c. 1038 Tentúgal Filho de David e Susana |
27 de dezembro de 1064 − 25 de agosto de 1091 (26 anos, 7 meses e 29 dias) |
Loba Nunes de Portucale | |||
| Martim Moniz de Ribadouro | c. 1080 Filho de Monio Fromariques de Ribadouro e Elvira Gondesendes |
25 de agosto de 1091 − 1093 (1 ano, 4 meses e 7 dias) |
Elvira Sisnandes de Coimbra c.1080[23] |
|||
Condes presores de Chaves
Além destas duas principais presúrias, há notícias de uma terceira, sediada em Chaves, criada em 872 e governada por um misterioso conde Odoário,[24] que seria um capitão ou mesmo um irmão rebelde de Afonso III de Leão.[25] Esta presúria seria o ponto central de uma expansão para sul que alcançaria Lamego.[26]
- Odoário [Ordonhes] (872).
Condado Portucalense
A ambição de Afonso VI de Leão reconstituiu a unidade dos Estados que vigorava no tempo do seu pai, Fernando I de Leão. Quando Garcia, o irmão de Afonso deposto em 1071, faleceu na prisão em 1090, os territórios que haviam sido seus haviam já revertido para o genro de Afonso VI, Raimundo de Borgonha, que desde 1087 os governava como dote da esposa, Urraca de Leão e Castela.[27] A esta altura, o vigor das investidas Almorávidas recomendava a distribuição dos poderes militares, para melhor reforçar o território: um comando na zona central, entregue ao próprio rei Afonso VI, outro, não oficial, exercido por El Cid em Valência, e o terceiro a ocidente, entregue a Raimundo; este último não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo — tendo já perdido Lisboa, que fora cedida aos Leoneses pelo rei taifa de Badajoz, juntamente com Santarém, que estava também prestes a cair nas mãos dos Almorávidas — e essa será uma das razões que atribuem alguns historiadores modernos à decisão tomada por Afonso VI[28] de reforçar ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando a mais exposta a Henrique de Borgonha.
Dinastia de Borgonha

| Retrato | Nome | Nascimento | Reinado | Cônjuge(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|
| Raimundo | 1070 | 1087 − 1096[27] (9 anos) |
Urraca de Leão e Castela 1087 |
||
| Urraca | 24 de junho de 1081 Leão Filha de Afonso VI de Leão e Castela e Constança da Borgonha |
Raimundo de Borgonha 1087 Afonso I de Aragão 1109 |
|||
| Entre o final de 1095 e o início de 1096,[29] Afonso VI de Leão e Castela, após o desastre militar a sul comandado pelo genro Raimundo, e provavelmente sentindo o perigo da grande influência deste no Ocidente Peninsular,[29] unificou o Condado de Portucale e o Condado de Coimbra numa única entidade política, que entrega, como dote, à sua filha Teresa e ao respetivo esposo, Henrique de Borgonha, primo daquele, diminuindo assim a desigualdade de poder entre ambos.[29] | |||||
| Henrique | 1066 Dijon Filho de Henrique de Borgonha e Sibila da Borgonha |
1093 − 24 de abril de 1112 (19 anos, 3 meses e 23 dias) |
c.1093 | ||
| Teresa | 1080 Filha de Afonso VI de Leão e Castela e Ximena Moniz |
24 de abril de 1112 − 24 de junho de 1128[Nota 1] (16 anos e 2 meses) |
[30] | ||
| Afonso I o Conquistador |
25 de julho de 1109 Guimarães, Coimbra ou Viseu[31] Filho de Henrique e Teresa |
24 de junho de 1128 − 26 de julho de 1139 (11 anos, 1 mês e 2 dias) |
Mafalda de Saboia 1146[32] |
[33][30] | |
Reino de Portugal
Dinastia de Borgonha (ou Afonsina)
| 1139–1247 | 1247–1383 |
|---|---|
| Retrato | Nome | Nascimento | Início Reinado | Fim Reinado | Cônjuge(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Afonso I o Conquistador |
25 de julho de 1109 Guimarães, Coimbra ou Viseu[31] Filho de Henrique de Borgonha, conde de Portucale e Teresa de Leão |
26 de julho de 1139 − 6 de dezembro de 1185 (46 anos, 5 meses e 10 dias) |
Mafalda de Saboia 1146[32] |
[33][30] | ||
| Regência conjunta dos infantes Sancho (maio de 1169 – 6 de dezembro de 1185) e Teresa de Portugal (maio de 1169 – agosto de 1183) Incapacitado na sequência do falhado Cerco de Badajoz[34] Afonso encarregou os seus dois filhos sobreviventes do governo do Reino: o rei legou em Teresa as funções administrativas, e em Sancho as militares.[35] |
||||||
| Sancho I o Povoador |
11 de novembro de 1154 Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Afonso I e Mafalda de Saboia |
6 de dezembro de 1185 − 26 de março de 1211 (25 anos, 3 meses e 20 dias) |
Dulce de Aragão-Barcelona 1174 |
|||
| Afonso II o Gordo |
23 de abril de 1185 Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Sancho I e Dulce de Aragão-Barcelona |
26 de março de 1211 − 25 de março de 1223 (11 anos, 11 meses e 27 dias) |
Urraca de Castela 1206 |
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| Sancho II o Capelo |
8 de setembro de 1209 Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Afonso II e Urraca de Castela |
25 de abril de 1223 − 4 de dezembro de 1247 (24 anos, 7 meses e 9 dias) |
Mécia Lopes de Haro 1246 |
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| Regência de Afonso, Conde de Bolonha (4 de dezembro de 1247 – 4 de janeiro de 1248) | ||||||
| Afonso III o Bolonhês |
5 de maio de 1210[36] Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Afonso II e Urraca de Castela |
4 de janeiro de 1248 − 16 de fevereiro de 1279 (31 anos, 1 mês e 12 dias) |
Matilde II, Condessa de Bolonha 1239 Beatriz de Castela 1253 |
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| Dinis o Lavrador |
9 de outubro de 1261 Lisboa (Paço da Alcáçova / Castelo São Jorge) Filho de Afonso III e Beatriz de Castela (I) |
16 de fevereiro de 1279 − 7 de janeiro de 1325 (45 anos, 10 meses e 22 dias) |
Isabel de Aragão A Rainha Santa 11 de fevereiro de 1282 |
[37] | ||
| Afonso IV o Bravo |
8 de fevereiro de 1291 Lisboa (Paço da Alcáçova / Castelo São Jorge) Filho de Dinis I e Isabel de Aragão |
7 de janeiro de 1325 − 28 de maio de 1357 (32 anos, 4 meses e 21 dias) |
Beatriz de Castela II 12 de setembro de 1309 |
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| Pedro I o Justiceiro |
8 de abril de 1320 Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Afonso IV e Beatriz de Castela (II) |
28 de maio de 1357 − 18 de janeiro de 1367 (9 anos, 7 meses e 21 dias) |
Constança Manuel de Castela 24 de agosto de 1339 Inês de Castro 1354 |
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| Fernando I o Formoso |
31 de outubro de 1345 Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filho de Pedro I e Constança Manuel de Castela |
18 de janeiro de 1367 − 22 de outubro de 1383 (16 anos, 9 meses e 4 dias) |
Leonor Teles de Meneses 15 de maio de 1372 |
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| Regência de Leonor Teles de Meneses (22 de outubro de 1383 – 1384) | ||||||
| Beatriz | 7 ou 13 de fevereiro de 1373[38] Coimbra (Paço Real da Alcáçova) Filha de Fernando I e Leonor Teles de Meneses |
22 de outubro de 1383 − 14 de dezembro de 1385 (2 anos, 1 mês e 22 dias) |
João I de Castela 17 de maio de 1383 |
|||
Interregno (1383–1385)
Durante o reinado de Beatriz, que a historiografia portuguesa não reconhece como seguro e efetivo, deu-se a designada crise sucessória, um período em que o trono teria permanecido vago até à ascensão ao trono do meio-irmão bastardo de Fernando I de Portugal, o Mestre de Avis João de Portugal. O período compreende as Regências (governo) de Leonor Teles e do próprio Mestre de Avis.
| # | Retrato | Nome | Período da regência | Referências |
|---|---|---|---|---|
| — | Leonor Teles | 22 de outubro de 1383 − 16 de dezembro de 1383 (1 mês e 14 dias) |
||
| — | João, Mestre de Avis | 16 de dezembro de 1383 − 6 de abril de 1385 (1 ano, 3 meses e 21 dias) |
Dinastia de Avis
| Retrato | Nome | Nascimento | Reinado | Casamento(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|
| João I O de Boa Memória |
11 de abril de 1357 Lisboa (Paço da Alcáçova / Castelo São Jorge) Filho natural (ilegítimo) de Pedro I e Teresa Lourenço |
6 de abril de 1385 − 14 de agosto de 1433 (48 anos, 4 meses e 8 dias) |
Filipa de Lencastre 14 de fevereiro de 1387 |
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| Duarte I o Eloquente |
31 de outubro de 1391 Viseu Filho de João I e Filipa de Lencastre |
14 de agosto de 1433 − 9 de setembro de 1438 (5 anos e 26 dias) |
Leonor de Aragão 22 de setembro de 1428 |
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| Regências de Leonor de Aragão (9 de setembro de 1438 – dezembro de 1439) e Pedro, Duque de Coimbra (9 de setembro de 1438 – 20 de maio de 1449) Exerceram esta função em conjunto, até 1439, quando uma reunião de Cortes, em Lisboa, depôs Leonor, e manteve Pedro, tio do monarca, na regência. Afonso revoltar-se-ia contra o tio na célebre Batalha de Alfarrobeira, em 1449, onde o derrotou e se proclamou oficialmente maior de idade. | |||||
| Afonso V o Africano |
15 de janeiro de 1432 Sintra (Palácio Real da Vila) Filho de Duarte I e Leonor de Aragão |
9 de setembro de 1438 − 11 de novembro de 1477 (39 anos, 2 meses e 2 dias) 15 de novembro de 1477 − 28 de agosto de 1481 (3 anos, 9 meses e 13 dias) |
Isabel de Coimbra 6 de maio de 1447 Joana de Castela A Excelente Senhora 25 de maio de 1475 |
||
| João II o Príncipe Perfeito |
3 de março de 1455 Lisboa (Paço da Alcáçova / Castelo São Jorge) Filho de Afonso V e Isabel de Coimbra |
11 de novembro de 1477 − 15 de novembro de 1477 28 de agosto de 1481 − 25 de outubro de 1495 |
Leonor de Viseu 22 de janeiro de 1470 |
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| Manuel I o Venturoso |
31 de maio de 1469 Alcochete Filho de Fernando de Portugal, Duque de Viseu e Beatriz de Portugal |
25 de outubro de 1495 − 13 de dezembro de 1521[39] (26 anos, 1 mês e 18 dias) |
Isabel de Aragão e Castela 30 de setembro de 1497 Maria de Aragão e Castela 30 de outubro de 1500 Leonor de Áustria 16 de julho de 1518 |
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| João III o Piedoso |
7 de junho de 1502 Lisboa (Paço da Ribeira) Filho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela |
13 de dezembro de 1521 − 11 de junho de 1557 (35 anos, 5 meses e 29 dias) |
Catarina de Áustria 10 de fevereiro de 1525 |
||
| Regências de Catarina de Áustria (11 de junho de 1557 – 23 de dezembro de 1562) e Cardeal Henrique de Portugal (23 de dezembro de 1562 – 20 de janeiro de 1568) Regente em nome do neto menor, Catarina teve desavenças com ele, que a levaram a abdicar da regência em 1562, sendo substituída no cargo pelo Cardeal Henrique. |
|||||
| Sebastião o Desejado |
20 de janeiro de 1554 Lisboa (Paço da Ribeira) Filho de João Manuel, Príncipe de Portugal e Joana de Áustria |
11 de junho de 1557 − 4 de agosto de 1578 (21 anos, 1 mês e 24 dias) |
Não casou | ||
| Henrique o Casto |
31 de janeiro de 1512 Lisboa (Paço da Ribeira) Filho de Manuel I e Maria de Aragão e Castela |
4 de agosto de 1578 − 31 de janeiro de 1580 (1 ano, 5 meses e 27 dias) |
Não casou | ||
| Conselho de Governadores do Reino de Portugal 31 de janeiro — 17 de julho de 1580[40] D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[41] |
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Dinastia de Habsburgo (ou Filipina)

Após o desaparecimento de D. Sebastião, que não tinha herdeiros, o seu tio Henrique assumiu o trono; Também sem herdeiros, o mesmo veio a falecer dois anos depois, em 1580. Uma crise de sucessão se inicia no país, o rei Filipe II de Espanha, da casa de Habsburgo, reivindicou o trono e então as coroas se uniram ainda em 1580.[42]
Os soberanos desta dinastia foram também reis de Espanha, Países Baixos, Nápoles, Sicília,Valência, Granada, duques da Borgonha e etc., títulos genericamente reunidos sob a designação de Reis de Espanha.
| Retrato | Nome | Nascimento | Reinado | Casamento(s) | Referências |
|---|---|---|---|---|---|
| Filipe I[Nota 2] o Prudente |
21 de maio de 1527 Valladolid, Espanha Filho de Carlos I de Espanha e Isabel de Portugal |
16 de abril de 1581 − 13 de setembro de 1598 (17 anos, 4 meses e 28 dias) |
Maria Manuela de Portugal 15 de novembro de 1543 Maria I, Rainha de Inglaterra 25 de julho de 1554 Isabel de França 22 de junho de 1559 Ana de Áustria 4 de maio de 1570 |
||
| Filipe II[Nota 3] o Pio |
14 de abril de 1578 Madrid, Espanha Filho de Filipe I e Ana de Áustria |
13 de setembro de 1598 − 31 de março de 1621 (22 anos, 6 meses e 18 dias) |
Margarida da Áustria 18 de abril de 1599 |
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| Filipe III[Nota 4] o Opressor |
8 de abril de 1605 Valladolid, Espanha Filho de Filipe II e Margarida da Áustria |
31 de março de 1621 − 1 de dezembro de 1640 (19 anos e 8 meses) |
Isabel de França 25 de novembro de 1615 Mariana de Áustria 7 de outubro de 1649 |
Durante este período de sessenta anos, os reis fizeram-se representar em Portugal por um vice-rei ou um corpo de governadores — veja a lista de vice-reis de Portugal.
À revolta de 1 de dezembro de 1640 seguiu-se a Guerra da Aclamação, depois chamada, pela historiografia romântica do século XIX, como Guerra da Restauração.[43]
Dinastia de Bragança

| Retrato | Nome | Nascimento | Reinado | Casamento(s) | Referência(s) |
|---|---|---|---|---|---|
| João IV o Restaurador |
19 de março de 1604 Paço Ducal de Vila Viçosa, Vila Viçosa Filho de Teodósio II, Duque de Bragança e Ana de Velasco e Girón |
15 de dezembro de 1640 − 6 de novembro de 1656 (15 anos, 10 meses e 22 dias) |
Luísa de Gusmão 12 de dezembro de 1633 |
[44] | |
| Regência de Luísa de Gusmão (6 de novembro de 1656 – 26 de junho de 1662) | |||||
| Afonso VI o Vitorioso |
21 de agosto de 1643 Palácio da Ribeira, Lisboa Filho de João IV e Luísa de Gusmão |
6 de novembro de 1656 − 12 de setembro de 1683 (26 anos, 10 meses e 6 dias) |
Maria Francisca de Saboia-Nemours 27 de junho de 1666 |
[45] | |
| Regência do Infante Pedro de Portugal (23 de novembro de 1667 – 12 de setembro de 1683) | |||||
| Pedro II o Pacífico |
26 de abril de 1648 Palácio da Ribeira, Lisboa Filho de João IV e Luísa de Gusmão |
12 de setembro de 1683 − 9 de dezembro de 1706 (123 anos, 2 meses e 27 dias) |
Maria Francisca de Saboia-Nemours 2 de abril de 1668 Maria Sofia do Palatinado-Neuburgo 2 de julho de 1687 |
||
| João V o Magnânimo |
22 de outubro de 1689 Palácio da Ribeira, Lisboa Filho de Pedro II e Maria Sofia do Palatinado-Neuburgo |
9 de dezembro de 1706 − 31 de julho de 1750 (43 anos, 7 meses e 22 dias) |
Maria Ana de Áustria 9 de julho de 1708 |
||
| Regência de Maria Ana de Áustria (1742 – 31 de julho de 1750) | |||||
| José I o Reformador |
6 de junho de 1714 Palácio da Ribeira, Lisboa Filho de João V e Maria Ana de Áustria |
31 de julho de 1750 − 24 de fevereiro de 1777 (26 anos, 6 meses e 24 dias) |
Mariana Vitória de Espanha 19 de janeiro de 1729 |
||
| Regência de Mariana Vitória de Espanha (29 de novembro de 1776 – 24 de fevereiro de 1777) | |||||
| Pedro III o Edificador |
5 de julho de 1717 Palácio da Ribeira, Lisboa Filho de João V e Maria Ana de Áustria |
24 de fevereiro de 1777 − 25 de maio de 1786 (9 anos, 3 meses e 1 dia) |
Maria I
6 de junho de 1760 |
||
| Maria I a Louca |
17 de dezembro de 1734 Palácio da Ribeira, Lisboa Filha de José I e Mariana Vitória de Espanha |
24 de fevereiro de 1777 − 20 de março de 1816 (39 anos, 2 meses e 26 dias) |
Pedro III
6 de junho de 1760 |
[46] | |
| João VI o Clemente |
13 de maio de 1767 Paço de Madeira ou Real Barraca, Lisboa Filho de Pedro III e Maria I |
20 de março de 1816 − 10 de março de 1826 (9 anos, 11 meses e 18 dias) |
Carlota Joaquina de Espanha 9 de junho de 1785 |
||
| Pedro IV o Rei-Soldado[Nota 5] |
12 de outubro de 1798 Palácio Nacional de Queluz, Queluz Filho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha |
10 de março de 1826 − 2 de maio de 1826 (1 mês e 22 dias) |
Maria Leopoldina de Áustria 13 de maio de 1817 Amélia de Leuchtenberg 2 de agosto de 1829 |
[47] | |
| Regência dos Infantes Isabel Maria (6 de março de 1826 – 11 de julho de 1828) e Miguel de Portugal (2 de maio de 1826 – 11 de julho de 1828) Regentes em Portugal em nome da rainha Maria II. Isabel Maria e Maria II acabaram depostas por Miguel, que assumiu o título régio, usurpando assim o trono à sobrinha. |
|||||
| Miguel o Rei-Absoluto |
26 de outubro de 1802 Palácio Nacional de Queluz, Queluz Filho de João VI e Carlota Joaquina de Espanha |
11 de julho de 1828 − 26 de maio de 1834 (5 anos, 10 meses e 15 dias) |
Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg 24 de setembro de 1851 |
[48] | |
| Maria II a Educadora |
4 de abril de 1819 Rio de Janeiro, Brasil Filha de Pedro IV e Maria Leopoldina de Áustria |
6 de março de 1826 − 11 de julho de 1828 (2 anos, 4 meses e 5 dias) |
Augusto de Beauharnais 1 de dezembro de 1834 Fernando II de Saxe-Coburgo-Gota 1 de janeiro de 1836 |
[49] | |
| 26 de maio de 1834 − 15 de novembro de 1853 (19 anos, 5 meses e 20 dias) | |||||
| Fernando II o Rei-Artista |
29 de outubro de 1816 Viena, Áustria Filho de Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e Maria Antónia de Koháry |
16 de setembro de 1837 − 15 de novembro de 1853[Nota 6] (15 anos, 11 meses e 30 dias) |
Maria II 1 de janeiro de 1836 |
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| Regência do Rei Consorte Fernando II (15 de novembro de 1853 – 16 de setembro de 1855) | |||||
| Pedro V o Esperançoso |
16 de setembro de 1837 Palácio das Necessidades, Lisboa Filho de Fernando II e Maria II |
15 de novembro de 1853 − 11 de novembro de 1861 (7 anos, 11 meses e 27 dias) |
Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen 29 de abril de 1858 |
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| Luís o Popular |
31 de outubro de 1838 Palácio das Necessidades, Lisboa Filho de Fernando II e Maria II |
11 de novembro de 1861 − 19 de outubro de 1889 (27 anos, 11 meses e 8 dias) |
Maria Pia de Saboia 27 de setembro de 1862 |
[50][51] | |
| Carlos o Diplomata |
28 de setembro de 1863 Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa Filho de Luís e Maria Pia de Saboia |
19 de outubro de 1889 − 1 de fevereiro de 1908 (18 anos, 3 meses e 13 dias) |
Amélia de Orleães 22 de maio de 1886 |
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| Manuel II o Rei-Saudade |
15 de novembro de 1889 Palácio Nacional de Belém, Lisboa Filho de Carlos e Amélia de Orleães |
1 de fevereiro de 1908 − 5 de outubro de 1910 (2 anos, 8 meses e 4 dias) |
Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen 4 de setembro de 1913 |
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Luís Filipe de Bragança, legítimo sucessor de Carlos, aquando do regicídio sobreviveu a seu pai por vinte minutos. Conforme a lei da ascensão automática ao trono prevista na Constituição, Luís Filipe teria sido um dos monarcas com um dos reinados mais curtos da história, que durou somente vinte minutos.
- (*) Estes reis foram também soberanos do reino do Algarve, a partir de D. Afonso III; antes dele, D. Sancho I usou esse título (ou o alternativo rei de Silves) entre 1189 e 1191.
Titulatura régia
Ao longo da história, o título oficial dos reis de Portugal foi sendo alterado. Os reis de Portugal tiveram os seguintes títulos:
| Período | Título | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| 1140–1189 | Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses (Dei Gratiae, Rex Portugalensium) | D. Afonso Henriques, D. Sancho I | Afonso Henriques proclamado rei. |
| 1189–1191 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e de Silves (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Silbis) Pela Graça de Deus, Rei de Portugal, de Silves e do Algarve (Dei Gratiae, Rex Portugaliae, Silbis & Algarbii; esta intitulação surge em dois documentos nos quais D. Sancho restaura a diocese de Silves em favor de D. Nicolau) | D. Sancho I | Tomada de Silves (1189). |
| 1191–1211 | Pela Graça de Deus, Rei dos Portugueses (Dei Gratiae, Rex Portugalensium) | D. Sancho I | Perda de Silves, retomada pelos Almóadas (1191). |
| 1211–1248 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal (Dei Gratiae, Rex Portugaliae) | D. Afonso II, D. Sancho II | |
| 1248–1259 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e Conde de Bolonha (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Comes Boloniae) | D. Afonso III | Afonso, casado com Matilde II, condessa de Bolonha, ascende ao trono por morte do irmão sem herdeiros. |
| 1259–1267 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal (Dei Gratiae, Rex Portugaliae) | D. Afonso III | Pela morte de D. Matilde, Afonso III abandona o título de Conde de Bolonha (1259). |
| 1267–1369 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve (Dei Gratiae, Rex Portugaliae & Algarbii) | D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I | D. Afonso III recebe o senhorio do Algarve pelo Tratado de Badajoz (1267). |
| 1369–1371 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Múrcia, de Jáen, do Algarve, de Algeciras e Senhor de Molina | D. Fernando I | Pretensão de D. Fernando à Coroa de Castela. |
| 1371–1383 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve | D. Fernando I | Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz de Alcoutim (1371). |
| 1383–1385 | Inexistência de título | vacatura do trono | Guerra civil e contra Castela. |
| 1385–1415 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve | D. João I | |
| 1415–1458 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta | D. João I, D. Duarte, D. Afonso V | Conquista de Ceuta (1415). |
| 1458–1471 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, e Senhor de Ceuta e de Alcácer em África | D. Afonso V | Conquista de Alcácer Ceguer (1458). |
| 1471–1475 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África | D. Afonso V | Conquista de Arzila e Tânger (1471) e elevação do senhorio do Norte de África à condição de Reino d'Além-Mar. |
| 1475–1479 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Portugal, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Córdova, de Jáen, de Múrcia, dos Algarves d'Aquém e d'Além Mar em África, de Gibraltar, de Algeciras, e Senhor da Biscaia e de Molina | D. Afonso V | Pretensão de D. Afonso V à Coroa de Castela, pelo seu casamento com Joana, a Beltraneja. |
| 1479–1485 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África | D. Afonso V, D. João II | Renúncia aos títulos castelhanos após a Paz das Alcáçovas-Toledo. |
| 1485–1499 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, e Senhor da Guiné | D. João II, D. Manuel I | Criação do senhorio da Guiné abrangendo as possessões portuguesas que se estendiam pelo Golfo da Guiné. |
| 1499–1580 | Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António | Após o regresso de Vasco da Gama da Índia, em 1499, o título régio é reformulado e atinge a sua plenitude. |
| 1580–1640 | Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. | D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III | Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa. |
| 1640–1815 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) | Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I. |
| 1815–1825 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Maria I, D. João VI | O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815). |
| 1825–1826 | Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. João VI | Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, D. João VI passa a usar por carta de lei de 15 de novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho D. Pedro I. |
| 1826 | Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Pedro IV | Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título reflectiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta. |
| 1826–1910 | Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. | D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II | Após a abdicação de D. Pedro em favor da filha, retorna-se definitivamente à fórmula anteem vigor desde 1640, que vigorará agora até ao fim da Monarquia. |
Quanto ao estilo usado, nas formas de adereço ao monarca, também este evoluiu, da seguinte maneira:
| Período | Estilo | Usado por | Motivo |
|---|---|---|---|
| 1140–1433 | Sua Mercê | D. Afonso I, D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Dinis, D. Afonso IV, D. Pedro I, D. Fernando I, D. João I | |
| 1433–1577 | Sua Alteza Real (S.A.R.) | D. Duarte, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião | Estilo introduzido em Portugal por influência inglesa, através da rainha D. Filipa de Lencastre. |
| 1577–1578 | Sua Majestade (S.M.) | D. Sebastião | Por ocasião da entrevista de Guadalupe (1577), concedida por Filipe II de Espanha a seu sobrinho D. Sebastião, e do tratamento majestático que lhe foi concedido pelo tio, D. Sebastião passa a usar a fórmula de adereço Sua Majestade, prenunciando o seu desejo imperial de conquista de África. |
| 1578–1580 | Sua Alteza Real (S.A.R.) | D. Henrique, D. António | Com a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, o Cardeal-Rei regressa à fórmula anterior, por considerar o tratamento majestático apenas adequado para o divino. |
| 1580–1748 | Sua Majestade (S.M.) | Filipe I, Filipe II, Filipe III, D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V | Com a incorporação de Portugal nos domínios dos Habsburgos da Espanha, onde, devido à influência de Carlos V, rei de Castela e imperador da Alemanha, se havia difundido o tratamento de Majestade, este passa também à órbita portuguesa, mantendo-se mesmo após a Restauração da Independência (1640). |
| 1748–1825 | Sua Majestade Fidelíssima (S.M.F.) | D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III), D. João VI | D. João V consegue da Santa Sé o reconhecimento do título de Majestade Fidelíssima para a Coroa Portuguesa, por contraponto ao uso de Sua Majestade Católica em Espanha e Sua Majestade Cristianíssima em França. |
| 1825–1826 | Sua Majestade Imperial e Fidelíssima (S.M.I.&F.) | D. João VI, D. Pedro IV | Com o reconhecimento da independência do Brasil, em 1825, D. João VI reserva também para si, ao abrigo das disposições do Tratado do Rio de Janeiro, o título de Sua Majestade Imperial; com a sua morte no ano seguinte, e a subida ao trono do filho mais velho, também ele imperador do Brasil (D. Pedro IV), mantém-se o uso da fórmula dúplice, até à sua abdicação em favor da filha D. Maria da Glória. |
| 1826–1910 | Sua Majestade Fidelíssima (S.M.F.) | D. Maria II, D. Miguel I, D. Maria II (com D. Fernando II), D. Pedro V, D. Luís I, D. Carlos I, D. Manuel II | Após a abdicação de D. Pedro IV, retorna-se ao anterior estilo. |
Ver também
- Lista de monarcas do Brasil
- Lista de condes de Portucale
- Aclamação do Rei de Portugal
- Linha de sucessão ao trono português
- Lista de regentes de Portugal
- Lista de consortes reais de Portugal
- Lista de vice-reis de Portugal
- Lista de reis do Algarve
- Árvore genealógica dos reis de Portugal
- Lista de títulos e honrarias da Coroa Portuguesa
Notas
Referências
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- 1 2 Sáez 1947, p. 6.
- 1 2 Sáez 1947, p. 25.
- 1 2 Mattoso 1983, p. 20.
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- ↑ García Álvarez 1960, p. 218.
- ↑ Mattoso 1981, p. 145.
- 1 2 Mattoso 1983, p. 21.
- 1 2 3 Mattoso 1981, p. 146.
- ↑ «O Portal da História - Historiografia». www.arqnet.pt. Consultado em 17 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2025
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- ↑ Mattoso 1981, p. 114, 266.
- ↑
(31 anos)Munio Gutierrez (died 959) - ↑ Isaac 2014, p. 76-77.
- ↑ Fernandes 2016, p. 209.
- ↑ Fernandes 2016, p. 288.
- ↑ Fernandes 2016, p. 217.
- 1 2 Serrano 1907, p. XLIV.
- ↑ Muito se especula acerca das razões que levaram Afonso VI de Leão a incluir Henrique de Borgonha nos seus planos: quiçá por ser sobrinho da falecida rainha D. Constança (mais poderoso, portanto, que Raimundo por pertencer à linhagem dos duques e não dos condes de Borgonha); por seu intermédio, era também sobrinho-neto de São Hugo de Cluny, o que introduz a hipótese de Henrique se tornar um caudilho militar para os interesses da Ordem de Cluny no território.
- 1 2 3 Reilly 1988, p. 231-259.
- 1 2 3 Baquero Moreno, Humberto (2006). «Portugal e o reino das Astúrias no período de formação». Astúrias e Portugal. Relações históricas e culturais. Actas do Colóquio 5 a 7 de Dezembro de 2005. Lisboa: Academia Portuguesa da História. pp. 115–141. ISBN 972-624-164-2
- 1 2 Ainda hoje se mantém o debate, pois as três cidades têm argumentos válidos para reivindicarem para si o "berço" do primeiro rei de Portugal. Em Guimarães aponta-se o Castelo de Guimarães como lugar possível, o Paço Real da Alcáçova em Coimbra.
- 1 2 Mattoso 2014, p. 220.
- 1 2 Costa, Antonio Carvalho da (1706). Corografia portugueza, e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal. [S.l.]: Deslandes. Consultado em 17 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025
- ↑ «D. Afonso Henriques». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 24 de outubro de 2012. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2021
- ↑ Sancho e Teresa entre seus irmãos e na política de Afonso Henriques após o Desastre de Badajoz
- ↑ Caetano de Sousa 1735, p. 159.
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- ↑ Cronicom Conimbricense, em Crónicas de López de Ayala, Livro II, p. 592.
- ↑ Por morte de D. João II sem filhos legítimos (o príncipe D. Afonso falecera em condições trágicas nunca completamente esclarecidas em 1491), nem irmãos sobrevivos (a infanta Santa Joana, sua irmã, falecera em 1490), não obstante haver tentado legitimar um seu filho natural, o infante D. Jorge de Lancastre, futuro Duque de Coimbra, a Coroa Portuguesa acabou por passar para o seu primo e cunhado D. Manuel, Duque de Beja, o qual era filho de D. Fernando, Duque de Viseu (irmão do rei D. Afonso V), e de D. Beatriz (filha do infante D. João, o penúltimo dos membros da Ínclita Geração). Assim, embora pelo lado do pai fosse neto do rei D. Duarte, e pelo lado da mãe, bisneto de D. João I, o facto de não ser herdeiro directo, mas sim colateral, leva a que surjam, por vezes, referências a uma pretensa quebra na casa reinante da dinastia de Avis, o que não faz qualquer sentido.
- ↑ Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
- ↑ Segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direcção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
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